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O governo do Irã divulgou um balanço trágico nesta sexta-feira (10/04/2026), afirmando que mais de 3 mil pessoas morreram nos recentes confrontos com Israel e forças dos EUA. A bancada avalia a crise humanitária na região e os próximos capítulos do conflito no Oriente Médio.

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Transcrição
00:00Gente, vamos voltar a falar com o Luca Bassani, porque o governo do Irã disse que mais de 3 mil
00:04pessoas morreram por conta dos conflitos com os Estados Unidos e também Israel.
00:09Luca, traz mais detalhes pra gente, números extremamente significativos e que chamam bastante atenção.
00:16Exatamente, Cássio. Esse número apenas no Irã, né?
00:20Lembrando que a guerra começou em 28 de fevereiro, ou seja, há mais de 40 dias e que teve durante
00:27os primeiros dias desse conflito o ataque à escola, né?
00:31Em Minábio, da Escola das Meninas, que acabou tendo cerca de 150 mortos, de acordo com a mídia iraniana.
00:38De acordo também com algumas reportagens de periódicos norte-americanos, foi um erro dos Estados Unidos,
00:44já que o míssil que foi despejado era um Tomahawk, que pertence também ao arsenal norte-americano.
00:53O Irã diz então que essas pessoas, muitas delas são civis, não especificou quantos membros da Guarda Revolucionária ou do
01:00Exército estão entre os mortos.
01:02Fato é que o grau de destruição é muito grande em todas as principais cidades,
01:09considerando Teherã, Isfahan, Tabriz, Yaz, também Shiraz, entre outras nessa região central, né?
01:17Desde a capital até o Estreito de Hormuz e que o bloqueio da internet imposto pelo governo iraniano, que ainda
01:25é vigente,
01:26faz com que muitas dessas informações ainda não consigam ser checadas e nós não consigamos ter uma real noção dessa
01:33destruição.
01:34Essa também é uma das estratégias adotadas pelo governo e que permanece até este momento
01:40para que o mundo tenha a impressão que o Irã foi o grande vitorioso dessa guerra, também do aspecto militar.
01:47Ao contrário da faixa de Gaza, em que nós assistíamos a guerra dia e outurnamente, 24 horas por dia,
01:52a destruição causada pelos bombardeios israelenses, o drama humanitário,
01:56pela falta de internet e pelo bloqueio dos meios de comunicação para fora do território iraniano,
02:03são poucas as imagens, poucas as informações que mostrem o grau de destruição causado pelos bombardeios israelenses e norte-americanos.
02:11Então, isso tende também a ser explicitado ao longo do tempo, mas, de qualquer maneira,
02:17nós sabemos que todos os conflitos bélicos pelo mundo acabam vitimando, em sua maioria,
02:21as pessoas civis, pessoas que não fizeram aquelas decisões, não tomaram aquelas decisões,
02:26não têm poder político e acabam pagando o preço, seja com a perda das suas vidas,
02:31seja com algum ferimento ou até mesmo a perda das suas casas ou de algum patrimônio
02:35que levaram anos a construir em questão de segundos por conta de um bombardeio,
02:40são completamente destruídos.
02:43O Líbano acaba também sendo um desses grandes exemplos,
02:46um país que, desde 1975, vive este conflito civil,
02:51depois um conflito com Israel, agora depois com a presença do Hezbollah,
02:54também arrastando o país para diversas outras problemáticas geopolíticas dentro do Oriente Médio
03:00e agora, novamente, completamente destruído após três dias intensos de bombardeios.
03:05A ver se essa paz que tende a ser negociada em Islamabad terá frutos
03:09e poderá demarcar o final de mais uma guerra que colocou o mundo também com os olhos de volta ao
03:16Oriente Médio.
03:17Perfeito, Luca. Obrigado pelas informações, gente.
03:20Então, número extremamente expressivo de mais de 3 mil pessoas que morreram nesse conflito
03:25apenas no Oriente Médio.
03:27Mas, Zé Maria Trindade, a gente está discutindo aqui as negociações em torno de um possível acordo de paz
03:32entre os Estados Unidos e o Irã, que precisa também contar com o papel de outros atores.
03:37A gente está falando aqui também sobre Israel, mas mesmo que esse acordo seja firmado para a paz lá no
03:43Irã,
03:43a gente ainda consegue ver muitos conflitos acontecendo em outros territórios do Oriente Médio.
03:49Isso é uma questão também que é difícil também de conseguir negociar.
03:55Imagina 3 mil pessoas e fora a apreensão.
03:58Imagina você, sua família, ouvindo um presidente de uma potência como os Estados Unidos
04:04dizer que vai dizimar uma civilização.
