- há 6 meses
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O governo federal estuda aplicar a Lei da Reciprocidade como resposta ao tarifaço de Donald Trump, o que permitiria ao Brasil impor barreiras idênticas às dos americanos. A proposta, no entanto, gera debate, e empresários temem que a medida possa encarecer produtos importados. Além disso, segundo bastidores do 3 em 1, o presidente Lula (PT) se irritou com a demora para anunciar o plano. Reportagem: Igor Damasceno.
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NotíciasTranscrição
00:00O governo federal pretende iniciar o debate sobre medidas de reciprocidade em resposta às tarifas impostas por Donald Trump.
00:07Só que, Igor Damasceno, há uma pressão dos setores afetados para que isso não ocorra.
00:13Eles deixaram isso muito claro nas conversas que tiveram durante aquelas reuniões com o vice-presidente Geraldo Alckmin.
00:19O que está acontecendo agora que o governo vê essa possibilidade no horizonte? Conta pra gente.
00:24Mais uma vez, uma ótima tarde a você, Evandro, e também a todos que nos acompanham.
00:32Três ministérios do governo federal vão fazer uma espécie de força-tarefa para analisar as possíveis consequências
00:40caso a lei da reciprocidade seja aplicada contra o governo norte-americano.
00:46E quais ministérios são esses?
00:49Puxa vida, vamos reconectar ali com o Igor Damasceno e já já a gente vai trazer informações
01:06porque o Igor também tem bastidor de que o presidente Lula teria ficado irritado com a demora para anunciar o plano de contingência.
01:13Alan Gani, vamos falar um pouquinho então sobre essa situação da reciprocidade.
01:18Lá atrás o governo estava colocando a reciprocidade como última alternativa bem no fim da fila.
01:24Agora, diante da dificuldade de articular com as autoridades norte-americanas, a reciprocidade volta a ganhar protagonismo.
01:31Mas a gente sabe que os setores não querem muito isso porque eles temem que medidas de reciprocidade
01:35possam prejudicar outras questões, inclusive as importações que o Brasil faz dos Estados Unidos.
01:42Como é que você avalia essa ferramenta que está à disposição e que agora pode ser utilizada ou não?
01:47Não, não deve ser utilizada.
01:49A gente tem um problema, a gente vai passar a ter dois problemas e muito maior, Evandro.
01:54Primeiro, a gente vai importar uma inflação se a gente aplicar a reciprocidade.
01:58Além do que, a gente vai prejudicar também indústrias que não são exportadoras.
02:05São indústrias que dependem de componentes, de matérias-primas, de insumos, de tecnologia americanas.
02:12Então, você vai trazer um problema que vai ser ruim para a população brasileira.
02:19É por isso, Evandro, que eu sou crítico do protecionismo.
02:24O protecionismo, ele é o oposto de livre mercado.
02:29Livre mercado tira pessoas da pobreza.
02:31Então, quando eu critico o protecionismo, eu critico o protecionismo aqui no Brasil e critico lá nos Estados Unidos.
02:37Apesar de ter uma posição, em muitos aspectos, conservadoras, eu sou crítico do protecionismo.
02:44Eu acho que o que o Donald Trump está fazendo com o protecionismo, com a política protecionista dele,
02:48não tem nenhum problema em falar isso, ele está dando um tiro no próprio pé.
02:52Ele vai trazer problemas para os Estados Unidos.
02:56Vide que ele tenha aproximado os países dos BRICS.
02:58O protecionismo dele conseguiu aproximar Índia da China, Índia da Rússia e Rússia da China.
03:07Quer dizer, você está fortalecendo alianças de países que você, outrora, eram inimagináveis.
03:14Além do que você traz um problema de inflação interna para o próprio país.
03:19Ô, Fábio Piperno, outros países adotaram medidas de retaliação ou de reciprocidade.
03:24E para esses países, o diálogo acabou acontecendo depois.
03:28No caso do Brasil, a retaliação pode trazer o mesmo resultado ou piora a situação?
