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Menos de 24 horas após o anúncio da trégua, o governo iraniano voltou a fechar o Estreito de Ormuz, acusando Israel de violar o cessar-fogo com ataques ao Líbano e o abate de um drone na província de Fars. O presidente Donald Trump, que havia prometido "ação positiva", agora enfrenta o risco de colapso do trato de duas semanas.

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Transcrição
00:00E o Irã voltou a fechar o Estreito de Hormuz e ameaça romper o acordo de cessar fogo com os
00:05Estados Unidos
00:05após novos bombardeios de Israel contra o Líbano.
00:09Chama a atenção é que esse acordo foi violado menos de 24 horas depois de ter iniciado.
00:15Vamos trazer aqui o Luca Bassene ao vivo para falar todos os detalhes e claro como está a situação de
00:20momento.
00:20Luca, porque esses ataques podem afetar todo o processo de paz na região?
00:25Então, ontem tivemos aí pelo menos um sinal de esperança para que esse acordo fosse firmado e também seguido,
00:32mas hoje tivemos novos bombardeios e isso pode trazer novas consequências.
00:37Meu amigo, seja bem-vindo, uma boa tarde.
00:40Exatamente, Cássio. Boa tarde a você, a todos que nos acompanham aqui no nosso queridinho de todas as tardes, o
00:453 em 1.
00:46Ontem, após aquele momento de grande apreensão com a possibilidade da escalada do conflito após as ameaças de Donald Trump,
00:53houve um recuo, um sinal positivo em meio a essa guerra tão assustadora.
00:59Esse anúncio de duas semanas de cessar fogo, algo foi mediado pelo Paquistão e que serviria como um tempo para
01:08novas conversas,
01:10mas abrangentes para encaminhar uma paz definitiva.
01:14O primeiro-ministro do Paquistão, naquele momento, anunciou que haveria um cessar fogo em todas as frentes de batalha,
01:20ou seja, não só no Irã, mas também no Líbano e mencionou explicitamente o Líbano,
01:25em contrapartida à reabertura do Estreito de Hormuz e o início de conversas diplomáticas rodadas de negociação
01:32em Islamabad, capital do país, com a presença de uma delegação norte-americana e iraniana.
01:38Todavia, Israel desmentiu essa versão, dizendo que o Líbano não estaria incluído
01:44e o próprio presidente Donald Trump concordou com os israelenses.
01:47Hoje pela manhã, fortes bombardeios em várias regiões da capital Beirute,
01:53principalmente o distrito de Darieh, que fica no sul da capital,
01:57a região ao sul do Rio Litane, que já foi automaticamente invadida pelos israelenses
02:03ao longo do início dessa guerra e o Vale do Beká.
02:06Até agora, o número de mortos é assustador.
02:08Mais de 112 pessoas em menos de um dia, além de centenas de feridos só advindos deste ataque
02:17durante as últimas horas.
02:18O Irã, através do ministro das Relações Exteriores, o chanceler Saeed Abba Zagrat,
02:23disse que os termos foram bastante específicos, que o Líbano não deveria ser atacado
02:29e que os parceiros dos Estados Unidos, a exemplo de Israel, não deveriam participar de nenhuma nova hostilidade
02:36e, portanto, o estreito de Ormuz voltaria a ser fechado.
02:41Aquilo que foi observado pela manhã, Cássios, é que duas embarcações,
02:44uma de bandeira grega e outra de bandeira da Libéria,
02:48conseguiram atravessar o estreito sem grandes problemas.
02:51Mas agora, pela tarde, o fluxo já foi praticamente, já desapareceu, né?
02:57Não vemos mais embarcações passando após o Irã reiterar as suas ameaças
03:01de que qualquer embarcação pode ser alvo das operações, considerando que o cessar-fogo
03:06não está sendo cumprido, na visão deles, pelos israelenses.
03:10Ou seja, a gente observa, mais uma vez, a grande fragilidade, a grande precariedade
03:16deste acordo de cessar-fogo, que, como nós comentávamos ontem na programação de noite,
03:21depende muito da compreensão de ambos os lados de como essas conversas no Paquistão
03:25vão acontecer ao longo dessa semana, dizendo à nossa audiência que a primeira delas
03:30está marcada para a próxima sexta-feira, dia 10 de abril.
03:34Ficaremos de olho como elas podem acontecer.