04:07Você olhar para o seu marido, para o seu pai, para a sua mulher, para o seu filho e ter
04:14essa ameaça.
04:15Isso é tão horroroso que parece aquela história do genio Zeppelin, do Chico Buarque, né?
04:22Um dia surgiu brilhante entre nuvens flutuantes um enorme Zeppelin.
04:27Pairou sobre os edifícios, abriu 10 mil orifícios com 10 mil canhões assim.
04:32A cidade apavorada se quedou paralisada, pronta para virar geleia.
04:37E do Zeppelin gigante desceu o seu comandante dizendo, mudei de ideia.
04:42Então é mais ou menos assim.
04:44Quer dizer, as cidades, que são várias cidades, paralisadas, prontas para virar geleia.
04:50Porque uma ameaça desse porte de um presidente dos Estados Unidos,
04:55a força bélica norte-americana é incontestável.
04:58É a maior do mundo.
05:00Eu não sei se há algo parecido.
05:03Se a Rússia, se a China ou se os dois juntos podem ter algo parecido.
05:08A força bélica norte-americana.
05:10E aí um presidente diz que vai tornar geleia uma civilização inteira.
05:16É claro, depois ele mudou de ideia, mas pode voltar ou fazer uma exigência.
05:21Exigência, como o comandante do Zeppelin, a exigência dele era passar uma noite com a Geni,
05:28que todos jogavam pedra, né?
05:30Então, assim, para você ter uma ideia de como desumaniza os habitantes do Irã.
05:35É tudo muito confuso.
05:36Sabe por quê?
05:37Porque até então se achava que as guerras seriam difíceis de acontecer, né?
05:43Seriam guerras regionalizadas, nada assim, um envolvimento tão grande de dois países,
05:50uma contenda tão grande.
05:53Lá, por exemplo, a invasão da Rússia na Ucrânia, os comandantes militares aqui ficaram assustados.
05:59Eles me disseram que achavam que aquela guerra de tanque, de um atirar no outro,
06:05isso tinha acabado, não acabou, voltou lá na Ucrânia.
06:09Os países estavam levando os orçamentos mais para a área social e agora a corrida armamentista mundial é visível.
06:19Ninguém quer mais ficar sem a possibilidade de se defender,
06:25que às vezes vai consumir orçamentos e orçamentos, né?
06:28E é claro que não se pode ficar sem uma defesa e tem que ser permanente,
06:34porque não dá para montar rapidamente.
06:35Mas mudou tudo no mundo a partir exatamente desses conflitos.
06:41Ô Piperno, inclusive, antes só de a gente...
06:43Deixa eu fazer um break rápido na rádio, mas o nosso 131 segue ao vivo em todas as outras plataformas.
06:48Quero te ouvir também, porque a gente está discutindo os conflitos no Oriente Médio,
06:52principalmente no Irã.
06:53E a gente está vendo também a participação de outros países que têm a intenção também
06:57de derrubar o regime iraniano, como Israel.
06:59E ali na fronteira de Israel tem um país que é extremamente importante,
07:03que se chama o Líbano.
07:04Eu gostaria que também você falasse da importância territorial do Líbano,
07:07que, de certa forma, acabou sofrendo novos bombardeios,
07:10que foi aí fundamental para esse acordo de paz não ser firmado,
07:14ou pelo menos está sendo negociado de novo.
07:17Bom, é um belo país.
07:18Nos anos 50, era conhecido aí como uma espécie de Suíça do Oriente Médio, né?
07:22Um país de gente, inclusive, sofisticada, ou pelo menos foi assim.
07:28Mas é verdade também que, por conta das sucessivas guerras na região e, mais especificamente,
07:36do expulsionismo de Israel, a partir dos anos 70, o Líbano sofreu muito, inclusive com várias guerras civis.
07:43O Líbano foi ocupado por Israel muitas vezes nos últimos 50 anos.
07:49E é por isso que eu costumo dizer que o Líbano virou uma espécie de playground aí do exército de
07:55Israel.
07:57Por exemplo, em 1982, quando Beirute e outras áreas do Líbano estavam sob a supervisão do exército de Israel,
08:06naquele ano, houve o massacre de Sabra e Chatila.
08:11Não foi perpetrado, é bem verdade, por forças israelenses, mas sim por grupos cristãos do Líbano,
08:18massacrando mais de 2 mil palestinos naqueles dois campos de refugiados, de Sabra e Chatila.
08:25Só que, naquele momento, cabia a Israel exatamente a segurança daquelas áreas.
08:31E o comandante, o então comandante Ariel Sharon, fechou os olhos para isso, possibilitando, então, aquele massacre.
