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  • há 2 dias

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Transcrição
00:02O senhor disse que se eu não for viúvo, eu tô vivendo em pecado?
00:09Está, meu filho.
00:11Ah, então, padre, eu venho me confessar.
00:13Porque eu tô vivendo em pecado, sim.
00:15Eu tô traindo a minha esposa, a Ana.
00:18Coronel, o senhor disse que está...
00:20Traindo a minha esposa, a Ana, sim, padre.
00:22Eu quero me confessar agora.
00:24Senão eu estouro por dentro, não aguento mais.
00:25Eu vou explodir.
00:27Tá muito bem, tá muito bem.
00:28Sim, o senhor quer fazer isso aqui ou eu prefere ir?
00:31No confessionário.
00:32Pois não é lá que as pessoas que têm medo da própria arma querem se confessar?
00:36Então eu quero ir lá.
00:38Vamos lá, mano.
00:39É por ali, um minutinho só.
00:42Mas, pai, isso vai ficar só entre nós dois, né?
00:47Isso vai ficar entre nós três.
00:49Entre nós dois e Deus.
00:55Coronel Chico Fernandes.
00:57Eu estou aqui, diante do senhor, como representante de Deus, para ouvir a sua confissão e ajudar a aliviar a
01:07sua alma.
01:08Eu tô aqui, padre.
01:10Como um pecador que não suporta mais carregar o fardo de seus pecados.
01:15E que tem medo que o corpo também não aguente.
01:19Padre, eu tô com medo que não dê tempo mais de salvar minha arma.
01:22Você tá doente, meu filho?
01:24Não, padre.
01:25É o corpo que tá pagando pelos mares da minha arma.
01:29Me dá um sufoco, padre.
01:32Me farta o ar, me prende a garganta.
01:35É o mar, é o mar que eu...
01:40Vamos cuidar de aliviar isso tudo com a sua confissão, né?
01:47O que é isso?
01:55Pra pedir perdão por todo o mar...
01:57Todo o mar que eu fiz pra...
02:02Escobar ficou furioso quando soube que estávamos mantendo em segredo as ações de Henrique.
02:07Mas quando lhe contei sobre a chantagem, ele compreendeu.
02:11Ótimo.
02:12Que bom que está conosco, Escobar.
02:15Estava sendo um peso carregar essa situação, nós dois juntos, sozinhos.
02:20E com você, nós temos a chance de neutralizar a crueldade de Henrique.
02:25E temos mais chances de encontrar a minha mãe.
02:27É a coisa que eu mais desejo no mundo, Laura.
02:31Eu estou com a semana sossegada aqui no posto médico.
02:34Eu já vacinei a maioria das crianças da região.
02:37Mas o que mais me angustia é não saber por onde começar a procurar.
02:41Henrique pode ter prendido o ano em qualquer lugar.
02:43Embora Henrique esteja regateando pra levar a Laura até a dona Ana,
02:46e imaginou que esse cativeiro não seja tão distante assim.
02:50Afinal, ele precisa de dona Ana por perto.
02:52Pra usá-la como arma de manipulação, quando melhor lhe convier.
02:55Quem sabe, nas próprias terras da fazenda de dona Cândida,
03:00Escobar aquela propriedade tem vários lugares onde se pode esconder alguém.
03:03Claro.
03:05Claro.
03:06Eu vou revirar aquela fazenda de alto abaixo.
03:08Cada cabana de pesca, cada choupana.
03:11Ótimo.
03:11E você pode pedir ajuda a Faustino.
03:14Ele conhece essas terras como a palma da mão.
03:15Se ele terá um grande prazer em ajudar.
03:17É isso.
03:20Enquanto isso, eu vou segurar o meu asco
03:22e vou me aproximar de dona Cândida e de Henrique.
03:27Do que está falando, você não pode fazer isso.
03:31Laura, pelo amor de Deus, Henrique já se mostrou um doente.
03:34O homem é muito perigoso.
03:35Você não pode se expor ainda mais às suas maldades.
03:38Não precisa temer por mim.
03:41Henrique não vai me fazer mal algum
03:42se eu me mostrar disposta a ceder a chantagem dele.
03:45Eu espero que sim.
03:47Porque você vai estar entrando em território inimigo
03:49sem ninguém pra protegê-la.
03:52Eu saberei me proteger.
03:55Se existe alguma pista do paradeiro da minha mãe
03:58é dentro daquela casa que deve estar, Escobar.
04:01E eu mais do que qualquer um de vocês
04:03é só a única em condições de entrar naquela casa.
04:08Se não há outra saída.
04:12Enquanto isso, eu vou pesquisar outra hipótese.
04:16Eu preciso esclarecer algumas dúvidas sobre aquela gruta.
04:19Vamos fazer tudo o que for preciso para encontrar a Ana
04:22e trazê-la de volta em segurança.
04:26E aí vamos poder colocar aquele bandido do Henrique
04:29no lugar que ele merece.
04:30Na cadeia.
