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Executivos ligados ao Banco Master, ao Banco Pleno e ao Will Bank estiveram ao menos 73 vezes no Banco Central entre 2020 e 2025. O dono do Master, Daniel Vorcaro, lidera o número de registros. As visitas se intensificaram a partir de 2024, período em que as investigações sobre o caso começaram a ganhar força.

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Transcrição
00:00Eu quero girar a reportagem da Jovem Pan News, porque oito sócios, executivos e ex-administradores do Banco Master, do
00:08Banco Pleno e do Will Bank
00:10entraram pelo menos 73 vezes no Banco Central, de janeiro de 2020 a outubro de 2025.
00:18O Misael Maenete chega ao vivo aqui em Os Pingos nos Is, seja bem-vindo, ótima noite a você.
00:23Misael, conta pra nossa audiência, apenas o Daniel Vorcaro foi ao Banco Central cerca de oito vezes, é isso?
00:31Essa informação já foi confirmada? Bem-vindo.
00:36Oi, Caniato, boa noite pra você e pra todo mundo que acompanha Os Pingos nos Is.
00:40Esse assunto rende, hein? E Vorcaro, sim, foi diversas vezes ao BC.
00:46Então, retomando o assunto, oito sócios, executivos e ex-administradores do Master, do Pleno e do Will Bank, como você
00:54mencionou,
00:55todos juntos entraram 73 vezes no Banco Central e isso a gente fala no período de janeiro de 2020 até
01:04outubro de 2025.
01:07Isso de acordo com o Metrópolis.
01:09A Autoridade Monetária declarou que a liquidação extrajudicial dessas e de mais de seis instituições por suspeitas de fraudes financeiras
01:19e contábeis,
01:20entre outras irregularidades.
01:22O Daniel Vorcaro, que é o dono do Master, ele encabeça o ranking e, de acordo com o que a
01:29gente tem aqui, Caniato, o número que a gente tem aqui,
01:31são 31 registros de entrada.
01:35Isso daí dá cerca de quase metade do total das entradas dele, contando aí com esses outros citados.
01:44Antes, eram visitas que a gente pode chamar, né, de visitas que aconteciam apenas às vezes, esporádicas,
01:53só que aí as visitas começaram a se intensificar.
01:57Isso em fevereiro de 2024, detalhe, ano que a Polícia Federal começou a investigar esse escândalo financeiro.
02:05E desde então, mais 23 visitas.
02:07Em 2025, o banqueiro esteve no Banco Central, com uma periodicidade quinzenal e até semanal,
02:14isso representou um papel central também para a PF dialogar com o Banco Central.
02:20Então, esse número de visitas varia também de acordo com o período que a gente pega.
02:25Fato é que são muitas visitas.
02:28Se significa que havia alguma coisa, depende da investigação,
02:32porque a gente está falando de um grande nome do mercado financeiro,
02:36então é natural que ele faça visitas ao Banco Central,
02:40mas a gente sabe que não é tão natural assim,
02:44levando em conta tudo o que está acontecendo,
02:46tudo o que está sendo investigado, envolvendo o Master.
02:50Como eu disse, o assunto rende todo dia aqui e não para, né?
02:54Dúvida.
02:54A Misa Amanete trazendo detalhes, informações relevantes,
02:58a partir desse monitoramento das idas dos dirigentes dos bancos
03:04ligados a Daniel Vorcaro ao Banco Central.
03:07Obrigado, Misa, bom trabalho para você.
03:09Deixa eu seguir aqui com os nossos comentaristas,
03:11mas antes eu preciso me despedir de parte da rede
03:15que ficará agora com a sua programação local.
03:19Deixa eu chamar os nossos comentaristas,
03:21trazer essa notícia destacada pelo Misa Amanete.
03:25Vou começar com o Bruno Musa,
03:26que acompanha de perto, tem relacionamento com muitos representantes
03:30de instituições financeiras,
03:32está acompanhando de perto todas as apurações,
03:36as investigações, as notícias que saem a respeito
03:38do caso do Banco Master.
03:40É normal dirigentes de instituições financeiras
03:45realizarem reuniões, visitas ao Banco Central?
03:48Isso faz parte, creio eu, do dia a dia
03:51desses representantes das instituições financeiras.
03:54Mas esse levantamento aponta para um número substancial,
03:59mais de 70 encontros, só Daniel Vorcaro, oito vezes.
