Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#CheckUp
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal "Jovem Pan News" no WhatsApp:
https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#CheckUp
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Câncer de pele. Epidemiologicamente, sem dúvida, o mais importante dos cânceres.
00:07Câncer de pele é um dos tipos mais frequentes no mundo, de acordo com o Ministério da Saúde.
00:13Ainda segundo o órgão, o seu tipo melanoma corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados
00:21no país.
00:22E não só por meio da exposição solar a que pode se desenvolver esse tipo de tumor.
00:27No Check-Up de hoje, o doutor e apresentador Cláudio Lotenberg recebe o dermatologista Benny Grimblat.
00:34Entenda as causas e tratamentos do câncer de pele.
00:42CECAP Jovem Pan, com o doutor Cláudio Lotenberg.
00:47Nós recebemos no dia de hoje, para falar sobre o assunto, o doutor Benny Grimblat.
00:51Ele que é médico dermatologista do Hospital Isralito Albert Einstein.
00:55Benny, seja muito bem-vindo.
00:58Obrigado, Cláudio. É um prazer estar aqui. Obrigado.
01:00Vamos começar contando o que é o câncer de pele.
01:04É qualquer pinta, qualquer alteração? Qualquer lesão é suspeita de ser câncer?
01:08Então, quando a gente pensa em câncer de pele, a gente tem que pensar os cânceres, de uma maneira geral,
01:13é algum tipo de célula que teve uma proliferação atípica e começou a se multiplicar.
01:18No caso do câncer de pele, a gente tem que pensar que célula da pele está se multiplicando.
01:24Então, se eu fizer uma biópsia, tirar um pedaço da sua pele agora, olhar no microscópio,
01:29tem vários tipos de células lá.
01:31E qualquer uma delas pode se transformar no câncer de pele.
01:35As mais comuns, os cânceres de pele mais comuns, podem ser derivados das células que produzem o pigmento,
01:42e aí tem relacionado com as pintas que você falou, ou então das células da epidérmica,
01:47que é da camada mais superficial da pele, e aí não vão ser pintas, vão ser outras lesões
01:51que vão ser suspeitas de câncer de pele.
01:54O problema é que todo mundo trata como se tudo fosse a mesma coisa,
01:57e não dá a devida importância e atenção.
02:01O que você poderia orientar no sentido do leigo observar uma lesão que não estava presente?
02:07Sempre é um sinal de alerta, ele tem que procurar um médico especialista?
02:10É, eu acho que tem alguns sinais que ajudam a gente a suspeitar, acender uma luzinha aí de alerta.
02:17Então, se alguma pinta tiver mudado as características, se ela começou a crescer,
02:23se ela mudou de cor, ou se ela sangrou, ou então alguma ferida que o paciente tem lá,
02:28ele acha que era um espinho, ele acha que era uma verruga, mas aquilo não está cicatrizando.
02:33Então começa a sangrar, começa a machucar, ou ela não vai embora, ela não cicatriza.
02:38Então não era um espinho, algum machucado, só que aquilo não cicatrizou.
02:43Então esses são os sinais principais, que se você encontrou isso na pele, procura o dermatologista,
02:49porque pode ser um câncer de pele, pode ser uma lesão pré-cancerosa, que pode virar câncer de pele,
02:55ou pode não ter nada a ver com câncer de pele.
02:57Mas aí o dermatologista vai te falar o que é.
02:59Suponha que você tem uma lesão que está presente há muito tempo, está silenciosa, está quieta,
03:04não tem nenhum desses sinais.
03:06Significa que ela não tem nenhuma chance de ser câncer, ou mesmo assim tem que ser observada?
03:11Não, existem, vamos pensando no melanoma, que é essa forma mais grave de câncer de pele,
03:18que está relacionado com as pintas.
03:21Muitos melanomas, eles começam como melanoma desde o começo.
03:24Alguns melanomas eram pintas que se transformaram em melanomas,
03:28mas muitos dos melanomas, eles já nasceram como melanomas.