04:33Mas isso sim, a vera de se supimpa.
04:37Muitíssimo do supimposo, como diria Nézinho.
04:41Ué, o que é isso, mãezinha?
04:43Tá falando sozinha, senhor?
04:45Que nada, Jemiro.
04:46É que o senhor Lázaro trouxe para mim
04:49o último número da revista Fonfon.
04:51E é uma leitura muito proveitosa para a dona de casa.
04:55Caso que eles aqui falam, assim,
04:57todas as receitas, modas, os costumes
05:02da gente chique lá da Capital Federal.
05:05Ô, mãezinha.
05:06A senhora lá carece de aprender esse estranho aí
05:09dessas revistas, desse povo escovado lá do Rio de Janeiro.
05:13A senhora, mãezinha, é a melhor do ano de casa do Brasil, senhor.
05:20Ai, que nada, Jemiro.
05:22Eu acabei de atinar que eu cometi uma gafe.
05:27O quê?
05:28É, uma gafe inaceitável a uma senhora moderna da boa sociedade.
05:36A senhora cometeu o quê, mãezinha?
05:38Uma gafe, Jemiro.
05:40Uma coisa assim, de gente sem educação.
05:44Hum.
05:44A revista está dizendo aí que a senhora,
05:49a senhora que é minha mãe,
05:51é sem educação?
05:52É, presta atenção, Jemia.
05:54Só hoje é que eu atinei
05:56que eu não retribuí aquele sarau
05:59que a dona Magnolia e o prefeito
06:02ofereceram pra gente lá na casa deles
06:04com tanto desvelo
06:06pra sacramentar o seu namoro,
06:08mas a menina e o Lália.
06:09Mas eu já descobri um jeito de remediar essa gafe.
06:17Aqui na revista está dizendo que a última moda
06:21é fazer jantar à luz de velas.
06:24O que você acha, hein, meu filho?
06:27Jantar.
06:30Jantar com a luz apagada.
06:33Ô, ô, mãezinha,
06:35não acho boa ideia não, senhor.
06:37Faço que o pai vai ser o primeiro
06:39a cair no sono
06:39e roncar mais que uma onça.
06:42Já assim tu vai aproveitar o breu
06:43e vai roubar todos os coxinhos
06:44do prato que tu usou.
06:46É a senhora, mãezinha.
06:48Vai, quando vai, quando for servir,
06:49vai acabar esbarrando tudo
06:51e vai se machucar, ué.
06:53Não, mas gemilho,
06:54eu não tô falando fazer
06:56esse jantar pra esse tantão de gente.
06:59Eu tô pensando em fazer só,
07:01só pra vocês dois.
07:02Você e sua noiva.
07:06A janta?
07:09Escurinho?
07:11Pra mim, pra Lália?
07:15Só nós dois sozinhos?
07:19Ai, ai, ai.
07:21Mas ia ser...
07:23Ia ser bom demais,
07:24dar conta, senhor.
07:42Padrinho, o que houve?
07:45O senhor nem apareceu
07:46pra almoçar hoje.
07:47Não tenho vontade,
07:48não quero nada.
07:51Mas aconteceu alguma coisa grave?
07:54O senhor está...
07:57Padrinho, o senhor está amargurado.
08:00A última confissão
08:02que me...
08:03sugou a energia,
08:05como agora,
08:07como...
08:09que me deixou desarvorado.
08:12foi a de Dona Ana
08:14quando ela
08:15me falou da relação,
08:18dos problemas,
08:21do casamento dela.
08:25Mas o que eu ouvi
08:28hoje, meu filho,
08:33foi muito pior.
08:37foi ter morido hoje.
08:39Foi ter morido hoje.
08:40Mas tem a ver com Dona Ana.
08:43Eu digo,
08:46tem a ver com o desaparecimento
08:48de Dona Ana.
08:59não desistam dela,
09:01nunca.
09:03Não entreguem os pontos,
09:07não abram mão
09:08de procurá-la.
09:10mas colhem,
09:13insistam,
09:15voltem ao mesmo lugar
09:16quantas vezes
09:18for preciso.
09:22Ela vai ser encontrada.
09:32Foi tentando
09:34me afastar.
09:40Joana foi criada
09:41num orfanato
09:42e não conheceu
09:43seus pais verdadeiros.
09:44Nunca deixo de pensar
09:46nesse lugar
09:46como sendo minha casa.
09:48Nessas crianças
09:49como sendo os irmãos
09:50que eu não tive.
09:51Mas ela não desiste
09:53de encontrar
09:54sua família.
09:55Consegui
09:56o endereço
09:57da sua mãe.
09:58Um sonho
09:59que está cada vez
10:00mais perto
10:01de se tornar realidade.
10:03Eu não sou mais uma ofa.
10:04eu tenho mãe
10:06e minha mãe.
10:08Dia 18
10:10estreia
10:10a nova novela
10:12das sete
10:13Beleza Pura
10:16Jantar
10:17à luz de velas
10:18Ai que chiqueira!