03:36Há possibilidade de conversas diretas, presenciais, até mesmo com o vice-presidente J.D. Vance
03:42e com o presidente da Assembleia Nacional do Irã, o senhor Mohamed Rabalif,
03:49que é considerado uma figura um pouco mais moderada pelos norte-americanos.
03:52A ver se isso será mantido, os mercados reagiram bem hoje pela manhã,
03:57mas agora já vemos o movimento de preocupação novamente,
04:01já que não é definitiva essa reabertura do Estreito de Hormuz,
04:04que é tão fundamental para o abastecimento de tantos países pelo mundo
04:09e para a rota do petróleo na marinha mercante global.
04:13Perfeito, Luca. Obrigado pelas informações.
04:16E olha, gente, esse ataque de Israel no Líbano matou mais de 250 pessoas,
04:20deixar mais de mil feridas, gerando aí um rastro de destruição muito grande.
04:25E ontem a gente está falando sobre o dia D.
04:27E ontem também marcou o dia D de existência de Donald Trump
04:30nesse recuo em relação à possibilidade que ele acabou levantando
04:35de simplesmente desimar boa parte da civilização do Irã.
04:39Mas é importante a gente também aqui discutir com os nossos comentaristas
04:42que esse acordo, meus amigos, durou menos de 24 horas.
04:46E isso mostra, Fábio Piperno, toda a fragilidade desse cessar-fogo
04:51que simplesmente pode parar a qualquer momento e o conflito voltar com uma tensidade ainda maior.
04:56O que mais uma vez mostra que o dia D foi o dia D de death, de mortes, né?
05:03Mataram mais de 250 inocentes lá no Líbano.
05:07Pessoas que provavelmente estavam nas suas casas e viram bombas caírem nas suas cabeças,
05:12dos seus, enfim, familiares, crianças, idosos, enfim,
05:16gente que obviamente não conspirou e não contribuiu nada
05:20para que esse estado de guerra continue vigorando.
05:23Isso é o que dá o mundo ter líderes absolutamente delirantes, irresponsáveis e sanguinários
05:30como são os líderes dos Estados Unidos e de Israel.
05:34A gente fala pouco de Netanyahu aqui, mas ele é efetivamente um carniceiro
05:39que há muito tempo tem esse pauta apenas por projetos expansionistas
05:44como Donald Trump também.
05:47E a partir do momento em que ele encontra um parceiro como Trump
05:51decidido a perpetrar essas barbaridades inauditas aí,
05:59é isso que acontece, é o cenário que a gente está vendo.
06:02O doutor Catastro, que eu cito sempre aqui,
06:06o economista Nouriel Rubini, falo muito com a Langane sobre ele,
06:10ontem participando de um evento patrocinado por um bancão brasileiro,
06:13diz que há 75% de chance desse conflito escalar.
06:19E por que isso?
06:20Porque ele entende que deixar agora tudo do jeito que está,
06:25nesse ambiente de cessar fogo frágil,
06:30para a reputação de Donald Trump,
06:33para os dois países que estão patrocitando essa guerra,
06:37Estados Unidos e Israel, seria desastroso.
06:40Primeiro, por conta da questão reputacional mesmo.
06:44Segundo, porque do jeito que está,
06:47não há também nenhuma garantia de que amanhã, depois,
06:51o Irã não tente alguma manobra retaliatória lá no Estreito de Ormuz.
06:54Porque o Irã é isso que as pessoas têm que entender.
06:57Ele não precisa dominar o Estreito.
06:59Ele precisa principalmente gerar a percepção de medo.
07:03Ou seja, você tem um navio.
07:06Você vai querer transportar a sua carga lá para aquela região?
07:09E a companhia seguradora?
07:11Ela não vai começar a pedir mais?
07:13Isso não vai inflacionar o frete?
07:15Não vai inflacionar a navegação?
07:17É óbvio que sim.
07:19Então, vai se tornando uma rota tóxica
07:22apenas por conta dessa perspectiva de terror.
07:26É isso que, sobretudo,
07:28Trump e Netanyahu acabaram produzindo.
07:30E, claro, Piper, a gente vem também ao longo de todo esse conflito
07:34nessas últimas seis semanas falando
07:35olha, o estrago já foi feito.
07:37O petróleo, por mais que tenha reagido
07:39a esse recuo de Donald Trump,
07:41a esse cessar-fogo,
07:42continua ainda acima da casa dos R$ 100.
07:45O barril tem a questão também da falta, né?
