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Confederações e entidades do comércio elevaram o tom nesta terça-feira (10) contra a proposta que extingue a escala 6x1. As empresas alegam que a mudança causará um impacto imediato de até 15% nos custos operacionais, o que poderia gerar demissões em massa e inflação no setor de serviços.

Confira o Tempo Real na íntegra em: https://youtube.com/live/3bZSAJJeN74

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Transcrição
00:00Agora a gente volta a falar de economia, porque pra comentar sobre essa proposta da escala 6x1,
00:06a gente convidou novamente a Denise Campos de Toledo, a nossa analista de economia,
00:11pra comentar aqui se é possível, né, diante do nosso cenário hoje econômico,
00:17pode prejudicar empresas, o que que teria que ser feito pra essa escala realmente não acabar com empregos, né?
00:24Favorecer o trabalhador, Denise.
00:26Olha, Márcia, chama atenção que já é uma grande mobilização das entidades patronais, empresariais e também dos sindicatos,
00:34falando a respeito desse assunto.
00:36O Hugo Mota falou da provável discussão apenas a partir do mês de maio,
00:40mas já se percebe a mobilização no sentido de se precaver com uma mudança mais abrupta,
00:47as empresas fazendo projeções quanto ao impacto que isso teria sobre o custo das empresas,
00:52a produtividade, talvez até ampliando a informalidade da economia brasileira.
00:59Uma das notas mais relevantes aí, mais contundentes que eu recebi foi da BIMAC e Sindicato,
01:03da presidência de José Veloso, ressaltando vários estudos que apontam essa perda,
01:09inclusive em termos de PIB, porque as empresas perderiam competitividade.
01:13Já o IPEA, Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, prevê um impacto semelhante ao do reajuste real do salário mínimo,
01:22que as empresas acabam assimilando nos custos e conseguem absorver sem maiores danos,
01:29pode até estimular as contratações em alguns setores, mas com ressalvas, por exemplo,
01:34na área de limpeza, que tem uma dependência muito grande de mão de obras em relação à atividade em geral,
01:40isso pode ter um impacto maior. O fato é que os sindicatos, por exemplo, lembram que vários acordos já foram formalizados,
01:47reduzindo a jornada para 40 horas semanais, inclusive a própria BIMAC também reconhece essa negociação,
01:54assim como a Fiesp, que defende que continuem as negociações entre sindicatos e empresas,
02:01negociações setoriais para evitar impacto maior. Riscos existem, não é?
02:05A gente já sabe que muitas empresas acabam optando por contratações informais, como o PJ,
02:11aproveitando inclusive a oportunidade dos trabalhadores que têm MEI, o microempreendedor, o Simples Nacional,
02:19que na verdade é uma contratação informal, inclusive o Supremo Tribunal Federal está reconhecendo essas relações trabalhistas.
02:25Isso pode ganhar força na medida em que haja custos maiores para as empresas, mesmo com a redução da jornada.
02:32Mas muitas empresas já reduziram a jornada, é uma forma inclusive de reter talentos, como se diz,
02:38os bons profissionais, porque há uma exigência também do lado dos trabalhadores com relação à qualidade de vida.
02:43Então eu acho que a tendência seria as discussões do Congresso caminharem setorialmente
02:48para uma implementação aos poucos, não abrupta, para que as empresas possam se ajustar.
02:53Houve dificuldades também, muito logo contrário ao corte da desoneração da folha,
02:58primeiro a implementação, então sempre há uma resistência quando há a possibilidade de aumento de custos.
03:04Mas tem qualidade de vida também nessa história, né?
03:07Com certeza, e essa geração está prezando muito por isso, essa geração que está entrando no mercado de trabalho agora.
03:13Denise, obrigada pela sua participação aqui com a gente em tempo real.
03:17Vamos chamar o Mano Ferreira.
03:19Mano, eu na época, né, comecei a trabalhar 17, 18 anos, o meu pai chegava para mim e falava
03:25Ah, temos que trabalhar muito para ser feliz, temos que ralar muito para conseguir as coisas que a gente quer.
03:31Essa geração, ela vem com um discurso um pouco diferente.