10:20Você acha, Clu?
10:22Ai, é claro!
10:22Não é só chiqueira também não,
10:24é muito romântico,
10:25imagina!
10:26Jantar com um rapaz
10:27à luz de velas.
10:28Mãe,
10:28que lindo eu lá.
10:30Mãe,
10:30é isso,
10:31eu nunca jantei
10:31com um rapaz
10:32à luz de velas.
10:33Pra falar a verdade,
10:34eu nunca jantei
10:35com um rapaz
10:35com ou sem luz de velas.
10:37Eu não vou saber
10:38fazer isso, Flora.
10:38Ai, Elália,
10:39até parece.
10:40Você já jantou
10:41em casa todo dia,
10:42você janta em casa
10:42todo dia.
10:43A diferença é que
10:44é menos barulho,
10:46comida mais gostosa,
10:47adoro o purêzinho,
10:48vai ver.
10:49Eu não estou falando
10:49da janta, Flora.
10:51Eu estou falando
10:51de como eu me comportar.
10:53E se eu falar besteira?
10:54Elália, Elália, Elália.
10:56É o Gemiro.
10:57Você está cansada
10:58de prosear com o Gemiro.
10:59Tá, Flora,
11:00você falou pra mim
11:01que é um jantar romântico.
11:04E esse negócio
11:04de romantismo, Flora,
11:06eu não levo a muito jeito.
11:07Olha pra mim.
11:08Eu sou destrambelhada,
11:12desenchabida,
11:12Para, Elália.
11:13Olha, para, para.
11:14Olha aqui,
11:15você é linda.
11:16E dá pra ajudar
11:17um bocadinho,
11:18entendeu?
11:19A gente pode,
11:20a gente pode fazer
11:20as unhas suas,
11:22assim,
11:22passar pintura,
11:24botar uma roupa nova,
11:25botar sapato,
11:27joia, Elália.
11:28Mas é melhor eu nascer
11:29de novo, minha filha.
11:30Eu não vou saber
11:31fazer isso, não.
11:31Mas quantas vezes
11:32eu me ofereci
11:33pra fazer isso pra você?
11:34Porque dessas coisas
11:35de mulherice, Elália,
11:36eu não entendo,
11:37entendeu?
11:38Eu sei que nunca quis saber.
11:40Não sei, Flora,
11:41mas é que agora eu quero.
11:42Você me acorde,
11:44assim, de verdade.
11:45Então, pronto.
11:45Então, pronto, ó.
11:47Eu vou juntar
11:48a mulheria o todo.
11:49E, Lídio,
11:50a Dulcina pode ir
11:52lá em casa hoje?
11:52Oi, mamã,
11:53pera aí,
11:53vai dar todo trabalho, assim?
11:55Eu acho que a Dulcina
11:56não tem compromisso, não.
11:58Então eu vou passar
11:58lá na botica.
12:01O Lídio,
12:02aconteceu algum problema aí?
12:03Eu montei um telegrama
12:04de Belo Horizonte
12:06e parece que é
12:07a casa de seriedade, Elália.
12:08Ei, ei, ei,
12:09Elália,
12:10desmancha,
12:10desmancha essa ruga.
12:12Aí.
12:13Você não ouviu
12:14o que ele falou, não, Flora?
12:15Pode ter sido
12:16alguma coisa importante, uai.
12:17Mas não tem nada
12:18mais importante
12:19que o seu jantar hoje, né?
12:20E, ó,
12:22eu li no periódico
12:23que os moços gostam de
12:25de moça faceira,
12:28serelepe,
12:28entendeu?
12:29Então fica serelepe,
12:31vai, vão treinar.
12:32Vão treinar, vai.
12:32Fica serelepe.
12:34Só faz assim o cabelo,
12:35joga o cabelo,
12:36faz piscadinha.
12:37Ô, senhor,
12:38eu digo que você tem resposta.
12:41Isso é do gabinete
12:43do interventor,
12:44senhor Ciro.
12:46A administração
12:47das prefeituras municipais,
12:51acerto de contas.
12:54Isso aqui...
12:58Eles estão querendo saber
13:00todos os acertos
13:01de todas as contas
13:02da prefeitura
13:03para serem analisadas
13:04lá no gabinete
13:05do interventor.
13:07Acerto de contas?
13:08Vamos...
13:09O que é isso?
13:10Vamos ter uma auditoria aqui?
13:11Esse é o nome certo.
13:13Agora, a tradução é
13:15Caça às Bruxas.
13:18Ah, isso é o princípio
13:21do efeito candinha.
13:24Luiz?
13:26Dá o efeito candida.
13:28Não pode sair
13:31por aquela porta
13:32da prefeitura.
13:32Ninguém pode ficar
13:34sabendo disso aqui.
13:35Está entendendo, senhor Lítio?
13:37Claro, senhor prefeito.
13:39Então prometa.
13:41Júlio.
