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O programa 3 em 1 detalha o racha diplomático entre Emmanuel Macron e Donald Trump sobre o conflito no Oriente Médio. Enquanto o governo estadunidense planeja ações no Estreito de Ormuz, a França classifica a medida como ineficaz. Os comentaristas debatem as ameaças mútuas entre EUA e Irã, o esgarçamento das relações na OTAN e o perigo de uma nova corrida armamentista nuclear.

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Transcrição
00:00O presidente francês, Emmanuel Macron, não gostou das declarações de Donald Trump.
00:05Disparou geral.
00:06Luca Bassani chegando agora ao vivo, nosso correspondente na Europa,
00:09com mais informações a respeito disso, vai nos explicar melhor essa história
00:13que é que disse o presidente francês, hein, Luca? Bem-vindo.
00:17Boa tarde a você também, Kobayashi, a todos que nos acompanham aqui.
00:21O presidente Emmanuel Macron, que está em visita oficial pela Ásia,
00:25hoje na Coreia do Sul, quando foi perguntado sobre a possibilidade da França
00:29participar de uma ação militar dentro do Estreito de Hormuz,
00:34dentro do Oriente Médio, para tentar desobstruir este estreito,
00:38ele disse que uma ação desta natureza é irreal e não resolveria o problema,
00:43apenas prolongaria a guerra, já que na visão da França,
00:47esse cenário de reabertura do Estreito de Hormuz só pode acontecer com a finalização dos conflitos
00:52ou até mesmo com o acordo de cessar fogo, no qual o Irã concorde,
00:56porque uma ação militar pode acabar causando maior número de mortos
01:00e ao mesmo tempo não resolver, apenas prolongar, né, na verdade,
01:05esta questão tão delicada no aspecto econômico.
01:09O presidente Emmanuel Macron também disse que é difícil acreditar
01:13nas falas de uma pessoa que em um dia diz uma coisa e no outro dia diz outra,
01:18se referindo claramente ao presidente Donald Trump,
01:20que na visão dos franceses, muitos diplomatas, inclusive alguns outros deputados,
01:25apontam que o presidente não segue uma estratégia muito clara em relação
01:29à sua abordagem para o Irã.
01:31Os europeus, que de certa forma são um dos mais afetados com essa guerra
01:36no aspecto econômico por conta da alta no preço das commodities energéticas,
01:41eles tentam se distanciar de qualquer ação militar efetiva por um medo de retaliação
01:46e também por acreditarem que Donald Trump desfez grande parte do sistema de alianças
01:52durante a sua volta à Casa Branca, tanto em relação à guerra da Ucrânia
01:57como também com as ameaças à Groenlândia.
01:59Então, as relações transatlânticas entre europeus e norte-americanos,
02:03que já estava bastante enfraquecida, parece chegar em um novo ponto baixo
02:07neste novo conflito no Oriente Médio, que tem a participação dos Estados Unidos
02:11de até agora nenhum país europeu efetivamente.
02:15Donald Trump, que ao longo dos últimos dias foi muito crítico à OTAN,
02:19dizendo até que há a possibilidade dos Estados Unidos deixarem a organização,
02:23fala que os seus aliados não estão cumprindo com o seu dever
02:26e que, no fundo, são os mais prejudicados.
02:29Eles mesmos deveriam ser os responsáveis por reabrir o Estreito de Hormuz,
02:34mas por enquanto, seja no Reino Unido, na Alemanha ou até mesmo na França,
02:37nenhuma das lideranças dá sinal que essa seja a alternativa,
02:41essa seja a estratégia adotada oficialmente.
02:44Ô Luca, uma outra informação que preocupa todos nós envolvendo esse conflito
02:47aí no Oriente Médio é a promessa que fez o Irã a respeito da possibilidade
02:51de ataques mais devastadores contra Israel e contra os Estados Unidos.
02:57Explica aí essa ameaça feita pelos iranianos.
03:01Exatamente. Foi uma troca de ameaças na fala do presidente Donald Trump
03:06de 20 Minutos ontem à noite.
