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Transcrição
00:02Senti que alguém arrancou meu coração do peito.
00:05Quem podia ter feito aquilo?
00:07Uma jovem mãe brutalmente estuprada e assassinada dentro de casa.
00:11Pessoas tendem a ser mortas por pessoas que conhecem.
00:14Ela jamais teria traído Charlie.
00:17O crime parece cruelmente pessoal.
00:19Ele pegou uma faca de açougueiro e fez movimentos de máquina de costura no peito dela.
00:24Havia um assassino andando livremente.
00:26Deixando uma comunidade nas garras do terror.
00:29Até detetives revelarem o segredo sombrio.
00:32Ele fez isso ou alguma outra coisa.
00:35Ficou abalado e não quis ceder DNA.
00:38Desmascarando o frio assassino.
00:40Faz os pelos da nuca se arrepiarem.
00:42Eu não estava lá para proteger a linda.
00:49A Última Despedida
01:04Aquele sábado era um dia lindo.
01:06O sol brilhava muito.
01:08E eu tinha tido um fim de semana livre.
01:11Então fui para a casa de minha irmã linda para fazer uma visita normal.
01:17A minha irmã.
01:19Ela tinha o Joey que estava com oito anos e meio.
01:22E a Lisa com apenas oito meses.
01:24Ela adorava ter os filhos por perto.
01:28E eu ainda consigo ver a linda.
01:30Com seu rabo de cavalo.
01:33Moletão rosa.
01:35Consigo vê-la agora sentada no sofá.
01:39Ela estava rindo e era apaixonada pela vida.
01:46O único problema era a canelite.
01:50De correr.
01:51Suas canelas doíam muito.
01:54Por isso ela sentava no sofá e punha as pernas para cima.
01:59Ela adorava correr.
02:02Aquele era seu momento de paz.
02:04E ela adorava.
02:07Ela corria oito quilômetros direto.
02:11Eu não conseguia correr cinco minutos.
02:16No início da tarde tínhamos que estar em outro lugar.
02:20Então fui até a porta.
02:22Ah, é muito bom ver você.
02:25E disse eu te amo.
02:26Eu te amo.
02:27Ah, eu te amo também.
02:29Se eu soubesse que seria a última vez que eu veria ela viva.
02:33Jamais teria saído.
02:34Teria ficado lá para sempre.
02:48Essa é a Linda.
02:49Com um ano de idade.
02:51Com um grande sorriso no rosto.
02:55Sandy tinha cinco anos quando a irmã Linda nasceu.
02:58Elas foram criadas nas ruas tranquilas do sul de Mineápolis.
03:02Naquela época, nós podíamos correr pela rua, andar de bicicleta, passar o dia todo fora com um sanduíche.
03:09E crescemos achando que o mundo era seguro.
03:12E a nossa casa também.
03:15Apesar da diferença de idade, as duas irmãs eram inseparáveis.
03:19Eu a amava muito.
03:21Mas éramos completamente diferentes.
03:24Ela tinha cabelo castanho, era loira.
03:26Ela sempre cuidou da alimentação e eu não.
03:29Eu bebo café, ela tomava chá.
03:32Sabem, nós éramos opostas.
03:34Mas os opostos se atraem.
03:37Irmãs de sangue e amigas de coração.
03:39E era isso.
03:40Eu não podia ter escolhido.
03:42Uma amiga melhor.
03:46Quando Linda tinha apenas 18 anos, ela se casou com seu amor de infância, Charlie Jensen.
03:52Linda e Charlie se casaram dia 4 de abril de 1971, dois meses antes dela fazer 19 anos.
03:59Eles não podiam estar mais felizes.
04:01Mas a felicidade do casal não durou muito.
04:04Como acontece em muitos casamentos, as coisas deram errado.
04:08E depois de sete anos, eles se divorciaram.
04:11Mas nunca perderam contato.
04:14Linda se tornou higienista dental.
04:17E pouco tempo depois, iniciou um relacionamento com um homem local chamado Robert Beard.
04:22Juntos tiveram um filho chamado Joey.
04:25Uns dois anos depois, eu recebi um telefonema.
04:28Ela tinha brigado com o pai do Joey.
04:30Ela precisava sair de lá.
04:32Ela e o Joey precisavam de um lugar para ficar.
04:34E vieram morar comigo.
04:37Não demorou para Linda fazer contato com o ex-marido, Charlie.
04:42Às vezes, ela simplesmente sumia.
04:45E eu imaginei o que estaria acontecendo.
04:49A Linda e o Charlie nunca deixaram de se amar.
04:54Eles casaram novamente quando fariam 20 anos de casados.
04:58Acho que ela finalmente conseguiu exatamente o que queria.
05:03Que era ficar com o Charlie.
05:08O casal feliz se acomodou na casa do Charlie em Big Lake, Minnesota.
05:12E dentro de um ano, Linda engravidou.
05:16Lembro dela me ligando quando Lisa nasceu.
05:19Sabe, é menina, é menina.
05:21Charlie era o amor da vida dela e os filhos a menina de seus olhos.
05:26Ela estava num momento fantástico da vida dela.
05:31Mas essa boa vida logo seria interrompida.
05:4124 de fevereiro começa como qualquer outro dia na casa dos Jason.
05:50Charlie, um empreiteiro, sai cedo para o trabalho, enquanto Linda cuida das crianças.