13:47Você sabia que o Jemiro
13:49convidou eu e a Olária
13:50para um jantar
13:50à luz de velas?
13:52É, como é que eu ia saber?
13:55Você bem que podia, né?
13:57Me convidava
13:58para um jantar romântico.
14:03Flor.
14:05Será que você não percebe
14:07que eu estou trabalhando?
14:08Por que você não volta
14:09para casa e começa
14:10a folhear um pouco
14:11aquelas revistinhas de noiva?
14:21Ah, eu não sei
14:22o que você vê
14:23nesse sujeito.
14:24Quem?
14:25Quem?
14:25Quem?
14:25Quem?
14:25Quem?
14:26E seu noivo aí?
14:28Ô, ô, ô, ô, Lídio?
14:30Você sabe
14:30o que está sucedendo, Lídio?
14:32É?
14:33Essa sangria desatada
14:34aí atrás desses papéis?
14:36Eu não sei de nada não,
14:37Olária.
14:39Ei, licença,
14:39vou passar um cafezinho.
14:41Cafezinho?
14:42Ai, adoro um cafezinho.
14:44Ei, Olária,
14:45você bem que podia
14:46ir embora mais cedo hoje, hein?
14:48Tirar o dia de folga.
14:50É melhor.
14:50Ô, ô, ô, ô,
14:51Flor,
14:53você não botou reparo, né?
14:55Tá acontecendo
14:56algum problema aqui, ói?
14:57Ah, mas caixa de política
14:58não conta.
14:59O importante é o seu jantar.
15:00Ah, e o jeito
15:01que o Ciro trata você
15:02também não conta.
15:04Ah,
15:05o que é que tem?
15:05Ele me trata normal.
15:07Normal, Flor?
15:08Se você fosse um cavalo,
15:11poderia ser normal.
15:13Ó, você é uma menina.
15:14É linda,
15:15é meiga.
15:16Não sei como é que
15:17você aguenta
15:17essas patadas aí.
15:19E esse homem
15:20é casca e caroço, Flor.
15:22Parece que ele
15:23só trata você bem
15:24quando ele tá
15:25querendo alguma coisa
15:26em troca.
15:27Ó só, Flor,
15:28esse sujeito
15:28não te respeita.
15:30Ele não te ama.
15:32Ah, ô, ô,
15:33Eulálio,
15:33você tá fervendo
15:34em pouca água.
15:34O Ciro só tá
15:36meio nervoso.
15:36ele tem o gene espinhado.
15:38Só isso.
15:42Ele me dizer
15:43que casa comigo,
15:44aposto.
15:45Saber quando você
15:46vai me levar
15:46pra ver minha mãe,
15:47Henrique,
15:49me mostre minha mãe
15:49viva e bem
15:51que eu caso com você.
15:54Pois pode dar
15:55como certo o casamento.
15:56Isso é uma questão
15:56de dias.
15:58Dias?
16:00Por que dias
16:01a minha mãe
16:01não tá em passaperto?
16:04Marinha,
16:05dias porque eu
16:05quero que seja assim.
16:08eu decido
16:09quando e onde
16:10você vai ver
16:10sua mãe,
16:11Ana Fernandes.
16:12Até lá,
16:12pode aproveitar
16:13o tempo
16:13com muita paciência.
16:15Pode aproveitar
16:16também pra
16:17as coisinhas
16:18camisolas
16:19dançam.
16:23Menuzinho,
16:24Vitor Henrique.
16:26Primeiro a minha mãe.
16:31Laurinha.
16:32Laurinha.
16:34Laurinha.
16:35Laurinha.
16:37Mas o que?
16:39Mas o que é que você
16:40está fazendo aqui,
16:41menina?
16:41Pergunte isso ao seu neto,
16:43dona Cândida.
16:44Laurinha,
16:45reatamos, vó.
16:46Em breve vamos ter
16:47casamento.
16:48Agora, se me dá
16:49licença,
16:49tem que resolver
16:50uns assuntos.
16:52que novidade é essa
16:53agora?
16:55Olha aqui,
16:55menina.
16:57Se você pensa que vai
16:59fazer o meu neto
17:00sofrer novamente,
17:02você está muito
17:03enganada.
17:04Muito,
17:05porque eu não vou
17:05permitir,
17:06ouviu bem?
17:07Eu não vou permitir
17:08que você apronte
17:09mais nenhuma
17:10daquelas suas
17:11palhaçadas.
17:13Não se preocupe,
17:14dona Cândida.
17:15Eu não vou passar
17:16por tudo aquilo
17:17de novo.
17:18Não vou amargar
17:19todo aquele vexame
17:20novamente
17:21na cerimônia religiosa
17:23ou na festa.
17:26A senhora está
17:27pensando em festa?
17:29Dona Cândida,
17:30ouça bem
17:31o que eu vou lhe dizer.
17:32Eu não amo Henrique.
17:34É,
17:35quem é que está
17:36falando de amor?
17:38Estamos falando
17:39de casamento.
17:41Ah,
17:42claro.