03:33É óbvio que muita gente que decidiu enfrentar, muitos países que resolveram enfrentar,
03:39eles, de alguma forma, obrigaram também o governo americano a algum tipo de recuo.
03:44Adiando a vigência das tarifas, reduzindo em alguns casos, enfim.
03:48Mas, eu sempre insisto nisso aqui.
03:51O presidente Trump é o presidente da maior economia do mundo, do país mais poderoso do mundo.
03:57Mas ele não é o sujeito mais corajoso do mundo.
04:00Vide o que as humilhações que ele passou, até mesmo naqueles encontros lá com o líder da Coreia do Norte,
04:06no primeiro mandato.
04:07Agora, é óbvio que você não vai sair de peito aberto retaliando de forma generalizada.
04:15Não é assim que tem que ocorrer.
04:17Eu até brinquei, outro dia, usando joalhas da Tiffany como exemplo.
04:21Pode, eventualmente, sobretaxar um ou outro produto supérfluo.
04:26Vinhos da Califórnia, por exemplo.
04:29Não vai mudar nada na economia do Brasil se alguém retaliar, alguém sobretaxar vinhos californianos.
04:35Mas, de qualquer forma, vai mudar muito na economia do Brasil
04:38se alguém resolver aumentar a taxação sobre insumos para a indústria, para a área de saúde, por exemplo.
04:49Então, isso não pode acontecer.
04:50Agora, vejam só.
04:53No mundo, começam a pipocar outras reações que vão, naturalmente, não só reaproximando alguns países e blocos,
05:01como aumentando uma certa onda de anti-americanismo no mundo.
05:06Eu citei há pouco o caso da Índia.
05:08A Índia está começando a boicotar produtos americanos.
05:12Você imagina um mercado desse tamanho começando a boicotar produtos de um determinado país.
05:19E se aqui no Brasil, por acaso, começarem a incentivar esse tipo de medida também?
05:26Você já pensou, o mercado consumidor do Brasil é muito grande.
05:29Não que todo mundo vai aderir, mas, assim, qualquer fração de público consumidor
05:34que resolva encampar um discurso desse aí, ele vai, sim, gerar danos econômicos
05:40às marcas americanas que aqui estão.
05:42Vamos voltar a falar com o Igor Damasceno, que vai trazer mais detalhes para a gente
05:46sobre essa possível estratégia do governo. Conta lá.
05:52Evandro, a gente falava a respeito dessa força-tarefa que o governo federal tem feito
05:56para analisar possíveis consequências caso a lei da reciprocidade seja aplicada.
06:02E a força-tarefa é feita por uma equipe de especialistas do Ministério das Relações Exteriores,
06:07também da Fazenda e do Desenvolvimento da Indústria.
06:10E por que o presidente Lula pediu para que essa análise fosse feita?
06:14Justamente porque, durante as últimas semanas, o Ministério do Desenvolvimento da Indústria
06:20recebeu muitos industriais, recebeu muitos representantes dos setores produtivos
06:25e eles disseram que ficam um tanto preocupados se, por acaso, a lei da reciprocidade for aplicada,
06:32que pode fechar totalmente o diálogo com o governo norte-americano,
06:37algo que já não está fácil, não é uma tarefa que está sendo fácil para o governo federal.
06:43E se, porventura, isso pode irritar ainda mais o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
06:48e ele encareça ainda mais os produtos brasileiros vendidos nos Estados Unidos.
06:53Hoje nós temos uma taxa de 50%, o setor produtivo teme que a lei da reciprocidade
06:59possa fazer com que essa taxa aumente, possa chegar a 100%, por exemplo.
07:04Então, temendo essa consequência, o presidente Lula pediu, então,
07:08essa análise dos técnicos desses três ministérios do governo federal.
07:13Nós apuramos que, se por acaso a lei da reciprocidade for aplicada,
07:16não vai ser de forma ampla, ou seja, não seria para todos os produtos norte-americanos
07:22vendidos aqui no Brasil, mas seria para produtos específicos inicialmente.
07:28E depois de uma análise, depois para saber se realmente essas consequências ruins viriam,
07:34aí o governo poderia abrir para mais outros produtos.