03:33É assim, eu preciso de saúde para ser feliz, eu preciso ter longevidade para ser feliz.
03:39Então, parece que a minha geração, a nossa, né, era uma base muito mais ferrenha em relação ao trabalho
03:46e essa está vindo com uma preocupação a mais com a qualidade de vida como a Denise colocou.
03:53As empresas também precisam se adaptar a esse novo segmento, a esse novo pensamento da juventude?
03:59Certamente, Márcia. E a palavra-chave para que isso possa ocorrer de forma sustentável é produtividade,
04:08que é justamente a capacidade de fazer mais com menos recursos.
04:13Quando a gente fala sobre produtividade do trabalhador, muita gente entende como se a gente estivesse querendo dizer
04:21que o trabalhador brasileiro, por ser pouco produtivo nesse conceito econômico, fosse pouco trabalhador,
04:28ou fosse vagabundo, algo do tipo. E não tem nada a ver com isso, né?
04:32A produtividade diz respeito muito mais às condições institucionais no entorno do trabalhador
04:40que acabam fazendo com que o valor gerado por ele para o cliente final seja impactado,
04:48seja diminuído em relação a outros cenários.
04:52E muito disso se deve, por exemplo, ao grau de burocracia que nós temos no Brasil,
04:57a insegurança jurídica e a diversos fatores que fazem, por exemplo, com que a produtividade
05:03de um trabalhador brasileiro, quando ele emigra para um outro ambiente de negócios,
05:07por exemplo, quando emigra para os Estados Unidos, a produtividade do mesmo trabalhador
05:12cresce rapidamente. E por que é tão importante falar sobre isso?
05:16Porque justamente quando a gente conseguir destravar a produtividade, a gente vai ter uma renda
05:22mais alta e um poder de barganha do trabalhador para poder negociar melhores condições de trabalho,
05:28inclusive uma escala diferente.
05:31Eu quero ouvir também a análise da Priscila Silveira, porque o Gumota saiu em defesa dos servidores.
05:38Qual a sua avaliação, Priscila?
05:40Olha, Bruno, a gente não poderia esperar uma coisa diferente com relação ao valor de aumento
05:47do próprio salário dos funcionários da casa que ele preside.
05:50Mas é um absurdo no atual cenário da questão financeira do país que se admita um valor,
05:58uma porcentagem muito maior ou superior a qualquer outro aumento que não seja aquele esperado
06:04por qualquer cenário envolvendo o trabalhador.
06:08Então eu acho que atualmente ninguém estaria satisfeito, como não está, com relação a ser favorável a esse aumento.
06:15Tanto é que pediram aí, pediram para a Justiça, para paralisar esse aumento salarial.
06:21E ele compara esse aumento ao aumento dado ao Poder Judiciário.
06:24E a gente entra num outro embate, porque é cada um querendo ganhar mais
06:28e levar melhor vantagem aos seus.
06:32Enquanto isso, o trabalhador assalariado, que trabalha seis vezes na semana por um,
06:38tem ali o seu salário mínimo em volta de R$ 1.600.
06:41Eu não estou dizendo aqui, não estou fazendo referência ao trabalho de quem quer que seja.
06:46A gente tem relevância em todos os cenários, tanto na Câmara, que ele fala em nosso nome.
06:51São eleitos através do povo e isso não se discute a relevância do trabalho deles.
06:55Mas há uma discrepância, Bruno, muito grande com relação a gente colocar um aumento tão disparo
07:02em relação ao trabalho dos servidores da Câmara, que eu repito, não quer dizer que não sejam relevantes.
07:09E, mais do que isso, com relação a ele também ser favorável à retirada da escala 6x1,
07:15a gente vê uma melhor realmente qualidade de vida.
07:18E aí teremos um embate entre pró e contra, porque os empresários, né Bruno,
07:23que sustentam de alguma maneira toda a cadeia do trabalho, vão sofrer de alguma maneira,
07:29tendo em vista que vão ter, num primeiro momento, que terem mais funcionários,
07:33se adequarem com relação a essa queda inicial da cadeia de trabalho.
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