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As explicações fornecidas pelo ministro Alexandre de Moraes e por sua esposa, Viviane Barci de Moraes (conhecida nos bastidores como Dona Vivi), sobre as relações com o Banco Master e o polêmico contrato de R$ 129 milhões, estão sob forte suspeita.

Analisamos as contradições entre as datas de contato com o banqueiro Daniel Vorcaro e a execução dos serviços advocatícios. Wilson Lima detalha por que a narrativa oficial parece não resistir a uma análise técnica mínima e como a "mão pesada" do ministro pode ser um reflexo do seu isolamento institucional.

Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília.

Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil.

Com um olhar atento sobre política, notícias e economia, mantém o público bem informado.

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#bancomaster #danielvorcaro #alexandredemoraes #stf #politicabrasileira

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Transcrição
00:00E o senador Alessandro Vieira, que nesse fim de semana estava buscando arregimentar assinaturas necessárias
00:06para protocolar um pedido de instauração de uma CPI para investigar justamente os ministros do Supremo de Estófilo
00:14e Alexandre de Moraes, anunciou no seu Twitter hoje, X, que conseguiu as 27 assinaturas.
00:20A mensagem dele está aí.
00:22Já temos as 27 assinaturas, mínimo necessário para a criação da CPI, que vai apurar as condutas dos ministros Toffoli
00:30e Moraes, no caso Master.
00:33Vamos continuar a coleta até o número mais seguro e, em seguida, o pedido será protocolado.
00:39Sem condenação antecipada, mas com muita firmeza, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária
00:47para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições.
00:52O Brasil só será uma verdadeira república democrática quando todos estiverem submetidos ao mesmo rigor da lei.
01:01Wilson Lima, parece que agora vai sair a CPI?
01:08É, eu não queria ser, olha, eu vou tomar de Ricardo, que é o nosso pessimista geral aqui da República,
01:15mas, né, nosso PGR, né, pessimista geral da República.
01:21Mas, olha, eu acho que a CPI não vai sair, não, viu?
01:25Houve o esforço do Alessandro Vieira, eu acho que o Alessandro Vieira é um sopro de esperança, né,
01:31ele é uma exceção à regra dentro do parlamento brasileiro,
01:35promete erros como todo ser humano, né, afinal de contas somos, né, seres falhos.
01:39Mas, olha, é bom lembrar que CPI, ela depende de um ser chamado presidente de Câmara ou Senado,
01:47no caso específico, o presidente do Senado, o Davi Alcolumbre.
01:51Então, muito provavelmente, o Alcolumbre vai colocar esse pedido, vai olhar com muito carinho,
01:57vai olhar com tanto carinho, mas com tanto zelo, olhando letra por letra, vai revisar cada documento,
02:03cada pedido, cada assinatura, que a CPI não vai sair do papel.
02:07Sabe aquela revisão bem longa, que você olha para um texto, você dá uma lida, dá uma relida,
02:13olha mais uma vez, troca mais, porém, ah, essa vírgula não está legal, essa outra aqui também não está bacana,
02:18e aí o texto nunca sai, vai ser mais ou menos isso que vai acontecer lá no Senado.
02:23Agora, mais um avanço, e coloca mais uma pressão para o Supremo Tribunal Federal.
02:29É uma pena, de novo, eu realmente não acho que a CPI vai sair, mas pelo menos o senador fez
02:34a parte dele,
02:34de coletar o número mínimo de assinaturas.
02:36E aí tem uma jogada política nessa história, porque é o seguinte,
02:40o Alessandro Vieira, na semana, nos últimos dias, ele tem sido acusado por integrantes ali do Supremo,
02:47e até por integrantes do Senado, de desvirtuar as investigações da CPI do crime organizado
02:52para mirar ministros do Supremo Tribunal Federal.
02:55É bom lembrar que, aproximadamente, duas semanas, a CPI tentou quebrar os sigilos da Maridit,
03:03que é a empresa ligada ao ministro de Astófolio.
03:06E aí, na decisão, o ministro Gilmar Mendes deu uma canetada, anulando a decisão da CPI,
03:12indicando justamente isso, que havia um extrapolamento da CPI em tentar investigar
03:18ministro do Supremo Tribunal Federal.
