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Em entrevista ao Direto ao Ponto, o deputado federal Kim Kataguiri critica a atuação do Congresso Nacional e afirma que o Parlamento pode ser lembrado como “covarde” e “fisiológico”. O parlamentar também comenta a falta de reformas estruturais, a atuação diante do Supremo e o cenário político atual.

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Transcrição
00:00Alcolumbre já foi reeleito, já esteve no comando do Congresso Nacional e o Gumota foi eleito recentemente.
00:06Como a história se lembrará de ambos?
00:11Excelente pergunta. Primeiro, eu acho que o Congresso Nacional, de uma maneira geral, vai ser lembrado nesse momento como um
00:19Congresso covarde.
00:20Um Congresso covarde e um Congresso fisiológico.
00:24E aqui eu não falo nem especificamente dos presidentes das duas casas, mas da composição do parlamento de maneira geral.
00:33A maior parte dos deputados e dos senadores está apenas preocupada com a sua reeleição e em ganhar a sua
00:41reeleição não com base naquilo que acredita,
00:44mas vendendo o seu voto para o Presidente da República para ganhar a emenda parlamentar em troca e comprar o
00:51seu prefeito,
00:51que respectivamente compra o seu vereador, que respectivamente compra o seu eleitor.
00:56O Congresso vai ser lembrado por isso, pelo seu fisiologismo, por não defender nada, por não ter agenda de país,
01:03por não ter um debate propositivo.
01:06Qual o grande legado, qual foi a grande aprovação deste Congresso Nacional, desta legislatura?
01:13Foi um resquício da legislatura passada de reforma tributária.
01:18Passado isso, o que teve de reforma estrutural?
01:22Teve uma reforma no orçamento?
01:24Teve uma grande reforma, uma nova reforma da Previdência que a gente vai precisar fazer?
01:30Teve uma reforma administrativa?
01:31Não teve.
01:32Então não há legado propositivo.
01:34De outro lado, não há legado de enfrentamento aos abusos do Supremo.
01:38Veja, nós temos o Ministro do Supremo pela primeira vez sendo expostos por envolvimento em escândalo de corrupção.
01:43E o Congresso Nacional não se mobiliza para derrubar, para responsabilizar ministros criminosos que estão utilizando a própria toga para
01:51cometer crimes e para cibilidade de crimes.
01:52Não há a pauta por parte do presidente Davi Alcolumbre de pedir de impeachment contra o Ministro do Supremo.
01:58E a maior parte dos senadores bolsonaristas, eles dizem defender o impeachment de Ministro do Supremo, mas votaram no Davi
02:05Alcolumbre.
02:05Que já dizia em campanha, se tiver 81 palavras do Davi Alcolumbre, se tiver 81 senadores a favor de impeachment
02:12de Ministro do Supremo, eu não pauto.
02:14Ele dizia isso em campanha.
02:16Aí o bolsonarista dá discurso para fora, para enganar o eleitor, dizendo que é um senador macho que está lá
02:22para enfrentar o Supremo, dá discurso bravinho da tribuna e depois vota no Davi Alcolumbre em troca de cargo em
02:27comissão e na mesa diretora.
02:28Essa é a realidade que a gente vive hoje.
02:30E a pergunta do Matheus Dias.
02:33Deputado, nessa mesma linha você fala de, talvez, falta de coragem.
02:37Nesse ano eleitoral a gente tem pautas que são populares, como a pauta, por exemplo, do fim da escala 6x1,
02:43diminuição da jornada de trabalho,
02:45assim como foi a pauta da quebra do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais, da redução
02:52para quem ganha até 7.350.
02:54Pautar ou votar essas pautas no Congresso hoje favoráveis, entra nessa linha de tentativa de reeleição e deixar de pautar
03:03outras,
03:04como no caso de uma CPI específica do Master, também entra nessa de não querer mexer num vespeiro ali num
03:10ano eleitoral?
03:14Eu vou começar pelo final, que eu acho mais importante.
03:19não instalar CPIs, não querer avançar com as CPIs, por parte, a maior parte do Congresso não quer,
03:25a maior parte do Congresso não assinou CPI, CPMI do Banco Master, especialmente parlamentares do governo,
03:31mas eu não vou aqui passar pano, existem parlamentares que se dizem de oposição,
03:37que também estão sendo citados no escândalo, eu mesmo mais cedo falei, do senador Ciro Nogueira.
03:41Então, isso aí pega a bolsonarista, pega a pequista...
03:44Isso é novidade, o senhor não falou sobre o Ciro Nogueira aqui hoje?
