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Às vésperas de uma nova rodada de negociações intermediada pelo Paquistão, Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ameaças diretas. Enquanto Donald Trump exige a abertura total e definitiva do Estreito de Ormuz, Teerã condiciona a trégua ao fim dos ataques ao Líbano e à retirada de tropas americanas.

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Transcrição
00:00Bom, meus amigos, vamos começar essa edição do nosso 3 em 1 falando sobre mais um dia de tensões lá
00:04no Oriente Médio.
00:05Os Estados Unidos e Irã trocaram novas ameaças na véspera da negociação de um acordo de cessar fogo que vai
00:13acontecer lá no Paquistão.
00:15Os iranianos exigem o fim dos ataques no Líbano para reabrir o Estreito de Hormuz.
00:20E o Luca Bassani chega ao vivo aqui no nosso 3 em 1 trazendo todos os detalhes e é claro
00:24que está em jogo para esse acordo de paz ser aceito.
00:27Então, meu amigo, seja bem-vindo, uma boa tarde e boa sexta-feira.
00:31Boa sexta também a você, Cássio, a todos que nos acompanham, nossos debatedores e a nossa querida audiência.
00:38Hoje tem início um processo extremamente importante para o desfecho, possivelmente, da guerra que acontece no Oriente Médio há mais
00:47de 40 dias.
00:49Irã e Estados Unidos irão se encontrar durante os próximos dias no Paquistão, a capital Islamabad, com a presença de
00:56figuras importantes da política, tanto norte-americana quanto iraniana.
01:01Do lado norte-americano, nós temos o vice-presidente J.D. Vance, sendo o representante dos Estados Unidos, o envenenado
01:08especial Steve Whitcoff e o genro de Donald Trump, Jared Kushner.
01:12E do lado iraniano, além de alguns outros políticos e diplomatas, também o chefe do parlamento do país, Mohamed Halibaf.
01:20Ele que é visto como uma figura um pouco mais moderada e que poderia até mesmo chegar a um consenso.
01:27A grande questão é sobre os próximos dias.
01:29Afinal, inicialmente, o plano do Paquistão envolveria um cessar-fogo de 15 a 20 dias para que o desfecho da
01:36guerra, uma paz definitiva, pudesse ser alcançada neste período.
01:40Só que as condições impostas por Estados Unidos e pelo Irã são completamente opostas.
01:47Estados Unidos quer uma limitação bastante expressiva do programa de mísseis balísticos iranianos.
01:54Quer também que o Irã não enriqueça mais urânio e não financie os grupos terroristas pelo Oriente Médio, além da
02:01reabertura constante do Estreito de Hormuz.
02:04Os iranianos, por sua vez, eles querem poder enriquecer urânio, querem que os seus chamados grupos de resistência, os grupos
02:12de procuração, possam continuar atuando pelo Oriente Médio.
02:16Além de nós termos também a possibilidade da soberania do Estreito de Hormuz ser reconhecida e o Irã poder fechá
02:24-lo ao seu bel prazer, mesmo que isso signifique quebrar regras do direito internacional.
02:29Então, alguns analistas não estão otimistas porque acreditam que todos esses critérios são bastante diferentes e que provavelmente algum lado
02:39tenha que ceder mais.
02:40Os Estados Unidos com a vitória militar, o Irã com a vitória política, se assim podemos dizer, já que Donald
02:45Trump foi bastante fragilizado, desmoralizado, talvez, se assim podemos dizer, internamente,
02:52por conta das promessas de campanha e aquilo que executou e até mesmo por não alcançar os seus objetivos de
02:58mudança de regime de forma tão fácil.
03:00Isso será discutido, terá presença de figuras importantes e, como você bem disse, Cássio, e falaremos mais adiante, o Líbano
03:08tem sido um dos pontos de impasse.
03:11Afinal, a guerra continua por lá.
03:13Nós temos muitos mortos durante os últimos três dias, pelo menos 305 pessoas e mais de mil feridos que foram
03:20observados pelas autoridades sanitárias do país até agora
03:24e o número de deslocados acima de um milhão de libaneses, ou seja, mais de um sexto da população.
03:30Israel se diz disposto a considerar um cessar-fogo.
03:34Isso, como eu disse, falaremos mais adiante, mas é uma questão que precisa ser resolvida e que com certeza será
03:40mencionada pelos mediadores em Islamabad durante os próximos dias.
03:44Nós ficaremos aqui para tentar trazer o desfecho dessa guerra, quem sabe, mais cedo do que pensam muitos dos analistas
03:51geopolíticos e militares aqui na Europa.
03:54Com certeza, Lu, que é isso e é que toda a comunidade internacional deseja que esse acordo de paz seja
03:59firmado e que ambas as partes consigam respeitar sem nenhum tipo de violação
04:04e, é claro, que a economia global volte a se estabilizar.
04:07Meu amigo, segue plugado porque já já a gente volta a conversar sobre outros destaques desse conflito no Oriente Médio.