07:37Mas, por enquanto, tudo está em análise,
07:40inclusive essa análise deve ser entregue logo depois do anúncio do plano de contingência.
07:45Evandro.
07:46Agora, ô Igor Darmaceno, eu vi uma apuração sua, inclusive,
07:49que está já disponível no nosso site jovempan.com.br,
07:52de que o presidente Lula ficou meio irritado com a demora
07:54para se falar ou anunciar o plano de contingência ao tarifácio, né?
08:01Exatamente.
08:02Ontem a gente entrou aqui no 3 em 1 falando de uma expectativa
08:05de que esse plano fosse anunciado após a reunião.
08:08Reunião essa que aconteceu a portas fechadas,
08:11das 5 da tarde até próximo das 8 horas da noite,
08:15no gabinete do presidente Lula.
08:17E era uma expectativa não só nossa, mas também do próprio presidente Lula,
08:21que esse plano já estivesse totalmente determinado e certo para ser anunciado.
08:27O que não aconteceu.
08:28Segundo as nossas fontes, o presidente Lula se irritou com Geraldo Alckmin
08:33e com o Fernando Haddad, porque eles ainda estão mapeando pontos.
08:38Eles estariam ainda mapeando algumas empresas que podem ser afetadas por esse tarifácio.
08:45Então, o anúncio que poderia ser ontem, no mais tardado hoje,
08:49não aconteceu hoje, ontem, e a expectativa é que não aconteça hoje.
08:54Então, o presidente Lula pediu mais agilidade dos dois ministros,
08:57justamente para que todos os pontos sejam fechados
09:01e então esse plano seja anunciado.
09:04Haddad já adiantou que esse plano de contingência
09:07deve vir na forma de medida provisória,
09:10deve proteger primeiramente as empresas que vendem apenas para os Estados Unidos.
09:15Aquelas empresas que vendem alimentos perecíveis,
09:18o governo federal deve comprar aquilo que não for vendido para os Estados Unidos
09:23e distribuir em escolas.
09:25Mas tudo isso só vai ser batido depois que o plano estiver totalmente fechado.
09:30O presidente Lula pede agilidade porque ele tem sido pressionado
09:33principalmente pelo agronegócio, Evandro.
09:36Obrigado pelas informações, Igor Tamaceno.
09:38Um abraço para você.
09:40Vamos trazer mais uma participação aqui da nossa audiência
09:42que tem a ver com esse assunto?
09:44Vamos colocar aqui a fala do João Manuel que diz
09:46ajuda os setores que exportam para os Estados Unidos.
09:49Vai ser por empréstimo?
09:50Isso não resolve a situação.
09:52Trazendo uma crítica também ao fato de que o que se vê como solução
09:56é a negociação e não medidas apenas para auxiliar os setores
10:01que são prejudicados aqui no país.
10:04Ô Bruno Musa, como é que você avalia a opinião aqui
10:07do nosso telespectador João Manuel?
10:10Obrigado, João.
10:11Um abraço para você.
10:12e principalmente essa irritação do presidente Lula
10:16em não haver uma proposta concreta por enquanto
10:19porque não há um entendimento ainda sobre quais seriam as medidas
10:24essenciais para auxiliar os setores.
10:28Pois é, Evandro.
10:29Veja que a gente está...
10:30Estamos atrasado e muito na definição de uma estratégia.
10:34Ou melhor, a falta de uma estratégia já é uma definição de um caminho
10:37e ele costuma ser muito mais deletério.
10:39A opinião de João Manuel vai muito em linha com o que eu falo.
10:42Eu fico muito feliz que a gente está vendo que cada vez mais
10:45as pessoas estão se qualificando no conceito político, econômico
10:49para conseguir debater, entender os reais problemas pelos quais
10:53o Brasil está passando e que soluções de curto prazo
10:57populistas, elas tendem a ocultar o problema
11:01que se intensifica ainda mais no futuro.
11:04Como o João Manuel, nosso ouvinte, acabou de falar,
11:06se você faz isso vir em empréstimo, esse empréstimo ele tende a ser subsidiado.
