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O presidente Lula subiu o tom contra o governo de Donald Trump ao defender o Pix como uma conquista soberana do Brasil. Após os EUA classificarem o sistema como uma "barreira comercial" que prejudica operadoras de cartão estadunidenses, o petista afirmou na Bahia que o programa não sofrerá alterações. O debate no 3 em 1 analisa se essa tensão pode gerar retaliações econômicas ou se é apenas uma retórica política.

Assista à íntegra: https://youtube.com/live/M-2ElEX4Yks

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Transcrição
00:00O presidente Lula participou hoje de um evento do novo PAC na Bahia e saiu em defesa do PIX.
00:07André Anelli chegando aqui ao vivo no nosso 3 em 1 para falar mais a respeito desta reação do presidente
00:14brasileiro
00:14a respeito de mais uma polêmica, mais uma crítica que foi feita lá dos Estados Unidos para o nosso PIX
00:20brasileiro.
00:21Anelli, boa tarde, bem-vindo.
00:25Obrigado Kobayashi, muito boa tarde a você também e a todos aqui no 3 em 1 da Jovem Pan.
00:30O presidente Lula fez uma manifestação em resposta a publicações feitas pelo governo americano,
00:37pela Casa Branca, sede do governo americano, de que alguns passos que foram dados pelo Brasil no âmbito econômico nos
00:45últimos tempos
00:46vão ao encontro, ou seja, são contrários a tudo aquilo que é de interesse do governo americano no comércio internacional.
00:53E uma dessas citações é justamente ao PIX, o programa de pagamentos instantâneos,
00:59que hoje é a forma de transferência de dinheiro mais popular aqui de todo o país, basicamente todo mundo usa.
01:06E o presidente Lula afirmou que o PIX não vai deixar de ser usado, pelo contrário, vai ser aprimorado,
01:13nem por conta dos interesses americanos que disseram então que essa forma de pagamento
01:19acaba se tratando como uma espécie de concorrência desleal àqueles métodos de pagamento mais tradicionais,
01:25como por exemplo, os cartões de débito e de crédito.
01:29O presidente Lula fez uma defesa então do PIX durante participação dele na cerimônia de inauguração das obras,
01:38do início das obras do VLT, o veículo leve e sobre trilhos em Salvador, na capital da Bahia,
01:44e já respondendo então àquilo que é mais uma provocação do governo dos Estados Unidos,
01:49que tem dito que o governo brasileiro tem imposto algumas barreiras aos americanos no comércio internacional.
01:56Além do PIX, que seria então uma concorrência aos métodos de pagamento,
02:00existem ainda críticas à tentativa de regulamentação das redes sociais e até mesmo a taxa das blusinhas,
02:07aquela taxa que é cobrada principalmente nas compras acima de 20 dólares.
02:12Então tudo isso foi colocado pelo governo norte-americano como algumas barreiras
02:17que têm sido impostas pelo governo americano no sentido de atrapalhar
02:21ou de pelo menos gerar uma concorrência desleal aos americanos no âmbito do comércio internacional.
02:28Kobayashi.
02:29Muito obrigado, viu, André Anelli, falando ao vivo diretamente de Brasília.
02:33Por aqui já vamos acionar os nossos comentaristas.
02:36Deixa eu começar essa com o Alan Gani.
02:38Essa situação envolvendo o PIX, que é uma crítica que já se torna reincidente, né, o Gani,
02:45mas que aqui no Brasil não pega bem, porque aqui no Brasil o PIX virou um queridinho.
02:48Ninguém tem que pagar mais taxa de DOC, TED, aquilo tudo que a gente via antigamente, né,
02:53e o PIX caiu no gosto do brasileiro.
02:55Então o presidente aproveita, né, pra ali falar o que agrada o coração dos eleitores brasileiros.
03:02Alan Gani.
03:03É, claro, né, o PIX aí é uma realidade que veio pra ficar,
03:08substituiu muito as operações de cartão de crédito, de débito,
03:12e isso evidentemente que trouxe uma perda de receita para empresas norte-americanas.
03:19Além do que também, todo mundo acaba usando o PIX, né, tem outros sistemas,
03:24como por exemplo o Apple Pay, o WhatsApp Pay, mas na prática todo mundo utiliza o PIX.
03:30Aí o presidente espertamente fala do PIX como se fosse também uma obra do governo dele,
03:36não é verdade, mas também lá do lado dos Estados Unidos,
03:41o Trump tá defendendo os interesses das empresas norte-americanas,
03:46mas com falso argumento, né, dizendo que o PIX tá ligado a operações ilegais,
03:53não é verdade, se você é um criminoso, você pode utilizar de um meio legal,
03:58de tecnologia, enfim, pra praticar crime.
04:01Você não vai criminalizar um instrumento.