03:32Então nesse caso, ele está lá desde o começo, está daquele jeito,
03:37e já pode ser um melanoma desde o começo.
03:38Muito se fala a respeito da correlação entre a radiação solar e o desenvolvimento do câncer de pele.
03:46Nós oftalmologistas, por exemplo, temos uma preocupação tremenda,
03:49porque grande parte das doenças oftalmológicas são doenças que têm esse tipo de associação,
03:55particularmente catarata e degeneração macular.
03:58O que você pode falar sobre radiação solar e câncer de pele?
04:03Qual é a forma de a gente se proteger?
04:06E horários nos quais você até pode se submeter a um banho de sol,
04:12e isso não vai trazer nenhum tipo de complicação.
04:14É, então assim como tem essa relação entre a radiação ultravioleta e a catarata,
04:19que você comentou, tem total relação a radiação ultravioleta com câncer de pele.
04:24Se a gente pensar nos fatores causais do câncer de pele,
04:27a gente vai colocar, tem um fator genético, não tem como a gente interferir nisso.
04:32O tipo de pele, tom de pele, número de pintas,
04:36tudo isso pode aumentar o risco de câncer de pele, mas a gente não tem como evitar.
04:40O único fator causal conhecido para câncer de pele que a gente pode intervir,
04:46que a gente pode evitar, é justamente a radiação ultravioleta.
04:50O que a radiação ultravioleta do sol faz?
04:52A radiação ultravioleta em contato com a nossa pele, que está exposta ao sol,
04:57ela provoca uma mutação no DNA das células,
04:59que vai levar com que essa célula possa se transformar em uma célula cancerosa.
05:04Então como que a gente pode evitar essa formação do câncer de pele?
05:08É evitar justamente que a radiação ultravioleta atinja a nossa pele.
05:13E isso é através de um conjunto de medidas que a gente chama de proteção solar.
05:18Então a gente pode, a gente recomenda o uso de chapéu, uso de roupa,
05:23se puder usar roupa com o fator de proteção ultravioleta melhor ainda,
05:27mas se não usa roupa normal.
05:30E também não esquecer do fotoprotetor, do uso do protetor solar,
05:34no fator de proteção adequado.
05:36Então com isso a gente pode evitar maior a ação da radiação ultravioleta na nossa pele.
05:43E você me perguntou do horário.
05:44Então se a gente pensar durante o dia, quando está claro,
05:47a gente está exposto à radiação ultravioleta.
05:50Mas no horário das 10 às 15 horas,
05:53tem uma maior incidência de radiação do tipo UVB, ultravioleta B.
05:58Então nesse horário também é recomendado que se evite a exposição sem aquelas medidas de proteção solar que eu falei
06:07antes.
06:07Acho importante registrar que você falou da questão genética, né?
06:11E hoje cada vez mais se valoriza a epigenética,
06:14que são os modelos de atividade social,
06:18elementos comportamentais, muito sobre nutrição,
06:22hábitos.
06:23E nesse sentido, quer dizer, a gente não consegue mudar a genética,
06:27mas a gente consegue mudar a expressão do perfil genético.
06:31Para vocês que nos assistem, portanto,
06:33um cuidado que eu vejo que é fundamental para aquilo que o Dr. Berne coloca
06:37em relação à radiação ultravioleta.
06:40Você falou da natureza genética,
06:43eu falo do sol.
06:44Há algo a mais que te ocorra em termos de alimentação,
06:48em termos de hábitos,
06:51utilização de tabaco,
06:53algo que seja um fator de risco?
06:55Em relação à alimentação,
06:56não tem nenhum dado que isso possa interferir.
07:00Eu estou falando especificamente do câncer de pele.
07:02Lógico que a gente sabe que uma alimentação saudável
07:05ajuda todo o organismo.
07:07Em relação ao cigarro,
07:09existe sim uma relação de algumas formas de câncer de pele.