04:03É isso mesmo, faz parte?
04:05Ou talvez, na média, esses executivos
04:08ou ex-executivos do Banco Master
04:09frequentavam mais do que representantes
04:12de outras empresas?
04:16Tudo indica, frequentava mais.
04:17Veja, vamos entender, é importante que nós entendamos aqui
04:20qual é a função de cada uma das instituições.
04:24Ao que consta, eu questiono bastante isso
04:26pela forma como é feita, não pelo governo de turno,
04:29mas pela forma como é feita,
04:30que o Banco Central não é tão independente quanto se diz.
04:33E, de novo, isso não tem a ver com esse governo atual ou com nenhum.
04:36O executivo indica os diretores e indica o presidente do Banco Central.
04:40Consequentemente, já não me parece ser uma independência total.
04:44Além do mais, o Banco Central brasileiro
04:46não tem independência financeira,
04:48portanto, ele depende de orçamento
04:50do governo do Tesouro Nacional.
04:52Consequentemente, isso gera determinadas distorções.
04:55Por que eu estou dizendo tudo isso, Caniato?
04:58Porque, quando nós vamos olhar os mandatos
05:01do Banco Central do Brasil,
05:02ou seja, para que o Banco Central, de fato,
05:06precisa se posicionar com relação ao mercado,
05:10ele tem, basicamente,
05:11diferente do que é nos Estados Unidos,
05:13que é manutenção da taxa de desemprego
05:16e da inflação,
05:17aqui no Brasil ele tem um mandato único,
05:19que é simplesmente cuidado da inflação.
05:22E, para manter a inflação dentro da meta
05:25determinada por outro órgão,
05:27ele tem que usar as políticas
05:29que ele tem disponível.
05:31Como, por exemplo, a mais conhecida
05:33é a definição da taxa básica de juros,
05:35a Selic,
05:36taxa básica de juros da economia.
05:39Tem outros tipos de funções,
05:41que são mais técnicas,
05:42menos faladas,
05:43como depósitos compulsórios,
05:45e assim por diante.
05:46Mas a taxa Selic é aquela
05:48que mais todo mundo conhece.
05:49Se a taxa Selic sobe,
05:51você tem uma freada
05:55no ímpeto de tomadas de crédito.
05:58Consequentemente,
05:59você diminui a demanda
06:00para esfriar a inflação.
06:01E, quando a taxa de juros baixa,
06:03você estimula essa tomada de crédito,
06:05que estimula a economia como um todo.
06:06Isso muito superficial
06:08e muito a grosso modo.
06:09Mas é mandato único.
06:11Quando você olha
06:11a função básica dele,
06:13que é definição de taxa de juros
06:15para seguir a taxa de inflação
06:18determinada por outra instituição,
06:21significa que ele não necessariamente
06:23precisa ter aquela relação
06:24tão íntima com os banqueiros.
06:27Ela não precisa.
06:28Esse é o mandato principal
06:29do Banco Central.
06:31Repito,
06:31mandato único controle de inflação
06:33determinada pelo Conselho Monetário Nacional.
06:36Tudo isso mostra
06:37que esse montante de encontros e acessos
06:41deveriam chamar a atenção.
06:44Eu não estou falando
06:45que tem algum tipo de crime,
06:46que tem algum tipo de algo,
06:48alguma coisa mais profunda nisso.
06:50Mas é algo que se chama atenção
06:52quando supostamente o Banco Central
06:54é uma autarquia independente,
06:57como eu acabei de explicar,
06:58que eu tenho meus questionamentos
06:59com relação a isso.
07:01É claro que o Banco Central
07:03tem outras funções.
07:05Ele é chamado,
07:05inclusive,
07:06para a parte de emissão
07:09do próprio dinheiro,
07:11emissão do montante
07:13que os bancos precisam deixar depositados
07:15nas contas
07:17que todos os bancos têm depositados
07:19com o Banco Central.
07:20E ali ele também controla
07:22o montante de liquidez
07:23depositado no sistema.
07:24Mas tudo isso
07:25voltado para um único mandato,
07:28controle da inflação.
07:29Então ele mede a quantidade
07:31de dinheiro disponível
07:33na economia
07:34através dessas políticas.
07:36Ou ele retira
07:36ou injeta mais dinheiro
07:37na economia.
