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A mais recente rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear iraniano terminou na última quinta-feira, em Genebra, com sinalização de avanço e nova reunião prevista. No entanto, a escalada militar reacende temores sobre os impactos globais do conflito.

Em análise de Pablo Valler, veja a importância estratégica do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia — não apenas do Irã, mas também de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Iraque e Kuwait.

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Transcrição
00:00E essa recente rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã, que a gente acompanhou sobre o programa nuclear iraniano,
00:08teve um último episódio nessa última quinta-feira em Genebra.
00:11Segundo os enviados americanos, o encontro tinha sido produtivo e uma nova reunião ficou agendada para a próxima segunda-feira.
00:18Agora, é difícil a gente entender toda a dinâmica, o histórico dos conflitos entre Irã e Estados Unidos.
00:25Então, Pablo Waller segue aqui com a gente, para que a gente traga, compartilhe com a nossa audiência,
00:31algumas artes aqui no telão, que ajudam a gente a entender geograficamente a importância e as consequências desse conflito.
00:38Pois é, o peso que tem, principalmente, esse lugar que você vê escrito aqui no centro da nossa tela, esse
00:45estreito de Hormuz.
00:47O Irã está bem aqui assim, gente, nessa área aqui, nessa margem do estreito.
00:55Por que aqui está marcado, então, esses 20 milhões de barris por dia?
00:59Não é a produção total do Irã.
01:01O Irã tem uns 3, 4 aqui milhões de barris por dia.
01:05Mas aqui existem os outros países, como aqui do outro lado do estreito, Emirados Árabes, por exemplo, né?
01:12E eles desembocam as produções, os oleodutos, em um golfo que existe bem aqui no meio, então.
01:20E aí, depois, existe esse estreito aqui, que são justamente duas faixas de terra, né?
01:24Que acabam se estreitando, então.
01:26E esse estreito, ele está sob domínio do Irã.
01:31Só que a saída dele de porto fica um pouco abaixo do estreito.
01:35Ou seja, quando ele quer desaguar esse petróleo, ele faz tranquilamente, após o estreito,
01:42essa área de oceano bastante afunilada que acontece, né?
01:48Todos os outros países têm os portos dentro do golfo e são obrigados a passar pelo estreito, então,
01:53que está sob as mãos do Irã.
01:55Esse é o grande problema, então.
01:57Porque isso acaba representando para o mundo uma grande quantidade de petróleo.
02:02Acho que foi tranquilo de entender, né?
02:04Que, então, o Irã produz uma pequena parte, mas por estar ali sob gestão desse estreito no mar,
02:12ele acaba atrapalhando o escoamento dos outros países da região.
02:16Por isso que vai afetar inflação pelo mundo todo.
02:21Aqui a gente também vê de outras áreas, né?
02:23Por exemplo, o canal do Suez, que é muito conhecido, mas já só como é uma quantidade menor também.
02:29Aqui existe outro de Bosporus também, quantidade menor.
02:33Aqui mais para a Ásia também, uma quantidade bastante relevante, Ásia e Oceania, né?
02:37Mas, então, o Irã realmente é muito estratégico mundialmente.
02:42Ele agora, a ser atacado por Estados Unidos, representa um problema realmente global.
02:46Vamos à outra tela, que traz alguns outros detalhes, então.
02:49Olha só.
02:50O que eu estava falando, agora fica fácil você entender.
02:53Nesse estreito de Hormuz, quem utiliza ele para poder escoar o petróleo?
02:57Olha só como vários países, olha a Arábia Saudita, que quantidade, né?
03:0342%, então, de tudo que passa por ali.
03:05A Arábia Saudita, a gente sabe que é um país riquíssimo por causa do petróleo.
03:09Imagine só se ela não tem esse lugar para escoamento da produção, né?
03:14Acaba com ela.
03:16A Irã, outros 9%, Qatar, 4%.
03:19Kuwait, então, com os 10%.
03:21Iraque, 21% também é bastante relevante para eles.
03:25E Emirados Árabes Unidos, 14%.
03:29Se sabe, né?
03:30Todos esses países aqui, então, totalmente dependentes do petróleo, riquíssimos,
03:35como Emirados Árabes Unidos, Dubai, que a gente conhece muito bem, né?