03:20Agora, com uma CPI própria tentando investigar as atuações de integrantes do Supremo,
03:27você não tem mais uma justificativa, não teria mais essa justificativa
03:31para apresentar para o Supremo Tribunal Federal, ou seja,
03:33você não tinha mais essa desculpa para derrubar algum tipo de pedido de quebra de sigilo.
03:38Mas é como eu falei agora há pouco, Inácio.
03:42Tecnicamente, está correto o pedido do Alessandro Vieira.
03:45Vai sair?
03:47Eu, sinceramente, acho que só sai por milagre.
03:50Antes de passar a palavra para os demais, eu queria saber se você acha que alguma outra iniciativa,
03:54por exemplo, o governador de Minas Gerais, o Zema,
03:59disse que também vai entrar com um pedido de impeachment,
04:01esse tipo de atitude, de CPI, perdão,
04:04você acha que isso vai ter algum tipo de adesão?
04:08Ou é justamente para dar mais visibilidade,
04:10mas, como você mesmo falou,
04:12a estrutura do Congresso está menos receptiva a esse tipo de atitude?
04:20O Congresso está menos receptivo.
04:22O que se faz hoje, Inácio? Vamos lá.
04:25Tanto para o Alessandro Vieira, no caso do Romeu Zema,
04:28acho que o Ricardo pode até falar um pouco melhor sobre o Zema,
04:30que tem pretensões presidenciais,
04:31já se fala até do Zema como vice do Flávio Bolsonaro,
04:35mas, assim, o ponto é que
04:39sem uma anuência, sem o aval do presidente do Senado,
04:43esse tipo de estratégia funciona apenas como plataforma política.
04:47E aí que tem um detalhe que eu acho que pode ser interessante para 2027.
04:51Tanto o Zema quanto o Alessandro Vieira estão plantando sementes para 2027.
04:56Alessandro Vieira é candidato à reeleição.
04:58Se ele conseguir se reeleger, ele vai ser essa voz forte de combate
05:03aos abusos do Supremo Tribunal Federal.
05:06Romeu Zema também deve ser...
05:07Ele vai utilizar isso como plataforma.
05:09Nesse ano de 26, vários candidatos ao Senado vão utilizar isso,
05:15essa correição, essa tentativa de correição das atividades do Supremo
05:21como plataforma de campanha.
05:22Então, isso vai ser importante que a gente visualize a partir de agora, entendeu, Inácio?
05:26Então, assim, neste momento, há a chance da CPI sair?
05:31Não, não há chance.
05:33Mas, pelo menos, cria mais um desgaste para o Supremo Tribunal Federal
05:38e mais um problema para o Davi Alcolumbre,
05:40porque agora ele vai passar o ano todo tendo que se justificar
05:42por que diabos ele não instaurou,
05:44não determinou a instalação de uma CPI para investigar o Supremo.
05:48Rodolfo?
05:50Já tinha a CPI do Banco Master aí na fila para ser aprovada, para ser instalada,
05:56e aí vai ficando, vai tudo entrando nesse funil.
06:00No final das contas, se fosse para ter uma CPI do Banco Master,
06:04ela já podia estar na rua, já podia estar atuando,
06:07mas, aparentemente, os pedidos agora vão se acumular,
06:11porque até agora, pelo menos, não apareceu nada com força ou bastante
06:16para constranger o Davi Alcolumbre,
06:18que é quem, no final das contas, vai definir, não só sobre isso,
06:23mas sobre também esse eterno pedido de impeachment de ministro do STF,
06:27também é a mão do presidente do Senado.
06:30Acho que o Nicolas Ferreira foi um dos deputados que passou a questionar
06:35individualmente o Davi Alcolumbre,
06:37e colocar o nome dele na rua para falar,
06:40olha, vocês têm que pressionar,
06:42quem vocês precisam pressionar é o Davi Alcolumbre.
06:44Vocês podem cobrar os parlamentares todos,
06:47e têm que cobrar, porque eles vão fazer pressão,
06:49mas a pressão, no final das contas, é no Alcolumbre.
06:51E aí depende, está tudo na mão do Alcolumbre hoje.
06:54Desse ponto de vista, fica um pouco confortável,
06:56ou minimamente confortável, para os ministros do STF,
07:00porque eles, dependendo de só essa pessoa,
07:03e essa pessoa estando do lado deles,
07:05então eles ficam mais confortáveis, eles não precisam temer.
07:08No momento em que esse presidente do Senado for trocado,
07:12aí talvez eles tenham que temer,
07:14e aí isso acaba reforçando aquela campanha dos bolsonaristas
07:17para reforçar a bancada deles no Senado para o próximo ano.