05:55A Lisa ainda mamava no peito.
05:58No meio da noite, a Linda amamentava a Lisa e ela ficava cansada.
06:04Vai, vai, vai, vai, vai.
06:06Pega sua bolsa, escova os dentes, põe o sapato.
06:09Então, ela dormiu demais e teve que apressar a saída do Joey para a escola.
06:14Tchau, mãe!
06:15E ele correu para o ponto de ônibus com uma torrada.
06:21Charlie liga para a esposa repetidas vezes durante o dia, mas ela não atende.
06:28Preocupado, ele sai do trabalho mais cedo para vê-la.
06:31Ele chegou em casa em torno de quatro da tarde.
06:34Viu o carro da Linda estacionado na entrada.
06:37Linda?
06:39Linda?
06:40Então, ouve a Lisa, que estava chorando.
06:47E quando ele passou pela porta e viu a Lisa no cercadinho, ainda de pijama,
06:54a Linda sempre vestia a Lisa.
06:57Aquilo não era normal.
07:01O Charlie foi olhando e do outro lado da cama, viu as pernas da Linda de fora.
07:08Ela estava nua e coberta com edredor.
07:11E havia uma faca enterrada nela.
07:15Linda Jensen estava morta.
07:20Charlie correu para o telefone para chamar a polícia.
07:23Emergência.
07:24A minha esposa está morta.
07:26Eu acabei de chegar em casa.
07:27Fui até o quarto e ela foi esfaqueada.
07:30Meu Deus.
07:31Ah, meu Deus.
07:34Enquanto Charlie espera a polícia, ele liga para a irmã da Linda, Sandy.
07:39Soube na hora que havia algo de errado, porque o Charlie não me ligaria, a Linda me ligaria.
07:44Alô, Charlie?
07:44Charlie disse, nós perdemos a Linda.
07:47O quê?
07:48E eu lembro de dizer, vai achá-la.
07:50Vai achá-la.
07:52Entendi o que ele queria dizer, mas eu insistia.
07:54Não, não, não, não.
07:56Minhas pernas dobraram.
07:57Eu caí de joelhos.
08:01Me arrastei para baixo da mesa da cozinha.
08:04E então gritei, gritei e gritei.
08:13Quem podia ter feito aquilo?
08:19Respondendo ao telefonema de Charlie Jensen, detetives do condado de Sherburn chegam ao local.
08:27Você recebe uma ligação para a emergência sobre um homicídio.
08:33Então, era chamar todo mundo para o local e solucionar o caso.
08:39Foi o Charlie que encontrou o corpo.
08:41Ele era o marido.
08:42Estava muito ansioso e muito nervoso.
08:44Disse que a esposa foi esfaqueada e a encontrou no quarto.
08:48O delegado viu o corpo embaixo do edredom e em cima dela uma faca enterrada no peito.
08:57Havia um buraco aberto no peito dela.
09:01Parecia que uma máquina de costura estocou aquela faca repetidamente para resultar num ferimento daquele tamanho.
09:10Enquanto os peritos processam o corpo em busca de DNA,
09:14Detetives procuram pistas adicionais pela casa.
09:18Não havia sinais de entrada forçada, não havia nada fora do lugar, a casa não foi saqueada.
09:24Os lençóis da cama foram removidos.
09:28E isso era importante.
09:29O criminoso tentou garantir que não ficasse nenhuma prova nos lençóis.
09:37Uma conclusão lógica.
09:38Linda foi agredida sexualmente.
09:40A faca enterrada em Linda.
09:43O Charlie não tinha certeza se estava na máquina de lavar louça, mas era da casa dele.
09:48Normalmente, se você planeja fazer alguma coisa, você leva a arma com você.
09:52Mas se foi uma questão de pânico, então você pega a arma que achar.
09:57Qualquer uma que esteja ao seu alcance.
10:00Mas os detetives não fazem ideia de quem matou brutalmente essa jovem mãe.
10:04Foi alguém que ela conhecia?
10:07Ainda não sabíamos.
10:09Houve muita raiva para causar aquele tipo de ferimento naquela jovem.
10:14Foi um ato muito perverso.
10:16De um indivíduo demente.
10:20Havia um assassino andando livremente.
10:28Aos 39 anos, Linda Jensen foi estuprada e assassinada em sua casa em Big Lake.
10:34A filha, Lisa, estava a poucos metros do corpo em seu cercadinho.
10:39O terrível assassinato chocou a pequena cidade em Minnesota.
10:43E a polícia procurava um predador violento.
10:46O fato da arma ser do local e a ausência de qualquer entrada forçada na casa
10:52levou a polícia a acreditar que quem quer que tenha agredido e matado a Linda
10:58era alguém que ela conhecia ou reconheceu.
11:02Investigadores sondam a vizinhança atrás de pistas nessa comunidade fechada.
11:07Era uma questão de sair e falar com os vizinhos.
11:10Oi, eu sou o policial Mike.
11:12O bom e velho trabalho policial.
11:14Houve um incidente na rua de cima e eu gostaria de saber se vocês têm alguma informação.
11:18Nós constatamos que a Linda Jensen era uma americana comum.
11:22cuidava bem dos filhos, cuidava bem de si mesma.
11:28Ela gostava de correr, corria pela vizinhança.
11:32Oi, Linda!
