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O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) subiu à tribuna da Câmara nesta quinta-feira (5) para rebater as críticas do setor produtivo à PEC que propõe o fim da escala 6x1.

Em um discurso inflamado, o parlamentar classificou as projeções de alta no desemprego e fechamento de pequenos comércios como "terrorismo psicológico" praticado por associações empresariais. Boulos defendeu que a redução da jornada sem redução de salário é uma tendência global que aumenta a produtividade e a qualidade de vida do trabalhador brasileiro, sem causar o colapso econômico previsto pelos opositores.

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Transcrição
00:00Bom, a gente fala sobre as discussões no Congresso Nacional.
00:03O ministro Guilherme Boulos reitera que as empresas estão fazendo terrorismo econômico
00:08contra o fim da escala 6x1.
00:10O assunto é discutido pelo Congresso.
00:13A repórter Beatriz Souza mais uma vez aqui com a gente.
00:15O governo já falou em alternativas, Beatriz, para compensar os empresários?
00:25Oi, Tiago.
00:26Pois é, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos,
00:31esteve no Tribunal Superior do Trabalho e fez críticas sobre essas informações
00:37que estão sendo trazidas a respeito da redução da jornada de trabalho.
00:42Ele chamou de terrorismo econômico.
00:44Isso porque o setor produtivo tem apresentado as suas preocupações
00:49em relação à redução da jornada de trabalho.
00:53Qual vai ser o impacto econômico disso?
00:55Eles chegaram, inclusive, a levar essas preocupações
00:58tanto para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota,
01:02tanto para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
01:06E uma das alternativas que esse setor tem apresentado
01:09é a desoneração da folha de pagamento,
01:12mas, até o momento, o governo não tem colocado
01:16essa opção como alternativa viável.
01:19E, enquanto isso, o governo segue pressionando para que essa proposta
01:23seja aprovada ainda neste primeiro semestre,
01:26mas, por outro lado, o Legislativo segue caminhando para um debate,
01:31para poder ouvir ambos os lados.
01:33Volto com você.
01:34Isso, Beatriz, há muita resistência do setor produtivo.
01:38Até daqui a pouquinho, Denise Campos de Toledo, Dora Câmara.
01:40Como é que você agora, Denise?
01:42Essa resistência.
01:44E o ministro fala em relação a terrorismo do setor,
01:47ele faz a parte do governo, né?
01:49Exatamente.
01:49Ele tem urgência na aprovação dessa medida,
01:52contando com resultados efetivos,
01:54inclusive para as eleições,
01:56para ser usado como argumento aí na campanha também,
01:59como uma das iniciativas do governo pró-trabalhador.
02:02Agora, vale lembrar que vários setores já trabalham
02:04com jornadas inferiores até a 40 horas.
02:08A reforma trabalhista permitiu que houvesse acordos
02:11entre os sindicatos, confederações e os trabalhadores.
02:14Esses acordos têm ocorrido.
02:16Então, várias categorias já conseguiram essa redução da jornada,
02:19que é uma coisa positiva, sem dúvida alguma,
02:21para o trabalhador.
02:22É ótimo que o trabalhador tenha dois dias de folga por semana,
02:25tenha jornadas mais curtas,
02:26até para poder conviver mais com a família,
02:29ter cuidados pessoais maiores.
02:31Agora, é preciso ver as condições de cada setor.
02:33E não se trata de terrorismo.
02:35Essas projeções que nós estamos vendo
02:36é com base em dados efetivos.
02:39Vai haver um aumento do custo
02:41para a empresa manter a mesma produção.
02:44Ela vai ter de contratar mais pessoas,
02:46ela pode não ter condição.
02:47E vale ressaltar que tem vários segmentos
02:49reclamando da falta de trabalhadores disponíveis.
02:52Abrem vagas e não há procura,
02:54porque não tem essa oferta toda de formação.
02:58Então, eu acho que é uma coisa que poderia correr
03:00pela iniciativa privada, talvez em alguns setores especificamente.
03:04Agora, a gente vê que o governo não consegue decidir
03:06sequer aquelas categorias que vão ter que trabalhar ou não nos feriados.
03:10Sim.
03:10Odora, agora, politicamente,
03:12essa fala do ministro Guilherme Boulos,
03:14isso acaba contaminando ainda mais esse tema,
03:19essa discussão com o setor produtivo,
03:21ou ele está no papel dele,
03:22como já tinha falado com a Denise?
03:25Ele pode até estar no papel dele,
03:27mas é um papel péssimo, né?
03:29Porque chamar de terrorismo o argumento do outro
03:32realmente é de uma intolerância atroz.
03:36E contraria um discurso do presidente Lula,
03:40que a gente mostrou ontem no jornal,
03:42mostramos longamente,
03:44longo trecho de um discurso,
03:46uma solenidade, não lembro onde estava o presidente,
03:49ah, em São Paulo, sei lá.
03:51Mas ele falando sobre esse assunto,
03:53e o que ele falou, na essência,
03:55sobre esse assunto,
03:57jornada, redução da jornada de trabalho?
03:59Ele disse que é preciso contemplar todos os setores,
04:04contemplar todas as partes,
04:05que ninguém saia prejudicado,
04:07que é preciso construir maioria,
04:10que é preciso negociar.
04:13Eu lembro que eu até dizia,
04:14bom, isso contradiz com a urgência,
04:17com a pressa,
04:18mas o conteúdo do presidente Lula
04:22foi inteiramente diferente dessa,
04:26que é uma atitude,
04:28sabe, meio de Grêmio Estudantil,
04:31de chegar e desqualificar o argumento do outro,
04:35chamando de terrorismo econômico.
04:38Então, o setor produtivo também poderia se dar o direito
04:43de chamar o argumento do ministro
04:45de terrorismo populista, né?
04:48E aí fica-se nessa bicação,
04:51nessa briga que não leva a lugar nenhum.
04:53Eu acho mais de acordo
04:56o que disse o presidente Lula ontem.
05:00Conversar, debater, negociar,
05:03e que ninguém saia prejudicado.
05:05Obrigado.
05:05Obrigado.
05:05E aí
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