04:12Porque, Fábio e Pé, não quero começar essa discussão, a gente está chegando num dia extremamente decisivo,
04:17que é essa negociação que vai ser mediada lá no Paquistão entre os Estados Unidos e Irã e o país
04:23paquistanês,
04:24tem uma missão quase que impossível, conseguir intermediar as demandas, os desejos e as vontades de ambos os lados,
04:32tanto dos Estados Unidos como também do Irã.
04:34Você acredita que essa conversa pode surtir um efeito imediato nesses conflitos?
04:39Eu acho que a probabilidade, ela é muito pequena, de que o mundo assista a um acordo duradouro em relação
04:50a essas conversas.
04:51É claro que eu também tenho expectativa de que algum remendo possa ser obtido.
04:57Eu diria que a margem que essa negociação coloca para o Irã e a forma como o Irã responde,
05:06deixa pouquíssima coisa, na verdade, sobre a mesa que pode, de fato, ser negociado.
05:11De tudo isso que eu ouvi até agora, o que eu acho que dá para chegar a um acordo?
05:15A questão do Estreito de Hormuz, que, veja, era algo que, há mais ou menos dois meses,
05:22ninguém imaginava que fosse, de fato, ser, digamos, o epicentro de uma negociação importante.
05:28Mas agora passa a ser, porque o Irã, que, evidente, não tem poderio militar para enfrentar toda essa coalizão
05:34que se formou contra ele, descobriu que o Estreito de Hormuz é a sua vantagem,
05:39é o seu diferencial estratégico.
05:42Fala, bom, eu estou lá do lado e só vai passar quem eu quiser.
05:47E se vocês tentarem romper a força, de vez em quando eu disparo um míssil, uma bomba lá,
05:52o que vai acabar tumultuando toda aquela rota de navegação,
05:57encarecendo tudo o que seria caótico para a economia mundial.
06:01Enfim, o Irã descobriu isso.
06:03Então, certamente, ele vai buscar uma solução parcial,
06:07usando, como moeda de troca, o livre trânsito do Estreito de Hormuz,
06:13enquanto todo mundo estiver cumprindo o acordo combinado.
06:18A segunda coisa, o segundo ponto, onde eu acho que há alguma margem,
06:22é em relação ao programa nuclear.
06:24Mas não que ele, Irã, desmobilizar, desmontar esse programa.
06:28Mas que talvez permita, de novo, a agência internacional inspecioná-lo.
06:35Fora isso, eu não vejo margem para absolutamente mais nada,
06:39porque o Irã tem todos os motivos, sim, e essa guerra mostrou isso novamente,
06:44para continuar armado até os dentes.
06:46Por quê?
06:47Porque se ele desmontar, por exemplo, o seu programa de mísseis,
06:50o que vai acontecer?
06:51Como é que ele pode confiar em Estados Unidos e Israel?
06:54Como é que ele pode ter a certeza de que daqui um mês não estamos contentes com isso,
06:59vamos voltar, enfim, a despejar bombas aí?
07:01Então, é óbvio que ele não tem que abrir mão de rigorosamente nada.
07:05E, aliás, a respeito disso, me fala uma coisa.
07:08Alguém já inspecionou, por exemplo, o programa nuclear de Israel?
07:12E olha, Piperno, inclusive a gente debateu ao longo da semana,
07:15o quanto vale a palavra de Donald Trump depois desses conflitos,
07:19porque havia um acordo, aí é violado.
07:22Aí faz um outro acordo, esse também a gente vê violações de ambas as partes.
07:26Então, um acordo, gente, firmado apenas aí por palavras,
07:29não serve diante da gravidade que é esse conflito.
07:32Ô, Alangani, justamente que o Irã está pedindo para os Estados Unidos,
07:36o país norte-americano não vai atender.
07:38E vice-versa também.
07:39Tudo que os Estados Unidos quer do Irã, o Irã também não quer ceder nessa parte.
07:42Como é que a gente pode chegar, pelo menos, né,
07:45num possível cessar fogo, num acordo de paz,
07:48mesmo que ele não seja ali, mesmo que seja temporário, permanente e não duradouro,
07:54mas pelo menos para aí estabilizar a economia mundial,
07:57para trazer uma esperança e para que, sim,
07:59as negociações acabem se aprofundando nas próximas semanas.
08:02Olha só, do lado americano, que conta a favor,
08:06é a própria pressão da população,
08:08que já vê o galão da gasolina bater 5 dólares na bomba.
08:13Há relatos de que na Califórnia chega a 7 dólares,
08:17tem as midterms, então, o ambiente político para Donald Trump
08:21começa também a se complicar,
08:23e aí ele entende que não é uma boa continuar com esta guerra
08:28por conta do fechamento do Estreito de Hormuz.
