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A investigação da Polícia Federal sobre o Banco Master revelou uma estrutura criminosa com diferentes núcleos de atuação. Segundo a apuração, o esquema incluía departamentos voltados à cooptação de autoridades, lavagem de dinheiro, obstrução de Justiça e operações financeiras. As investigações também apontam que Daniel Vorcaro teria acessado indevidamente sistemas internos de órgãos como Polícia Federal, Ministério Público, FBI e Interpol.
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NotíciasTranscrição
00:00A investigação da Polícia Federal sobre o caso do Banco Master revelou um esquema parecido com a Lava Jato, ou
00:08para muitos até maior.
00:10Segundo essa apuração, o banco possuía quatro departamentos para manter essa estrutura criminosa, inclusive o da propina,
00:18voltada a cooptar autoridades para atuar em favor dos interesses da empresa, sendo alguns deles servidores do Banco Central.
00:26Eles já foram afastados. A corporação também revelou que o Master possuía o núcleo de ocultação patrimonial e lavagem de
00:34dinheiro,
00:36intimidação e obstrução de justiça, além do núcleo financeiro.
00:40Por fim, essas investigações mostraram que Daniel Vorcaro possuía acesso indevido aos sistemas internos da Polícia Federal,
00:48do Ministério Público, do FBI e até da Interpol, tudo para manter o seu esquema e conseguir as informações privilegiadas.
00:57Sobre tudo o que acontecia nestas operações e nestas articulações.
01:02Bem, vamos chamar os nossos comentaristas.
01:04São várias notícias importantes relacionadas ao Banco Master, relacionadas a essa operação da Polícia Federal.
01:10Vamos ao Rio de Janeiro.
01:11O Roberto Mota está ao vivo já com a gente, vai trazer suas análises, impressões e projeções sobre o que
01:19deve acontecer.
01:20Mota, seja bem-vindo.
01:21Ótima noite a você.
01:22A revelação desses núcleos do Banco Master, que inclusive tinha um específico para propina e obstrução de justiça.
01:32Mota.
01:32Mais um capítulo da novela Banco Master.
01:37Aliás, a cada nova fase da investigação, esse escândalo fica com menos cara de novela e mais cara de filme.
01:46O filme, no caso, é o poderoso chefão.
01:50Boa noite, Caniato.
01:52Boa noite, meus colegas de bancada.
01:55Boa noite a você, caro espectador, caro ouvinte, que nos dá a honra de entrar na sua casa e no
02:02seu carro.
02:03Há algumas semanas eu comentei aqui que a única coisa que faltava nesse banco era ter departamentos especializados em corrupção.
02:16Que nem um outro caso que a gente ouviu falar há algum tempo.
02:20Aparentemente, não falta mais.
02:23Mas causa indignação muito especial a cooptação de servidores públicos que deveriam ser encarregados de fiscalizar o banco,
02:36mas que estavam trabalhando como se fossem funcionários dele.
02:42Pois é, a gente vai trazer, esmiuçar essas informações que foram reveladas no dia de hoje.
02:47Chama o Luiz Felipe Dávila, o Dávila também está acompanhando a divulgação dessas informações, a deflagração da operação,
02:55a determinação de prisão preventiva de Daniel Vorcaro, ele estava em domiciliar.
03:00Você, Dávila, as informações relacionadas à atuação do Banco Master, uma operação criminosa, inclusive com núcleos determinados.
03:11Tinha um núcleo da propina, obstrução de justiça, tinha um outro núcleo que intimidava pessoas.
03:16A gente até vai trazer a informação a respeito de um jornalista, enfim.
03:21Quais são suas impressões a respeito dessas informações que foram divulgadas?
03:25Boa noite, Caniato, Mota, boa noite, Musa e boa noite à nossa querida audiência.
03:32Caniato, o que está sendo revelado é o que todos nós já suspeitávamos.
03:38O Banco Master não é só o maior escândalo financeiro da história do Brasil, mas é também o maior escândalo
03:48de corrupção, propina e aparelhamento do Estado.
03:55Porque é isso que nós vemos a cada dia.