07:23A gente já falou aqui, na ocasião em que o Gilmar Mendes
07:26fez aquele despacho para dificultar o impeachment de ministro do STF,
07:30que ali ele já estava também participando dessa campanha bolsonarista.
07:34quanto mais o STF resiste, quanto mais o STF insiste nesse tipo de conduta política,
07:43mais ele vai enervando uma parte da população
07:45que tem esperança, ou passa a ter mais esperança,
07:50nos senadores de enfrentar, de alguma forma, os ministros do STF.
07:55Então, se mudando, digamos, o Flávio Bolsonaro, eleito presidente,
08:03PL com uma bancada maior no Senado, consegue fazer um presidente do Senado,
08:07aí o jogo muda completamente.
08:10E me parece que hoje os ministros do STF,
08:13ao reforçar as condutas que tem,
08:15e não pedir desculpa, ou não fazer sinalizações,
08:18nem sequer o tal do código de conduta,
08:20eles se prestaram a aprovar,
08:23me parece que eles estão fazendo sim uma campanha
08:25para os bolsonaristas na eleição desse ano.
08:28Ricardo?
08:30Sabi, Inácio, eu vejo tudo isso em três frentes de batalha.
08:35Uma dessas frentes de batalha, ela é a jurídica.
08:39E a gente, a sociedade, a imprensa, ninguém tem domínio sobre isso.
08:43A outra batalha é a legislativa.
08:45E aí, a sociedade pode sim, de alguma forma, contribuir.
08:50Pode sim atuar em favor de conseguir,
08:54ou a própria abertura da CPI,
08:56ou, de alguma forma, com a pressão direta em cima dos parlamentares,
09:01fazer com que as coisas caminhem.
09:02Mas a terceira, eu acho que é a mais importante.
09:04A terceira batalha é a da comunicação.
09:06A terceira batalha é a da opinião pública.
09:09Foram as ruas, na época da Lava Jato,
09:12que produziram todo aquele movimento,
09:14que impossibilitou o poder,
09:18impossibilitou a caça dos poderes de frear tudo aquilo.
09:21Porque se a gente retroagir ao tempo e lembrar
09:24o que a Odebrecht, principalmente,
09:26as outras empreiteiras também, mas principalmente a Odebrecht fez,
09:29ela tinha, assim como a gente tem assistido agora,
09:32no caso do Banco Master,
09:34ela tinha tentáculos em todos os partidos,
09:36em diversos políticos,
09:38por diversos estados,
09:40nos poderes,
09:41em todos os poderes,
09:42aquilo, a tendência daquilo tudo,
09:45era ser jogado para debaixo do tapete.
09:48Eu não sei se vocês se lembram,
09:49mas para mim,
09:50ainda é muito fresca na memória,
09:52aquele depoimento,
09:54o primeiro depoimento, se eu não me engano,
09:56que o Marcelo Odebrecht prestou,
09:58que não foi nem no Congresso,
10:00se eu não me engano,
10:00foi num salão alugado pela Odebrecht,
10:03ou algo assim,
10:03em que ele fez chacota.
10:05Ele ria da cara dos parlamentares,
10:08tamanha a segurança que ele tinha,
10:10de que conseguiria matar tudo aquilo.
10:11A partir do momento em que a opinião pública
10:14começou a, de fato, pressionar,
10:17e aí houve todas aquelas questões,
10:20eu sei que, infelizmente, lá na frente,
10:22isso acabou atrapalhando,
10:24mas quando a Polícia Federal,
10:26quando o Ministério Público Federal,
10:27quando os vazamentos começavam a correr para a imprensa,
10:30aquilo foi criando um clima de comoção tamanho
10:33que ficou impossível,
10:35desses cúmplices de todo aquele esquema,
10:38conseguirem segurar,
10:39conseguirem jogar a coisa para debaixo do tapete,
10:42eu acho que a mesma coisa precisa acontecer agora.
10:44Eu não estou aqui estimulando,
10:46não é isso,
10:46a Polícia Federal,
10:48o Ministério Público Federal,
10:49seja lá quem for,
10:50comece a vazar os documentos,
10:52não se trata disso.
10:53O que se trata,
10:54eu acho que é ter um clima
10:56de insatisfação,
10:58um clima de comoção
11:00suficiente na sociedade,
11:01para que, naturalmente,
11:03que organicamente,
11:04a pressão seja tamanha,
11:05que aí não tem Davi Alcolumbre,
11:07não tem Hugo Mota,
11:07não tem ninguém
11:08que vai chamar para si,
11:10para o seu próprio CPF,
11:11segurar uma questão dessa.
11:13Porque se depender do resto,
11:16vai ficar tudo morto sim,
11:17inclusive, infelizmente,
11:19a CPI.
11:34e aí
11:35a Pista Federal
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