03:39O Renan, que sempre traz notícias lá para a gente.
03:41Não é à toa que ele está baseado lá, porque é realmente um polo mundial dessa produção,
03:48que depende, então, todos esses países desse estreito, dessa faixa marítima.
03:53Tem mais dados para a gente analisar juntos aqui, então.
03:56Nesse estreito, né?
03:57Agora é o destino.
03:59Para onde vai?
04:00Onde é que vai, então, esse petróleo, né?
04:02Aí tem uma diferença bastante importante aqui.
04:05Ah, Estados Unidos, né?
04:07Então, por que eles seriam tão interessados assim se compram apenas 3%?
04:11Pois é, porque Estados Unidos produzem muito também do que eles utilizam, né?
04:16Mas o que os Estados Unidos querem, então?
04:19Impedir a rival.
04:20Olha só, a China, como depende, né?
04:23Dessa região, 33%, então, desse petróleo vai para o gigante asiático.
04:30E a gente sabe que Estados Unidos está empenhadíssimo em atrapalhar a China
04:36em qualquer negociação comercial.
04:38Já aconteceu, por exemplo, com a Venezuela.
04:40A China também comprava muito da Venezuela, agora foi impedida.
04:44compra também do Brasil, por isso que a gente também, às vezes, é abordado por Donald Trump.
04:49Mas veja só como a China, ela depende, então, dessa região, assim como outros países, né?
04:56A Índia, ó, 13% vai para lá, para a Europa, 7% e também outros países da Ásia, 15%.
05:04A Coreia do Sul sozinha também com 12% e o Japão com 11%.
05:08Tem mais uma arte para a gente seguir.
05:11Agora os produtos mais exportados pelo Irã.
05:14Agora o Irã em si, né?
05:16Também como que o petróleo é importante para ele.
05:19Repare aí, quando a gente faz essa conta de tudo o que ele exporta, 70% tem a ver com
05:25petróleo, né?
05:26Olha só, ferro e aço, só 8%.
05:28Essa mineração, então, é bastante pequena, né?
05:31Aí com plásticos, 7,2%.
05:34Plástico, vai petróleo no meio.
05:37Químicos orgânicos, 5,3%.
05:40Também tem uma parte ali, fertilizantes, 13,6%.
05:44Inclusive, viu, um mercado muito importante, exportador para o Brasil.
05:49O agro que compra, né?
05:51É fertilizante importado, né?
05:5213,6%, então, com o fertilizante.
05:57Aí combustíveis, em geral, né?
06:0056%.
06:01Então, o que a gente tira dessa conta, ó?
06:03Outros produtos que eles exportam, né?
06:05Pode ser de agro, pode ser qualquer outro tipo de coisa.
06:0819% e ferro e aço, 8%.
06:11Faz a conta aqui, não dá nem, né?
06:1430%, mais 70%, então, que o Irã produz, exporta, petróleo para o mundo.
06:22Então, ele agora, impedido, realmente pode quebrar o país.
06:25E é isso, né?
06:26O que Donald Trump está querendo, para poder depois intervir também no poder daquele país.
06:31Exatamente, então, com essas áreas a gente consegue visualizar bem, entender, né?
06:36O tamanho do impacto, o que está em jogo, o que está sendo afetado.
06:41Inclusive, né?
06:42Para além do petróleo, que é o ponto crucial dessa história, né?
06:47Fertilizantes, como você disse, que o Brasil importa, além de alimentos secos também,
06:52com potencial de inflacionar o preço dos produtos agrícolas, né?
06:59Acaba inflacionando, não só porque impede o petróleo de estar aqui nos nossos caminhões,
07:05nossas rodovias, né?
07:06Mas porque o fertilizante que a gente compra também vem de lá.
07:09E assim, né?
07:10Então, a gente tem várias situações de base que fazem os nossos produtos aqui,
07:16e principalmente alimentos, encarecer a partir de agora.
07:20Exato, e isso impacta a inflação, que impacta a decisão de Banco Central no Brasil, pelo mundo, enfim.
07:25Então, é um efeito dominó com um potencial global mesmo, né?
07:29De mexer com o mundo inteiro.
07:31Obrigada, viu, Pablo?
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