00:00Agora a gente vai falar sobre os destaques internacionais.
00:03O Irã voltou a criticar os ataques de Israel contra o Líbano.
00:07Em pronunciamento, o presidente iraniano disse que as ações
00:10constituem uma violação ao cessar fogo com os Estados Unidos.
00:14E o que pode tornar as negociações ainda sem sentido.
00:18Luca Bassani está ao vivo conosco, vai trazer todos os detalhes
00:20e as repercussões depois de 48 horas que esse acordo foi firmado,
00:26mas também com algumas violações.
00:27A que pé estamos, a gente está vendo críticas de ambos os lados,
00:30mas as conversas precisam acontecer nos bastidores, né Luca?
00:33Seja bem-vindo, uma boa tarde, meu amigo.
00:36Uma boa tarde também a você, Cássio,
00:38a todos que nos acompanham aqui no Queridinho de Todas as Tardes, o 3 em 1.
00:42A grande expectativa é para maior clareza a partir de amanhã,
00:46dia 10 de abril, sexta-feira,
00:48onde no Paquistão teremos a primeira rodada oficial de conversas
00:52entre Estados Unidos e Irã,
00:53assim como foi prometido pelo primeiro-ministro paquistanês,
00:57Shabé Sharif, que mediou, que fez todas essas tratativas nos bastidores até o momento.
01:04Todavia, a gente vê que foi um dia de muitas críticas do Irã
01:07contra as ações de Israel dentro do Líbano.
01:10Afinal, desde que essa guerra começou,
01:13inclusive na frente libanesa,
01:15foi o dia com maiores ataques dentro do país do Levantino, do Líbano.
01:20Cerca de 250 pessoas já foram confirmadas mortas,
01:24mais de mil feridos e isso aumenta também o contingente de pessoas
01:29que se deslocaram das suas casas.
01:31Antes dessa nova empreitada,
01:33eram mais de um milhão de libaneses que deixaram as suas casas.
01:36Só para a nossa audiência ter noção,
01:38isso representa mais de um sexto de toda a população do Líbano
01:42tendo que deixar as suas residências, as suas cidades
01:45e buscar abrigo em outras localidades.
01:48O Irã disse que nenhuma conversa faz sentido
01:51sem incluir um cessar-fogo dentro do próprio Líbano,
01:54já que o acordo mediado pelo Paquistão era bastante claro,
01:58que a guerra seria paralisada em todas as frentes
02:00e explicitou o Líbano com nome também nessa proposta,
02:05dizendo que não só os Estados Unidos
02:07deveriam parar com as suas ofensivas,
02:10mas também o Estado de Israel.
02:12Depois de algumas horas, tanto Netanyahu quanto Trump
02:15disseram que não era válido o cessar-fogo para o Líbano
02:18e o Estado de Israel continua todos os seus ataques,
02:22argumentando que essa é uma oportunidade única
02:24para acabar de uma vez por todas com o Hezbollah.
02:27O presidente iraniano, Massoud Pazeshkian,
02:30disse que o povo iraniano não vai deixar o Líbano à deriva
02:34e fará de tudo para que o cessar-fogo
02:36seja colocado em prática também nesta frente.
02:39Algo também que vale a gente destacar hoje
02:42nas atualizações da guerra, Cássio,
02:44tem a ver com a possível cobrança de pedágio
02:48no Estreito de Hormuz,
02:49que está aberto, mas com restrições.
02:51Apenas seis navios fizeram esse trajeto
02:54durante as últimas 24 horas.
02:56Os iranianos querem colocar uma espécie de pedágio
02:59para que as embarcações, os petroleiros,
03:02possam fazer este caminho.
03:03Alguns falam na faixa de 2 milhões de dólares por embarcação,
03:07um valor bastante considerável,
03:09e que quebra com o direito internacional,
03:11já que a Convenção das Nações Unidas para o Mar
03:14estabelece que estreitos internacionais,
03:17tais como o Estreito de Gibraltar, Babel Mandeb,
03:20até mesmo o Estreito de Hormuz,
03:21não podem ser utilizados pelas nações
03:24como um direito econômico.
03:26As nações não podem cobrar pedágio
03:28para rotas que são fundamentais
03:30para a navegação e a maria mercante mundial,
03:33assim como essa rota.
03:35Exatamente por isso que pode abrir
03:37uma série de outros protestos de várias nações,
03:40inclusive aqui a própria União Europeia
03:42disse que não quer pagar o pedágio
03:43porque isso quebra um acordo estabelecido
03:46nos anos 80,
03:47mas como essa guerra é imprevisível,
03:49tudo pode acontecer.
03:50E Donald Trump também já aumentou
03:53o tom das suas ameaças para o Irã,
03:55dizendo que poderia retornar aos ataques
03:57ainda com maior intensidade
03:59e que até que uma definição
04:02aconteça na guerra de forma definitiva,
04:04os soldados americanos
04:06permanecerão em prontidão,
04:08muito próximos do território iraniano
04:10para voltar os seus ataques.
