O programa 3 em 1 analisa o aniversário de um ano do tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump, que taxou 185 nações. Os comentaristas debatem se a medida foi efetiva para os EUA ou se gerou inflação e perda de espaço para a China. Além disso, a polêmica envolvendo as críticas americanas ao PIX e o impacto político dessa agenda nas eleições brasileiras.
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NotíciasTranscrição
00:00Meus amigos, o tarifácio de Donald Trump completa um ano, nesta quinta-feira, hoje.
00:05Deixa eu falar aqui com o Fabrício Netsky, que já está conosco aqui nos nossos estúdios.
00:09Vai falar um pouquinho mais da repercussão que nós tivemos, né?
00:13Foram 185 países afetados pela medida que tinha como objetivo reduzir o déficit comercial dos Estados Unidos.
00:19Será que deu certo, Fabrício Netsky? Bem-vindo, meu amigo.
00:22Mais ou menos, né, Koba? Mais ou menos. Boa tarde pra você.
00:25Boa tarde a todos que acompanham o 3 em 1 aqui na Jovem Pan.
00:30Essa medida do Donald Trump, o tarifácio, começou lá em 2 de abril de 2025,
00:35era o dia da liberação promovido pelo presidente norte-americano,
00:38quando ele anunciou tarifas globais de 10% na base pra todo mundo.
00:43Todos os países praticamente do mundo tinham que pagar pelo menos 10% de tarifas
00:47pros seus produtos entrarem no mercado norte-americano.
00:50Bom, passou um ano, a Suprema Corte foi discutir esse assunto,
00:54declarou que a medida era ilegal pela forma como ela havia sido declarada,
00:58que o presidente não poderia ter feito o tarifácio da maneira que foi feita,
01:03e hoje as tarifas globais estão em 10% lá nos Estados Unidos também.
01:09Mas com uma diferença, que elas são temporárias, por conta de uma outra lei
01:13que está sendo utilizada por Donald Trump,
01:16que permite que ele tenha ali 90 dias de duração com tarifas
01:21para países estrangeiros na situação atual que os Estados Unidos estão passando.
01:26Resultado disso, os Estados Unidos enfrentaram um momento,
01:30tem enfrentado uma inflação forte dentro do país,
01:33Donald Trump tem dito que a inflação está em baixa,
01:35mas em alguns setores ela aumentou.
01:37Além, claro, da questão de tarifas pra setores específicos,
01:40como o aço e o alumínio, que o Brasil exporta lá pros Estados Unidos,
01:44e as tarifas são de 25%, essas permanecem na margem dos 25%.
01:48Vocês estavam falando da questão do PIX, o escritório de representação comercial lá dos Estados Unidos,
01:54Coba, está muito chateado não só com o PIX,
01:57mas com outros problemas que envolvem o Brasil também.
02:00E não é novidade, isso já tinha acontecido ano passado, né?
02:04Quando a gente falou do tarifácio pro Brasil ano passado,
02:07e aí quando eu digo tarifácio não é o dia da liberação,
02:09é o tarifácio em relação ao Bolsonaro,
02:11que foi aquele acréscimo nas tarifas contra o Brasil.
02:16Sobretaxação.
02:16A sobretaxa, exatamente.
02:18O escritório de representação comercial dos Estados Unidos
02:21já havia falado, por exemplo, sobre o problema da pirataria.
02:25Falou, inclusive, da 25 de março, da rua 25 de março.
02:27Expressamente.
02:28Expressamente, é, rua 25 of March.
02:31É claro.
02:31Nem tem pirataria lá.
02:33Você já viu pirataria na 25 de março?
02:35Aliás, dois pontos que os brasileiros estão 100% unidos nesse momento de polarização.
02:40PIX e pirataria.
02:41Todo mundo é fã, todo mundo adora.
02:43Vou melhorar isso.
02:44PIX e 25 de março.
02:4625 de março, exatamente.
02:47PIX e mercado alternativo.