03:58Funcionários recebendo dinheiro, juízes que tinham uma ligação extremamente íntima com negócios do Banco Master,
04:08políticos que acabavam se beneficiando desse relacionamento para liberar dinheiro de precatórios,
04:16fraudes da previdência em estados, ou seja, era uma máquina de fazer dinheiro às custas de compra de influência e
04:30apoio no Estado brasileiro.
04:32Cada dia que passa, essa novela retrata que o Banco Master é, na verdade, um sintoma,
04:41um sintoma de uma sociedade doente de instituições que deixaram de funcionar
04:51do desrespeito à Constituição, ao Estado Democrático e Direito, às regras do jogo.
04:58É retrato do aparelhamento do Estado, é também uma fotografia da maneira pela qual o Estado, políticos e os donos
05:12do poder
05:12podem ser manipulados para beneficiar uma instituição.
05:17As revelações são apenas a ponta do iceberg.
05:22A cada dia que passar, e agora, sob a investigação específica da Polícia Federal, em parceria com o juiz André
05:32Mendonça,
05:33muitas coisas que estavam sendo varridas para debaixo do tapete virão à tona.
05:39E como bem disse um jornalista, a República não deve estar dormindo e pode cair a qualquer momento.
05:48Pois é, daqui a pouco a gente vai trazer informações sobre a possibilidade de fechamento de uma delação premiada.
05:56E há informações de bastidores que indicam que muitas autoridades ou muitas seguras importantes
06:02estariam preocupadas com essa possibilidade de que, uma vez que Daniel Vorcaro feche uma delação,
06:07ele teria que entregar muita coisa, entregar muitas pessoas, dar muitos nomes.
06:12E aí, por isso, a informação indica que parte de Brasília estaria preocupada.
06:19Deixa eu passar para o Bruno Musso.
06:20O Bruno não está ao vivo, acompanhando desde as primeiras horas do dia os desdobramentos dessa operação da Polícia Federal.
06:26Só para atualizar nossa audiência, depois da deflagração e a conversão de domiciliar em preventiva,
06:35Daniel Vorcaro e o cunhado passaram por audiência de custódia.
06:39A justiça manteve a prisão dos dois e determinou a transferência para um presídio estadual, inclusive, Daniel Vorcaro.
06:46Os dois foram levados para o centro de detenção provisória aqui em Guarulhos,
06:51que é uma cidade da grande São Paulo, fica colada aqui com a capital paulista.
06:55Você, Musa, quais aspectos dessa operação lhe chamaram a atenção?
06:59E essa comparação que muitos veículos estão fazendo com a operação Lava Jato, né?
07:04A operação do Banco Master, a operação fraudulenta, mas esses núcleos muito bem definidos para ajudarem nessa operação ilegal.
07:13Bem-vindo.
07:15Boa noite, Caniato, Davi, Lamota, todos que nos escutam.
07:20Bom, realmente eu concordo muito que isso é um sintoma.
07:23É um sintoma de uma sociedade onde os freios e contrapesos não foram apenas colocados em prática,
07:31como muito bem permitiram e até mesmo participaram desse crescimento da máquina da corrupção brasileira
07:40que veio se aperfeiçoando. O Estado brasileiro é tão grande, tão inchado, tão ineficiente,
07:45que ele não permite que a inovação tome conta de um mercado aberto.
07:49Empresas verdadeiramente honestas não podem inovar.
07:55Você compete com empresas que fazem parte desse monopólio da corrupção.
07:59Empresas novas têm dificuldade de entrar, contratos caríssimos, contratação dificílima
08:04e uma barreira intransponível, por assim dizer, que é a corrupção da máquina do Estado.
08:10Mas a corrupção no Brasil, ela não cansa de inovar.
08:14Essa sim tem um espaço amplo, aberto, em que ela simplesmente navega sozinho.
08:19E ela não para de crescer.
08:22A gente vê que o crescimento veio acontecendo ao longo do tempo.
08:25O mensalão, segundo algumas estimativas principais, foi da ordem de 100, 150 milhões de reais.
08:31Depois nós vimos o Petrolão e a Lava Jato com mais 50 bilhões de reais.
08:35Isso em vários anos de atuação.
08:38Depois nós vimos agora o Banco Master ultrapassando, e muito, os 50 bilhões de reais.