07:48A questão do petróleo, do óleo diesel, dos fertilizantes,
07:52diversos outros elementos que podem, sim,
07:54trazer um estrago muito grande para a economia global.
07:57E, quando a gente fala desses problemas
07:59envolvendo a guerra no Oriente Médio,
08:01a gente fala também no novo normal.
08:02Talvez esse novo normal possa acontecer
08:05encarecendo os produtos.
08:06E isso, essa ponta vai chegar, claro, nos consumidores.
08:09Aqui no Brasil já está chegando.
08:10O governo está, inclusive, lançando medidas
08:12na tentativa de conter esses preços,
08:15essas altas que acabam inflacionando a vida
08:18e o custo de vida do brasileiro.
08:19E isso pode ter repercussões ainda maiores
08:21em outras nações.
08:22Mas, Alangânia, eu quero falar contigo
08:24sobre essa guerra de narrativas.
08:26Ontem, com o recuo de Donald Trump,
08:28ele trouxe para si a narrativa de que
08:30o Irã aceitou os pontos tratados
08:32que ele havia vencido este conflito.
08:34Já o Irã disse que foi uma derrota histórica
08:37para os Estados Unidos,
08:38o fato deles terem fechado o Estreito de Hormuz
08:40e ter feito este recuo.
08:43Nessa guerra de narrativas,
08:44ou melhor, de retóricas,
08:46como é que fica?
08:46Na verdade, a verdade é que acaba morrendo primeiro,
08:50porque cada um tenta ganhar louros e lucros
08:52nessa disputa e, no meio de tudo isso,
08:54uma apreensão mundial muito grande.
08:57Olha só, Cássio,
08:58você toca num ponto que é fundamental, né?
09:00Numa guerra, geralmente,
09:02a verdade é a primeira a ser eliminada.
09:06Mas vamos se ater aqui a alguns fatos.
09:09Eu tenho insistido muito
09:11que, com esta guerra,
09:13o preço de negociação do Irã
09:15se elevou muito.
09:16E a gente viu isso ontem
09:18com os pedidos colocados pelo Irã
09:21neste cessar-fogo provisório.
09:24Veja, pouco antes do ataque,
09:27qual que era a proposta iraniana?
09:28O Estreito de Hormuz estava aberto,
09:32navegável,
09:33as sanções econômicas continuavam contra o Irã
09:36e a contraproposta do Irã
09:38seria uma maior inspeção
09:41no seu programa nuclear
09:42por parte da Agência de Energia Atômica Internacional.
09:47Muito bem,
09:48que muitos entenderam que aquilo
09:49seria uma espécie de uma porta de entrada,
09:52um precedente,
09:53inclusive, de uma intervenção direta
09:56dos Estados Unidos,
09:57uma inspeção direta dos Estados Unidos
09:58num programa nuclear iraniano.
10:01De tal maneira que muitos analistas ocidentais
10:04viam isso com bons olhos.
10:06Mas, Estados Unidos e Israel
10:08não entenderam assim,
10:09houve, então, o ataque.
10:11A partir de agora,
10:14veja,
10:14com o Irã percebendo que
10:16pode danificar muito a economia mundial,
10:19como já danificou,
10:21porque ele tem uma arma poderosa na mão,
10:23que é o Estreito de Hormuz,
10:25ele elevou o preço da negociação.
10:27Porque agora,
10:28olha só o que o Irã está pedindo.
10:29Ele está pedindo que
10:31acabem com as sanções econômicas
10:33ou diminuam muito contra o país persa.
10:36Ele está pedindo a continuidade
10:38do programa nuclear iraniano,
10:41agora,
10:42sem a inspeção de outrora,
10:47da Agência de Energia Atômica Internacional.
10:51Quer dizer,
10:52agora ele quer uma inspeção
10:53muito mais branda.
10:55Ele levou esse preço de negociação.
10:57Ele não quer que ataque o sul do Líbano.
10:59Então, ficou também muito mais difícil,
11:02agora,
11:02para o Donald Trump sair desta guerra.
11:07É claro que cada um vai puxar para o seu lado,
11:09vai puxar a narrativa para o seu lado,
11:11mas, para mim,
11:13o grande ponto que mostra
11:15como o Donald Trump estava desesperado
11:18foi a frase horrorosa
11:19que ele falou esses dias,
11:22que foi abertamente,
11:24ele falou em genocídio.
11:25Isso é inaceitável.
