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O Ministério da Fazenda anunciou o Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), uma parceria inédita entre a Receita Federal e a agência de fronteiras dos EUA (CBP). O objetivo é o rastreamento em tempo real de armas e drogas, utilizando o sistema Desarma.

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Transcrição
00:00E olha, o Ministério da Fazenda anunciou que está em fase de conclusão de uma parceria entre a Receita Federal
00:06e a Agência de Fronteiras dos Estados Unidos para o combate ao crime organizado.
00:11Vamos conversar ao vivo com a Beatriz Souza, que vai trazer todos os detalhes pra gente dessa parceria entre o
00:16governo brasileiro e também o norte-americano.
00:18Beatriz, boa tarde.
00:22Oi, Cássio, boa tarde pra você, pra todos que estão acompanhando a gente aqui na Jovem Pan.
00:27Então, exatamente isso, viu, Cássio, esse acordo de cooperação entre a Receita Federal do Brasil e a Agência de Fronteiras
00:34dos Estados Unidos vai permitir aí um trabalho conjunto pra combater organizações criminosas,
00:41sobretudo o tráfico de drogas e o tráfico de armas, que segundo divulgação de dados de órgãos aqui do Brasil,
00:50nos últimos 12 meses, meia tonelada de armas, equipamentos dessas armas foram apreendidos.
00:57E esses equipamentos, essas armas estavam vindo dos Estados Unidos, viu, Cássio?
01:02O país norte-americano também informou que essas quadrilhas têm se articulado, têm se sofisticado pra poder desmembrar esse armamento
01:11em cargas,
01:12dificultando, então, a ação da polícia, a identificação dessas cargas vindas para o Brasil.
01:19E, de fato, na prática, como vai acontecer, então, esse acordo entre Receita Federal e os Estados Unidos?
01:26Eles vão compartilhar informações em tempo real, dados de inteligência sobre cargas suspeitas que estiverem vindo dos Estados Unidos para
01:36o Brasil e também do Brasil para os Estados Unidos.
01:40Essas informações vindas dos Estados Unidos para o Brasil vão direto para a Receita Federal e também para a Polícia
01:46Federal,
01:47para que eles possam ali agir rapidamente, interceptar, então, essas cargas e evitar que armas e drogas vindas dos Estados
01:55Unidos entrem no Brasil e sejam comercializadas aqui.
01:59Essas informações, esses relatórios de inteligência vão ter, por exemplo, sobre as apreensões feitas no Brasil, também nos Estados Unidos,
02:08tipo de material apreendido, origem declarada, informações também de logística dessas cargas.
02:15E isso tudo vai permitir toda essa cooperação entre os dois países, vai permitir o avanço das investigações,
02:21a identificação também dessas redes internacionais de tráfico de drogas e de armas, reduzir o armamento e também a entrada
02:29de entorpecentes no Brasil
02:31e, principalmente, Cássio, o rastreamento e o mapeamento dessas organizações criminosas, como que elas se articulam,
02:39por exemplo, quem ficou responsável por enviar, quem ficou responsável por receber aqui no Brasil,
02:44quem poderia, então, estar responsável pela venda, tudo isso vai poder ajudar a polícia aqui do Brasil para avançar nessas
02:54investigações.
02:55A gente separou um trecho da fala do ministro da Fazenda, dando as informações sobre esse acordo. Vamos assistir.
03:02O que hoje a gente ouviu das autoridades norte-americanas e pôde compartilhar com eles,
03:07é um avanço maior que é o compartilhamento de informações que até então não existiam
03:15e que passa a existir tanto das autoridades norte-americanas para o Brasil,
03:20quanto também em termos de reciprocidade das autoridades brasileiras para as norte-americanas.
03:29E o governo brasileiro, Cássio, segue de olho, segue bem interessado nesses acordos de cooperação internacional,
03:37inclusive na semana que vem, na próxima semana, o ministro da Fazenda já tem uma agenda marcada,
03:44vai para os Estados Unidos, para Washington, tem essa agenda internacional, justamente de olho nesses acordos de cooperação.
03:52E a gente vai seguir por aqui acompanhando também sobre essa agenda do ministro,
03:57mas também sobre esse acordo de cooperação que vai ser dado aqui para frente.
04:01Volto com você, Cássio.
04:02Valeu, Bia. Obrigado pelas informações.
04:05E olha, gente, é extremamente importante esse avanço no compartilhamento de informações,
04:10justamente no momento em que o presidente Lula se aproxima de uma reunião com o presidente dos Estados Unidos,
04:15Donald Trump, ainda não há uma data firmada, mas pode acontecer até o mês de junho,
04:19e também sobre a possibilidade dos Estados Unidos querer equiparar as facções criminosas do Brasil a organizações terroristas.
04:26Isso poderia abrir um precedente muito perigoso, mas diante desses avanços de informações sobre fronteiras,
04:33trocando detalhes, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil,
04:36de certa forma, essa possibilidade de equiparação de nomenclaturas pode ficar no segundo plano.
04:42Piper, como é que você analisa esse avanço, ou pelo menos essas discussões envolvendo a Fazenda Brasileira
04:48com esse órgão também que acaba investigando e monitorando as fronteiras nos Estados Unidos?
04:54Bom, primeiro que a gente tem que entender que o grande crime organizado é transnacional,
04:59seja aqui no continente americano ou até na Europa.
05:02A França, por exemplo, convive muito com isso e não faz muito tempo,
05:06eu até cheguei a mencionar isso aqui, o jornal Le Monde tinha lá um banner,
05:12que você podia entrar no banner e fazer matrícula em um curso lá
05:18que um especialista sobre crime transnacional iria dar, seis aulas, por sinal.
05:23Era uma bala, 300 euros e tal.
05:26Bom, mas isso mostra como o problema é preocupante em todo mundo.
05:30Aqui no continente americano, obviamente, não é diferente.
05:34Mas tem uma coisa, tem uma diferença muito significativa entre o que acontece na Europa.
05:43Tem que haver cooperação, tem que haver cooperação entre todos os países,
05:48entre todos os governos, porque esse é um problema que aflige todo mundo,
05:52só que ele não pode ser utilizado como ferramenta de pressão política,
05:57que é suspeita agora e é o que está acontecendo agora.
06:01Ou seja, por que classificar o Comando Vermelho ou, enfim, o PCC como grupo terrorista?
06:09Tem uma galera aí que acha legal e tal, isso mesmo.
06:12E, por exemplo, não há essa mesma preocupação do governo americano
06:15em classificar como grupos terroristas os que atuam no Equador,
06:20sabidamente um país também, rota de tráfego e tal,
06:24e com cartéis muito poderosos.
06:26E, por exemplo, o Paraguai.
06:27Ah, mas lá são governos amigos.
06:29Então, veja, o Brasil tem que fazer um combate rigoroso ao crime, ponto.
06:34Aliás, acabou de aprovar uma nova lei voltada também para isso.
06:40Para o Brasil internamente, para o nosso mercado interno,
06:43mudar a classificação desses grupos para grupos terroristas não vai mudar absolutamente nada.
06:47O que nós temos que fazer é combater sem tréguas.
06:50Agora, uma mudança nessa classificação vai abrir margem
06:55para que, sim, venha algum tipo de indesejada intervenção externa.
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