07:14Principalmente o câncer na região do lábio,
07:17da mucosa e na semimucosa,
07:19está relacionado assim com o cigarro.
07:22E aí você estava falando de hábitos,
07:23e outra coisa que me ocorreu
07:25é que aí não é,
07:27felizmente não é o hábito mais comum,
07:30como já foi no passado.
07:32Mas a gente não pode esquecer também do bronzamento artificial, pessoal.
07:35Porque apesar de ser proibido,
07:37e o Cláudio sabe que isso é proibido no nosso meio,
07:41mas ainda muita gente ainda faz,
07:44mesmo que clandestinamente.
07:46E também essa radiação ultravioleta do bronzamento artificial
07:50também é bastante prejudicial.
07:52Então, uma orientação importante.
07:54Quando você examina o médico dermatologista,
07:57ele fundamentalmente precisa enxergar, olhar a lesão.
08:01Essa é a atividade do médico dermatologista
08:05inerente à formação.
08:08Quer dizer, quem não enxerga a lesão,
08:10não consegue fazer o diagnóstico.
08:11Ela que, no fundo, faz a suspeição dos casos.
08:15E eu fico perguntando, então, pra você,
08:18o quanto que a telemedicina poderia
08:21eliminar grande parte das filas
08:24e trazer um papel de maior resolutividade
08:27em casos graves, como melanoma, por exemplo,
08:30evitar a morte?
08:32Bom, o seu comentário foi perfeito, né?
08:34De a gente ter que olhar.
08:35E por isso que a gente precisa de um oftalmologista,
08:38porque a gente tem que cuidar dos nossos olhos.
08:41Até a pandemia, Claudio,
08:43a gente era meio até resticente.
08:46A gente já existe a teledermatologia há um tempo,
08:49mas com a pandemia,
08:50isso aqui acabou ficando muito mais presente
08:53no nosso dia a dia.
08:55Então, pra examinar uma pinta,
08:57pensar se ela é uma lesão,
08:58pra pensar se ela é suspeita de câncer de pele,
09:00seja o melanoma ou seja o não melanoma,
09:03que é muito mais comum, inclusive,
09:06a gente tá acostumado a olhar ao vivo
09:09e pegar um aparelho,
09:10que é o dermatoscópio,
09:12que é como se fosse uma lente de aumento,
09:13e examinar.
09:14Pra isso, já tem que ser presencial.
09:16Porém, você falou da telemedicina,
09:19já existem várias maneiras de se fazer o quê?
09:24A pessoa tá em outro lugar,
09:27outra cidade, eventualmente outro país,
09:30se tira uma foto da lesão,
09:32já tem alguns aplicativos, inclusive,
09:34então consegue acoplar um dermatoscópio
09:37nesse aparelho,
09:39e aí, por meio de telemedicina,
09:42mesmo assim, eu aqui em São Paulo
09:44poderia analisar a dermatoscopia
09:46que algum outro profissional fez,
09:49ou mesmo o próprio paciente,
09:51já tem vários aplicativos
09:53tentando desenvolver isso,
09:55do próprio paciente tirar o aplicativo,
09:57no celular vai conseguir tirar foto da pinta
10:00com uma imagem, com boa resolução,
10:02que o médico possa fazer pro telemedicina.
10:05Então, isso é um caminho que, com certeza,
10:09já andamos,
10:10mas a gente tem uma estrada aí
10:12que a gente vai longe,
10:13isso aqui com certeza vai crescer muito mais.
10:15Vamos falar um pouquinho de melanoma, né?
10:17A característica do melanoma intrínseca
10:20é a presença de pigmento,
10:21existe melanoma que não é pigmentado,
10:24como funciona essa questão do melanoma?
10:26Então, existe um melanoma sem pigmento,
10:29mas isso é raridade,
10:30é muito menos frequente.
