00:00Esconde o radicó, tivemos que sair correndo do casarão, claro.
00:04O fantasma que tá morando lá, resolveu receber a gente pessoalmente.
00:09Você acha que a gente ia ficar?
00:11Ninguém teve coragem de conferir se ele era o do bem ou do mal.
00:15Depois que pensamos um pouco sobre o assunto,
00:19resolvemos que pra caçar o fantasma, vamos precisar da ajuda do tio Barnabé.
00:25Afinal, foi ele que ensinou o pedrinho a caçar sacis, lembra?
00:29Dona Benta contou pra gente a história do barão de Caramenguá.
00:33Quando eu fiquei sabendo o quanto ele maltratava os escravos,
00:37eu fiquei com muita raiva dele.
00:40Aumentou a minha vontade de caçar o barão,
00:42só pra dizer umas verdades pra aquele cara de coruja mal-assombrada.
00:47Pronto, já estamos de volta no casarão.
00:50E dessa vez, é culto o Barnabé.
00:54Se segura, fantasma!
00:57O Fantasma do Casarão, terceiro episódio.
01:01Aconteceu?
01:02O meu detector não tá funcionando.
01:05Deve ter acabado a pilha.
01:06O meu detector não é movido a pilha, é movido a fantasma.
01:10Ah, então o fantasma acabou.
01:12Será que o fantasma foi embora?
01:15Claro que não.
01:16Esse despertador do escote, que é muito fachuto.
01:20Despertador, Emília.
01:22Fachuto.
01:23Isso aqui é um detector de fantasmas de última geração.
01:27Ai, ai, ai, ai.
01:29Não tô gostando nada dessa história.
01:31Eu tô bem bom.
01:32Fez barulho e acordou o fantasma?
01:34Mas por que ela já dorme, tio Barça-Bé?
01:36Nunca ouvi falar que a alma toda do mundo dormisse.
01:40Dormir é coisa de gente.
01:41Mas nem uma sonequinha.
01:43É, pode ser.
01:45A Cuca dorme de sete e sete anos.
01:50Essa conversa tá me dando um soninho.
01:53Deve ser boninha.
01:57Ai, ai, gente.
01:59Eu descobri que eu tenho um compromisso inadiável.
02:03Onde você pensa que vai, Abicó?
02:06O barulho vem daquela sala.
02:27Onde?
02:40O fantasma se trancou no armário.
02:43E o seu despertador nem apitou.
02:46Detector.
02:48Despertador.
02:49Despertador.
02:50Detector.
02:51Tá, pra parar vocês dois.
02:53A gente precisa abrir aquele armário.
02:58Ai, ai.
03:04Ai, ai, avis.
03:12Ai, ai, avis.
03:18Ai, ai, avis.
03:26Ah.
03:27Ai, ai.
03:33Cadê o esconde em mim e seu Manoel?
03:36Será que aquele esqueleto pegou eles?
03:38Ai, meu Deus! E o Rabicó?
03:40Sempre o esqueleto com o meu Rabicó.
03:42O Rabicó foi o primeiro a fugir, Narizinha.
03:45A única coisa que eu consegui pensar quando eu vi aquele esqueleto foi a correr.
03:50Ai, eu tô... Eu tô muito cansado. Eu não aguento mais.
03:56Eu preciso... Eu preciso...
03:58É tomar um pouco de fôlego.
04:22Onde é que a gente tá? Era o que eu queria saber.
04:26Que coisa maluca. Eu não tô entendendo nada.
04:31A parede se abriu.
04:33A gente deve ter passado por uma passagem secreta.
04:36Isso daqui deve estar em algum lugar.
04:39Isso, Pedrinho.
04:41Isso daí vai dar na toque da alma penada.
04:50Eu tenho aqui a peneira de cruzeta.
04:54Eu vou me preparar pra pegar esse desgramado desse fantasma.
04:57Vamos por aqui.
05:00Ele tá fazendo tudo assim.
05:01Vamos atrás dele.
05:10Socorro.
05:11Ai, ai, ai.
05:12Aquele esqueleto me olhou com uma cara de faminha.
05:16Ai.
05:17Eu não consigo dar mais nenhum passo.
05:19Ai, ai, ai, ai, ai, ai.
05:29Hã?
05:29Hã?
05:29Hã?
05:30Hã... O quê?
05:30Eu não acredito que estão vendo os bolinhos da Tia Anastácia.
05:36Hã?
05:36Hã?
05:37Eu vou comer isso tudo sozinho.