11:26Isso é inaceitável,
11:27mesmo que seja uma estratégia de negociação.
11:31Eu insisto num ponto.
11:32Troque Donald Trump
11:34por Xi Jinping falando isso de Taiwan.
11:36Você acha que algum conservador
11:39falaria o quê?
11:40Se o Xi Jinping falasse assim,
11:42não, vamos exterminar a população de Taiwan?
11:44Ou troque pelo presidente do Egito
11:46falando isso contra o povo judeu?
11:48Alguém em sã consciência
11:49aceitaria isso?
11:51Então, se você acha normal
11:52essa frase do Donald Trump,
11:54troque o personagem.
11:55Basta trocar o personagem
11:56e trocar o povo
11:57para você ver o absurdo
11:59que ele falou.
12:00E talvez ele falou
12:01este absurdo
12:02justamente por um momento
12:04de desespero
12:05injustificável,
12:06mas que ele não sabe
12:08como sair dessa.
12:10É, e tem um ponto importante, né?
12:11O próprio
12:11Pete Rexette
12:13que está ali
12:13assessorando lado a lado
12:14do presidente dos Estados Unidos,
12:17Donald Trump,
12:18ele deu informações falsas
12:20sobre a situação do Irã, gente.
12:22Então, Donald Trump
12:23acabou tomando decisões
12:25e pensando
12:26nas consequências
12:27diante de informações falsas.
12:28isso é muito grave,
12:30ainda mais se tratando
12:30de um conflito mundial
12:32e que pode ter consequências
12:33políticas, ideológicas
12:35e também econômicas
12:36para todo mundo.
12:37E olha, a gente está falando
12:38um pouco sobre esse acordo,
12:39a gente preparou para vocês
12:40dez dos principais pontos
12:42deste acordo
12:43de cessar fogo
12:45entre os Estados Unidos
12:46e o Irã.
12:47A gente vai colocar aí
12:47na tela para vocês
12:48para a gente poder traçar um pouco
12:50e mostrar também
12:50como são pontos sensíveis
12:52e complexos
12:53e mostram toda, né,
12:54a dificuldade que é
12:56para que esses dois países
12:57cheguem a um acordo agora
12:59de uma guerra
12:59que termine de forma permanente
13:01e não simplesmente temporária.
13:03Que é a garantia
13:04do fim dos ataques
13:05contra o Irã,
13:06controle iraniano
13:07total do Estreito de Hormuz,
13:09direito reconhecido
13:10ao enriquecimento de urânio,
13:11fim de todas as sanções
13:12primárias e secundárias,
13:15extinção de resoluções
13:16da ONU
13:17e também da OEA.
13:19Aí tem outros cinco pontos
13:20também que foram discutidos
13:21e acordados
13:22como pagamento
13:23de compensações financeiras
13:25ao Irã,
13:26retirada das forças militares
13:27dos Estados Unidos
13:28da região,
13:29fim das ações
13:30contra aliados
13:31como o Líbano,
13:32o que de certa forma
13:32isso não aconteceu,
13:34liberação de ativos iranianos
13:35no exterior
13:36e aprovação de resolução
13:37vinculante na ONU.
13:39Zé Maria Trindade,
13:40diante de tantos pontos
13:42que são muito difíceis
13:43de serem seguidos,
13:45pontos que foram firmados
13:47para esse cessar fogo
13:49de forma imediata
13:50ou pelo menos
13:51por um período
13:52de 15 dias.
13:53Como é que fica agora
13:54essas próximas negociações?
13:57Justamente é um acordo
13:58com muitos pontos complexos
14:00que são difíceis
14:01de serem seguidos.
14:02Isso traz essa fragilidade
14:03para esse conflito
14:04que simplesmente pode
14:06fugir de controle
14:07e voltar
14:07com uma intensidade
14:08ainda maior?
14:10Pois é.
14:12A guerra tem
14:12essas repercussões
14:13que ninguém domina.
14:16Eu tenho impressão
14:18que os Estados Unidos
14:19estão sempre em guerra.
14:21Todas as vezes
14:22que eu visitei
14:23os Estados Unidos,
14:24eu entendia
14:25aquela dificuldade
14:26primeiro de entrar
14:27nos Estados Unidos
14:28e depois de visitar
14:29órgãos públicos
14:31exatamente diante.
14:32Olha,
14:33é um país
14:33que está em guerra.