11:33Ela visitava e falava com as pessoas.
11:35Ela conheceu muita gente assim.
11:36E aí?
11:37Oi!
11:38Tudo bem?
11:38Tudo e com você?
11:40Ela era muito simpática, muito aberta.
11:43Ela era uma boa pessoa.
11:44A polícia não acha nada de suspeito na personalidade da Linda.
11:48Então foca as perguntas em torno da manhã em que ela foi atacada.
11:53Você viu alguma coisa?
11:54Ou viu alguma coisa fora do comum?
11:56Alguma coisa fora do normal?
12:00Mas infelizmente ninguém viu nada, ninguém ouviu nada.
12:04Então não havia nenhuma pista para seguir.
12:12Sem testemunhas do crime, a polícia recorre à autópsia para entender os últimos momentos da Linda.
12:19Existem alguns testes que são feitos assim que o corpo chega ao necrotério,
12:25para identificar qualquer indício no corpo antes de fazer a autópsia.
12:29A médica legista conseguiu achar líquido seminal.
12:35E isso confirmou que a Linda Jensen foi sexualmente agredida.
12:42Mas em 1992, testes de DNA ainda estão sendo aperfeiçoados.
12:47E a amostra coletada não é grande o bastante para ajudar a polícia.
12:51Você pode ter provas de DNA, mas se não conseguir identificar de quem é,
12:55então de que adianta?
12:57Então os detetives se voltam aos resultados da autópsia.
13:02Inicialmente parecia que ela tinha morrido devido a várias facadas.
13:06Mas a ausência de respingos de sangue na cena do crime
13:09sugere que ela já estava morta quando foi esfaqueada.
13:13Se eu lhe dou uma facada pela primeira vez,
13:16na segunda vez a faca entra numa poça de sangue.
13:19Depois eu fico esfaqueando a poça de sangue e respinga, mas não foi assim.
13:22A médica legista determina que a causa da morte foi estrangulamento.
13:27Dava para ver os hematomas no pescoço dela, das mãos dele a estrangulando.
13:31Depois ele quis garantir que ela estava morta.
13:34Foi quando usou a faca.
13:36Ele atacou e mutilou a Linda.
13:39Aquilo foi pessoal.
13:42Quatro dias após o homicídio,
13:44a família se reúne no funeral da Linda para chorar a perda devastadora.
13:50Quando a Linda nasceu,
13:52me disseram,
13:54você tem que ficar de olho nela, tem que proteger ela,
13:57tem que cuidar dela,
13:58porque a irmã mais velha tem que cuidar dos irmãos mais novos.
14:02E eu não estava lá para proteger a Linda.
14:07Lembro de andar até o caixão da Linda
14:12e prometer que até meu último suspiro,
14:15eu faria o que fosse necessário,
14:18porque não queria que esse monstro ficasse livre.
14:26Enquanto os mais próximos da Linda sofriam com a perda,
14:29a polícia foca em outro membro da família.
14:33Linda!
14:35A pessoa que acha o corpo
14:38geralmente está no topo da lista.
14:41O Charlie achou o corpo, ele era o marido.
14:44Então tudo bem, vamos investigar o marido.
14:48Charlie é levado à delegacia para ser interrogado.
14:51Quando ficamos frente a frente com o suspeito,
14:54falando com ele e ouvindo o que ele diz,
14:57eu observo a linguagem corporal dele.
15:02Se ele está sendo verdadeiro ou está mentindo,
15:07nós o observamos por bastante tempo.
15:11O que eles queriam com o Charlie era confirmar as atividades dele
15:16no momento em que acordou de manhã,
15:18até ligar para a polícia.
15:20O Charlie e ela acordaram de manhã.
15:23Ele saía para o trabalho muito cedo,
15:26trabalhava com construção,
15:27e quando saiu de casa,
15:29o Joe estava em casa,
15:30e o Charlie primeiro foi ao Rogers pegar material de construção,
15:35e depois foi para um canteiro de obra
15:38em Maplewood, em Minnesota,
15:40que fica na metade leste das cidades gêmeas.
15:43A autópsia confirma que Linda morreu
15:45entre oito e dez da manhã.
15:49Charlie afirma não ter visto nem falado com a esposa
15:52depois que saiu de casa naquela manhã.
15:57O Charlie disse que ligou às nove e meia,
16:00ligou várias vezes.
16:03Ela não atendia, não atendia e não atendia.
16:06A polícia quer verificar os registros telefônicos do Charlie
16:10e seu paradeiro na hora em que Linda foi morta.
16:13Eles também refizeram os passos do Charlie
16:16no mesmo período da manhã,
16:18para que as condições do trânsito fossem semelhantes,
16:20e se então eles saberiam o tempo que ele levaria
16:23para fazer todas aquelas paradas
16:25e viajar entre os dois lugares.
16:28Mas ele estava sozinho.
16:29Será que teve tempo de ir lá, matá-la e estuprá-la?
16:34Detetives também precisam considerar
16:36se Charlie tinha algum motivo para matar a esposa.
16:40Obviamente, o Charlie e a Linda já tinham casado uma vez,
16:43se divorciaram e casaram novamente.
16:45Nós queríamos saber a natureza do relacionamento.
16:47Nós não tomamos nada por certo.
16:50Não me importa o quanto você diga que não foi fulano.