05:40Hum, mesmo dormidos, os bolinhos da Tia Anastácia são uma delícia.
05:51Ai, ai.
05:53Ai, ai, ai.
05:58Ai, ai, ai.
06:03Aí cadê meu povo?
06:04A hora que a gente mais precisa essa turma desaparece.
06:07Ai, ai, uma coisa certa essa correria me deu uma comida.
06:12Será que eu arranjo alguma coisa para comer?
06:15Ai! Ai! Que louco! Meu Deus!
06:17Ai! Ai! Ai!
06:22Ai! Ai! Que isso!
06:25Ai! Ai! Ai! Ai! Ai! Ai! Ai! Ai! Ai! Ai! Ai! Ai! Ai!
06:32Socorro! Socorro!
06:34Quando eu ainda não entendi, por que a gente voltou para cá?
06:42Na correria eu deixei os meus detectores aqui.
06:44Ah, olha ele daqui.
06:47Ai, guardado.
06:49Será que eu cheguei aqui com ele de novo?
06:52Será?
06:53Olha, eu acho melhor a gente procurar o Pedrinho, o Anarizinho e o tio Barnabé, não é?
07:10Um, dois, três, e...
07:16Um, dois, três, e...
07:21Ele evaporou.
07:23Ai, que bom. Melhor assim, não é?
07:26Bem melhor.
07:30E agora?
07:38Escolha! Escolha! Escolha!
07:41Amara! Amara!
07:50Não estás brincando ele!
07:59Estrela!
08:01Estrela!
08:26Eu não disse, eu não disse que aqui é a toca da alma penada?
08:30Eu acho que nem o Manuel conhece esse lugar do casarão.
08:35Ai, isso mesmo, parece quarto de fantasma.
08:41Ai, que sujeira!
08:44Esse fantasma não serve nem pra limpar o quarto.
08:48A gente tem que voltar e chamar o Visconde com um despertador...
08:51Quer dizer, um detector de fantasma essa bugosa.
09:02Cuidado, Narizinho!
09:04Só vou dar uma espiada.
09:06Vai acontecer, não.
09:17Olha, gente!
09:19É um barão de caraminguá!
09:21A mamãe contou a história dele pra gente.
09:24Ai, que cara estranha!
09:30Saúde, Chubanabé!
09:32É, mas não fui eu que espirrei.
09:35Então, saúde, Narizinho!
09:37Também não fui eu que espirrei.
09:40Então, quem foi?
09:42Será que foi ele?
09:45Não, o Chubarão!
10:01Ué, o que é isso aqui?
10:04Parece um artigo antigo de jornal.
10:09Pandemônio no Arraial dos Tucanos.
10:11Os moradores do Pacato Arraial estão vivendo dias de terror.
10:16Eles afirmam terem visto um fantasma do barão de caraminguá...
10:20Famoso fazendeiro da época do café...
10:23Que tinha a fama de ser muito cruel com seus escravos.
10:30Essa história do fantasma de caraminguá...
10:35Está ficando uma coisa séria.
10:42Aquele fantasma queria me transformar em pastas de Marcelo.
10:46Por que será que ele está fazendo isso?
10:48Eu só quero reformar o casarão.
10:50Eu não vou destruir nada.
10:51Parece que o fantasma não quer ninguém aqui dentro.
10:53O que foi que aconteceu aqui?
10:55Alguém se machucou?
10:56Não.
10:57Graças a Deus, ninguém se machucou.
10:58Ah, ainda bem, ainda bem.
11:00Ô, Isvaldo...
11:02Existe realmente um fantasma aqui no casarão.
11:04Eu não tenho mais dúvida nenhuma.
11:06Peraí, peraí.
11:07Vem aqui, ô, o nosso.
11:08Olha, se existe um fantasma que está nos assombrando...
11:11É o fantasma da sua situação financeira.
11:14Você precisa vender o casarão agora.
11:17Porque os credores estão loucos exigindo que sejam pagas as contas.
11:21Eu não vou vender o casarão...
11:22Enquanto eu não esclarecer que história é essa de fantasma.
11:26Por isso eu pedi ajuda aqui da turma do sítio.
11:30Visconde, Emília...
11:31Esse é Osvaldo, meu assessor.
11:32Como vai?
11:34Mas o que é isso, homem?
11:35Olha, onde você andou com a cabeça, hein?
11:38Brincando de caçar fantasmas com uma boneca de pano, um sabugo de milho?
11:47Olha, boneca de pano, sabugo de milho, com muito orgulho, seu cara de caldozinho.
11:52Calma, Emília.