08:4350 bilhões foi só do Fundo Garantidor de Crédito,
08:46com uma máquina pública de todos os poderes arquitetados,
08:50muito bem arquitetados ali entre eles,
08:52que movimentou muito mais de 50 bilhões de reais em pouquíssimo tempo.
08:58Ou seja, sob o ponto de vista da corrupção e da imoralidade,
09:01ele foi muito mais eficiente do que todo e qualquer outro esquema de corrupção.
09:05Mas tem um ponto em comum.
09:07E aí eu vou deixar isso aqui no ar.
09:09Talvez seja, e contei uma certa ironia,
09:13que haja uma coincidência,
09:15que todos esses escândalos mencionados,
09:19quem comanda o Executivo é o mesmo partido?
09:22Quem permite a corrupção e que tem essa pista livre é o mesmo partido?
09:28Deixemos a reflexão para todo mundo.
09:31Pois é, deixa eu retomar com o Mota,
09:33só para a gente tratar desse aspecto.
09:35Até quero destacar para a nossa audiência
09:37um título que a nossa produção colocou,
09:41porque isso vem sendo tratado
09:44entre os muitos veículos de comunicação,
09:46um paralelo entre o caso do Banco Master
09:48e a Operação Lava Jato.
09:50E o Mota até mencionou,
09:53os tais núcleos, o departamento disso, o departamento daquilo.
09:56Mota, são situações distintas,
09:59mas eu acho que há uma intersecção.
10:00A gente consegue traçar um paralelo
10:03entre os dois episódios, os dois casos.
10:07Ainda que nós estejamos tratando de figuras diferentes
10:12e talvez uma operação que também seja bem distinta,
10:15quais são as similaridades entre o caso do Banco Master
10:19e a Operação Lava Jato?
10:21O que mais lhe chama a atenção quando a gente coloca
10:23esses dois casos um do lado do outro?
10:26Eu acho que a principal semelhança
10:31é a ousadia,
10:36a certeza da impunidade.
10:38É você estruturar uma operação
10:42de fraude, de corrupção, de roubo
10:48em plena luz do dia,
10:50com fartura de documentação,
10:53com troca de mensagens,
10:55por plataformas,
10:57com o uso de senhas
11:00obtidas ilegalmente
11:02para acesso a sistemas oficiais.
11:05Você percebe que as pessoas
11:06que estavam envolvidas nisso
11:08tinham certeza
11:10de que não ia dar em nada,
11:13de que isso não criaria problema nenhum.
11:17Agora, há uma grande diferença,
11:19me parece, Caleato,
11:21me corrija se eu estiver errado,
11:23entre essa atual investigação
11:25e a Lava Jato.
11:26É o contexto do país.
11:29A Lava Jato aconteceu no momento
11:31em que o Brasil acreditava
11:34estar se reinventando,
11:38começando uma nova página,
11:41purificando a política,
11:44começando um novo período.
11:46não existe essa esperança hoje no Brasil.
11:49A maioria das pessoas que olha
11:51para as investigações do Banco Master,
11:56investigações que são de difícil compreensão,
11:59que vão, param, voltam,
12:02que envolvem pessoas que não deveriam estar investigando,
12:05muita gente diz que essas pessoas deveriam estar sendo investigadas
12:08e não investigando.
12:10Então, as pessoas olham para o escândalo do Banco Master
12:13com a costumeira indignação,
12:16mas com cansaço,
12:18com profundo cansaço.
12:19E quando eu digo às pessoas,
12:20eu digo não só ao cidadão comum,
12:22mas também profissionais da justiça,
12:24do sistema de justiça criminal.
12:26Eu acho que há muito pouca gente hoje no Brasil
12:30que acredita que esse escândalo vai,
12:33efetivamente, resultar em punição de alguém.
12:35O que não impede que a gente tome um susto,
12:38porque só essas notícias de hoje,
12:40a variedade de absurdos
12:43que eu acredito que a gente vai comentar
12:44ao longo de todo o programa,
12:47o escândalo do Banco Master
12:48está conseguindo o prodígio de tomar o lugar da guerra
12:51contra o Irã.
12:53É uma coisa, é um feito inacreditável.
12:55Então, permanece o espanto,
13:00permanece a indignação,
13:02acima de tudo, com a ousadia dessas pessoas.