02:50Para a gente deixar aqui num português mais claro, mais politicamente correto para a nossa audiência.
02:55Não vamos pensar que a gente está incentivando a criminalidade.
02:57Muito pelo contrário.
02:58Exatamente.
02:58Então tem toda essa insatisfação e o resultado disso tudo.
03:02Há uma investigação acontecendo do escritório de representação comercial
03:06que pode acabar acarretando em novas tarifas para o Brasil.
03:10E aí essas tarifas seriam justificadas dentro da lei.
03:12Mas até isso acontecer, bom, a diplomacia pode atuar aí no meio.
03:15É um caminho longo.
03:16E a gente está falando aqui de alguns meses.
03:18Talvez uns dois meses, pelo menos, até a investigação terminar
03:21e a Casa Branca decidir o que vai fazer.
03:23E claro, né Fabrício, essa coisa, principalmente quando eles citam 25 de março,
03:27está endereçando ao Brasil com olhos voltados para a China também, né?
03:31Claramente.
03:32Tem lá os seus interesses americanos em relação à situação econômica da China.
03:36É isso, Fabrício?
03:37É isso.
03:37Tem muito produto chinês no 25 de março, né?
03:39Realmente.
03:40Tem bastante.
03:41E muitos chineses também.
03:42Comunidade chinesa em São Paulo, principalmente, cada vez mais forte, cultural e com toda participação,
03:48assim como todas as outras culturas que chegam e são abraçadas para o São Paulo.
03:51Obrigado, Fabrício.
03:52Espera aí que é um pouquinho.
03:52Até mais.
03:54Deixa eu chamar aqui o Fábio Piperno para ele analisar este aniversário de um ano.
03:59Eu quero entender agora as consequências políticas desse tarifaço do Donald Trump e Piperno.
04:04Como você analisa os efeitos que esse anúncio feito há um ano geraram
04:09para as relações diplomáticas do presidente americano com os países todos e principalmente com o Brasil?
04:14Eu vou pegar a parte final do que o Fabrício disse, porque é evidente que a 25 de março está
04:19na mira, assim, né?
04:20E não é de hoje, né?
04:21Aquele documento redido no ano passado já apontava explicitamente essa importante artéria do comércio paulistano.
04:29Mas aí eu fico imaginando o seguinte, né?
04:33Esse ataque a 25 de março, por exemplo, trata-se de uma questão econômica de comércio ou de cunho político?
04:40É óbvio que é de caráter político, porque, por acaso, o escritório de comércio dos Estados Unidos,
04:47em algum momento, ameaçou, por exemplo, o comércio do Paraguai.
04:52Ao que me consta, né?
04:54O Paraguai não é um país que prime, que zele pelo zelo dessas suas transações comerciais com outros países aqui
05:05da vizinhança, né?
05:06Eu diria pra você que aquilo é praticamente um mercado livre, né?
05:10Pra quem não sabe, legiões de brasileiros se dirigem até lá todo dia, tá?
05:16Então...
05:17Em vários pontos, inclusive.
05:18Em vários pontos.
05:19Guaíra.
05:21Pelo Juan Caballero e tudo mais, né?
05:23Então, vejam só.
05:24É óbvio que o Paraguai não está na mira, até porque o Paraguai tem um governo politicamente mais alinhado com
05:30o governo americano,
05:31o novo governo paraguaio.
05:32Então, vejam, a gente está tratando, sim, de uma ameaça política contra o Brasil.
05:40Todo mundo recebeu, todo mundo foi tarifado, todos os países do mundo, inclusive parceiros,
05:46só que aí isso foi recalibrado e alguns países ficaram com muito mais, como foi o Brasil naquele primeiro momento.
05:52Brasil, China, Índia.
05:54E quem reagiu, quem não tremeu diante do blefe, acabou depois negociando em condições mais favoráveis.
06:04Mas o que eu queria dizer é o seguinte, que do ponto de vista global,
06:08enfim, do ponto de vista da economia americana, isso foi um péssimo negócio.