17:44Eu me esqueci
17:45que pra senhora
17:46a última coisa
17:46que importa
17:47de verdade
17:48num casamento
17:48é o amor,
17:49não é?
17:49Mas não se preocupe,
17:51a senhora não vai
17:52amargar nenhum vexame
17:53porque não vai haver
17:54festa,
17:55não vai haver cerimônia.
17:56Eu vou me casar
17:57com o seu neto,
17:58sim,
17:58dona Cândida,
17:59mas vai ser forçada.
18:06Encurralada,
18:06hoje no Festival
18:08de Sucessos.
18:12Durante muitos anos,
18:14Tito dedicou sua vida
18:15à luta política
18:16e foi isso que acabou
18:18com o seu casamento.
18:19Fui chorar no teu ombro
18:20quando a Vânia foi embora
18:21com os meus filhos.
18:22Agora ele quer aproveitar
18:24o reencontro
18:25de seus antigos amigos
18:26para tentar se reaproximar
18:28dos filhos
18:28e de sua ex-mulher.
18:30Você vai chamar a Vânia?
18:31Se eu chamar a Vânia,
18:32eu tenho que chamar
18:32o novo marido.
18:33Não faz mal,
18:33é minha chance
18:34de ver meus filhos, né?
18:35Dia 18,
18:36estreia
18:37a nova minissérie brasileira
18:39de Maria Adelaide Amaral.
18:42Queridos amigos.
18:47Casar forçada.
18:49Ora, menina,
18:50não confunda
18:51obrigação com coação.
18:53Eu não estou confundindo
18:54nada,
18:55dona Cândida.
18:56O seu neto
18:56está me coagindo, sim.
18:58Porque se eu não casar
18:59com ele,
19:00ele...
19:01Ele, você ia dizer?
19:07A senhora pode
19:08comemorar,
19:09dona Cândida.
19:10Ao que tudo indica,
19:12logo terá
19:13suas terras de volta,
19:16seus preciosos alqueires
19:18pelos quais
19:18é capaz de vender
19:19a própria alma
19:20ao diabo.
19:21Se você pensa
19:21que eu me envergonho
19:23disso,
19:23você se engana.
19:24A senhora também
19:25não se envergonha
19:26de ter entregue
19:28a única filha
19:29a um homem
19:29que mal conhecia
19:30e que não a amava?
19:33O coronel Fernandes...
19:34Ele nunca amou
19:35a sua filha.
19:36Só amou
19:37uma mulher na vida,
19:38dona Cândida.
19:39A bugra.
19:42É...
19:43Meu pai
19:43não amou
19:44sua filha
19:44e eu não amo
19:46seu neto.
19:48Mas a senhora
19:49pode comemorar.
19:50É vitoriosa,
19:51mas não terá
19:52nenhuma plateia
19:53para lhe aplaudir.
19:54que no meu casamento
19:55não vai haver
19:56nenhum convidado.
19:58Muito menos
19:58a senhora.
20:01Com licença.
20:06Henrique!
20:07Henrique!
20:12Henrique!
20:15Henrique!
20:16Henrique!
20:19pediu o que foi
20:20que você fez
20:20para fazer Laura
20:21voltar atrás
20:22e reatar?
20:24A senhora
20:25não é a única cabeça
20:26pensante
20:27desta casa.
20:28Não importa o que eu fiz,
20:30vó.
20:30O que importa é que
20:30deu resultado.
20:32bom,
20:33muito bom.
20:35Me parece que
20:36finalmente
20:37você compreende
20:38o sentido exato
20:40do casamento.
20:42Negócios.
20:43E não aquela
20:44melosidade
20:46enjoativa
20:46que chamam
20:47de amor.
20:49Mas pode ter certeza
20:51que eu terei
20:51muito prazer
20:52em realizar
20:53esse negócio.
20:55Ótimo.
20:57Com o tempo
20:58o Laura
20:58aprende a gostar
20:59de você.
21:00Ó,
21:01se acostuma
21:02com o que vier.
21:04É assim
21:05com todas nós.
21:08Você
21:10acha que vai
21:10mesmo saber
21:11domar
21:12a sua mulher?
21:14Eu aposto
21:14que sim, vó.
21:15Porque
21:16pro meu gosto
21:17ela continua
21:19desagradavelmente
21:20cheia de cabelinhos
21:21das ventas.
21:22A Laurinha
21:22vai fazer tudo
21:23que eu mandar,
21:24vó.
21:24Sabe por quê?
21:25A Laurinha
21:26tá aqui, ó.
21:28Na palma
21:28da minha mão.
21:37Delegado
21:37Trajano.
21:39Padre Inácio,
21:40como vai?
21:41Por favor,
21:42entre.
21:43É,
21:43atrapalho, né?
21:44Então,
21:45imagina,
21:45mas é claro
21:46que não.
21:47Sente-se.
21:48Muito obrigado,
21:49muito obrigado.
21:50É,
21:51em que posso ajudar
21:52o senhor?