16:53Se não provarmos, ainda haverá uma questão
16:55até podermos descartá-lo definitivamente.
16:58Enquanto segue analisando o álibi do Charlie,
17:01a polícia recebe uma denúncia apontando numa nova direção.
17:07Uma testemunha se apresentou
17:09depois que a polícia pediu informações para a população.
17:13E essa mulher diz ter visto um homem
17:18saindo da casa dos Jensen
17:20durante a manhã, na hora em que Linda Jensen foi assassinada.
17:24A testemunha, que não estava em casa
17:26durante a sondagem inicial da polícia,
17:28afirma que a picape que viu era verde floresta.
17:31Quando não se tem nada, tudo é importante.
17:33Quero achar a pessoa que entrou de carro e saiu.
17:40Manda o endereço, eu estou a caminho.
17:42Conta tudo o que você sabe.
17:44Tem tantas provas que eu nem sabia que existiam.
17:46Estamos muito agradecidos.
17:48Desvendando Crimes.
17:50Nova temporada no Investigação Discovery.
17:54Uma semana depois que Linda Jensen
17:56foi encontrada brutalmente assassinada em casa,
17:59uma testemunha afirma que viu uma picape verde saindo do local.
18:02Quando essa denúncia chegou, eles acharam que tinham alguma coisa.
18:06Essa testemunha podia ajudar a identificar um possível suspeito.
18:11Os detetives chamam a testemunha
18:13para descrever o homem que ela viu dirigindo a picape verde.
18:16Assim está ótimo. Talvez mais. Um pouco mais.
18:18A barba era bem fechada.
18:20A polícia começou a ver pessoas
18:22que talvez tivessem alguma ligação com o caso
18:26ou com a família para ver se lembrava alguém
18:28com alguma ligação.
18:32A imagem não se assemelha a nenhum conhecido da Linda.
18:36Então a polícia divulga o retrato falado para o público.
18:40A descrição em si não tinha nenhuma característica mais relevante.
18:44Uma cicatriz diferente,
18:46que ele tinha um olho só,
18:47um tapa-olho, nada disso.
18:50Aquela era uma descrição bem genérica
18:52de milhares de pessoas em Minnesota.
18:57Ninguém ligou dizendo conhecer aquele sujeito
18:59ou que ele lembrava alguém.
19:03Nós não conseguimos identificar quem era aquela pessoa.
19:06Não havia nada para seguirmos.
19:10Decididos a seguir essa pista,
19:12os detetives chamam novamente a testemunha
19:14para repassar seu depoimento.
19:16Conte o que viu aquele dia.
19:17Eu estava na calçada, pegando a minha correspondência.
19:21Infelizmente, o que aconteceu foi que na história dela,
19:24os detalhes começaram a mudar.
19:26Já tinha visto aquela picape antes?
19:27Não, por isso me chamou a atenção.
19:30Uma vez foi uma picape verde,
19:31depois se tornou uma picape marrom.
19:35E isso preocupou a polícia,
19:37porque geralmente a verdade se mantém muito consistente.
19:40Não duvido que alguém tenha entrado e saído de carro.
19:44Realmente acho que ela era uma boa cidadã tentando ajudar.
19:47Mas a memória é uma coisa complicada.
19:49Esse é um problema com testemunhas.
19:55Quando a única pista boa da polícia esfria,
19:58a família da Linda fica ainda mais frustrada.
20:02Eu queria o caso solucionado ontem.
20:06Sabe, não fazia o menor sentido.
20:10Como ela podia ter sido assassinada
20:12numa comunidade tranquila?
20:14Quem teria feito aquilo?
20:18No condado de Sherburn, a ocorrência de um homicídio
20:20era uma coisa muito rara.
20:22Com certeza não com uma jovem mãe atenciosa,
20:25cuja filha estava ali.
20:27Isso aterrorizou as pessoas que moravam na região.
20:30Com a comunidade no limite e nenhuma pista,
20:34os investigadores se votam para a curta lista de suspeitos,
20:37começando pelo marido da Linda, Charlie.
20:40Tem pessoas que você descarta e tem pessoas que ficam aguardando no canto.
20:44O perigo é que muitas vezes esquecemos as pessoas deixadas no canto.
20:48Acham que foram descartadas, mas não foram.
20:51Embora o registro telefônico do Charlie tenha se confirmado,
20:54os detalhes da morte da Linda indicam alguém próximo.
20:59Foi um homicídio muito violento.
21:01Não havia sinais de entrada forçada.
21:04E há casos em que, mesmo num relacionamento conjugal,
21:09ocorre uma relação sexual forçada.
21:13E havia indícios ligando Charlie Jensen.
21:17A cena do crime foi na casa dele que aconteceu.
21:19Ele esteve na casa de manhã e ele a encontrou às quatro horas da tarde.
21:26Meu ex-marido era detetive de homicídios.
21:30E eu sabia que, normalmente, assassinatos são cometidos por alguém que a vítima conhece.
21:37Mas Charlie jamais arrancaria um fio de cadeiro da Linda.
21:41Eu sabia que o Charlie jamais faria isso.
21:45Charlie reafirma sua inocência e aceita fazer o teste do polígrafo.
21:49A polícia concluiu que o Charlie dizia a verdade.
21:53Que ele esteve em todos os lugares informados.
21:57Por fim, a polícia concluiu que não havia nada que sugerisse um motivo para um homicídio ali.