06:11Há indícios de inflação.
06:13O déficit comercial americano ficou maior e o superávit comercial da China bateu todos os recordes imaginários no ano passado,
06:22superando um trilhão e cem bilhões de dólares.
06:26E, aliás, até a balança comercial do Brasil melhorou.
06:30Deixa eu chamar aqui o Zé Maria Trindade.
06:32Quero também a sua opinião, Zé, em relação a isso, porque isso também gera efeito político aqui no Brasil, né?
06:36Quando a gente teve aquele tarifaço do presidente americano, em que ele justificou a sua imposição de tarifas sobre taxas,
06:45enfim,
06:46com a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro e que o próprio filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo,
06:53atribuiu a si mesmo, né, a articulação para que isso acontecesse,
06:58o presidente Lula começou a subir nas pesquisas.
07:01Ou seja, tem ações americanas, principalmente que mexe com o povo brasileiro,
07:06que impacta na nossa política também, principalmente em um ano de corrida eleitoral, né, Zé?
07:13Olha, o presidente Donald Trump, eu entendo que ele acertou adotar algumas medidas na área econômica,
07:20porque é visível, e era muito mais, que a China estava ultrapassando os Estados Unidos
07:26e já é a maior potência econômica do mundo, né?
07:32Em termos de PIB, de exportação, e existe uma disputa tecnológica muito grande,
07:38quem ganhar essa corrida tecnológica é que vai ganhar essa primazia,
07:43mas os Estados Unidos é a grande potência política, é militar do mundo, isso é inegável.
07:49Mas nos Estados Unidos, a situação chegou a um ponto que tudo lá era da China.
07:54até a bandeira norte-americana, que eles colocam em cima da mesa, adoram as bandeirinhas,
08:00tinha lá, é Made in China, então tudo era lá.
08:04E ele deu um alerta e deu um basta.
08:06E esta política tarifária ficou uma interrogação muito grande,
08:12a gente não sabe onde é que isso vai parar.
08:15Mas acabou alertando o mundo inteiro, principalmente a Europa,
08:18sobre a guerra comercial, e também levou outros países, como o Brasil,
08:24a abrir novas linhas de venda, né?
08:28De expansão de vendas, de exportação, e isso acabou mudando o eixo do mundo.
08:34Donald Trump mudou o eixo do mundo politicamente,
08:37a política migratória e principalmente a política econômica, o mundo está diferente.
08:41Os países viram ali um lado muito frágil nessa guerra econômica.
08:46Então, assim, foi muito importante esse processo.
08:49Agora, devemos lembrar que ele é presidente dos Estados Unidos e não do Brasil.
08:54Ele não tem um dever de proteger o Brasil, a Argentina, Cuba,
09:01ele tem que proteger os Estados Unidos.
09:03Essa divergência aconteceu porque brasileiros foram lá para prejudicar o Brasil numa luta política.
09:13E isso ficou muito evidente e Lula ganhou.
09:16Mas, no mais, o Brasil acabou abrindo novas fronteiras, o agro brasileiro é competitivo,
09:22e isso acabou ampliando as possibilidades do Brasil.
09:26E é bom que o Brasil tenha essa mesma percepção e não fique tão dependente assim da China,
09:34como está acontecendo agora, né?
09:36Nenhum país mais, o Trump ensinou isso, pode ficar tão dependente de outro
09:41como a China está fazendo alguns países dependentes.
09:45Para você ter uma ideia, no início da pandemia eu fiquei assustado
09:49quando as autoridades aqui descobriram que 90% dos insumos hospitalares eram da China.
09:5890%.
09:59Luvas, tudo, tudo, tudo, né?
10:03Respiradores e tal.
10:04Quer dizer, ninguém pode ser mais tão ingênuo ao ponto de ficar dependente assim de outro país.
10:11E quem ensinou isso foi o Donald Trump.
