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  • há 1 dia

Categoria

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Diversão
Transcrição
00:06Se a Esther topar, tem talão de cheque de lá, Carmita.
00:09Troca em loja de câmbio.
00:10Esse nosso amigo Carlos pode cuidar da mudança.
00:12São quase 40 mil dólares pra gente comprar um canto nosso e abrir um negócio.
00:18Meu pai tá sacrificado dirigindo ônibus.
00:21Meus irmãos também não tão assim tão encaminhados.
00:23Somos quatro pra trabalhar.
00:25Com a Esther, cinco.
00:26A gente abre uma loja, eu faço uma pesquisa.
00:29Deve ter alguma coisa segura.
00:30Tem tudo pra dar certo.
00:32Aí eu tiro meu pai do morro.
00:35Poxa, controlado por marginal.
00:37Joel, diz que traz o Gabriel às quatro.
00:41Meu filho foi a essa favela?
00:43Meu avô, Esther.
00:44Tá doido pelo avô.
00:45Meu pai deve estar largando o serviço agora.
00:47Não, peraí.
00:47Eu explico tudo direitinho que eu tô sabendo.
00:50O morro é todo controlado por traficantes e as condições de vida são bem precárias.
00:55Mas, presta atenção.
00:56Se a pessoa que mora lá vai receber uma visita, né?
01:00Você vai visitar.
01:01E a pessoa que mora no morro não é caguete?
01:03Não tem perigo de violência.
01:05A Zilá me explicou tudo direitinho.
01:07Pense no Haiti.
01:09Reze pelo Haiti.
01:12O Haiti é aqui.
01:18O Haiti não é aqui.
01:22E meu avô dirige ônibus o dia inteiro?
01:25Às vezes de dia, às vezes de noite.
01:27Mas é que no Rio tem trem, não tem?
01:29É, como é que tu sabe?
01:31É, é que eu vi novela.
01:33Os amigos do meu pai e da minha mãe têm muito tempo de novela.
01:36É?
01:37Aí eles vêm emprestando.
01:39Já vi trem muito cheio.
01:40É a condução que quebra o galho do pobre pra ir pros subúrbios.
01:44É que quem mora no subúrbio são os pobres?
01:47Lá nos Estados Unidos são os ricos.
01:49Ah, então o subúrbio lá não deve ser igual aqui, não.
01:51Meu netinho americano.
01:55Ei, ei, ei.
01:57O do YouTube, a frente.
01:59Isso aí eu devo aí.
02:00É meu vizinho e meu colega lá na empresa.
02:02Você também dirige ônibus?
02:04Também não.
02:05Que eu dirijo muito melhor do que teu avô.
02:08É, meu mamão.
02:09É, meu filho.
02:09Isso, defende a tua família.
02:11E tem mais uma vantagem.
02:13Eu não bebo.
02:14Quer ver, Rita?
02:15Viver uma lourinha estupidamente gelada.
02:18Mas não é por nada, não.
02:19É só pra comemorar a chegada do esquecero de mim em nove e meio.
02:23A vingança.
02:24Que rápido que começou a pingar, né?
02:27O Jota encaminhado.
02:29Assim que pagar as prestações desse táxi, tá feito, né?
02:31O problema daquela família é o Inácio.
02:33Olha, o Pedro não sabe da missa nem a metade.
02:36Mas olha aqui, me conta uma coisa.
02:37Ele não tá fazendo curso de mecânica?
02:39E não tá como aprendiz lá no oficina do marido da Zilar?
02:42Tá, tá lá, parece que tá bem.
02:44Mas o curso, eu já ouvi dizer que ele só aparece lá muito de vez em quando, tá?
02:49Ah, meu Deus.
02:50Mas esse menino, eu vou contar uma coisa, hein?
02:52Mas olha que Deus é grande e eu tenho certeza que ele vai ajudar.
02:56Porque afinal de quando, seu Deodato merece.
03:08O que é isso, Inácio?
03:09Tu tá fazendo tudo errado.
03:11Não é pra ver a junta do cabeçote?
03:13Tu tá vendo?
03:14É a guia da corrente.
03:16Se liga, Inácio.
03:17Você é mecânico?
03:18Não é só pegar a chave de feira e meter dentro e ficar mexendo, não?
03:21Vai um tempo, né, Rangel?
03:22Porque eu meio quei devagar, sacando material, ver como é que funciona.
03:26Pois é, qual o problema aqui?
03:29Pergunta, porra, de que qual é o meu problema?
03:31Não, não sei o que tá falando, né?
03:32Estou dando muito sangue pra consertar essa meleca.
03:35Motor de carro não é meleca.
03:36Ô, Rangel, tu pega o trabalho aí e libera o rapaz, que eu tenho coisa mais importante
03:41pra ele fazer agora.
03:42O Quintanilha não pode vir buscar o carro.
03:44Eu quero que você leve pra ele.
03:45Olha, vai um freguês que tá ali, hein?
03:47Deixa comigo.
03:48Ô, Rangel, o problema é na junta do cabeçote.
03:50É, tá bom, tá bom.
03:51Olha, o carro tá lá.
03:52Tá.
03:53Senhor, de estar, eu tava pensando em tomar aquele banho pra chegar lá cheiroso e não
03:57depreciar a oficina do senhor, né?
04:00Carro entregue na porta, cheirosinho.
04:04Tem shampoo aí?
04:17O Inácio tá chegando que horas da oficina?
04:21Olha, acho melhor você não se engraçar com o Inácio não, tá?
04:23Ele só se liga em bacana.
04:25Eu tô perguntando porque minha mãe trouxe da fábrica um pote de geléia do senhor,
04:29deu pra...
04:29Eu não pote de geléia, senhor.
04:32Pote de geléia.
04:35Só que um cara de que vai ser chuva forte, né?
04:38Deus queira, né?
04:40Pra mim, mandar ela chamar logo a defesa civil pra olhar e tudo importa.
04:43É, não sei se vale a pena.
04:45Depois eles tiram a gente daqui e vamos pra ônibus.
04:49Acho que quando é área de risco, vão casa.
04:52Ah, prometem, prometem.
04:53Mas eu não acredito mais não, sabia?
04:56Puxa, Alice.
04:57Que gentileza.
04:58Imagina, são dos irmãos aqui do Nando.
05:01É, só pra duas semanas eu indico você ficar comprando roupa, né?
05:04Não tem pressão.
05:06A Carmita me falou que talvez você fique pra sete.
05:10Fiquei de pensar.
05:11Mas eu não sei não.
05:13Cada pouco só de ver o noticiário na TV já me deu uma...
05:17Ah, a Carmita me falou de um assunto que eu fiquei super interessada.
05:21Que você prestou depoimento contra um milionário, é isso?
05:24Ah, nada demais, não.
05:25Besteira de um acidente de trânsito.
05:27Um atropelamento.
05:28Alice, qual era?
05:29Você enfrentou um dos homens mais ricos do Brasil, sabe?
05:32O cara tentou comprar todo mundo.
05:34Você acha isso besteira?
05:35Quero saber dessa história, Alice.
05:37Me conta.
05:37Mas quero saber do começo.
05:41Bom, teve um bazar de caridade lá no colégio pra campanha da fome.
05:44Esse cara, o Raul Pelegrini,
05:48ele despediu o motorista na minha frente sem motivo nenhum.
05:52Grosso, mas assim...
05:55Grosso, como eu nunca tinha visto na minha vida.

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