22:03Ele ficou meio ressentido e machucado.
22:07Charlie estava sofrendo. Ela era o amor da vida dele.
22:11E ele estava arrasado. Ele jamais ia superar.
22:15Você jamais supera uma coisa dessas.
22:21Trabalhando com a teoria de que Linda conhecia o assassino,
22:24a polícia pede ao Charlie sugestões de um possível suspeito.
22:28Quando a polícia interrogou o Charlie Jensen,
22:30uma das coisas perguntadas, porque ele disse que não foi ele,
22:33foi quem ele achava que poderia ser.
22:35E uma pessoa que Charlie sugeriu à polícia foi o Robert Beard.
22:42Robert Beard é o pai do Joey.
22:46A Linda teve um relacionamento com ele.
22:50Alô?
22:51Nós soubemos pelo Charlie que duas semanas antes do homicídio,
22:54houve uma discussão pelo telefone...
22:57Esse é o nosso fim de semana. Eu já avisei.
23:00...com Robert Beard sobre as visitas do filho dele, o Joey.
23:04E você não pode aparecer do nada e, de repente, querer ser o super pai.
23:09O Charlie afirmou que ele podia ser incisivo,
23:12que ele tinha propensão a ser violento.
23:16De jeito nenhum. Você está proibido de vir aqui. Entendeu bem isso?
23:21Então foi o Robert Beard?
23:25E para de me ligar.
23:28A primeira coisa que observamos foi o passado dele.
23:31Queríamos saber se já tinha sido preso ou condenado por alguma coisa.
23:35Queríamos saber que tipo de homem ele era, onde morava, onde trabalhava.
23:38Queríamos o perfil completo.
23:48Os investigadores têm um novo suspeito do homicídio violento de Linda Jensen.
23:52Um ex-namorado temperamental.
23:55O Robert Beard é o pai do Joey.
23:59Ele ligou para casa e teve uma discussão com a Linda por causa das visitas ao Joey.
24:06Aparentemente, ele e Linda estavam com problemas de custódia.
24:09E os policiais levaram as informações sobre o Beard tão a sério
24:11que pensaram que ele poderia ser o responsável pela morte dela.
24:16Então, Robert, tenho umas perguntas para você.
24:19Os investigadores chamam o Robert Beard para um interrogatório.
24:24Quando a Linda voltou com o Charlie,
24:28o Beard queria ver o filho.
24:30E a Linda não deixava ele ver o filho.
24:32Eu só quero ver meu filho.
24:34É crime querer ver meu filho?
24:36Crime é você matar alguém.
24:38Robert nega qualquer envolvimento com a morte de Linda.
24:41E fornece um álibi à polícia.
24:44Onde você estava?
24:45Dia 24 de fevereiro, Robert.
24:47Ele disse que passou o dia inteiro em casa.
24:50Ele não tinha meio de transporte para ir à casa dela.
24:52Ele não tinha carro nem habilitação.
24:55Era muito longe para ele ir a pé.
24:57Não tinha como chegar até a casa da Linda.
25:02O fato do suposto álibi dele não poder ser confirmado
25:07foi uma boa indicação na época de que ele poderia estar envolvido no crime.
25:13Você tem ideia do que o seu filho vai dizer
25:16quando eu crescer e descobrir que você matou a mãe dele?
25:20Sentindo a pressão, Beard pede um advogado.
25:23Então, outro sinal de alerta, Suol.
25:27Quando as pessoas não falam, você se pergunta por quê.
25:29E ele ficou no topo na lista de suspeitos.
25:32Os investigadores do condado de Sherbourne acreditavam ter sido ele.
25:37Mas sem provas concretas, os detetives não podem provar o envolvimento de Beard.
25:43Outra pista chega a um beco sem saída.
25:47É um trabalho muito, muito entediante.
25:50Você entra, forma uma equipe, trabalha duro, não dá certo.
25:54Você tem que tentar tudo para achar uma resposta
25:58para solucionar esse caso dificílimo.
26:01Você vai deitar à noite pensando nele, acorda de manhã pensando nele.
26:05O que podemos fazer? Podemos mudar isso? Devemos fazer aquilo?
26:09É... a carga é pesada.
26:18Em junho de 92, quatro meses após o assassinato de Linda, o caso esfria.
26:25Eu ligava para a delegacia de três a cinco vezes por semana.
26:30Sem falta.
26:32Podia ser uma ligação de um minuto,
26:35mas só para que eles soubessem que eu estava ali.
26:39Não ia desistir nunca.
26:41Isso foi muito difícil para todo mundo.
26:44A verdade é que passamos a conhecer a família.
26:49A Sandy estava abalada, arrasada.
26:53A irmã que ela amava estava morta e ela queria respostas.
26:59Sandy canaliza seu luto em ação,
27:02suplicando aos investigadores para ficarem focados na busca pelo assassino da irmã.
27:08Oi.
27:09Eu queria justiça para Linda.
27:12Levei uma foto da Linda
27:15e disse, essa é a minha irmã.
27:17É por ela que vocês estão lutando.
27:19E deixei a foto dela com eles.
27:27Em 1999, o condado de Sherburn tem um novo xerife.
27:31Ele torna o homicídio não solucionado de Linda Jensen prioridade máxima,
27:35sete anos após o crime.