07:39Consequentemente,
07:40os encontros com os banqueiros
07:41eles não se fazem necessários
07:44ainda mais numa sequência
07:47tão importante.
07:48Então sim,
07:49deveria chamar a atenção
07:50ainda mais
07:51quando nós temos
07:52todos os outros indícios
07:53do que o Banco Massa
07:55já fez com o sistema financeiro nacional,
07:57com o sistema político brasileiro
07:58e com as consequências
08:00de grande parte
08:01dos brasileiros
08:02aposentados,
08:03crédito consignado,
08:04enfim,
08:04e todos aqueles
08:05que tiveram algum prejuízo grande
08:07com seus investimentos.
08:08Programa Os Pingos nos diz,
08:09recebendo a rede Jovem Pan,
08:11todos conectados aqui com a gente.
08:13A notícia em destaque,
08:14há pouco,
08:14o Mizarma Maionete
08:15trouxe os detalhes
08:16dessa informação.
08:19Executivos
08:19do Banco Master
08:20tiveram mais acesso
08:23ao Banco Central
08:24durante a gestão
08:26do governo Lula.
08:27Passaram a frequentar
08:28bem mais,
08:29inclusive,
08:29o órgão,
08:30mais de setenta encontros
08:31a partir do ano de dois mil e vinte e quatro.
08:34Deixa eu chamar o Luiz Felipe Dávila.
08:36Você, Dávila,
08:37diante dessa informação,
08:39é preciso jogar a luz
08:42sobre quais aspectos
08:43dessa informação,
08:44desse destaque
08:45trazido pelo repórter?
08:48O Bruno Mouros acabou
08:49de lembrar bem
08:50que o principal papel
08:51do Banco Central
08:51é justamente
08:53esse mandato
08:54para disciplinar
08:55e controlar
08:55a infração no Brasil.
08:57Mas tem um outro papel
08:58do Banco Central
08:59que é igualmente importante.
09:01Ele é
09:02o órgão
09:04fiscalizador
09:04das instituições
09:06financeiras
09:06do país.
09:07E por ser
09:08um órgão
09:09de fiscalização
09:10financeira,
09:11ou seja,
09:11ele tem que garantir
09:12a solidez do banco,
09:13a estabilidade do banco,
09:15um banco
09:16que tem problemas
09:17vai consultar
09:18o Banco Central
09:19justamente
09:20para provar
09:21a sua solidez.
09:22Provavelmente
09:23o Banco Central
09:24já estava
09:25de olho
09:26no Banco Master,
09:27fiscalizando
09:28o Banco Master,
09:29vendo incongruências
09:31e isto chamou
09:32atenção
09:32do órgão regulador.
09:34E isso é um papel
09:35muito importante
09:36porque não podemos
09:38esquecer
09:39que o próprio
09:40Fundo Garantidor
09:41de Crédito
09:42havia emitido
09:43mais de 38
09:44avisos
09:45em relação
09:46à fragilidade
09:46financeira
09:47do Banco Master.
09:50Então,
09:50essa história
09:51de diretores
09:52do Banco Master
09:54se encontrarem
09:56com pessoas
09:56do Banco Central
09:57me parece importante
09:58no momento
09:59em que essa fiscalização
10:01começa a questionar
10:02a estabilidade financeira
10:04ou a credibilidade,
10:07vamos dizer assim,
10:07do Banco Master
10:08com as suas
10:09movimentações atípicas.
10:11Então,
10:11não me parece
10:12anormal
10:13um banco
10:14em dificuldade
10:16visitando
10:16várias vezes
10:17um órgão
10:18regulador
10:19e fiscalizador
10:20do sistema
10:21financeiro.
10:22Então,
10:23nós precisamos
10:23entender um pouco
10:24melhor
10:24que tipo
10:25de reunião
10:26foi essa.
10:26Nós já sabemos
10:27que tinha
10:28um funcionário
10:29do Banco Central
10:30que estava
10:31assim
10:31no lado
10:32errado,
10:33ou seja,
10:34no lado
10:34da malandragem
10:35do Banco Master,
10:36inclusive passando
10:37informações para
10:38o Banco Master.
10:39Mas isso
10:40foi a atuação
10:41de um funcionário
10:42e não
10:43da instituição.