13:07Elas fazerem as mesmas coisas,
13:09das mesmas formas.
13:10Daqui a pouco, eu vou dizer isso aqui,
13:12porque vai acabar acontecendo.
13:13Daqui a pouco vão descobrir aí,
13:15igual descobriram na investigação da Lava Jato,
13:17uma lista aí de apelidos curiosos
13:20das autoridades, né?
13:21É a única coisa que falta.
13:23Pois é, desde até audiência rotativa,
13:26muita gente chegando agora na programação.
13:29Dávila, estamos falando
13:31de uma operação que se dividia
13:33em quatro núcleos.
13:34Tinha um núcleo financeiro
13:35que estruturava as fraudes
13:37contra o sistema financeiro.
13:38O de corrupção institucional
13:40fazia a cooptação dos servidores públicos
13:43do Banco Central.
13:44Esse é um ponto, inclusive,
13:45que a gente precisa analisar em separado.
13:47Núcleo de ocultação patrimonial
13:49e lavagem de dinheiro.
13:50Usava outras empresas,
13:52outras companhias
13:53para cometer os crimes.
13:53E aí também a gente vai tratar
13:55em separado o núcleo de intimidação
13:57e obstrução de justiça.
13:59Fazia um monitoramento ilegal
14:01de adversários, jornalistas
14:03e também autoridades.
14:05Agora, nesse núcleo de corrupção institucional,
14:08fazia a cooptação
14:09de servidores públicos
14:12do Banco Central.
14:13E quem tiver curiosidade,
14:14e fizer uma rápida pesquisa
14:16na internet,
14:17tem uma ampla cobertura
14:19específica dessa atuação
14:22do Banco Master e de Daniel Vorcaro
14:24junto a autoridades
14:26ou principalmente
14:26a servidores do Banco Central.
14:28Então ele corrompia servidores
14:30que faziam a supervisão
14:33de alguns processos.
14:35E aí eles prestavam
14:36essa consultoria ao Banco Master
14:37e recebiam uma mesada da Ávila.
14:39Inclusive,
14:42um funcionário,
14:43um servidor do Banco Central
14:45chegou até a receber
14:47com um presente
14:48uma viagem a Disney World da Ávila.
14:52Periato,
14:53isso tudo mostra
14:54como o sistema está bichado,
14:57está viciado,
14:58está sendo facilmente cooptado.
15:01Por que isso deve ser
15:02facilmente cooptado?
15:03Um banqueiro chega,
15:04começa a oferecer viagem,
15:06festinha,
15:08dinheiro,
15:09e funcionários graduados
15:11do Estado brasileiro
15:13começam a se render a isso.
15:15Aliás,
15:16inclusive,
15:17pessoas sendo contratadas
15:18são familiares ligados
15:20a membros do Supremo Tribunal Federal.
15:22Tudo isso mostra
15:23o grau
15:25de vício
15:26que existe
15:27nesse sistema.
15:28E esse sistema,
15:30Caniato,
15:30não surgiu da noite por dia.
15:32O Vorcaro
15:33jamais apareceria
15:34com essa história
15:35de Banco Master
15:36num país sério.
15:37Ele nasce
15:38porque
15:39as condições
15:41dessa
15:41degeneração institucional
15:43permitiram
15:44aparecer o Master.
15:45E se nós formos
15:47olhar
15:47com retrospectiva,
15:50isso você pode dizer
15:51que começa lá atrás,
15:532019,
15:54sabe com o tal
15:54do inquérito
15:55de fake news?
15:56Começa com essa história
15:58de que qualquer
15:59ataque,
16:01a conduta
16:02de alguém
16:03que exerce o poder
16:04é um ataque
16:05à instituição,
16:07é ataque
16:08à constituição.
16:09Isso nos lembra,
16:10Caniato,
16:11um rei francês
16:12no século XVII
16:14que chamava Luiz XIV
16:15que diz que
16:16o Estado sou eu.
16:18Quando você começa
16:19a dizer que
16:19o Estado sou eu,
16:21a coisa começa
16:22a ficar complicada.
16:23Não é mais
16:23a Constituição,
16:25não é mais
16:25o indivíduo,
16:26não é mais
16:26a liberdade,
16:27não é mais
16:28a democracia.