27:39Bruce Anderson, que foi um dos investigadores iniciais,
27:43se tornou xerife e tinha feito uma promessa
27:45para a família que não se aposentaria até solucionar o caso.
27:49Aqui nós temos horas e horas de interrogatórios.
27:52Anderson e seus investigadores têm uma sala dedicada ao caso Jensen.
27:57Nós vamos dar um desfecho ao caso.
28:00Não apenas para mim, para a minha equipe, para a comunidade,
28:03para a família.
28:05Não vou dar nenhuma desculpa.
28:06Bruce Anderson disse que não se importava com o tempo que levaria
28:09e chamou a unidade de homicídios arquivados.
28:14Você tem que entrar no cérebro dele.
28:16É isso que temos que fazer.
28:17Quando trabalhamos nesses casos, ou em qualquer caso,
28:22nós temos que tentar entrar na cabeça do criminoso.
28:26O que o instigou, por que ele fez,
28:31como ele ia fazer.
28:34Ele pode ser tão comum como qualquer um
28:36e apenas realiza as suas fantasias.
28:41Depois, tenta voltar à vida normal,
28:43na esperança de não ser descoberto ou preso.
28:49Você fica mais cauteloso com as pessoas.
28:52Eu odeio dizer, mas é verdade.
28:55Você trabalha 24 horas, 7 dias por semana nesses casos.
28:59Quando nos envolvemos nesse tipo de caso,
29:02ou qualquer caso investigativo,
29:05você trabalha dia e noite aqui.
29:07Você não esquece.
29:09E quando olhamos a sociedade em geral,
29:12temos vontade de pensar que todos são maravilhosos.
29:15Mas lá no fundo, sabemos que não são.
29:18Todo mundo tem um lado obscuro.
29:20E é apenas sua mente que o controla,
29:23para você não ser...
29:26O que essas pessoas são?
29:31A primeira tarefa na lista da unidade de homicídios arquivados
29:35é reavaliar o DNA coletado da cena do crime.
29:38Nós encontramos sêmen.
29:40Esse foi o primeiro caso que eu trabalhei
29:43em que coletamos o DNA.
29:45Inicialmente, não puderam usar o DNA nesse caso,
29:48por ser uma amostra muito, muito pequena.
29:51Nos sete anos desde a morte da Linda,
29:53a tecnologia do DNA evoluiu muito.
29:58E chegou ao ponto em que podem pegar uma amostra mínima
30:01e transformar numa amostra maior,
30:03que pode ser usada para testes.
30:05Com o perfil de DNA do assassino,
30:08a polícia lança uma busca para achar alguém incompatível.
30:12Queríamos descartar sistematicamente os suspeitos usando o DNA.
30:17A polícia coletou em torno de 80 amostras de DNA,
30:22incluindo de Charles Jensen e Robert Beard,
30:24homens que, num momento ou outro, foram considerados possíveis suspeitos.
30:30Mas ninguém é compatível com o DNA retirado do líquido seminal
30:34encontrado na perna de Linda Jensen.
30:36A polícia não achou nada naquele momento.
30:40Sem pistas, detetives apelam mais uma vez para a população.
30:46Ofereceram uma recompensa.
30:48Também trabalharam com a imprensa
30:50para tentar obter alguma informação das pessoas
30:53para ver se alguém sabia de alguma coisa,
30:56mas não contou para a polícia antes.
30:59A polícia diz que alguém sempre sabe de alguma coisa.
31:03Nós estamos procurando alguém que queira o dinheiro.
31:05Mas, mais importante, procuramos alguém que olhe para esse cartaz,
31:09olhe para a mãe e para a filha,
31:10leia essa história e seja impelido a dizer isso está errado.
31:13A unidade de homicídios cria um disco e denúncia
31:17e recebe uma ligação anônima com uma pista muito promissora.
31:22O homem que ligou disse ter ouvido na academia
31:25uma conversa de outras pessoas sobre como a Linda Jensen tinha sido morta.
31:30A testemunha afirmou que essa conversa ocorreu no dia do assassinato.
31:35A testemunha alega ter demorado a denunciar
31:38por não ter certeza se a informação seria útil.
31:41É uma das dificuldades de pedir pistas para as pessoas.
31:44Queremos voltar no tempo e recriar uma coisa
31:48que na época não foi importante para você,
31:51que não foi marcante e que agora seria muito importante.
31:56O denunciante disse que o homem que ele ouviu
31:58discutindo os detalhes do assassinato de Linda
32:00era um fisiculturista chamado Richard Christie.
32:03Oi!
32:04Eu sou o Richard.
32:05Descobrimos que Richard Christie frequentava a mesma academia que Linda Jensen.
32:11Então havia ao menos a possibilidade dos dois terem interagido.
32:16Os detetives vão à academia conversar com Christie.
32:20Então eu o encontrei, falei com ele
32:23e perguntei a ele sobre Linda Jensen.
32:27Oi?
32:27Ele disse que a conhecia e na realidade pensou que eles tivessem alguma coisa.
32:31Tá bonita hoje.
32:32Obrigada.
32:33Ela parecia gostar dele e ele gostava dela,
32:35porque chegou a dar flores para ela,
32:37o que é estranho, pois ele sabia que ela era casada.
32:40Obrigada.
32:41De nada.
32:41Achei a coisa mais engraçada que já ouvi na vida.