21:52Eu vim saber
21:54como é que estão
21:54progredindo
21:55as investigações.
21:57Quais investigações?
21:59Sobre o desaparecimento
22:00da Ana Fernandes.
22:02Mas o que exatamente
22:03o senhor quer saber?
22:05Qualquer coisa
22:06relevante,
22:07não é assim,
22:08que seja importante
22:09para elucidar o caso.
22:11É que é uma situação
22:12assim,
22:13muito incomum,
22:14não é?
22:15O senhor veja bem isso.
22:16um padre dentro
22:17de uma delegacia
22:18de polícia
22:19querendo saber
22:20sobre um caso
22:21que só diz respeito.
22:23Única,
22:23exclusivamente,
22:24é a lei.
22:25E a lei dos homens.
22:28Padre,
22:30o senhor
22:30não está se transformando
22:32num padre comunista.
22:33Não está, não.
22:34O que é isso,
22:35meu filho?
22:37O que é isso?
22:39Comunista!
22:40Desde quando?
22:42Desde quando
22:42comunista acredita
22:43em Deus?
22:44Não acredita?
22:45Vai ser padre
22:46por conta de quê?
22:47É,
22:47perdão,
22:48padre,
22:48é verdade,
22:49meu Deus do céu.
22:50É claro que
22:51esse seu interesse
22:52assim,
22:53por esse caso,
22:54sabe,
22:54está me parecendo
22:56muito
22:58diferente.
22:59Diferente por quê?
23:01Por quê?
23:01Agora,
23:01tudo que é diferente
23:02é comunista?
23:03Imagina,
23:05uma vaca.
23:07Se eu pense
23:08numa vaca,
23:09uma vaca que,
23:10de repente,
23:10resolve botar ovo,
23:12ela vai ser comunista
23:13só por causa disso?
23:15Padre,
23:16uma vaca
23:17que põe ovo,
23:18não é comunismo
23:20isso, não.
23:21É um milagre.
23:23Ou,
23:24no mínimo,
23:25é uma galinha
23:26muito esquisitona.
23:36chega,
23:36chega,
23:37chega,
23:37não guiarmos aqui,
23:38por favor,
23:39basta de parolagem,
23:40eu não estou aqui
23:41para isso,
23:42porque eu vim aqui
23:42porque,
23:43dona Ana,
23:44preocupado com,
23:46não é,
23:46uma das minhas paroquianas
23:47mais queridas,
23:49mais devotas
23:50e,
23:51é natural,
23:52não é,
23:52que eu me interesse
23:53por ela.
23:53sim,
23:54é,
23:55mas,
23:56assim,
23:57o senhor tem
23:57alguma coisa,
23:58assim,
24:01exatamente específica
24:02que o senhor queira saber,
24:03alguma coisa especial?
24:05Especial como?
24:06Não,
24:07não é nada especial,
24:09eu não tenho nada,
24:10é que eu,
24:12eu,
24:13delegado,
24:14eu estava passando
24:15por aqui
24:16e,
24:16assim,
24:17de repente,
24:17me veio uma luz,
24:19me veio uma inspiração
24:20e eu pensei,
24:22eu vou entrar
24:23embaixo e perguntar.
24:24Uma inspiração?
24:27É,
24:28entendo.
24:29Bom,
24:31a investigação,
24:32ela está caminhando,
24:33né,
24:33lentamente,
24:34claro,
24:35né,
24:35porque,
24:36cada vez que eu ouço
24:37um novo depoimento,
24:39ao invés de esclarecimentos,
24:41eu só consigo ter novas dúvidas.
24:44Mas será que o senhor
24:45está perguntando
24:45para as pessoas certas?
24:47Claro,
24:47eu estou ouvindo
24:48as pessoas certas,
24:50né,
24:50estou obtendo
24:51respostas erradas,
24:52mas é isso.
24:53Mas então,
24:54vai ver que o senhor
24:54está fazendo perguntas
24:56erradas,
24:57não está?
24:58Não,
24:59eu creio que não.
25:02Padre,
25:02é que muita gente
25:05tem medo
25:06de dizer
25:06o que sabe.
25:09O senhor,
25:11por exemplo,
25:12o senhor me dá
25:13aí um depoimento?
25:15Eu?
25:16Mas,
25:17é claro que não,
25:19me desculpa,
25:20padre,
25:20eu esqueci
25:20completamente
25:21claro,
25:22porque as coisas
25:23que o senhor sabe
25:25são segredos
25:26de confissão.
25:31O senhor
25:32não pode
25:33revelar
25:34nada.
25:55vem,
25:56pode
25:56vem.
25:57Ai,
25:58Duralice,
26:00não é perigoso,
26:01não,
26:01esse
26:02Dona Cândida
26:02aparece.
26:04Não carece ter
26:04receio não,
26:05Dona Laurinha.
26:06Oi,
26:07a hora da ave marinha
26:07é sagrada,
26:09ela se tranca lá
26:09no quarto
26:10e só vai sair
26:11depois de fazer
26:12todas as suas
26:12orações.