04:03A mesma coisa que bandidos que atacam com moto recorrentemente,
04:07você vai agora proibir a moto?
04:08Faz o menor sentido.
04:09Então é claro que o Trump utiliza de falsos argumentos
04:14por uma questão de defesa dos seus interesses das empresas norte-americanas
04:19diante aí da concorrência do PIX e do sucesso que é o PIX aqui no Brasil.
04:23Pra gente entender melhor e pro Piperno comentar,
04:25vamos ouvir o que disse o presidente Lula.
04:28Os Estados Unidos fez um relatório essa semana
04:34sobre o PIX.
04:37E ele disse que o PIX distorce o comércio internacional
04:42porque o PIX acha que cria problema pra moeda dele.
04:47O que é importante a gente dizer, pra quem quiser nos ouvir,
04:52o PIX é do Brasil.
04:55E ninguém, ninguém vai fazer a gente mudar o PIX
05:00pelo serviço que ele tá prestando à sociedade brasileira.
05:06E aí, Piperno, o que você comenta?
05:08Faltou o presidente Lula elogiar ali, né?
05:10Campos Neto, Bolsonaro, porque o PIX veio na gestão passada.
05:13Ô, Piperninho.
05:14O PIX, de fato, é da gestão passada, sim.
05:18E pra ser muito justo, inclusive,
05:21da época em que Roberto Campos Neto era o presidente do Banco Central.
05:25Eu disse pra ser justo porque eu faço muitas críticas a ele,
05:29mas é justo reconhecer que o PIX é algo que veio daquele período.
05:34O presidente Lula tá absolutamente correto nas críticas,
05:37até porque o presidente Lula, o governo Lula,
05:41apanhou no momento em que inventaram,
05:45que lançaram aquelas dúvidas mentirosas
05:48sobre possível taxação de transações superiores a 5 mil com o PIX.
05:55Mediante o uso do PIX.
05:56Lembram disso?
05:57Teve gente que gravou vídeo, faturou em cima,
06:00programas de televisão faturou em cima,
06:02contaram histórias e tal, mentirosas.
06:04E aquilo, obviamente, prejudicou a credibilidade do governo,
06:09provocou um arranhão na credibilidade do governo,
06:12sem que o governo tivesse culpa alguma,
06:13que não havia a menor intenção
06:15de se estabelecer aquele tipo de taxação.
06:18Então, agora, também é o momento dele de dar o troco,
06:20falar, opa, eu defendo o PIX.
06:22Podia até dizer o seguinte,
06:23olha, teve gente que colocou em dúvida,
06:25mas eu defendo o PIX.
06:27Ele está muito correto.
06:28Você imagina, Nelsinho,
06:29e alangando-se, por exemplo,
06:31os governos de empresas como o Vivo, como o Claro,
06:39fossem querer, por exemplo,
06:42taxar quem usa o WhatsApp.
06:44Porque a partir do momento do uso do, enfim, o WhatsApp,
06:47todo mundo passou a gastar menos com ligações à distância.
06:50Já pensou?
06:51As empresas de telefonia também deixaram de ganhar.
06:54Verdade.
06:54Não houve, até onde eu sei,
06:57nenhum governo que quisesse decretar guerra, intervenção,
07:00punir o outro por conta disso.
07:02Deixa eu chamar também o senhor José Maria Trindade,
07:04chegando ao vivo diretamente de Brasília.
07:06Zé, bem-vindo, boa tarde.
07:08Quero também a sua análise a respeito disso.
07:10O problema é a gente achar o PIX tão bom
07:12a ponto de taxá-lo daqui a pouco também.
07:14Tem essa, né?
07:17Olha, Kobaesha, obrigado.
07:18Obrigado aos colegas que estão aqui,
07:20a você que está nos acompanhando.
07:22Eu odeio o PIX, viu?
07:23Depois do PIX, o salário começa a ser de visualização única.
07:27Chegou e acabou.
07:28É muito rápido, né?
07:30Mas é o seguinte, a ideia do PIX, ela é maravilhosa.
07:35É uma atualização dos meios através de uma tecnologia.
07:41O dinheiro, ele foi o que possibilitou
07:44todo o desenvolvimento do mundo, tudo que se vê por aí.
07:48Antes era escambo, muito complexo.
07:50Você produzia abacaxi e ia comprar uma bota
07:55e o cara não queria abacaxi.
07:57Enfim, aí desenvolveram o dinheiro,
07:58que, na verdade, é uma credibilidade, né?
08:01O dinheiro é um pedaço de papel com os desenhos,
08:04se ele não tiver por trás, a fé, a credibilidade.
08:07E é assim.
08:09Agora, o PIX conseguiu esta credibilidade
08:12aliada a um lastro, que é o dinheiro, o real.