10:45Portanto,
10:45Caniato,
10:46uma instituição
10:47em apuros
10:48visita,
10:48sim,
10:48com mais frequência
10:49o órgão fiscalizador.
10:52Com certeza,
10:53o fato
10:53de um executivo
10:54do Banco Master
10:55ter um encontro
10:57com o representante
10:58do Banco Central,
10:58isso não quer dizer
10:59que algo ilegal
11:00estava sendo discutido,
11:02tratado.
11:03E se é uma reunião
11:04oficial,
11:05costumam ter registros
11:07do que foi tratado,
11:08uma ata
11:08da reunião,
11:09o que foi discutido,
11:10qual foi o resultado
11:11daquela reunião.
11:13Isso possivelmente
11:14será objeto
11:14de investigação.
11:16Deixa eu passar agora
11:17para o Cristiano Beraldo
11:18que vai também
11:19trazer suas reflexões
11:21a respeito
11:21dessas informações,
11:22o que trouxe
11:23o nosso repórter
11:24Misael Maenete,
11:25esse acesso
11:27que foi,
11:29segundo as informações,
11:31quando há uma comparação
11:33entre a gestão
11:33do presidente Lula
11:35e a gestão anterior,
11:36um acesso maior
11:38do Banco Master
11:38ao Banco Central
11:39nesse período.
11:40mas eu reitero,
11:42não quero dizer
11:42que isso tem alguma coisa
11:44a ver com atividades
11:45ilícitas,
11:46mas isso será objeto
11:47de apuração
11:48com toda certeza.
11:50Zé Caneto,
11:51agora,
11:52o fato de o banqueiro,
11:55os diretores do banco
11:55irem ao Banco Central
11:57não é o problema,
11:58porque se a gente
12:00observar a dinâmica
12:01desse caso,
12:02o que nós temos
12:03que saber
12:04é quantas festas,
12:06quantas viagens,
12:07quantas degustações
12:09de uísque,
12:10quantas farras,
12:12pessoas ligadas
12:13ao Banco Central
12:14participaram
12:15durante
12:16essa saga
12:18da roubalheira,
12:19do golpe,
12:19da pirâmide financeira
12:21do Banco Master.
12:22Esse é que é o objetivo.
12:24O que eu suponho
12:25que as tramóias,
12:27as picaretagens,
12:28não eram tratadas
12:29dentro do Banco Central.
12:30até possivelmente
12:32essas idas
12:33ao Banco Central
12:34se destinavam
12:36a dar
12:36áreas de
12:38oficiais,
12:39digamos assim,
12:40áreas oficiais
12:40àquilo que era
12:41tratado fora do banco.
12:43Portanto,
12:44o fundamental
12:45nesse caso,
12:47com as revelações
12:47que existem,
12:49uma possibilidade
12:50de delação premiada
12:51e tudo mais,
12:52o fundamental
12:53é saber
12:54o que aquelas pessoas
12:55ligadas ao Banco Central
12:57ou que exercem
12:58influência
12:59dentro do Banco Central,
13:00estavam fazendo
13:02com o Daniel Vorcaro
13:04depois que o expediente
13:05acabava.
13:06Pois é,
13:07deixa eu só
13:08trazer rapidamente,
13:10a gente vai,
13:10tem outras informações
13:11referentes a Daniel Vorcaro
13:13e o impacto
13:13no cenário político.
13:15É que tem uma pergunta
13:16recorrente aqui
13:17da nossa audiência,
13:18deixa eu passar
13:18para o Bruno Musa,
13:19porque a gente já tratou disso,
13:21mas talvez entremos
13:22em um momento
13:24mais agudo
13:24das investigações
13:25quando a gente olha
13:26para o papel
13:27do Banco Central,
13:28a possibilidade
13:29de figuras
13:30de dentro do Banco Central
13:31terem colaborado
13:33e muito
13:33com esse processo
13:35de deturpação
13:37dos protocolos
13:38que deveriam ter sido
13:39seguidos
13:40e o quanto o Banco Central
13:41ajudou
13:42por meio dessas figuras
13:43que atuavam
13:44a favor
13:45ou em favor
13:46de Daniel Vorcaro.
13:47Os protocolos,
13:48você dizia,
13:49provavelmente
13:50deverão ser alterados,
13:51né,
13:52a partir do caso
13:52do Banco Master.