03:07Ele disse que os Estados Unidos não alcançaram ainda os seus objetivos operacionais
03:13e que continuarão lutando para que o Irã não chegue nunca
03:18à possibilidade de ter armas nucleares,
03:20dizendo que o governo do Irã é um governo terrorista
03:23com o qual não se é fácil negociar.
03:26Ao mesmo tempo, o Irã retalhou, pelo menos verbalmente,
03:31todas essas ameaças, dizendo que vai também continuar os seus ataques
03:35aos diversos ativos militares norte-americanos na região do Oriente Médio,
03:39ao Estado de Israel e até mesmo fez um alerta para as empresas de tecnologia
03:44dos Estados Unidos que estão localizadas na região.
03:48Inclusive, o jornal Financial Times disse que um dos edifícios
03:52que tem a nuvem da Amazon, o cloud, os servidores, foi atacado no Bahrein,
03:58o que pode ser uma notícia negativa também para essas gigantes de tecnologia
04:01que têm as suas ações cotadas na Bolsa
04:04e que podem ver ainda mais um cenário difícil à frente,
04:09já acompanhando as últimas semanas de queda.
04:11E o Alan Ghani, quem acompanha ele todas as manhãs,
04:13vê que não tem sido fácil toda essa problemática.
04:17Óbvio que há interesses também que a guerra termine o quanto antes,
04:21mas, por enquanto, através das lideranças, através das falas oficiais,
04:25não é uma tendência, não é uma promessa.
04:27Então, continuaremos aqui na cobertura,
04:30acompanhando todos os dias aquilo que acontece no Oriente Médio
04:34e como os diversos países do mundo reagem a isso.
04:37Seguiremos acompanhando. Muito obrigado, viu?
04:39Luca Bassani, no microfone Jovem Pan, na Europa,
04:41falando conosco aqui no 3 em 1.
04:42Deixa eu chamar o Fábio Piperno para falar a respeito dessa troca de ameaças,
04:46ameaças, ofensas, promessas de mais ataques devastadores,
04:52a relação agora envolvendo os outros ali que foram chamados a participar,
04:55o pessoal da OTAN não aderiram ao chamado de Donald Trump.
04:59Donald Trump também já ameaçou que vai sair da OTAN,
05:02pode ser que não seja mais parte do núcleo militar.
05:07Fala aí, Piperno.
05:08Bom, o fato é que o mundo vai sair desse conflito com uma outra configuração,
05:12por mais ou menos devastador que ele seja, né?
05:15Porque, veja, mesmo que essa guerra acabe daqui uma semana, duas, três,
05:19algumas lições já ficaram.
05:21Primeiro, um dos efeitos colaterais é esse esgraçamento
05:24nas relações entre Estados Unidos e os europeus dentro da OTAN.
05:30Nunca mais esse convívio vai ser o mesmo.
05:32Segunda coisa, e eu li uma boa análise sobre isso,
05:35enfim, na Blum, enfim, Financial Times, um desses aí,
05:39que essa guerra, esse conflito pode encadear uma nova corrida
05:44por armamentos nucleares.
05:48Ou seja, Coreia do Sul, Japão, Taiwan,
05:53são regiões do monção, países, no caso de Taiwan, um governo, enfim,
05:58que já buscam, que já avaliam a possibilidade de se rearmar.
06:04A Coreia do Sul, por exemplo, ela tem a Coreia do Norte ao lado dela.
06:07O Japão tem a China.
06:09Taiwan tem a China.
06:11Então, qual é a garantia de que esses países possam sobreviver
06:17sem se fortalecer militarmente?
06:20Da mesma forma que eu sempre repito aqui,
06:23é irracional e é também muito hipócrita
06:28imaginar que o Irã possa abrir mão, por exemplo,
06:31de todos os seus programas aí de fabricação de mísseis.
06:34No dia em que o Irã deixar de fabricar mísseis,
06:37o Irã vai virar parque de diversões aí
06:39para o exército israelense, americano, etc.
06:42Obrigado.
06:43Obrigado.
06:43Obrigado.
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