10:14Agora são 16 horas e 24 minutos, aquele rápido intervalo para você que está na nossa rede de rádios.
10:19Por aqui, arremata a Langani.
10:22Olha só, eu vejo que um ano de tarifácio foi um tiro no pé de Donald Trump.
10:28Se eu fosse um cidadão norte-americano, um eleitor dos Estados Unidos,
10:32fatalmente eu estaria na base do MAGA, teria votado por Donald Trump,
10:37mas estaria também bastante decepcionado com o presidente dos Estados Unidos.
10:42As tarifas colocadas contra vários países trouxeram inflação nos Estados Unidos,
10:49tanto é que o Trump recuou em relação à carne aqui no Brasil,
10:52recuou em relação ao próprio suco de laranja por uma simples razão,
10:57porque encareceu o café da manhã e o almoço do norte-americano.
11:02Além disso, não trouxe a arrecadação necessária para resolver o problema fiscal.
11:08O problema fiscal dos Estados Unidos se deve a um excesso de gastos,
11:12isso não tem nada a ver com a tarifa protecionista.
11:15Além do que, mostrou também fraqueza em relação à China,
11:19porque o Trump foi dobrando a aposta em relação à China,
11:22chegou um determinado momento que o Xi Jinping falou,
11:25não tem nem mais sentido a gente ficar brigando aqui de 130 para 150%,
11:31eu vou parar de exportar terras raras para você.
11:34Na hora, o Trump recuou rapidamente,
11:37porque os Estados Unidos são extremamente dependentes desses minerais críticos
11:42que a China domina o mercado.
11:45Então, também não reindustrializou os Estados Unidos, também não trouxe isso.
11:49Eu não vi nenhum benefício com as tarifas protecionistas
11:53e ainda perdeu na Suprema Corte.
11:56Foi um baita tiro no pé do presidente dos Estados Unidos.
11:59Está aí, Donald Trump tinha certeza de que daria certo o anúncio,
12:04o tarifácio, medida arriscada que ele prometeu e cumpriu lá atrás,
12:09já anunciou com diversos países sendo afetados, né?
12:13Vitinho, coloca de novo o ilustre do Trump aí,
12:16esse que ele mostra o livro, aquele que ele mostra a assinatura, este.
12:20Olha só, você vê o tamanho do ego da pessoa pelo tamanho da assinatura.
12:23É impressionante, é maior do que o texto.
12:27O Piperninho, olha só isso.
12:28Eu não tinha ideia.
12:29Eu tinha tentado perceber, mas tem tudo a ver com a figura, né?
12:33Eu, inclusive, sabe que eu estava até sugerindo aos ambulantes aqui do Brasil, né?
12:41Fazer lá, enfim, um bonequinho, isso é sério.
12:43Até falei em redes sociais, fazer lá, enfim, um bonequinho,
12:46o cabelo do Trump e a cara dos vassalos brasileiros que apoiam ele,
12:52os políticos vassalos que apoiam ele, né?
12:54Então, põe um cabelo laranja, né?
12:57A cara do político e solta o está ruim.
13:00Manifestação vai vender um monte.
13:01Porque, veja, tem que ser muito vira-lata.
13:04Eu vi, por exemplo, eu vi agora um que falou,
13:07estava lá no Congresso Conservador,
13:10dizendo que o Trump 2.0 é melhor que o primeiro Trump.
13:14E o Trump 2.0, que é o senhor da guerra, senhor do tarifácio,
13:18inflação mundial, implosão da OTAN,
13:21ameaça contra o Canadá, ameaça contra a Groenlândia,
13:24invasão de países aqui na América Latina.
13:26Mas esse político falou que o Trump 2.0 é melhor que o primeiro.
13:31É.
13:31Quem agradece demais é o presidente Lula,
13:34aqui no Brasil, vendo esses apoiadores do Donald Trump,
13:36só gerando popularidade ou impopularidade
13:39para os apoiadores do presente americano.
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