10:32Até a gente não sabe se é menos frequente,
10:34até porque a gente não faz menos o diagnóstico,
10:36mas ele é muito mais frequente.
10:38Por que o frequente é ter pigmento?
10:41Porque o melanoma se origina
10:43das células que produzem a melanina,
10:45que é o pigmento que dá a cor à nossa pele.
10:48Então, a partir do momento
10:49que ele se origina das células
10:50que produzem pigmento,
10:52normalmente o melanoma
10:53é uma lesão pigmentada.
10:55E aí até existe uma brincadeirinha,
10:59um método para a gente até falar
11:02como que a pessoa pode pensar
11:03que uma pinta é suspeita.
11:07Então, quando é uma lesão pigmentada,
11:09a gente está falando,
11:10e a gente fala que é o critério do ABCDE.
11:14Então, se tem uma lesão que tem pigmento,
11:16então tem lá uma pinta escura.
11:18Se ela tem assimetria,
11:21o que significa isso?
11:22O mais comum, o mais benigno
11:25é ser uma pinta simétrica.
11:26Se a gente pensar que é como se fosse uma pizza,
11:28se você cortasse em quatro fatias,
11:30elas seriam iguais.
11:32Se for uma pinta que tem umas bordas irregulares,
11:35essa é a letra B.
11:36O C, de cor,
11:38que vai mudando de cor,
11:40ou tem várias tonalidades.
11:41Então, uma pinta que é marrom, claro,
11:43marrom escuro, preto, cinza, azul,
11:46vários tons numa mesma pinta.
11:48D, se ela cresceu de diâmetro.
11:51E o E, que a gente fala que é a evolução,
11:53que é a história dessa pinta.
11:54É o paciente virar e falar,
11:55olha, essa pinta era de um jeito,
11:57agora ela mudou.
11:58Essa pinta era de um jeito,
12:00agora ela começou a sangrar e está diferente.
12:02Então, esses critérios ajudam
12:06o paciente a suspeitar e falar,
12:07bom, eu vou procurar um dermatologista
12:09para ver se algum desses critérios
12:12que eu encontrei
12:13é realmente confirmatório de melanoma.
12:15Lesão suspeita.
12:17Qual o primeiro cuidado?
12:19Você faz um raspado,
12:20você tira um pedaço,
12:21existe risco de você manipular
12:24e, ao manipular,
12:26você prejudicar a evolução do caso?
12:29Não, prejudicar não.
12:30Mas, assim,
12:31se a suspeita é de câncer de pele,
12:34a gente tem que classificar
12:35se é câncer de pele do tipo melanoma
12:37ou do tipo não melanoma.
12:39O tipo não melanoma,
12:40que são os carcinomas,
12:42são muito mais frequentes.
12:43A gente pode fazer o diagnóstico,
12:45a gente examinou,
12:46fez a suspeita,
12:48a gente pode tirar um fragmento pequeno,
12:50que é uma biópsia incisional,
12:52que a gente fala,
12:53que é tirar um pedaço da lesão.
12:54Isso vai para o laboratório,
12:56é feito, então,
12:56a biópsia,
12:57é feito o exame anatomopatológico
12:59e aí se faz um diagnóstico.
13:01Se a gente pensar,
13:02se a sua suspeita for de um câncer de pele
13:05do tipo melanoma,
13:07o ideal é tirar a lesão inteira de uma vez,
13:10não fazer uma pequena biópsia.
13:12Não que isso vai prejudicar,
13:14como você me perguntou,
13:15mas porque isso vai ajudar a gente
13:17a entender melhor aquele melanoma.
13:20Por quê?
13:21Para o patologista que vai examinar a lâmina,
13:24quando ele tem a lesão inteira,
13:26ele consegue dar algumas características do melanoma
13:29que influenciam diretamente no prognóstico
13:32e, de certa forma,
13:33vai ajudar a gente a decidir
13:34qual é o próximo passo de tratamento.
13:37Quais são as novidades em termos de tratamento,
13:39de abordagem do melanoma?