13:53O que a gente pode
13:54considerar
13:55nos próximos meses
13:57a partir do caso
13:58do Banco Master?
13:59Qual a correção
14:00necessária
14:01a ser feita
14:01na atuação
14:03do Banco Central
14:04quando a gente olha
14:04para essas instituições
14:05menores?
14:07Veja,
14:08a gente fala bastante
14:08a respeito
14:09das correções
14:10que devem ser feitas
14:11sobre o Fundo Garantidor
14:12de Crédito também,
14:13que ele é tão importante
14:14quanto impacta
14:15diretamente
14:15essas decisões, né?
14:18Isso significa
14:19uma atualização
14:19da própria lei
14:20que ficou parada
14:21no tempo
14:21desde que ele nasceu
14:22em 1995.
14:24Mas podemos fazer
14:24algum tipo de correlação
14:25também com o Banco Central.
14:27O Banco Central,
14:28por ser uma autarquia
14:30mais engessada,
14:31mais burocrática,
14:32ela se atualizou
14:33muito mais rápido
14:33que o Fundo Garantidor
14:34de Crédito,
14:35mas a tecnologia
14:36também é muito mais rápida
14:38na abertura
14:38de novas frentes,
14:39novas possibilidades,
14:41novas formas de empresas,
14:42novas formas de bancos,
14:43de meios de pagamentos
14:44e, portanto,
14:45uma autarquia dessa
14:46tem mais dificuldade
14:47de se adaptar
14:48a uma agilidade
14:48de mudança
14:49de mercado.
14:50Então,
14:51o que eu vejo isso?
14:52Não dá também
14:52para criminalizarmos
14:54toda uma instituição.
14:55Eu sou bastante crítico
14:56à Banco Central,
14:57mas, de qualquer maneira,
14:58não dá para criminalizarmos
14:59toda uma instituição
15:01porque algumas pessoas
15:02do corpo técnico
15:04foram ali corrompidas.
15:06Dificilmente teremos
15:07zero pessoas corrompidas
15:08em uma instituição
15:09tão grande,
15:10seja no Banco Central,
15:11seja uma empresa privada,
15:13não importa.
15:14Isso faz parte até
15:16da natureza.
15:17Uma pena,
15:17mas é assim,
15:18mesmo que numa proporção menor.
15:20Mas, às vezes,
15:20uma, duas, três pessoas
15:22que até o momento
15:23foram supostamente corrompidas
15:26podem dar acessos
15:27com problemas muito maiores.
15:29Então,
15:30muito maior a proporção
15:31do que apenas duas pessoas ali.
15:33Então,
15:33eu vejo cada vez mais
15:34uma possibilidade
15:35da tecnologia
15:37ser adaptada
15:38ao sistema como um todo
15:41para você perceber
15:42e conseguir
15:44tomar dianteira
15:45de eventuais casos
15:47que a própria tecnologia
15:48em si
15:48de quem é
15:49o corruptor
15:50acaba fazendo
15:51esse tipo de coisa.
15:51Veja ontem,
15:52um grande banco
15:52teve a conta
15:54que ele detém
15:55frente ao Banco Central,
15:57que são chamadas
15:58essas contas
15:59que cada banco
16:00é obrigado a ter.
16:02Esse banco
16:03teve ali
16:04um desvio
16:04de 100 milhões de reais
16:05por PIX.
16:06Não é dinheiro dos clientes,
16:07mas dinheiro
16:08do próprio banco
16:10depositado
16:11no Banco Central.
16:12e ele recuperou
16:13já o que consta
16:14até o momento
16:1473 milhões de reais
16:16através de tecnologia
16:17que você consegue ver isso.
16:19Então,
16:19eu acredito
16:20que a gente tenha
16:21que cada vez mais
16:22termos a parte
16:24tecnológica avançada
16:25para conseguirmos
16:26tentar minimizar
16:28ao máximo.
16:29Dizer que vai a zero
16:30é impossível,
16:31mas claramente
16:32a gente tem
16:33a tecnologia
16:34a nosso serviço
16:35para conseguir
16:36evitar
16:37esse tipo
16:38de ação
16:39que muitos
16:40sempre tentarão,
16:41mas a questão é
16:42como tentarmos
16:43evitar que isso
16:44chegue a um
16:45grande risco
16:46de um sistema
16:46financeiro
16:47como o que
16:47nós vimos hoje.
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