14:34A maioria
14:35dos monumentos
14:37em Washington
14:39e em todos
14:39os Estados Unidos
14:40faz uma ódio
14:41à guerra, né?
14:43São monumentos
14:43que enaltecem
14:45os ex-combatentes
14:47que mostram
14:49um cenário
14:49de guerra
14:50e mostram
14:50que o país
14:51tem na cultura
14:53essa possibilidade
14:54de guerra.
14:56E às vezes
14:56os Estados Unidos
14:57entram em guerra
14:58com mais de um país
15:00ao mesmo tempo.
15:01Mas todas as guerras
15:02elas são desenvolvidas
15:04fora do território
15:05norte-americano.
15:07Quando
15:07alguns fundamentalistas
15:09entenderam
15:10essa dificuldade
15:11de combater
15:12em campo aberto
15:13com o poderio militar
15:14dos Estados Unidos
15:16houve ali
15:17a história
15:18do terrorismo
15:19que é
15:20o grande pavor
15:22do norte-americano
15:23alguns são
15:24e com razão
15:24completamente
15:27assustados
15:27com essa possibilidade, né?
15:29Um embrulho
15:31esquecido
15:32em tal lugar
15:33já gera
15:34uma complicação
15:34muito grande.
15:35O custo
15:36dessa defesa interna
15:37é muito grande, né?
15:39De revistar
15:39a todos,
15:40de ter guardas
15:41a todo momento,
15:42uma inteligência
15:43muito atuante
15:44e tal.
15:44Então,
15:44este é o custo
15:46da guerra.
15:46É um custo
15:47econômico
15:48que a gente
15:49fala sempre aqui
15:50e o Alan
15:50traduz muito bem
15:52sobre esse custo
15:53econômico
15:53que é o custo social.
15:55Segurança
15:55é muito cara.
15:56E aí,
15:57os Estados Unidos
15:59fizeram um trabalho
16:01antes do Donald Trump
16:02muito forte
16:03para evitar
16:05o terrorismo.
16:07Indo lá
16:07combatendo
16:08os terroristas
16:09em alguma medida
16:10e em outras
16:11fazendo até
16:11certas concessões.
16:13E agora,
16:14Donald Trump
16:15pode enfrentar
16:15uma nova onda
16:16desse tipo de guerra
16:18que é a guerra terrorista
16:19que ninguém quer
16:20porque ela
16:21atinge
16:22inocentes,
16:23não é uma guerra
16:24contra militares
16:24e nem o inimigo
16:26não tem
16:26farda,
16:27não tem nome,
16:28ninguém sabe
16:29quem é exatamente.
16:31Então,
16:31por que eu estou
16:31dizendo isso?
16:32É porque,
16:33além
16:33dessa possibilidade
16:35de conflito aberto,
16:37do fechamento
16:37do distrito
16:38de Ormos
16:38e outras
16:39consequências
16:40imediatas,
16:41isso pode estar
16:42armando possibilidades
16:44de aumento
16:45brutal do terrorismo
16:47contra norte-americanos,
16:49empresas norte-americanas
16:51e assim por diante.
16:52Ou seja,
16:53ele tirou
16:55da garrafa
16:57um diabinho
16:58que ele não está
16:59sabendo colocar
17:00de volta.
17:01E isso
17:02é tradicional,
17:03vários escritores
17:04falam
17:04desta tendência
17:05do ser humano
17:06de lidar
17:07com coisas
17:08que ele não
17:08domina no futuro.
17:10É você
17:11evocar
17:12espírito do mal
17:13e aí
17:14não sabe
17:15devolver
17:16o espírito
17:16do mal
17:17e ele fica
17:18por aí
17:18atazanando
17:19a vida das pessoas.
17:20Então,
17:21a impressão
17:21que eu tenho
17:22em ir tão longe
17:24numa guerra
17:24desnecessária,
17:26por que desnecessária?
17:27Porque os Estados Unidos
17:28não estavam sendo
17:29ameaçados
17:30pelo Irã.
17:31Era uma
17:32negociação
17:33mais dura,
17:33mas poderia ser
17:34negociação
17:35e assim por diante.
17:36Israel é mais
17:37que levou
17:38os Estados Unidos
17:39para a guerra
17:41contra o Irã.
17:41O Israel, sim,
17:42tem razões fortes
17:44para ter uma contenda
17:45com o Irã,
17:46não os Estados Unidos.