04:12Ou seja, parece que a esperança
04:14que tínhamos há dois dias
04:15hoje é mais desesperançosa,
04:18tudo vai depender das conversas,
04:21das tratativas que acontecem
04:22a partir de amanhã no Paquistão.
04:24Nós ficaremos de olho.
04:26Valeu, Luca.
04:26Obrigado pelas informações.
04:28A gente está vendo, então,
04:29retóricas e narrativas diferentes
04:30de ambos os lados.
04:32E Donald Trump renovando as ameaças,
04:34prometendo ataques maiores e mais fortes.
04:37Mas diante desse conflito,
04:38Zé Maria Trindade,
04:39eu quero te ouvir
04:40o quanto vale a palavra de Donald Trump.
04:43Porque a gente está vendo ele
04:44avançando e recuando,
04:46avançando e recuando,
04:47e mais uma vez ele se coloca
04:49nessa posição,
04:49na tentativa de conquistar o que ele quer.
04:53Pois olha, Cássios,
04:54há muito tempo que eu venho falando,
04:56o Donald Trump nem era candidato
04:58à presidência da República,
05:00nem sonhava nisso, né?
05:02E eu acompanhava exatamente
05:04o que ele fazia
05:05e li o livro dele,
05:07que é um livro ensinando a negociar.
05:10Eu particularmente gosto deste assunto.
05:14Acho que a negociação é a base de tudo,
05:17da economia, da política, né?
05:19A conversa.
05:20Porque cada ser humano
05:21pensa diferente.
05:22Nós não somos iguais,
05:24não temos as mesmas ideias,
05:25e a negociação é a base de tudo.
05:28Então, a gente negocia o tempo inteiro
05:30com os filhos, com a mulher,
05:32com os amigos, né?
05:33Porque até na hora de escolher uma diversão,
05:36uns querem uma coisa,
05:37outros querem outra.
05:38Eu preciso negociar.
05:39Então, me interessa.
05:40E eu li o livro dele.
05:42Só que a negociação,
05:44no meio privado, né?
05:46Negócios,
05:47é diferente da fala e da negociação
05:51e da postura de um ente público.
05:53E quando se trata de um presidente dos Estados Unidos,
05:58a situação é muito mais forte.
06:01Eu cito, por exemplo,
06:03o Maquiavel,
06:04que diz que o rei deve sempre falar a verdade,
06:08porque um dia ele vai precisar admitir.
06:11Ou seja, um rei, né?
06:14Que o Maquiavel fala de rei,
06:17mas na verdade é o político, o governante, né?
06:20Ele deve ter a credibilidade.
06:22Porque um dia usar essa credibilidade
06:25para salvar o país,
06:27para salvar o seu trono,
06:29salvar o seu governo,
06:30seria importante.
06:31Só que o Donald Trump,
06:33na política,
06:33está usando isso demais.
06:35Aí fica meio errático.
06:37E não se sabe exatamente como isso vai dar.
06:42E a China, ao contrário,
06:45está cumprindo compromissos,
06:47está passando ao mundo
06:49uma estratégia de ser um país muito mais estável,
06:53cumprindo contratos, compromissos, né?
06:56A gente viu que a China conviveu
06:58com Jair Bolsonaro aqui,
07:00fazendo duras críticas à China.
07:03A Tereza Cristina,
07:04ministra da Agricultura,
07:06ficava irritadíssima
07:08porque atrapalhava muito os negócios,
07:10mas a China não.
07:11Continuou comprando do Brasil,
07:14não impôs tarifa,
07:16não fez grandes exigências
07:18e conviveu muito bem
07:19no governo Bolsonaro,
07:21embora claramente
07:22o grupo do ex-presidente Bolsonaro
07:24era hostil à China
07:25e claramente mais aliado
07:27aos Estados Unidos, né?
07:29Então, o Donald Trump
07:30está abusando
07:33desse direito
07:34de negociar
07:36de uma maneira dura demais
07:37como se estivesse
07:38na iniciativa privada.
07:39e é por isso que a gente
07:40não sabe exatamente
07:41quando ele está falando
07:44para pressionar
07:44ou quando está falando
07:46para agir.
07:48Tradicionalmente,
07:48o presidente norte-americano
07:50não falava,
07:51agia.
07:53Com certeza, Zé.
07:54Inclusive, Piperno,
07:56esse acordo mostra
07:57tantas fragilidades
07:58que o próprio Irã
07:59respondeu o Donald Trump
08:00dizendo, olha,
08:01eu vou continuar
08:02com o enriquecimento de urânio
08:03e não vai ser uma pessoa,
08:05um país que vai me proibir disso.