32:44Foi um prazer de ver.
32:45Obrigado.
32:45Igualmente.
32:46Legal.
32:47Ela jamais teria traído o Charlie.
32:49Isso é uma coisa que ela jamais teria feito.
32:52Às vezes as pessoas entendem simpatia como uma coisa a mais.
32:57Sabe, talvez ele quisesse mais daquele relacionamento.
33:00Talvez ele tenha ido à casa dela e deu tudo errado.
33:07Oi.
33:07Oi.
33:08E aí, tudo bem?
33:09Isso explicaria a ausência de entrada forçada na casa.
33:13Se ele foi até lá e bateu na porta, Linda provavelmente deve ter, sabe, reconhecido e deixado ele entrar na
33:20casa.
33:21Christie não tem ficha criminal.
33:22Então, os investigadores perguntam se ele concorda em ceder uma amostra de DNA.
33:28Se ele fosse inocente, seria descartado e a polícia jamais voltaria a bater na porta dele.
33:34Depois de sete anos, a polícia acredita estar prestes a pegar o assassino de Linda Jensen.
33:42Mas quando o resultado do DNA chega, Christie não é compatível.
33:51Foi um beco sem saída novamente.
33:54Você fica frustrado porque quer solucionar o caso.
33:58Puro e simplesmente.
33:59Nós não íamos desistir.
34:01Íamos ficar em cima até ser solucionado.
34:09Então, alguns meses depois, uma testemunha se apresenta com uma revelação chocante.
34:14Jensen.
34:15Em junho de 2000, uma mulher ligou para o gabinete do xerife dizendo ter informações sobre um homem que ela
34:20namorava no início dos anos 90.
34:22O nome dele é Kent Jones.
34:24Os dois tiveram um caso extraconjugal e ela, nesse período, citou o nome de Linda Jensen, porque, na época, todo
34:31mundo falava no homicídio.
34:34Na época, a reação dele a deixou preocupada.
34:41A gente estava assistindo ao noticiário e ele ficou muito agitado.
34:46Mas você jamais imagina, sabe, um conhecido cometer um crime violento como aquele.
34:52Mas, com o passar do tempo, você começa a lembrar e talvez tenha uma visão mais objetiva dessa pessoa.
35:01Verificamos o nome dele e era um vizinho que morava em Kiri Corner, a 800 metros da casa da família
35:07Jensen.
35:09Faz os pelos da nuca se arrepiarem.
35:11Talvez ele fosse o culpado.
35:24People Magazine, por dentro das seitas, sextas, às 10 e 5 da noite, no Investigação Discovery.
35:34Oito longos anos depois do assassinato de Linda Jensen, uma testemunha se apresenta e aponta o nome de um vizinho,
35:42Kent Jones.
35:43Oi, Linda!
35:44Angela Renner teve um relacionamento com Kent Jones na época do assassinato.
35:52Em determinado momento, a Angela perguntou ao Kent alguma coisa sobre a linda Jensen, porque era na vizinhança dele.
36:00E ele disse que a conhecia, que ela passava correndo pela casa dele e eles conversavam.
36:05E depois ela perguntou e ele ficou muito nervoso e negou tê-la conhecido.
36:10Logo depois, a testemunha terminou o namoro com Jones e guardou esse segredo por oito anos.
36:18Ela se sentiu mal por não falar, por oito anos.
36:23Porque sua vida estava meio caótica, mas agora ela quis denunciar, não pelo dinheiro ou qualquer outra coisa,
36:30mas apenas pelo fato de achar que Kent Jones provavelmente tinha matado a linda Jensen.
36:38Detetives investigam o passado de Kent Jones.
36:42Então, investigando o passado dele, descobrimos que ele tinha filhos, era casado, ele foi líder dos escoteiros,
36:50era importante dentro da igreja dele, mas também tinha sido acusado de violência doméstica.
36:57Atraiu nosso interesse, no mínimo.
37:01Detetives recuperam o depoimento dado por Jones na sondagem inicial na vizinhança.
37:07Ele deu um depoimento alegando não conhecer a linda Jensen.
37:12Não viu nada suspeito naquele dia.
37:15Vamos falar com ele novamente.
37:17A primeira impressão foi que ele ficou muito ansioso e muito nervoso.
37:21A esposa dele estava na sala, estávamos na casa deles.
37:24Perguntei sobre a linda Jensen e ele disse que não fazia ideia, nunca a conheceram.
37:29E a esposa disse, sim, você lembra dela, ela veio à nossa casa,
37:32porque ele era líder dos escoteiros, ela queria falar com ele sobre o Joe e ingressar no grupo.
37:38Ah, era ela.
37:39Ali vimos que ele estava mentindo.
37:43Jones é solicitado a ceder uma amostra de DNA, algo que facilmente o descartaria como suspeito.
37:50Eu expliquei o DNA, expliquei que todos forneceram e perguntei se ele estaria disposto a fornecer.
37:56Ele disse, não, eu não vou fornecer.
37:58Eu disse ao meu colega Randy, ele fez isso ou alguma outra coisa?
38:02Ele ficou abalado e não quis fornecer o DNA.
38:05Com certeza, era um sinal de alerta.
38:10Baseado no depoimento da testemunha e na acusação de agressão doméstica,
38:14a polícia consegue um mandado para coletar o DNA de Jones.