11:54Osvaldo, eu acho melhor você ir embora, viu?
11:56Eu vou continuar as investigações com os meus amigos aqui.
11:59Você que sabe.
12:01Olha, só vai tarde.
12:03Vamos continuar as investigações.
12:05Vamos.
12:07Pode ir.
12:08Pode ir.
12:09Pode ir.
12:09Posso, por favor?
12:10Não.
12:11Posso aqui mesmo, senhor?
12:12Tá bom.
12:25Dona Benda.
12:27Eu tô indo lá na venda do Elias.
12:28A senhora quer alguma coisa?
12:30Você está indo até o Arraial, é?
12:33Eu vou até lá com você.
12:34Tá quieta, dona Benda.
12:36A senhora tá tão bem aí, sossegadinha, lendo seu livro.
12:39É, olha o que eu encontrei.
12:41O que é?
12:42Esse artigo diz que no passado o Arraial dos Tucanos foi assombrado por um fantasma.
12:48Meu São Jorge, não me diga, dona.
12:51É, é por isso que eu quero ir até o bar do Elias.
12:54Alguém lá deve saber mais histórias sobre esse assunto.
12:58Vamos lá?
12:59Vamos.
12:59É, o Elias, o seu candorra, alguém deve saber alguma coisa sobre esse tal barão, né?
13:04Vamos lá.
13:05Escuta, as crianças já voltaram?
13:06Ainda não, senhora.
13:07Mas até a gente voltado, as copas já estão ali.
13:10Tomada, Anastácia.
13:13Pronto, seu candorra.
13:14Que tá seu refresco de pitã.
13:17Ô, boa tarde, dona Benda.
13:19Boa tarde, senhora.
13:20Boa tarde, senhora.
13:21Boa tarde, seu candorra.
13:21Boa tarde, senhora.
13:21Dona Benda, tira as taças.
13:22Boa tarde.
13:23Dona Benda, vou dar uma olhadinha ali nas batatas, porque a semana passada elas estavam tristes,
13:27Sérgio.
13:28Nem o rabicó quis comer.
13:31A senhora sabe, né, dona Benda?
13:32Eu venho aqui, que eu não tenho outro lugar mais perto.
13:35Olha, tia Anastácia, as minhas batatas estão ótimas, viu?
13:39Ah, é?
13:39É.
13:40Duvido, eu adoro.
13:41Isso é que eu quero ver.
13:42Vamos lá, que eu vou lhe mostrar.
13:44Vamos.
13:48Seu candorra, o senhor já ouviu falar no barão de Caraminguá?
13:54No fantasma do barão de Caraminguá?
13:56Ué, não se fala em outra coisa aqui no Arraial?
13:58Dizem que ele anda assombrando os operários lá do casalão do seu Manel.
14:03Ah, sei.
14:04Mas é que eu li uma notícia antiga do jornal que comentava que esse fantasma já tinha assombrado
14:11o Arraial há muito tempo.
14:13Olha, dona Benda, a minha bisavó contou pra minha avó que o barão era um homem tão
14:19ruim que maltratava tantos escravos, mas tanto que os escravos preferiam morrer.
14:24E foi os escravos que amaldiçoaram ele.
14:26E aí ele virou essa alma penada que tá por aí.
14:29É.
14:30Não me diga.
14:31O barão era um homem tão rico, mas tão pão duro, que guardava um tesouro.
15:03O barão era um homem tão rico.
15:06O barão era um homem tão rico.
15:08O barão era um homem tão rico.
15:11O barão era um homem tão rico.
15:15Aí ele virou um homem tão rico.
15:15Caramba, um homem tão rico.
15:18Esse fantasma tá estressado.
15:30E agora, Manoel e essa turma do sítio vão sair correndo daqui e eu vou ficar com o casarão e
15:40o tesouro do barão de Caraminguá será meu, só meu.
15:51A história de hoje chegou ao fim, mas o sítio continua cheio de aventuras e brincadeiras.
15:56É só você acessar www.globo.com.br e deixar a imaginação rolar.
16:04Agora, eu tô louco pra saber o que vai acontecer amanhã. E você? Vamos ver?
16:08Eu vi a casa inteira e não vi nem a sombra do Pedrinho, do Aradzinho e nem do Tibarabé.
16:12Quer dizer então, seu cantor, que o barão de Caraminguá tinha um tesouro?
16:21Esse caminho tá sinistro demais. Eu tô com medo.
16:26Aparece se você existe, seu cara de coruja caraminguada.
16:31Eu tô louco!
16:32Eu tô louco!