00:00E o governo anunciou ontem uma série de medidas para tentar conter o aumento do preço dos combustíveis aqui no
00:05Brasil, sob a influência da Guerra Noira.
00:08A Confederação Nacional da Agricultura, CNA, celebrou esse pacote de decisões.
00:14Quem conta pra gente é a Júlia Fermina.
00:16Depois do governo federal anunciar nesta quinta-feira que não cobrará impostos sobre o diesel,
00:22a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA, comentou os impactos da decisão e o que pode ser feito
00:30para mitigar os efeitos do aumento do preço nos combustíveis.
00:34O diesel é um insumo essencial para o setor agropecuário, principalmente nesse momento onde estamos colhendo a primeira safra, seja
00:41ela de arroz, soja ou outros produtos,
00:43e plantando a segunda de milho ou outras culturas agropecuárias.
00:47Então, a CNA havia feito esse pleito, havia solicitado ainda maior rigor nas fiscalizações da ANP,
00:54que também foi anunciado pelo governo que eles vão ter outros instrumentos de fiscalização que vai ainda ser publicado.
01:00E pedimos ainda que aumentasse a mistura do biodiesel no diesel, passando do atual 15% para 17%.
01:08Aguardamos ainda que essa medida seja também acatada para que o setor produtivo possa seguir produzindo
01:14sem aumentos exorbitantes no custo de produção.
01:17Na terça, a CNA enviou ofício ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para solicitar o corte de impostos.
01:24Segundo a Confederação, isso contribui para a redução de custos de produção no campo,
01:29freia alta de preço dos alimentos ao consumidor, além de aliviar pressões inflacionárias.
01:34De acordo com estimativas da Confederação Nacional da Agricultura, o PIS, PASEP e a COFINS
01:40representam juntos cerca de 10,5% do valor do diesel comercializado.
01:46É assunto para a gente já trazer aqui para a análise do Henrique Krigner,
01:50que está com a gente nesta manhã de sexta-feira.
01:52Krigner, bom dia para você.
01:54Bem-vindo.
01:55Como é que você viu essa medida do governo?
01:57É salutar neste momento ou nem tanto?
02:01Bom dia, Nonato.
02:02Bom dia a toda a nossa audiência.
02:03Olha, em tempos de guerra, cada um tem que se virar como pode.
02:07A gente vê aí vários setores, inclusive inimigos antigos, que não se conversavam mais,
02:14agora se conversando por conta dessa questão do impacto da guerra
02:18e realmente da subida de preços, especialmente nos combustíveis.
02:22E aqui no Brasil não é diferente.
02:24Os setores precisam se ajustar.
02:27O que tem que levar a gente à reflexão, Nonato,
02:30e nós não podemos abandonar nunca esse olhar,
02:33que é se nós tivéssemos impostos mais justos, menos onerosos,
02:39menos pesados nas costas do produtor,
02:42do empresário também e no final também do trabalhador,
02:46do cidadão brasileiro,
02:48nós não precisaríamos desses ajustes aqui e ali,
02:50porque as próprias empresas também teriam as suas reservas
02:54e teriam capacidade de se ajustar às adversidades que vão acontecendo na vida.
03:00Então é uma questão mesmo de voltar a esse planejamento.
03:03Será que a gente consegue viver num país com uma carga tributária menor?
03:07Porque em situações de emergência a gente vê que é possível fazer.
03:11Por que não adotar esse como padrão e deixar também o setor produtivo mais leve?
03:16E essa é a reflexão que fica, né, Nonato?
03:18Aliás, ô Krigner, só para ilustrar o que você está dizendo,
03:21a mesma medida foi tomada pelo governo Bolsonaro em 2022
03:24quando explodiu lá a guerra da Ucrânia, né, da invasão russa à Ucrânia.
03:28Foi exatamente no ano eleitoral, no começo também,
03:32a exemplo do que está ocorrendo agora no Irã.
03:33Isso tudo ajuda a corroborar com o que você acabou de dizer.
03:39Ou seja, é só pontualmente que a gente pensa em dar uma assegurada em impostos,
03:43em pelo menos fazer com que a nossa indústria e os nossos exportadores possam respirar um pouco, né?
03:50Pois é, e aí fica esse prejuízo para o próprio setor, né,
03:54que é fundamental não só para a economia brasileira, mas para a economia mundial, né?
03:59Tem aquele dado da FAO, da Organização das Nações Unidas para os Alimentos e Agricultura,
04:04que vai dizer que a cada quatro refeições servidas no mundo,
04:07uma vem do Brasil, uma de produtos brasileiros.
04:10Então, é um setor que não pode ter um olhar só na hora da crise, da emergência, né?
04:15E aí a pergunta fica também, e se esse conflito durar muito mais?
04:19E o fechamento ali do Estreito de Hormuz permanecer por, vamos dizer, um ano, dois anos?
04:25Nós temos fôlego para esse incentivo?
04:27A gente precisa rever a carga tributária urgente, Nuno Nato.
04:30E aí
04:30E aí
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04:30E aí
04:31E aí
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