13:41Se cura do melanoma?
13:42Não se cura?
13:43Se cura?
13:44Se cura, sim, do melanoma.
13:47Quanto mais precoce é feito o diagnóstico,
13:49maior essa chance de cura.
13:51Então, quando ele é pego
13:52em uma fase muito inicial,
13:53que ele é restrito à pele,
13:55você faz a cirurgia,
13:57a remoção daquela lesão
13:58com margem de segurança,
14:00o paciente está curado.
14:01Quando ele vai em uma fase mais avançada,
14:04em que esse melanoma invadiu a derme
14:07e começou a espalhar,
14:09então deu metástase em algum lugar do corpo,
14:12existem novos tratamentos,
14:14aí sempre duas novidades,
14:16tem muitas drogas novas,
14:18principalmente no campo da imunoterapia,
14:21que o índice de resposta é altíssimo.
14:25Então, é melhor pegar na fase precoce.
14:28Quanto mais precoce é o melo que você faz o diagnóstico,
14:31maior o índice de cura.
14:33Mas mesmo melanomas mais avançados,
14:36a gente tem visto com essas novas drogas
14:38uma sobrevida e uma qualidade de vida muito melhor.
14:42Dermato, a gente recomenda também fazer sempre,
14:47em geral, uma população uma vez ao ano.
14:49Se a pessoa já teve câncer de pele,
14:52ou se ela tem muitos fatores de risco para câncer de pele,
14:57essa frequência tem que ser mais,
15:00esse intervalo tem que ser menor.
15:01O que significa maior risco de câncer de pele?
15:03Se ela já teve algum,
15:05se ela tem, se ela tem paciente transplantado,
15:08que fez transplante de órgãos sólidos,
15:11tem uma frequência, uma chance,
15:12um risco maior de câncer de pele.
15:14Então, eles têm que ser vistos a cada seis meses.
15:16Se ele tem algumas medicações que ele pode tomar,
15:19que o paciente toma,
15:20que aumentam o risco,
15:21algumas síndromes genéticas.
15:22Mas para a população em geral,
15:24Claudio, uma vez por ano,
15:26para mais que bom.
15:27Eu tenho uma linha de pesquisa,
15:29quando eu preciso iniciar minha vida,
15:30enquanto médico,
15:32que falava muito sobre pacientes imunodeficientes.
15:36E naquela época,
15:37o sarcoma de capose era uma coisa muito presente.
15:40Então, o paciente com HIV
15:41tinha sarcoma de capose
15:43em grande parte das apresentações.
15:46Como é que está o sarcoma de capose hoje?
15:48Ele não é uma vedete do mundo dermatológico
15:52ou deixou de existir?
15:54O conhecimento da imunologia hoje,
15:59ele ajudou para que a gente pudesse entender
16:01determinados tipos de câncer de pele?
16:03Sim, muito.
16:05Acho que é tanto para entender o mecanismo
16:08de surgimento dos cânceres,
16:11como até no tratamento,
16:13quando a gente pensar na imunoterapia.
16:14No caso do sarcoma de capose
16:17ou de capose,
16:20já se sabe a relação dele
16:22com uma infecção por um vírus,
16:24um vírus da família do herpes,
16:25o herpes tipo 8.
16:26Então, nesse sentido,
16:29acho que a imunossupressão,
16:30os pacientes que eram imunodeprimidos
16:32na época que você estava falando,
16:34no começo da epidemia da AIDS,
16:38isso era muito mais frequente.
16:39Mas você perguntou como está hoje.
16:40A gente vê muito menos,
16:42hoje em dia, no consultório.
16:43Existe um perfil diferente até
16:45de sarcoma de capose,
16:48que é uma forma de sarcoma
16:50que dá mais em idoso,
16:53então ele não tem relação
16:55com o vírus do HIV,
16:57mas é uma doença mais rara
16:58do que já foi
17:01na fase pré-tratamento do HIV.