08:38Uma das consequências dessas mais de 2 mil mortes foi, então, a expulsão de todos os grupos palestinos
08:46comandados por Yasser Arafat.
08:49Então, naquele momento, houve um êxito forçado aí de palestinos que se abrigavam no Líbano.
08:56Depois foram ocorrendo várias invasões, várias vezes Israel entrou, saiu, entrou e saiu,
09:02até que, em 2006, as forças israelenses foram expulsas do Líbano pelo Hezbollah.
09:10É bom que as pessoas, é importante que as pessoas entendam que, aqui no Brasil,
09:15e em grande parte do Ocidente, costuma-se colocar Hezbollah e Ramaz no mesmo pacote.
09:22Isso está errado.
09:23Isso é um erro grosseiro de quem não conhece bem a história.
09:25O que eles têm em comum é a defesa da causa palestina e o apoio do Irã.
09:31Mas, para início de conversa, o Hamaz é sunita, o Hezbollah é xiita.
09:36Um é um grupo fundamentalista que tenta o domínio da faixa de gás,
09:44inclusive sufocando a própria população palestina.
09:47O outro, ao longo do tempo, se tornou também uma espécie de exército de resistência
09:53e se tornou também um ator político importante no Líbano.
09:57Portanto, eles são diferentes.
09:59Agora, sobre essa questão do Líbano, eu queria, então, convidar a nossa audiência
10:04a ler duas obras-primas sobre o tema, escritas pelo maior entendedor daquela região
10:10que o Ocidente já, enfim, revelou.
10:13O jornalista britânico Robert Fiske, morto aí há uns três, quatro anos.
10:17E aí eu destaco duas obras, Pobre Nação, na qual ele fala muito sobre o Líbano,
10:25e também A Grande Guerra pela Civilização, e aí ele passa por vários países ali da região.
10:32Só dá mais de duas mil páginas de leitura, mas, olha, é um mergulho naquela área
10:40e ajuda a gente a entender muito do que acontece ainda hoje.
10:43Olha só, um outro aspecto que eu quero abordar em relação a esse conflito é o seguinte.
10:51Pode gerar uma corrida armamentícia no Oriente Médio.
10:54Por quê?
10:54Porque, de fato, aliás, o Enéas falava isso aqui no Brasil.
10:58Uma garantia que você tem de segurança, que você não vai ser atacado, goste ou não,
11:04infelizmente é assim, é arma nuclear.
11:06Ninguém mexe com a Coreia do Norte.
11:08Por quê?
11:08Porque tem arma nuclear.
11:09Ninguém mexe com a Índia.
11:10Por quê?
11:10Porque tem arma nuclear.
11:11Ninguém mexe com o Paquistão.
11:13Por quê?
11:13Porque tem arma nuclear.
11:15Então, a sinalização dada com este ataque, se o Irã estava, antes, disposto a negociar
11:23um programa nuclear com inspeção, pode ter certeza que agora há forças dentro do Irã
11:31querendo acelerar o programa nuclear, agora não para fins pacíficos, e sim para fins bélicos,
11:37pelo menos para proteção.
11:39E digo mais, também tem uma entrevista aí circulando, está dando entrevista em tudo
11:43quanto é lugar, um cientista do MIT chamado Theodore Postol, que ele já fala que o Irã
11:50já tem as condições para fazer uma arma nuclear, que é uma tecnologia muito ultrapassada,
11:56é da década de 60 fazer arma nuclear.
11:58E isso pode, inclusive, desencadear uma corrida armamentícia para outros países, e não
12:04para atacar, mas para se defender.
12:06Então, a Arábia Saudita pode ser que busque uma arma nuclear, pode ser que, sei lá, que
12:11o Kuwait, Iraque, entre outros aí.
12:15Enfim, a sinalização dada abriu um precedente muito grande de uma corrida armamentícia.
12:21É lógico que o Ocidente também tem que ficar de olho em relação a isso.
12:23E também todos os custos envolvendo armamento, inclusive Donald Trump criticou durante a
12:28campanha eleitoral o gasto que Joe Biden, que era o presidente dos Estados Unidos, tinha
12:32com a Ucrânia em relação à guerra com a Rússia.
12:34Ele disse, ó, vou acabar com isso, vou trazer a paz, vou acabar com os conflitos e não vou
12:38mais investir dinheiro da defesa, dinheiro em armamento para outros conflitos.
12:43O que a gente está vendo agora?
12:44Donald Trump despejando suas maiores armas, todo o seu potencial da marinha com os principais
12:50navios, justamente lá no Oriente Médio, gastando mais dinheiro e isso gerando um incômodo
12:55muito grande com o seu público interno.
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