26:13Ah,
26:13tá,
26:14e o Henrique?
26:15Ah,
26:16ele saiu
26:16para mais de horas
26:17de relógio.
26:17Então,
26:18pode voltar
26:18a qualquer momento,
26:19Duralice.
26:21A senhora
26:21pode ficar descansada,
26:23que eu vou ficar
26:23vigiando lá da janela.
26:24se ele apontar lá fora,
26:26eu corro e avisar
26:27no escritório.
26:28Tá,
26:29obrigada,
26:30viu?
26:30Olha,
26:31você está sendo
26:32como um anjo
26:32para mim.
26:33Ai,
26:33a senhora
27:03Abertura
27:36Abertura
28:02Abertura
28:03E eu tô no escritório?
28:05Encontrou alguma coisa?
28:06Não, entrei.
28:08Encontrei um pedaço de pano do vestido que minha mãe usava quando fugiu, Doralice.
28:16Quer em Deus, padre.
28:18Eu preciso ir embora daqui, Doralice, antes que alguém me veja.
28:22Sim, senhora.
28:24Vem por aqui, vem.
28:31Eu te vou, Aidea.
28:32Se a gente ia aquiar a sobrancelha dela, assim, bem pra cima, fica bem alto.
28:35Isso, deixa eu olhar pra cima da altivez, igual Greta Gala.
28:39Ai, mas eu prefiro muito mais a Marlene Dietrich.
28:43Nós tínhamos um retrato dela aqui que, meu Deus do céu, era de perder as falas.
28:47Gente, vocês já ouviram falar de uma artista nova?
28:48Chama Catherine Hepburn.
28:51Ela é uma formosora.
28:52Eu vou procurar uma...
28:53Aqui, ó, flor.
28:54Aqui.
28:55As bochechas da Marlene Dietrich.
28:58Ai, copia, flor.
28:59Mas, ó, faz a boca da Catherine Hepburn.
29:01É, filha, e não esquece de fazer a sobrancelha arqueada da Greta Gala.
29:06Ou seja, não esquece.
29:07Olhar sempre no horizonte.
29:09E também deixa o queixo um pouquinho paralelo, assim, ao chão.
29:12Não, por causa de mais pra cima.
29:13Por causa de mais pra cima.
29:14Aí, tá parecendo um perdigueiro.
29:16Ó, Eulália, e não fica mostrando os dentes a cada batida do relógio, não.
29:21Você tem que fingir que as coisas estão um pouco chatinhas, sabe?
29:24E faz cara de boi sons, assim, ó.
29:28É.
29:28E, ó, quando você for rir, bota a mão um pouquinho e se na frente da boca faz assim.
29:33E pisca os olhos, assim, ó.
29:35Assim que você tem os cílios longos, Eulália, parece duas asas, assim, de cegonha.
29:39É.
29:40Outra coisa, filha, se ele quiser colocar a charrete diante dos bois, você não deixa.
29:44Você faz um bico, assim, de macaco bugio e não deixa, não, hein?
29:48Cruz credo, gente. É boi, é macaco, é burro, é cegonha, é pedigueiro.
29:53Eu tô indo pra um jantar.
29:55É.
29:55Eu não tô indo pra uma caçada, não.
29:57Ai, Eulália, você é exagerada, Eulália.
30:00Tá bom, tá bom, calma.
30:01Eulália, o negócio tá seguindo.
30:02Vocês prestem atenção.
30:04Eu não quero ninguém aqui na hora da janta do Gemiro, mas Eulália.
30:09Uai, causa de quê, mãe?
30:11Eles arrotam na mesa?
30:12O Gemiro limpa a boca com pedaço de pão.
30:15Ó, vocês querem parar de botar os defeitos do seu irmão nas vistas?
30:20Ô, Jacinto, lê aí pra ver se a gente tá fazendo direitinho como é que manda a revista.
30:26Ó, para um perfeito mise em place, o vinco da toalha deve ficar no centro da mesa, mãe.
30:32E se isso tá no centro da mesa, eu tô zarulho, tia.
30:37E as velas, coloca onde?
30:40No santuário, uai.
30:41É, mãe, nos pés da virgem.
30:43É teu castiçal, Elis?
30:44Olha, o que comer com vela acesa dá um trabalho danado.
30:49Quero ver, é acertar o garfo na boca no escuro.
30:54É, e se meteu o arroz pelo nariz?
30:56Ai, vamos parar de dar palpite e vamos deixar essa mesa nos trins.
31:04Oi!
31:06Oi!
31:09Tá, minha filha.
31:13Olha, eu não tenho dúvida de que era um retalho de pano do vestido da minha mãe, o mesmo que
31:17ela usava quando fugiu, Miguel.
31:19E eu encontrei nos pertences de Dona Cândida dentro do escritório dela.
31:23Não, Miguel, ela está envolvida, é cúmplice de Henrique.