38:18Fui com um mandado de busca, um policial muito grande me acompanhou.
38:21Ele precisava me fornecer DNA.
38:23E assim o fez.
38:30Bingo, conseguimos.
38:31Quando achamos um DNA compatível, temos uma certeza.
38:34E foi dessa forma que o pegamos.
38:43Em julho de 2000, eu estava no trabalho.
38:47E a secretária disse, o Bruce ligou.
38:51Ele disse para a senhora ligar para ele imediatamente.
38:53O único Bruce que eu conheci era Bruce Anderson, o xerife.
38:56Eu liguei e ele disse, Sandy, esse é o telefonema que eu havia prometido a você.
39:03E disse, traga todos que precisam estar aqui às seis horas.
39:08Nós vamos prendê-lo quando vocês estiverem aqui.
39:12Kent Jones é acusado do estupro e homicídio de Linda Jensen.
39:18Os detetives determinam o que acham que ocorreu naquele dia terrível.
39:23Acreditamos que Kent Jones viu a vítima em várias ocasiões.
39:28Falou com ela e acho que ele fantasiou sobre fazer sexo com a Linda.
39:37E decidiu realizar sua fantasia.
39:41Ele foi até lá, ela abriu a porta.
39:44Oi, e aí, tudo bem?
39:46Então ela o recusou e a coisa azedou.
39:50Ele ficou bravo, sabe, ficou com raiva.
39:53A deixou inconsciente ou a rendeu de alguma forma.
39:57A agrediu sexualmente.
40:00Enquanto a estuprava, ele a estrangulou.
40:04Depois que ela já estava morta e imóvel,
40:07ele a empurrou para fora da cama,
40:10foi pegar uma faca grande na cozinha,
40:16voltou e a esfaqueou.
40:18Ele pegou o edredom, colocou por cima dela
40:22e colocou a faca de volta no buraco aberto.
40:29Ele realizou a fantasia, mas não se safou dela.
40:34Em novembro de 2001,
40:37Kent Jones é julgado pelo assassinato de Linda Jensen.
40:41Eu gostaria que ele ficasse confinado na solitária,
40:44no escuro,
40:46sem contato com o mundo externo para o resto da vida.
40:49Acho que ele jamais deveria poder ver a família,
40:52porque ele tirou minha irmã de nós.
40:53Para a família de Linda,
40:56o julgamento força todos a reviver o horror daquele dia.
41:00Ver todas aquelas fotos da autópsia,
41:03que são horrorosas,
41:06uma coisa que nunca me saiu da cabeça,
41:09que a médica legista disse,
41:11foi que havia uma lágrima seca na bochecha dela.
41:17Foi a maior dor que eu já senti na vida.
41:21Foi como se alguém arrancasse o coração do meu peito.
41:25Tudo que foi feito com ela,
41:27a dor e o medo,
41:29porque ela não lutava apenas pela própria vida.
41:32Ela não sabia o que ia acontecer com a filha dela.
41:40Por mais difícil que seja compreender esse crime sem sentido,
41:44ninguém está preparado para a bomba prestes a explodir.
41:48No julgamento,
41:49Kent Jones afirmou que ele teve relação sexual consensual com Linda Jensen.
41:59O que ele tentou com isso foi explicar por que o DNA dele estava lá,
42:04pois era a prova mais importante do caso.
42:09Ele disse que eles tinham tido relações sexuais no dia anterior ao homicídio.
42:14A médica legista disse que baseado no treinamento e experiência dela
42:17e todas as informações da cena do crime e da autópsia,
42:20aquele homicídio tinha ocorrido durante uma agressão sexual.
42:27Eu não tinha a menor dúvida de que Kent Jones tinha feito aquilo,
42:31que Kent Jones era um assassino e um estuprador.
42:34Após três horas de deliberação,
42:37o júri considerou Jones culpado de homicídio doloso e conduta sexual criminosa.
42:44Ele foi sentenciado à prisão perpétua.
42:47As pessoas me perguntam qual é a cara de um assassino.
42:49Isso não existe, um assassino não tem cara.
42:52Não há nada em Kent Jones que nos leve a pensar que ele pudesse fazer aquilo.
42:57Mas em minha experiência, é isso que acontece.
42:59Ele pode morar ao lado e ser a pessoa mais gentil do mundo.
43:10Eu fui até o túmulo da linda.
43:13Coloquei flores na sepultura e disse,
43:15Nós o achamos.
43:17Ele está preso, está trancado.
43:21Pode descansar em paz.
43:25A dor, a dor não vai embora.
43:29A cicatriz sempre vai existir.
43:31Quando bate muito forte, vou para o meu lugar feliz,
43:34que é na sala dela, com ela sentada no sofá,
43:37rindo, com o cabelo preso num rabo de cavalo.
43:40Esse é o meu lugar feliz.
43:43Eu te amo.
43:44Ah, eu te amo também.
43:46Se eu soubesse que aquela seria a última vez que eu a veria,
43:49jamais teria saído da casa dela.
43:51Assim poderia ter protegido ela.
43:55Mas conseguimos justiça para a linda.
44:01Isso é o que conta.
44:03Conseguimos justiça para a linda.
44:05Versão Brasileira
44:07DPN Santos
44:10TAPA
44:11CHAPAN
44:11Música
44:11Música
44:12Música
44:12Música
44:14Música
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