17:06Hoje em dia, com todo o tratamento
17:09do HIV, a gente vê muito menos
17:11o sarcoma, felizmente.
17:13Enxergar uma pinta
17:14numa superfície da pele
17:16é mais fácil para o cidadão comum,
17:19para o leigo e para qualquer paciente
17:22e qualquer médico também.
17:24As lesões na borda dos lábios,
17:27pode ser melanoma também?
17:29Existe melanoma,
17:30o melanoma pode dar em qualquer lugar
17:33do corpo,
17:34mas no lábio não é nem tão raro
17:37porque é uma região
17:38que está muito exposta ao sol.
17:40É mais raro do que...
17:43O melanoma mais comum
17:44a gente vai ter no tronco...
17:45Onde é mais comum
17:47de ver melanoma?
17:48No tronco,
17:49no rosto,
17:50nas pernas,
17:52nos antebraços,
17:54nos antebraços,
17:54mas, Claudio,
17:55tem melanoma que dá
17:56na planta do pé.
17:57Não sei se você assistiu
17:59o filme do Bob Marley,
18:03mas aí,
18:04para quem não assistiu,
18:05eu já vou dar um spoiler,
18:06mas essa história
18:07é bastante conhecida.
18:08O Bob Marley,
18:09ele morreu,
18:09inclusive,
18:10de melanoma no pé.
18:12Então,
18:13é uma forma de melanoma
18:15que dá mais em pessoas
18:16de pele negra,
18:18que dá em extremidades,
18:20então dá bastante no pé.
18:21Então,
18:21óbvio que no caso
18:22do melanoma na planta do pé,
18:24não tem relação
18:25com radiação ultravioleta,
18:27então deve ter algum
18:27outro fator aí envolvido,
18:29mas o melanoma pode dar
18:30em qualquer lugar,
18:31inclusive na boca.
18:32E nos olhos também,
18:33você como oftalmologista,
18:35também sabe.
18:36Laser aplica-se
18:37em algum tipo
18:38de abordagem em câncer
18:40ou é só algo
18:41dentro da dermatologia estética?
18:43Não,
18:43na verdade,
18:43o laser para tratar
18:45o câncer,
18:46o que a gente usa
18:47para algumas formas
18:50de carcinoma,
18:51então não estamos falando
18:52de melanoma,
18:53de carcinomas superficiais,
18:55ou seja,
18:56que estão restritos,
18:57estão na camada
18:58mais superficial da pele,
18:59o que a gente usa
19:01é um tratamento
19:01chamado terapia fotodinâmica,
19:03então não é um laser,
19:05é uma outra fonte de luz,
19:07uma lâmpada diferente
19:08de LED,
19:09mas isso aqui
19:10a gente pode usar
19:11para as formas
19:11de carcinoma sim,
19:13desde que superficiais,
19:14ou seja,
19:15restritas a epiderme,
19:16isso a gente pode fazer sim,
19:18para melanoma
19:18a gente não faz o laser não.
19:21Mitos e verdades
19:25câncer de pele
19:27atinge apenas idosos?
19:29O quanto a faixa etária
19:30interfere?
19:31Não,
19:32estou falando
19:32de uma questão
19:33respondendo curto e grosso,
19:35não,
19:35não acomete só a idoso,
19:37mas a partir do momento
19:37que a gente pensa
19:38que ele é decorrente
19:39de uma exposição crônica
19:41de vários,
19:42ao sol durante a vida,
19:43é mais frequente
19:44na fase adulta
19:46e nos idosos,
19:47mas está aumentando
19:48a incidência
19:48de câncer de pele
19:49nos jovens
19:51e tem relatos
19:53inclusive em crianças,
19:55mas ele é mais frequente
19:56da fase adulta,
19:57final da fase
19:58da adolescência,
20:00adolescência não,
20:01mas adulto jovem,
20:02adultos e idosos.