16:28O Estado sou eu.
16:30Se eu me sinto
16:31ofendido,
16:32logo,
16:33é um ataque
16:34à instituição.
16:36Esta banalização
16:37do Estado
16:38de direito,
16:39esta banalização
16:40do devido
16:41processo legal,
16:42começa a corroer
16:45a credibilidade
16:46das instituições,
16:47começa a criar
16:49este Estado
16:50paralelo
16:51que se for
16:52capturado,
16:53você está protegido,
16:54afinal de contas,
16:55se fizer um ataque
16:56a alguém,
16:56você está atacando
16:57a instituição,
16:58a democracia.
17:00É aí
17:01que morre
17:02o perigo,
17:03é aí que
17:04começa
17:04a corrupção
17:05de valores,
17:07acima de tudo
17:08de valores,
17:09porque primeiro
17:10precisa corromper
17:10os valores
17:11para começar
17:11a ter a corrupção
17:12de fato
17:13em dinheiro.
17:15Interessante
17:15que essa história
17:16do Estado
17:17sou eu
17:18terminou de maneira
17:19trágica na França,
17:21terminou com a
17:22Revolução Francesa,
17:23um momento em que
17:24as instituições
17:25não eram mais capazes
17:26de se reformar,
17:28e aí
17:29houve o estouro
17:30da Revolução Francesa
17:31em 1789.
17:33Então,
17:34esperemos que o Brasil
17:35não chega a este ponto,
17:36que ainda há
17:38uma última porta
17:40para tentar salvar
17:42as instituições
17:44de uma
17:44degeneração
17:45total
17:46e de um final
17:47infeliz.
17:48Por isso,
17:49é hora
17:50da sociedade civil
17:52começar a reagir
17:53como está reagindo
17:54as instituições,
17:56a imprensa livre,
17:57todo mundo
17:58colocando a boca
17:58no trombone
17:59e não deixando
18:01que esse escândalo
18:02será varrido
18:03para debaixo
18:04do tapete,
18:05porque é isto
18:06que todos esses
18:07que estão envolvidos
18:09no telefone de
18:10Volcaro
18:10querem.
18:11Esquecer isso,
18:12virar a página
18:13e continuar a vida
18:15como ela era antes.
18:16Isso não pode acontecer,
18:18porque se acontecer,
18:20o Brasil
18:21vai entrar
18:22num caminho
18:23muito perigoso.
18:25Pois é,
18:26eu me lembro
18:26que há algumas semanas
18:27quando o caso
18:28do Banco Master
18:28estourou,
18:29quando a primeira
18:30operação foi deflagrada,
18:32enfim,
18:32muitas informações
18:33vieram à tona,
18:34eu perguntei
18:35e questionei
18:36o Bruno Musa
18:37a respeito
18:37do Banco Central,
18:38do papel
18:38do Banco Central,
18:39se já daria
18:41para afirmar
18:42que erros
18:43haviam sido cometidos
18:44ou por má fé
18:45ou por incompetência,
18:47enfim,
18:47fizemos uma série
18:48de exercícios
18:49aqui até projetando
18:51talvez alterações
18:52nos processos
18:53adotados
18:54pelo Banco Central.
18:55E aí,
18:56hoje,
18:57a informação
18:57desses servidores
18:58que atuavam
18:59na prática
19:00como consultores
19:02de Daniel Vorcaro,
19:03inclusive,
19:04um desses servidores
19:05já afastados,
19:07em mensagens
19:08trocadas com
19:09Daniel Vorcaro
19:10e isso foi
19:11anexado aos autos,
19:12ele aparece
19:13orientando
19:14Daniel Vorcaro
19:15sobre
19:15que tipo de documento
19:17deveria enviar
19:18para o Banco Central,
19:19a maneira como
19:20o documento
19:21deveria ser redigido,
19:22organizado,
19:23e até
19:24tinha uma orientação
19:25muito curiosa,
19:27como Daniel Vorcaro
19:28deveria se comportar
19:29na tal reunião
19:31com os representantes
19:32do Banco Central.
19:33Enfim,
19:33isso é só para ilustrar
19:34para a nossa audiência
19:36compreender um pouco
19:37do que se tratava
19:38esse relacionamento
19:40entre Daniel Vorcaro
19:41e esses servidores.