31:26É, mas Dona Cândida poderia agir sozinha, sim, desculpa.
31:28Vindo dela, não me espantaria.
31:30E se for esse o caso, Henrique pode estar se aproveitando...
31:34Se aproveitando do crime da avó pra não chantagear.
31:36Ah, eu não acho uma explicação mirabolante demais, Miguel.
31:39Tudo leva a crer que a avó e neto estão envolvidos nessa sujeira.
31:43Ai, aquela serpente.
31:45Dona Cândida sempre, sempre desejou isso.
31:48Desejou a minha mãe fora da família e eu casada com a Emíc.
31:52Ai, mas agora ela está muito perto de conseguir o que ela quer, Miguel.
31:58Ela não vai conseguir.
32:00Não vamos deixar.
32:02Mas nós temos que encontrar minha mãe logo, porque senão vai estar tudo perdido, Miguel.
32:07Eu tenho medo que Henrique descubra o que nós estamos fazendo e...
32:11Não, não, não, ele não pode nem desconfiar.
32:14Estaremos assinando a sentença de morte de Ana.
32:16Laura, quando Henrique for levar você pra conversar com sua mãe, você tem que nos avisar.
32:20Você não pode ficar sozinha com ele, em hipótese alguma.
32:23Já basta o sofrimento de Dona Ana.
32:25E não podemos permitir que nada aconteça com você.
32:29E vamos aproveitar para tentar descobrir onde é o cativeiro de Ana.
32:33Porque eu já começo a duvidar que Ana esteja presa na fazenda.
32:36Eu já vasculhei toda a propriedade com Faustino e não descobri nenhuma pista.
32:41Eu sei que parece estranho, mas...
32:45E se ainda estiver na gruta?
32:48A solução de todo esse mistério.
32:50Ai, como poderia, Miguel? Como poderia?
32:53Se minha mãe estivesse naquela gruta, ela estaria morta, enterrada sobre aquelas pedras.
32:58E essa chantagem de Henrique? A trança?
33:01A trança que o Tonico trouxe?
33:03Tudo leva a cricê. Minha mãe tá viva. Viva.
33:07E se está viva, não está na gruta, Miguel.
33:10Pode ser.
33:11Mas eu ainda acho que vale a pena continuar insistindo na minha teoria.
33:15Eu vou continuar investigando dentro da gruta.
33:17E aí
33:27E aí
33:30E aí
33:31E aí
33:50Eu vou enrolar com ela.
33:52Não, não, esse não, esse não, esse não, esse não.
33:57Ai meu Deus, mas que coisa estranha.
34:00Dá-me, dá-me, dá-me.
34:51Não tem anotação no dinheiro que foi gasto na reforma da estrada que conduz ao potinho?
34:58Prefeito, não houve reforma.
35:02O senhor jogou lá uns pedriscos pra tapar a lama.
35:06Mas eram pedriscos de grande qualidade.
35:09Ah, mas deviam ser pedras preciosas, pois custaram o preço de um calçamento em Paris.
35:14Não, não, mas...
35:16Bom, se o Leônidas não fizer corpo mole, a gente leva esse campeonato a dinamita.
35:23O homem faz coisa de tudo quanto é jeito.
35:25Ele faz coisa de corne, de cabeça, de bicicleta.
35:28Atenção, senhores, atenção, senhores.
35:30Porque quem pensava que os palhares tinham só uma filha formosa
35:35estão a um tirico de cair do cavalo e de colocar a língua na salmoura.
35:41Com vocês, a linda primogênita Eulália.
35:46Olha, que linda!
35:49Eulália, minha filha, você está linda! Um deslumbramento!
35:57Olha, se eu já não tivesse colhido uma flor nesse jardim de encantamentos,
36:03me deixaria agora levar por essa inebriante visão de doçura e delicadeza.
36:11É, quem diria, hein, dona Magnolia?
36:14Por dentro daquelas putinas, se ocultava um pezinho de cinderela.
36:19Mas o senhor segura o seu facho, seu Ciro, porque a sua é a outra.
36:26Filha, eu acho melhor você esperar um pouquinho a chuva acalmar.
36:30Meu amor, está um toró de gastar peca!
36:32É mesmo, Marinha?
36:33Que nada, gente!
36:36Eu demorei tanto tempo para me embonecar toda que eu estou atrasada, pai.
36:40Mãe, se eu demorar mais um bocadinho, capaz do Gimiro desistir da janta, né?
36:45Eu vou rápido. Eu, numa corrida só, chego lá na pensão.
36:48Mas gostaria que eu acompanhe assim?
36:50Não carece, não. O senhor pode ficar aí penteando o seu bigodinho, que a Florinda já veio, viu?
36:56Até o pouquinho, vai!
36:57É louco!
36:59Tá linda!
37:00Tá uma formosunda, não tá?
37:02É.
37:04Rapidão da ...
37:07É.
37:24É.
37:30Consegui, gente. Consegui.
37:34Foi difícil, mas cheguei.