17:47Então,
17:48é muito complexo
17:49e eu acho
17:50muito difícil
17:50diante de todas
17:52essas concessões
17:53voltar o diabinho
17:54para a garrafa.
17:56Pode falar,
17:57Langane,
17:57quer comentar?
17:57Eu queria complementar,
17:59aliás,
17:59uma ótima análise
18:00que o Zé fez
18:01em relação
18:02a Israel e Irã.
18:03De fato,
18:04para Israel,
18:05o Irã
18:05é uma ameaça
18:06existencial
18:06porque o Irã
18:07fala abertamente
18:08em destruir Israel,
18:09financia grupo terrorista.
18:11Então,
18:12para Israel
18:12interessa muito
18:13esta guerra.
18:14Agora,
18:15para o povo americano,
18:16este que é o grande problema,
18:17para o povo americano
18:18não interessa essa guerra
18:19porque eles estão lá
18:20do outro lado do planeta
18:21e falam,
18:21o que eu tenho a ver com isso?
18:22Isso é problema de Israel.
18:24Mas,
18:24o que se fala muito
18:25na imprensa internacional
18:27é que foi justamente
18:28Benjamin Netanyahu
18:30junto com algumas figuras
18:33republicanas,
18:34que tem essa visão
18:36mais pró-guerra
18:37dos Estados Unidos,
18:38os Estados Unidos
18:38tendo uma espécie
18:39de polícia do mundo,
18:40o Lindsey Graham,
18:41lá do Partido Republicano,
18:43enfim,
18:43senador,
18:44de que eles convenceram
18:46Donald Trump
18:47a embarcar nessa,
18:50mas muito pela pressão
18:51do Benjamin Netanyahu.
18:53Há também a tal teoria
18:55da conspiração,
18:56a gente não sabe,
18:57é claro,
18:57se isso é verdade,
18:58que Donald Trump
18:59foi chantageado
19:01por ter ali
19:02arquivos do Epstein
19:04ligados a ele,
19:05mas aí a gente está
19:06no campo da teoria
19:07da conspiração,
19:09pelo menos,
19:10a primeira hipótese
19:10que eu trouxe
19:11eu acho que ela é bem razoável.
19:12Inclusive,
19:13a gente está falando
19:13muito de Estados Unidos,
19:15muito do Irã,
19:16Donald Trump,
19:17regime iraniano,
19:18mas a gente tem que também
19:18falar da figura
19:20de Benjamin Netanyahu,
19:21o premier israelense.
19:23Por que isso?
19:23Porque ele tem
19:23total interesse
19:24nesse conflito
19:25e que é claro
19:26que os Estados Unidos
19:27escale cada vez mais
19:28com violência ou não
19:30para cima do Irã
19:30na tentativa de derrubar
19:31o regime iraniano,
19:32porque aí ele teria
19:33uma certa estabilidade
19:35maior no Oriente Médio.
19:37Todos esses conflitos,
19:38tanto de Israel
19:39com o Hezbollah,
19:40Israel com os Houthis,
19:41Israel com o Irã,
19:43tudo isso é de interesse
19:44de Benjamin Netanyahu
19:45porque ele consegue
19:45se manter
19:46por mais tempo
19:47no poder.
19:48Já que ele vinha
19:49desde antes da guerra
19:50que ele está enfrentando,
19:52enfrentou,
19:52inclusive com o próprio Hamas
19:54dentro da faixa de Gaza,
19:56ele vinha sendo
19:56muito criticado
19:57internamente
19:58pela população iraniana,
20:00pelo parlamento iraniano,
20:01inclusive ele estava
20:02tentando aumentar
20:04seus poderes,
20:04suas forças
20:05sobre o Supremo Tribunal
20:07Israelense.
20:08Então,
20:08quando tem uma instabilidade,
20:10quando tem um conflito,
20:11ele acaba se mantendo,
20:13ganhando mais força,
20:14aglutinando a população
20:15em prol do benefício
20:16de Israel.
20:16aí ele está lutando
20:18com as suas próprias armas,
20:19mas tem essa questão
20:20que envolve os Estados Unidos
20:21e qualquer clima
20:23de instabilidade
20:23favorece Israel
20:25dentro do Oriente Médio
20:26onde ele quer comandar
20:27toda aquela região
20:28e isso traz
20:29mais instabilidade
20:30para uma região
20:31que também é dominada
20:33por muitos conflitos.
20:34restaura.
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