11:12Esse subsídio ele causa um endividamento muito maior
11:14e no final da semana passada o próprio governo soltou um novo relatório
11:20falando que a dívida pública do Brasil está num nível insustentável.
11:25E lembrou inclusive a Mudes quando rebaixou a perspectiva do Brasil
11:29que sabe-se lá porque em outubro, novembro do ano passado
11:31ela tinha subido, ela rebaixou falando inclusive sobre a possibilidade
11:37do governo daqui a algum tempo não conseguir repagar a sua dívida.
11:41Então soluções como essa intensificam o problema,
11:45tendem a tapar com uma colcha de retalhos numa solução de curto prazo
11:49como milagrosa, que ela não existe.
11:51O custo ele vem muito maior.
11:53Portanto, quando a gente vê aqui na nossa matéria
11:56em que fala que os empresários temem que isso feche a porta dos Estados Unidos com o Brasil,
12:03eu proponho o seguinte, vamos ouvir os empresários.
12:06O setor privado ele tende a ser sempre,
12:09estamos falando daqueles que são morais, éticos,
12:12sempre, 100% das vezes, mais eficiente do que o setor público
12:17quando entra na tarefa de ser empresário.
12:20Então vamos ouvir os empresários e não o governo.
12:23Porque dá pra ver que o governo está completamente perdido
12:26e quando ele toma uma decisão, ele vai justamente pelo caminho errado.
12:30Rapidamente, se nós analisarmos o balanço de pagamento do Brasil,
12:34que é toda a relação que o Brasil tem com o exterior,
12:36dentre algumas outras, são duas grandes contas.
12:39O balanço de pagamentos é formado pela conta corrente
12:42e pela conta financeira, dentre outras menores.
12:45Se nós analisarmos a conta financeira,
12:47que é onde estão os investimentos estrangeiros direto,
12:49os Estados Unidos, eles são o principal e disparado parceiro
12:54de investimento de longo prazo produtivo no Brasil.
12:57A gente vai bater em alguém que é o nosso segundo maior parceiro comercial,
13:01se computar a Europa como países individuais,
13:04e disparado o maior parceiro em investimento em carteira,
13:08que está dentro da conta financeira do balanço de pagamentos,
13:11e investimentos de longo prazo no Brasil.
13:13não é inteligente em números.
13:16Escutemos o setor privado.
13:18Paremos de escutar o governo, que está completamente perdido.
13:22Cachorro em dia de mudança.
13:24Fala, Zé Maria Trindade.
13:27Pois é, esse plano, ele é necessário para uma emergência ali,
13:33e é financiamento mesmo, porque o governo não pode doar dinheiro assim.
13:38E principalmente para algumas áreas que podem provocar ali uma demissão em massa.
13:42vários interlocutores do governo, e até do Ministério da Fazenda,
13:46dizem o seguinte, é impossível substituir os Estados Unidos.
13:50Todo mundo diz isso.
13:51Não dá.
13:52Não dá para substituir.
13:53Dá para minorar ali, transferir algumas exportações para outros países,
13:59mas isso leva três a quatro meses.
14:02Esse plano, além de uma oferta de crédito,
14:04muitas empresas já estão em férias coletivas,
14:07e se preparando para encerrar a atividade.
14:10O setor madeireiro está em pânico,
14:12porque exportava muito para lá.
14:14Mas, enfim, é uma situação muito complexa.
14:17Eu andei perguntando sobre exatamente a resposta.
14:21E o que eu tenho ouvido é de que o Brasil está com um problema.
14:26E toda vez que você tem um problema,
14:28você pode solucionar o problema ou aumentar o problema.
14:32E se ele aplicar qualquer retaliação,
14:35ele estará aumentando o problema, primeiro, das relações com os Estados Unidos,
14:40e segundo, internamente aqui.
14:42Porque aumentar a taxação significa aumentar em dólar,
14:47aqui, o valor interno e provocar a inflação.
14:51Então, a torcida geral é para que não adote nenhuma medida de retaliação.