19:42Daniel Vorcaro
19:43também remunerava
19:44essas pessoas,
19:45mas,
19:45Musa,
19:46a partir disso,
19:47qual é o exercício
19:47que a gente deve fazer
19:49e qual é o questionamento
19:50e o olhar
19:51que a gente deve ter
19:52para o Banco Central
19:53a partir de agora?
19:57E, novamente,
19:58a gente precisa olhar
19:59a instituição
20:00quem são as pessoas
20:02que formam
20:02cada uma das instituições.
20:04A gente não pode
20:05condenar toda
20:06e qualquer instituição
20:07por um grupo de pessoas.
20:08São alguns poucos aqui,
20:10que é pelo menos
20:11até o momento,
20:12que foram corrompidos
20:13ao longo do tempo.
20:14Difícil é quando nós
20:15falamos num judiciário
20:16onde uma cúpula
20:17tem indícios
20:18que pode estar envolvida
20:19e são números menores.
20:21O Banco Central
20:21são pessoas,
20:22são várias pessoas,
20:24é uma autarquia técnica
20:25que, supostamente,
20:27tem algum tipo
20:28de independência
20:29não financeira,
20:30infelizmente ainda,
20:31mas tem algum tipo
20:32de independência
20:33do próprio governo.
20:34Então, no meu entender,
20:36não é apenas
20:37a instituição,
20:38mas sim,
20:39como muito bem
20:39foi colocado
20:40pelo Dávila,
20:41isso é uma resposta
20:42a um sistema
20:44que permite
20:45e faz parte
20:46e incentiva
20:47até
20:48todo tipo
20:49de corrupção
20:49e falta
20:50de visibilidade
20:52seletiva
20:53para alguns,
20:54Caniato.
20:54porque se qualquer um
20:56dos meros mortais
20:57tentemos criar
20:58algum tipo
20:59de instituição
21:00financeira
21:01e a gente
21:03não faz parte
21:04do tal grupinho
21:05seleto aí
21:06que a gente está vendo,
21:07pode ter certeza
21:08que os olhos
21:09dessas autarquias
21:09estariam todos
21:10carregados em cima
21:11de você.
21:12Então, me parece
21:13que há uma
21:14seletividade natural
21:15com relação
21:16a quem participa
21:18de cada um
21:19dos esquemas.
21:19me parece que Daniel
21:20Vorcaro conheceu
21:21muito bem
21:22os principais
21:22cabeças
21:23de cada uma
21:24das instituições
21:24e soube muito bem
21:26colocar todos
21:27para dentro de casa
21:27e fazer parte
21:29dessa festa
21:29que muitas vezes
21:30foi uma festa
21:31literal mesmo.
21:32A gente viu
21:33a respeito até
21:34de garotas de programas
21:35vindo por Brasil
21:36que não falavam
21:37português,
21:38que eram da Dinamarca,
21:39da Suécia,
21:39estrategicamente
21:40porque não conheciam
21:41os rostos
21:42e não falavam português.
21:44Consequentemente,
21:44se tornava,
21:45digamos,
21:46mais difícil
21:46delas mostrarem
21:48ou gravarem
21:49qualquer tipo de coisa.
21:50Então,
21:50foi tudo muito bem
21:52colocado e arquitetado
21:53em uma república
21:55onde grande parte
21:57das pessoas
21:57conhecem a impunidade.
22:00Sabe que o Brasil
22:01ele é reconhecido,
22:03principalmente internamente,
22:05pela impunidade.
22:06Nós somos grandes
22:08de determinadas instituições,
22:10tranquilo,
22:11com a gente
22:12não acontece
22:12absolutamente nada.
22:14E aqui eu deixo
22:14a pergunta,
22:15será que eles
22:15não têm razão?
22:16Quando a gente vê
22:17realmente os
22:18sigilos sendo quebrados
22:19e voltados atrás
22:20um dia depois,
22:21será que eles
22:22realmente não têm razão
22:23que a impunidade
22:24é uma realidade
22:25no Brasil
22:25e que eles se acham
22:27semideuses,
22:28uma vez que com eles
22:29nada acontece?
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