20:03Embora seja também
20:04mitos e verdades,
20:06nós ouvimos,
20:07eu quero repetir,
20:09proseamento artificial,
20:11é nocivo ou não?
20:13É totalmente nocivo,
20:15não traz vantagem nenhuma,
20:16só traz malefício.
20:17E por que permitem
20:18que isso ainda
20:19esteja tão livre
20:21dentro desse mundo
20:24próximo de nós mesmos,
20:25aqui mesmo,
20:26gente muito diferenciada?
20:27Não haveria
20:28até alguma coisa mais?
20:29Na verdade não permitem,
20:30Cláudio,
20:30na verdade é proibido,
20:32eu não sei como
20:32que funciona
20:33a parte de fiscalização,
20:35mas já é,
20:36no Brasil é proibido
20:37exatamente pelo risco
20:40do câncer de pele,
20:42além de promover
20:43um envelhecimento
20:44maior da pele,
20:46porque a radiação ultravioleta
20:47A, do tipo A,
20:48que é a que tem
20:49no bronzeamento artificial,
20:50é a que mais envelhece
20:51a pele,
20:52que dá mancha,
20:53que dá ruga,
20:53tudo,
20:54mas ele é proibido
20:55por causa do câncer de pele,
20:56então por isso que eu acho
20:57que não deve fazer
20:59de jeito nenhum.
20:59Essa é uma mensagem aí
21:00para você,
21:02bronzeamento artificial,
21:03cuidado,
21:03é o perigo.
21:04Vamos tentar simplificar
21:06pintas.
21:08Pinta é sempre benigno?
21:09Então,
21:10pinta é o nome popular
21:12de lesões
21:13que classicamente
21:14são benignas,
21:15mas tem algumas pintas
21:16que podem,
21:17na verdade,
21:18não ser pintas benignas,
21:20já podem ser
21:21lesões cancerosas,
21:22e tem pintas
21:23que são benignas,
21:24mas que podem se transformar,
21:26elas podem se malignizar
21:27com o tempo.
21:28Quer dizer,
21:29é uma banalização
21:30chamada de pinta,
21:31porque por detrás da pinta
21:32pode ter um melanoma.
21:34Sim,
21:34essa pinta pode ser um melanoma.
21:36Agora,
21:36voltando à questão
21:37do protetor solar,
21:38me pareceu
21:39que você insiste
21:41principalmente
21:42com uma proteção
21:44para lesões pigmentadas,
21:46ou o protetor solar
21:47é bom e importante
21:48para todo e qualquer tipo
21:49de câncer de pele?
21:51Então,
21:52o protetor solar
21:52é bom para todo mundo,
21:54e ele vai,
21:54na verdade,
21:55então,
21:56acho que eu me expressei mal,
21:57não é para lesão pigmentada,
21:58não,
21:58acho que o protetor solar,
21:59ele vai ajudar,
22:01primeiro,
22:02ele vai ajudar
22:02a evitar o envelhecimento
22:04da pele,
22:05ele vai ajudar
22:06ao aparecimento
22:07de manchas
22:08na pele,
22:09e já que o nosso assunto
22:10é câncer de pele,
22:11ele vai ajudar
22:12a evitar o câncer de pele,
22:14e aí,
22:14não estamos falando
22:15se é melanoma
22:16ou se é não melanoma,
22:18tá,
22:18o carcinoma
22:19baso celular,
22:21que é um câncer
22:21mais comum
22:22de todos
22:23na população,
22:24ele é intimamente
22:25ligado à radiação
22:26ultravioleta,
22:27então,
22:28é contra ele
22:29o,
22:29para evitar,
22:31para prevenir
22:31contra o carcinoma
22:32baso celular,
22:33por exemplo,
22:34o fotoprotetor,
22:35o protetor solar
22:35é fundamental,
22:36e tem que ser
22:37o protetor solar
22:37do dia a dia,
22:38pessoal,
22:39não pode ser
22:39o protetor solar
22:41só quando
22:42vai para a praia,
22:43o protetor solar
22:44ele tem que fazer
22:45parte do nosso
22:46dia a dia,
22:47então,
22:48é que nem escova o dente,
22:49de manhã acordou,
22:51tal,
22:51fez higiene,
22:52escova o dente,
22:53já passa
22:53seu protetor solar
22:54todos os dias.