14:56Olha, eu tenho até um comentário aqui interessante,
14:59que chegou também pelas nossas redes sociais,
15:01o André Selvati.
15:02Ele traz o seguinte,
15:04os Estados Unidos querem a direita forte nas Américas,
15:06já tem a Argentina e querem o Brasil.
15:09Não tem nada de comercial nessa relação,
15:11é apenas política ideológica.
15:13Obrigado, André Selvati, pela participação,
15:16telespectador que sempre está conosco aqui no 3 em 1.
15:18Você concorda, Gani?
15:19Concordo.
15:19É uma espécie de redução da doutrina moral,
15:22a América para os americanos.
15:24E o Trump, num instrumento que ele tem de pressão,
15:28utilizando as tarifas, ele procura fazer isso.
15:31Então, o Brasil optou, como o Musa bem colocou anteriormente,
15:35o Brasil optou, principalmente nesse governo,
15:38num alinhamento maior à China,
15:41aos países ali dos BRICS, principalmente a China.
15:45Os Estados Unidos, principalmente Donald Trump,
15:47entendem que estão perdendo o Brasil para a China
15:50e aí utiliza o instrumento de pressão,
15:53que é a tarifa protecionista.
15:54Você concorda, Piperno?
15:56Claro, o que o nosso amigo escreveu aí,
15:59ele está dizendo o seguinte,
16:01há claramente uma reedição da Guerra Fria.
16:04É isso que está acontecendo.
16:05Então, o fato de que, por exemplo,
16:07o Brasil está só um país rebelde,
16:15um país que não aceita essa subserviência,
16:18é verdade, sim, isso é muito de verdade,
16:21mas também tem o fator da política interna.
16:24Eles não se conformam com a punição de um aliado ideológico.
16:30Até porque, aqui no Brasil, a justiça funcionou
16:33e não se afasta promotor que investiga na marra,
16:37porque lá, por exemplo, foram afastados os promotores
16:40que estavam investigando o 6 de janeiro.
16:43Aqui, isso é impensável.
16:45O ordenamento jurídico do Brasil não permite
16:48esse tipo de intervenção.
16:50Olha, eu quero até saber aqui do Zé Maria Trindade,
16:53por que apareceu, e agora às 5h26,
16:55quem nos acompanha pela rádio, um rápido intervalo,
16:57já já espera vocês.
16:58Nas outras plataformas seguimos.
17:00Apareceu um comentário aqui, Zé Maria Trindade,
17:02eu queria ouvir sua opinião.
17:03Dudu Pedreira pergunta,
17:05queria entender por que o ego do atual presidente
17:07o impede de negociar com os Estados Unidos,
17:10seria a solução mais lógica à crise que se instalou.
17:13Mas parece que o governo se aproveita dessa situação.
17:16O que você acha, Zé?
17:17Pois é, o ego de um político é uma coisa assim,
17:21hipertrofiada a limites que a gente nem conhece.
17:24Eu costumo dizer que o político, quando morre,
17:26o corpo vai no caixão e o ego num caminhão.
17:30É uma coisa bem conhecida mesmo.
17:32Mas, nesse caso ali,
17:35tem uma relação muito ali de conselhos ao presidente Lula
17:39de não entrar no embate,
17:40porque esses diálogos com o presidente Donald Trump,
17:45eles têm provocado saias justas.
17:48E se houver uma provocação,
17:51a impressão que se tem é que o presidente Lula
17:53não vai engolir em seco e colocar a viola no saco.
17:57Vai reagir e a situação pode ficar pior.
18:00Então, assim, levaram ao presidente o seguinte,
18:03é inevitável,
18:04essa história do tarifácio é inevitável,
18:09não tem mais como recuar.
18:11o que se pode tentar é colocar alguns itens
18:16nesta lista de exceção.
18:18E pronto, não adianta ligar para ele
18:19para ouvir em propécio,
18:21que vai ouvir.
18:22Esse relatório é muito importante
18:23que ele tem em mãos
18:26e mostra o que está acontecendo aqui no Brasil.
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