03:46Falei sim, falei que...
03:47Você falou sobre o Everton Rocha, e sobre o Ciro, o que o senhor tem para contar para nós?
03:50Não, no Ciro Nogueira foi o seguinte, na quebra do Vorcaro, que a gente teve acesso,
03:56ficou muito claro o relacionamento muito próximo do Vorcaro com duas figuras,
03:59com o ministro Alexandre de Moraes e com o senador Ciro Nogueira.
04:02Isso está lá nas mensagens, assim, eu nem estou cometendo o crime de quebrar o sigilo aqui agora para vocês,
04:07porque a imprensa toda já vazou isso daí, né, qualquer um, já até vazaram no Twitter a quebra completa, né,
04:15do Vorcaro, pelo menos na parte do WhatsApp, daqueles primeiros 0,25% que a gente teve acesso na CPMI.
04:23Então, isso aí está muito claro, dá um contra o F lá, Ciro Nogueira, contra o F, Alexandre,
04:26e vocês vão encontrar essa proximidade.
04:28Então, pega a gente tudo quanto é lado.
04:29Mas o governo, claramente, está muito mais preocupado, né, porque não assinou,
04:35a maior parte dos parlamentares do governo não assinaram essas CPIs.
04:38Então, o que eu quero puxar da sua pergunta é, não querem mexer no vespeiro porque é ano eleitoral?
04:44Não é que não querem mexer no vespeiro porque é ano eleitoral,
04:47eles não querem mexer no vespeiro porque eles são as vespas,
04:50porque são eles que estão lá envolvidos,
04:53porque são eles próprios que seriam presos, investigados, condenados,
04:56se eles levassem isso para frente.
04:58Então, não é uma questão de não vamos mexer em pautas impopulares no ano eleitoral.
05:04Pauta impopular no Congresso, na minha experiência de sete anos,
05:09nem em ano nenhum eleitoral querem mexer.
05:12É de um não posicionamento, de uma covardia.
05:16Quantas e quantas vezes eu já não escutei nos bastidores de uma votação
05:22os deputados falando, isso é uma bomba para o país,
05:26ou isso não vai acontecer, isso é demagogia ou isso é populismo.
05:30Mas eu vou votar porque pega mal, né?
05:32Então, essa é a prática em ano eleitoral ou em ano não eleitoral.
05:37E aí a gente vem com essa demagogia agora da PEC da escala 6x1
05:42e todo mundo sabe que não vai dar em nada.
05:45Ainda primeiro, se fosse para aprovar, aliás, eu vou um passo anterior, né?
05:52Vou dar um passo atrás.
05:55Mesmo que essa PEC seja aprovada, ou mesmo que um projeto de lei seja aprovado,
05:59falando está proibido ter escala 6x1, não vai acontecer.
06:02Não vai acontecer porque a realidade da lei não dialoga com a realidade econômica.
06:08O mesmo já tentou ser feito 10 anos atrás com a PEC das domésticas.
06:12Falaram, olha, toda doméstica vai ter direito trabalhista.
06:1510 anos depois que aconteceu, continuaram sem ter,
06:19foram ainda mais para a informalidade, não adiantou absolutamente nada.
06:22Porque foi uma lei que não foi desenhada com base na realidade econômica.
06:26Da mesma maneira, a PEC da escala 6x1.
06:28Mas vamos supor, né?
06:29Eu vou fazer uma concessão aqui para o PSOL e para o PT.
06:32Eu concordo com vocês.
06:34Essa PEC vai acabar com a escala.
06:35Uma lei vai acabar com a escala 6x1,
06:37sem a gente mudar a produtividade e a realidade econômica.
06:40Se eles realmente quisessem acabar,
06:42eles mandavam um projeto com urgência para acabar.
06:46Não precisava ser PEC.
06:47PEC precisa passar por CCJ, comissão especial,
06:50308 votos em dois turnos na Câmara,
06:52depois dois turnos no Senado.
06:54Para que alongar essa discussão se um projeto de lei bastava?
06:58A Constituição não proíbe reduzir carga horária.
07:01A Constituição proíbe aumentar a carga horária.
07:03Então, se eles quisessem reduzir, eles aprovavam um projeto de lei?
07:06Olha a velocidade com que a gente...
07:08Só hoje a gente aprovou 10 urgências em plenário e ninguém nem viu.
07:13Simbolicamente.
07:14Se eles quisessem, eles fariam a mesma coisa com a escala 6x1.
07:17Não fazem, porque foi um projeto desenhado em ano eleitoral
07:20para enganar o trabalhador e servir de palanque político.
07:23A gente...
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