22:55Agora,
22:55uma das coisas
22:56que são muito claras
22:57hoje,
22:58é a quantidade
22:59de procedimentos
23:00estéticos,
23:01hipotox,
23:02estilane,
23:03preenchimentos,
23:04lasers,
23:05na tua percepção,
23:07isso incorre
23:09numa consequência
23:11de aumento
23:11de câncer de pele?
23:12Não,
23:13não existe relação
23:16desses procedimentos
23:17com o aumento
23:18da incidência
23:18de câncer
23:19de pele,
23:20não vejo relação,
23:22Claudio,
23:22eu acho que por um lado,
23:25até essa pessoa
23:26que está fazendo
23:26esses procedimentos,
23:28de certa forma,
23:29é uma pessoa que está
23:29começando a querer
23:29se cuidar mais,
23:31então aí vai incorporar
23:32o filtro solar
23:32no dia a dia,
23:33então,
23:33eu acho que pode até
23:35ser o contrário,
23:35não tenho esse dado,
23:37mas talvez essa pessoa,
23:39pelo menos,
23:39na área que ela tratou,
23:42então se ela fez
23:42no rosto,
23:43por exemplo,
23:43procedimento,
23:44talvez seja uma área
23:45que ela tome mais cuidado
23:46e passe para o retor solar
23:47todos os dias,
23:48o que não pode
23:49é passar para o retor solar
23:50no rosto,
23:51cuidar da aparência,
23:52da estética,
23:53e esquecer das outras áreas
23:55que estão expostas ao sol,
23:56então cuidado com a mão,
23:57cuidado com as pernas,
23:59então tem que passar
24:00para o retor solar
24:00no restante do corpo também,
24:02quer dizer,
24:02pode cuidar da parte estética,
24:05é importante usar
24:06protetor solar,
24:07qualquer lesão suspeita
24:09serviço por um médico
24:10ou dermatologista,
24:14que passe por um
24:15oftalmologista,
24:16para enxergar adequadamente,
24:18as regras de ABCDE,
24:20que também são importantes,
24:22e uma chamada especial
24:24para você,
24:24que faz
24:26bruseamento artificial,
24:27cuidado,
24:28não é permitido,
24:29Beni,
24:30foi um prazer,
24:31quero agradecer muito
24:32a tua participação,
24:33eu que agradeço,
24:34obrigado Claudio,
24:35Check Up fica por aqui,
24:36hoje pudemos ter
24:37a participação
24:38do Dr. Benny Greenblatt,
24:40que nos fez
24:41uma apresentação
24:41brilhante
24:42a respeito
24:43do câncer de pele,
24:45se você tem dúvidas,
24:47se você quer
24:48escrever alguma coisa,
24:49sugestões,
24:50confira,
24:51é só
24:51preencher e mandar,
24:54doutor Claudio
24:55arroba
24:55jovempan.com.br
24:59No Check Up de hoje,
25:01você viu,
25:01quais os tipos existentes
25:03de câncer de pele,
25:04qual o grupo mais atingido
25:06pelo tumor,
25:07quais as possíveis causas
25:09do câncer,
25:10e quais os tratamentos
25:11disponíveis.
25:16Check Up Jovem Pan,
25:19com doutor Claudio Lotenberg.
25:22A opinião dos nossos comentaristas
25:25não reflete necessariamente
25:27a opinião do Grupo Jovem Pan
25:29de Comunicação.
25:34Realização Jovem Pan
25:36Jovem Pan
25:36Jovem Pan
25:37Jovem Pan
Comentários