08:31Sem contar que dentro da administração Trump,
08:35há vozes contrárias, ferrenhas a esta guerra,
08:39como o próprio vice-presidente da República, o J.D. Vance,
08:42aliás, quando tomaram a iniciativa, no dia 11 de fevereiro,
08:47a iniciativa de ir para a guerra, o ataque em si,
08:51o J.D. Vance estava viajando,
08:53porque ele seria uma das vozes contrárias
08:55quando houve um encontro do Trump com Benjamin Netanyahu.
08:58Além disso, até o Marco Rubio está contrário também a esta guerra.
09:02Então, isso pesa a favor para Donald Trump ceder.
09:06Ele tem uma pressão interna e tem a pressão da própria população.
09:10Do lado iraniano, é mais difícil ceder,
09:14porque eles estão, em certo sentido, numa posição de vantagem.
09:18Eles têm medo de reabrir o Estreito de Hormuz
09:20e depois terem novamente ataques.
09:24Mas aí, algum tipo de concessão, o Irã também vai ter que fazer,
09:28porque também não é de interesse para eles continuar com a guerra,
09:32ter a sua infraestrutura destruída.
09:36Então, eu vejo, do que eles não vão abrir mão?
09:39Eles não vão abrir mão do controle do Estreito de Hormuz.
09:42Isso eles não vão ceder de jeito nenhum, vão reabrir,
09:46mas o controle vai continuar do Irã.
09:48As sanções econômicas, talvez, eles falem,
09:53ok, tudo bem, a gente continua com essas sanções econômicas
09:55dos Estados Unidos contra a gente,
09:57mas a gente vai continuar também com o programa nuclear.
10:01Se vai ter inspeção ou não, eu acredito que aí é um ponto
10:05que eles devam ceder também.
10:07Algum grau de inspeção internacional tem que ter
10:09e talvez Rússia e China sejam atores importantes
10:12para convencer o Irã a continuar com o seu programa nuclear,
10:17mas desde que tenha inspeção de agências internacionais.
10:22Caso, eu acho que passa por aí a negociação.
10:25Zé Maria Trindade, a gente sabe que o Irã está exigindo
10:28o fim dos ataques no Líbano para reabrir o Estreito de Hormuz.
10:31Os Estados Unidos e Israel dizem que essa parte
10:34em relação a ataques contra o Hezbollah lá no Líbano
10:37não está nesse acordo, então a gente também tem uma guerra ali
10:40de narrativas, de interpretações, de entendimentos
10:42de ambos os lados, mas a gente consegue ver
10:46a fragilidade desse acordo de paz,
10:48em que qualquer tipo de interpretação ou movimento
10:50pode ruir a qualquer momento.
10:52Zé Maria Trindade, boa tarde.
10:53Pois é, pois é, olha, Israel,
10:58o Israel é que era o fator complicador ali com o Irã, né?
11:03Não era exatamente os Estados Unidos.
11:06E agora cresceu de tal forma o argumento do Irã
11:10que já está exigindo, né, que o Israel pare de atirar contra eles,
11:15ou seja, uma paz forçada com o inimigo,
11:18quer dizer, é dormir, ser vizinho de um inimigo,
11:21não é uma situação confortável.
11:23Impressionante como os argumentos mudaram
11:25e cresceram, não é só o estreito,
11:28também a possibilidade da bomba atômica.
11:31A energia nuclear para fins bélicos
11:35deveria ser proibida, vetada, no mundo inteiro.
11:38Eu sei que é difícil.
11:40Houve vários acordos, e acordos que salvaram o mundo.
11:44Eu costumo citar um filme,
11:47The Day After, um filme antigo,
11:50acho que de 81, se não me engano,
11:52que mudou o mundo, porque ali, neste filme,
11:55através de dados reais, científicos,
11:58se fez o que seria o resultado de uma guerra nuclear.
12:03Quais eram as consequências?
12:06A consequência inicial que todo mundo se lembrava naquela época
12:09era de Hiroshima e Nagasaki,
12:14as duas cidades japonesas que foram atingidas por bombas atômicas,
12:17e aquela explosão, e não sei quantos mil graus, e tudo.
12:22O filme não.
12:23Ele mostra a consequência depois.
12:26Todas as consequências, semana a semana, mês a mês.
12:30O que acontece depois de uma guerra nuclear?
12:33Ou seja, não sobra nada.
12:34Então, é preciso pensar exatamente, a partir de agora,
12:39um acordo significa o Irã continuar pesquisas para fazer a bomba atômica.
12:46E oficialmente, né?
12:47Porque até então era só tecnologia,
12:51eles tinham tecnologia,
12:52estavam aos poucos, né?
12:54Montando em áreas separadas a possibilidade da bomba.
12:57O Brasil, por exemplo, já é fruto desse pós-possibilidade de guerra atômica,
13:04porque o Brasil colocou na Constituição a proibição,
13:08e tem na Constituição.
13:09O deputado Kim Kataguiri quer mudar,
13:12quer tirar isso da Constituição,
13:13apresentou uma emenda à Constituição.
13:16Então, é um novo momento.
13:18Não é só o estreito,
13:20mas a possibilidade real agora de uma bomba nas mãos do Irã.
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