08:06Isso mostra bastante
08:07as pretensões
08:08de cada um dos países, Piperno?
08:10É claro que sim.
08:11Agora mais do que nunca,
08:12porque nesse momento
08:14em que os países
08:15estão indo para a mesa,
08:17é óbvio que todo mundo
08:18também vai levar
08:19posições muito mais
08:21radicalizadas
08:22como até um trunfo
08:23de negociação.
08:24Cada um vai colocar
08:25suas armas lá.
08:26Então, é claro que
08:27para chegar a um acordo
08:28vai ser necessário
08:29que todo mundo ceda.
08:31Mas nesse momento,
08:33todo mundo vai também blefar.
08:35Ou seja,
08:36o Irã vai dizer, olha,
08:37eu não quero saber.
08:38Vou manter o meu
08:39programa nuclear,
08:40não abro mão
08:41do Estreito de Hormuz,
08:42quem quiser passar lá
08:43vai ter que pagar pedágio,
08:45não abro mão
08:45dos meus programas
08:46de mísseis,
08:48vocês vão ter que pagar
08:49para a gente
08:50reparação de guerra,
08:51vocês vão ter que
08:52liberar os fundos
08:54iranianos
08:54que estão congelados
08:56mundo afora.
08:58Então, é óbvio
08:58que os outros
09:00negociadores,
09:01eles não vão
09:02aceitar isso tudo.
09:03mas a situação escalou
09:05a tal ponto
09:06que agora
09:08as alternativas
09:09e as propostas
09:10mais radicalizadas
09:12e aparentemente
09:13absurdas,
09:14elas vão para a mesa
09:15sim,
09:16até como
09:17mecanismo de pressão.
09:18Então, quando o Irã
09:19chega e fala,
09:20ah é,
09:20eu não libero mais
09:22o Estreito de Hormuz,
09:23aí o outro lado,
09:24tá bom,
09:25então nós vamos
09:25bombardear,
09:26nós vamos liberar a força,
09:27coisa que o presidente
09:28Macron outro dia
09:29disse que tem que ser
09:30evitado de qualquer forma.
09:31Por quê?
09:32Se quiser liberar a força,
09:33pode até conseguir.
09:35Mas,
09:36aí uma vez por semana,
09:38uma vez cada 15 dias
09:39e tal,
09:39o Irã vai conseguir
09:40fazer um disparo
09:41de longe
09:42e acertar lá
09:43um navio qualquer.
09:44Qual vai ser
09:45o impacto disso
09:46para a navegação mundial?
09:47De cara,
09:48por exemplo,
09:49seguros muito mais caros,
09:51inflacionando tudo.
09:52Os fretes
09:53serão muito mais custosos.
09:55Então,
09:55todos os produtos
09:56vão chegar
09:58aqui para a gente,
09:59para o nosso consumo,
10:01para a nossa mesa,
10:02muito mais caros,
10:03só por conta
10:04da ameaça,
10:05só por conta
10:06do fantasma
10:07de alguma bomba perdida.
10:09Então,
10:10veja,
10:11isso traz
10:12um ambiente
10:12de insegurança
10:14que é ruim
10:15para toda
10:17a cadeia
10:18de negócios.
10:19Então,
10:20ontem eu li um artigo
10:21de um,
10:21enfim,
10:22importante analista
10:23internacional
10:24que dizia o seguinte,
10:25bom,
10:25antes desse conflito
10:26o mundo tinha
10:27três potências,
10:28Estados Unidos,
10:29a China
10:29e a Rússia,
10:30que ainda é uma potência militar.
10:32Agora tem quatro.
10:33Agora tem o Irã.
10:34Por quê?
10:35Porque o Irã se torna
10:36uma potência estratégica
10:38e ele aprendeu
10:39a lidar com isso.
10:40Ele sabe que do ponto de vista
10:41militar e econômico
10:43ele não pode encarar
10:44esses adversários.
10:46mais em relação
10:47à estratégia,
10:48sim.
10:50Perfeito,
10:50Piper Nia.
10:51Claro,
10:51a gente vai seguir
10:51acompanhando os desdobramentos.
10:53Passaram 48 horas
10:54desse acordo
10:55que mostra muitas
10:56fragilidades.
10:57Esse conflito
10:57pode ganhar novos capítulos
10:59tanto para o bem
11:00quanto para o mal.
11:01Cinco horas em ponto.
11:02Deixa eu dar
11:03umas boas-vindas
11:04ao pessoal da rádio
11:05que está nos acompanhando
11:05aqui no nosso 3E1.
11:07Eu sou o Cássio Zeima,
11:08a gente faz companhia
11:08nessa próxima hora
11:09com as principais informações
11:11do Brasil e do mundo.
11:12Meus amigos,
11:12a gente está falando
11:13sobre todos os desdobramentos
11:15envolvendo esse conflito
11:16no Oriente Médio.