08:16A praticidade é tão grande que dispensa intermediários.
08:20E os cartões de crédito, os grandes, né?
08:24Cartões internacionais e os bancos,
08:26parece que não perceberam isso.
08:28Em vez de apostar tudo no PIX, que está tudo ali, né?
08:33Empréstimos através de PIX,
08:35agora que está começando, fica tentando resistir.
08:38Geralmente é assim.
08:39Uma grande invenção, primeiro, ela só é grande invenção
08:42se tiver viabilidade econômica, financeira.
08:46Se não tiver, pode ser o melhor invento que cai no esquecimento
08:51por falta de viabilidade.
08:53O PIX é tudo isso.
08:54Não adianta.
08:55O mundo vai se curvar ao PIX ou alguma coisa parecida.
09:01Os cartões de crédito acabaram, gente.
09:04É uma questão de tempo.
09:05Você andar com aquela tarjetinha, aquela coisa esquisita,
09:08se você pode, através do reconhecimento facial,
09:14da digital, ser identificado.
09:16Para que o cartão de crédito?
09:19Daqui a pouco vai voltar aquele negócio daquela máquina
09:21que fazia aquele carbono.
09:23É o mundo.
09:24A modernidade do carbono já passou.
09:27Foi moderno o cartão de crédito.
09:29Agora já era.
09:30Agora, pedir para retroagir é uma ignorância tão grande,
09:35Cobar, que eu comparo a queima de livros.
09:38Olha, se você tem menos de 25 anos,
09:40você não entendeu essa história do carbono, viu?
09:43Que era o xerox, entre aspas, manual, com álcool,
09:47aquele cheiro, mimiógrafo, né?
09:49Vocês lembram disso?
09:50Mimiógrafo.
09:50Eu lembro bem dessa história.
09:51Não, não é isso não.
09:52É o cartão de crédito.
09:54Ah, tá.
09:54Ah, entendi.
09:56Claro.
09:56É que você falou de voltar atrás,
09:58eu achei que você estava falando de retrocessos,
10:00ô Zé Maria Trindade.
10:02Não é sobre isso.
10:03Falando aqui ainda sobre o PIX,
10:04ô senhor Alangani,
10:06você que, entre aspas,
10:07sabe do que eu estava falando aqui do mimiógrafo,
10:09do carbono e de outras antiguidades mais,
10:12ô Alangani,
10:13a gente lembra da polêmica que envolveu a história do PIX
10:16há algum tempo atrás,
10:17quando surgiu a ideia de que poderia taxar
10:19e o governo deixou claro que isso não aconteceria.
10:22Mas há uma necessidade de fiscalização
10:25e da ajuda do PIX
10:26para a restriabilidade do dinheiro
10:28justamente para fins de evitar a sonegação fiscal e tal.
10:32O que poderia gerar, por consequência,
10:34lá na frente,
10:35uma certa redução de imposto, né?
10:37Porque quanto menos sonegação,
10:38a ideia é que tem mais gente
10:40participando do rateio, né?
10:42Das contas públicas
10:43e, portanto,
10:44há uma tendência de diminuição dos impostos.
10:47Você acha que a gente consegue um sistema
10:48que possa aprimorar
10:50essa questão toda aí
10:51de rastreabilidade do dinheiro?
10:53Olha, eu vejo que com o avanço da tecnologia,
10:56a sonegação fiscal vai ficar cada vez mais difícil
11:00justamente pelo cruzamento de dados.
11:03Isso já acontece com a Receita Federal,
11:06esse monitoramento.
11:07Então, por exemplo,
11:08se você utiliza o PIX
11:11e faz movimentações atípicas
11:13num valor muito grande,
11:15é claro que eles cruzam esses dados
11:17com os seus rendimentos.
11:19E aí, se o seu rendimento
11:21for pequeno,
11:23perto das suas movimentações,
11:25significa que há
11:26algum tipo de informalidade
11:29e a Receita vai pra cima de você.
11:31Então, cada vez mais,
11:33COBA,
11:33isso vai se tornar comum.
11:36Evidentemente que isso também
11:38traz uma revolta
11:39por parte da população.
11:40Foi o vídeo do Nicolas
11:41que ele falou,
11:42olha, agora vou monitorar, né?
11:45Ele não falou,
11:45ele tomou esse cuidado
11:47da fake news,
11:48lá que é um taxa ao PIX,
11:49não é nada disso.
11:50Ele falou, olha,
11:50agora vamos monitorar
11:52movimentações acima de 5 mil reais,
11:56o que vai possibilitar
11:57que você caia aí
11:58na malha fina da Receita Federal.
12:00E aí, evidentemente,
12:01muita gente nesse país
12:02que acaba vivendo
12:03na informalidade
12:04ficou com receio.
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