11:17Mais uma vez
11:18tivemos aí
11:18uma troca de narrativas,
11:19de críticas
11:20de ambas as partes,
11:21tanto por parte do Irã
11:22como também
11:23dos Estados Unidos
11:24e Trump prometeu
11:26ataques maiores
11:27e mais fortes
11:29contra o Irã
11:30caso esse acordo
11:32não seja levado adiante.
11:33Mas esse acordo
11:34há tantas fragilidades,
11:35há tantos pontos
11:36que são difíceis
11:37de serem levados à frente
11:39que amanhã está marcada
11:40uma reunião lá no Paquistão
11:41que pode sim trazer
11:42uma certa estabilidade
11:44ou não
11:44para essa guerra, Langani.
11:46Olha só
11:46que interessante, né?
11:48Quem não quer
11:50este acordo?
11:51Claramente, Israel.
11:52Israel não quer
11:53esse cessar fogo
11:55temporário.
11:56E por que
11:56eu estou falando isso?
11:57Porque essa guerra
11:58logicamente interessa
11:59a Israel
11:59porque vê o Irã
12:00como uma ameaça
12:02existencial
12:03a Israel.
12:04Tem um artigo
12:05que saiu
12:05no dia 7 de abril,
12:08anteontem,
12:08no New York Times
12:09que está dando
12:10que falar
12:10na imprensa mundial.
12:12Está tendo
12:13uma grande repercussão
12:14e eu vou colocar
12:15o nome aqui
12:15para quem quiser
12:16pesquisar.
12:17How Trump
12:17took the US
12:18to war with Iran.
12:21Muito bem.
12:21O que diz
12:22esse artigo,
12:23essa reportagem?
12:24Detalha
12:25que Donald Trump
12:26foi convencido
12:27pelo primeiro-ministro
12:29de Israel,
12:30Benjamin Netanyahu,
12:31e o chefe
12:32da Mossad
12:33a entrar
12:34na guerra
12:35com o Irã.
12:36Além disso,
12:37figuras republicanas
12:39ajudaram,
12:39como o senador
12:41Lindsey Graham.
12:43A administração
12:44Trump
12:44não era
12:45unânime
12:46e não é unânime
12:47em relação
12:48à guerra
12:48com o Irã.
12:49O vice-presidente
12:51J.D. Vance
12:52é uma das vozes
12:54mais contrárias
12:55da guerra
12:56ao Irã.
12:57Inclusive,
12:58de acordo
12:58com a reportagem
12:59do New York Times,
13:00aliás,
13:00muito bem detalhada,
13:02diz que o J.D. Vance
13:03fala para o Trump,
13:04olha,
13:05você vai gerar
13:05uma instabilidade
13:06regional,
13:07você pode
13:08alastrar o conflito
13:09para outros países,
13:11vai trazer
13:12prejuízos
13:13econômicos
13:14e humanitários
13:15e vai fechar
13:15o Estreito
13:16de Hormuz.
13:18Outra voz
13:19que foi contrária
13:21à incursão,
13:23aos ataques
13:24americanos,
13:24vejam só,
13:25foi de Marco Rubio,
13:27mais contido
13:29que o J.D. Vance,
13:30mas também
13:30contrário
13:31a esta guerra
13:32no Irã.
13:33Então,
13:33a administração
13:34está bastante
13:35dividida.
13:36O Peter Hexet,
13:37aí esse sim,
13:38foi um dos primeiros
13:39a endossarem
13:40a ação
13:40do Trump,
13:41mas mostra
13:42que este acordo
13:43é bastante frágil
13:45e Israel
13:46vai fazer
13:47de tudo
13:48para que este
13:49cessar-fogo
13:50seja interrompido.
13:51Prova disso
13:52é que ontem,
13:53o que aconteceu?
13:54Israel atacou
13:55o Líbano
13:56justamente
13:57para provocar
13:58uma reação
13:59do Irã
13:59e quebrar
14:00e quebrar
14:01o cessar-fogo.
14:01Então,
14:02a situação
14:03está longe
14:04de ser
14:05resolvida.
14:06E,
14:06provavelmente,
14:07o desfecho
14:08desta guerra
14:09será
14:09tanto os Estados Unidos
14:11quanto o Irã
14:12também
14:13aceitarem
14:13na negociação
14:15perdas.
14:15Estados Unidos
14:16vai perder
14:16alguma coisa,
14:18o Irã
14:18vai perder
14:19alguma coisa.
14:20É difícil
14:21convencer o Irã.
14:22E aí,
14:22quem pode
14:23convencer o Irã?
14:25Dois atores
14:25internacionais
14:26que estão um pouco
14:27esquecidos
14:27durante essa guerra,
14:28mas tem um ótimo
14:29trânsito com o Irã,
14:30China e Rússia.
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