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Como a medicina investiga as noites mal dormidas? O Documento JP foi até o Instituto do Sono acompanhar, passo a passo, a preparação para uma Polissonografia. A médica Sandra Doria detalha como sensores e eletrodos medem a atividade cerebral (eletroencefalograma), batimentos cardíacos, respiração e movimentos musculares para identificar distúrbios silenciosos.

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Transcrição
00:00Os transtornos de ansiedade, depressão, alto nível de estresse,
00:03eles vão gerar uma qualidade de sono ruim em muitos casos,
00:07tanto é que as pessoas não têm a sensação que elas acordaram, que elas não descansaram,
00:11e isso vai retroalimentar mais ansiedade, mais tristeza ou mais estresse.
00:16Então são coisas que andam juntas.
00:18Eu só consigo ter uma melhor qualidade de sono quando eu mudo o meu estilo de vida.
00:23Eu preciso identificar e fazer uma pergunta muito simples e ao mesmo tempo difícil de responder,
00:28que é o seguinte, o que está tirando o meu sono, a minha paz, o que está me gerando ansiedade,
00:34o que está me gerando tristeza, muitas vezes a gente não consegue fazer isso sozinho,
00:37precisa de ajuda profissional, mas é parar e prestar atenção em mim.
00:41Se é justamente nas pausas, na respiração, no descanso, conseguir entender o meu limite,
00:47conseguir criar um ambiente propício para que eu consiga descansar,
00:51é justamente nessa mudança de estilo de vida onde o meu sono consegue ser revigorante,
00:57consegue me nutrir da forma que eu preciso.
01:01Cabeça a mil, pensamentos acelerados e uma dificuldade para desligar,
01:06mesmo quando o dia foi cansativo.
01:08A insônia, um distúrbio do sono experimentado por 3 a cada 10 brasileiros,
01:15segundo o Ministério da Saúde.
01:17Mas ela não vem sozinha.
01:19É alimentada pelo estresse, pela ansiedade e por uma rotina que não respeita os limites do corpo.
01:27Hoje, quando a gente vai pensar nos tipos de insônia que precisam de uma intervenção medicamentosa,
01:34a gente tem, primeiro, aquelas insônias graves em que existe um sofrimento muito grande
01:40ou que existe algum risco.
01:42Por exemplo, tem pessoas que acabam entrando num desespero tão grande
01:46e começam a ter pensamentos ruins porque não toleram ficar sem dormir.
01:50Então, quando existe uma insônia muito grave, quando existe um risco,
01:52a gente tem que pensar em medicação.
01:54Agora, o cuidado que a gente tem que tomar é para não realmente ficar dependente do remédio
02:01sem mudar os comportamentos e os hábitos.
02:03Uma coisa que eu vejo com muita frequência e que eu critico bastante
02:06é essa questão de usar a medicação sem mudar hábitos, mudar comportamentos.
02:12Porque, muitas vezes, é isso que vai retroalimentando a insônia.
02:15Então, a gente tem que tentar corrigir um pouco na base,
02:18a gente tem que tentar melhorar aquilo que a gente pode
02:20para poder sair da medicação num prazo razoável.
02:25Se eu estou muito ansioso, estressado, deprimido,
02:29ou seja, essas emoções vão acompanhar, inclusive, na hora que eu vou deitar.
02:33E é justamente o sono um dos principais marcadores psicológicos
02:38para falar de qualidade de vida, estilo de vida e bem-estar.
02:41O distúrbio do sono mais comum é a insônia.
02:44Sem sombra de dúvidas é o principal problema que eu vejo hoje na minha prática clínica
02:49e que também tem um suporte de evidências científicas.
02:54A maioria dos estudos mostra a insônia como sendo o distúrbio do sono mais comum.
02:58Ele acomete, dependendo do estudo, se você for pegar sintomas de insônia,
03:03que é a dificuldade para você começar a dormir,
03:06a dificuldade para você manter o sono ou despertar precocemente,
03:09você vai ter mais ou menos 50% da população que pode ter esses sintomas.
03:14Quando você começa a trazer isso por um transtorno mesmo,
03:18que você tem essas dificuldades, você tem prejuízo de funcionamento,
03:22você tem no dia seguinte insonuência, irritabilidade,
03:26os dados mostram que você vai ter em torno de 15% da população que sofre de insônia.
03:31Então, você vê que é um problema que acomete grande parte da população
03:37e tenho certeza que a maioria das pessoas já experimentou um pouco de uma noite ruim,
03:41sabe como é que é, mas é bastante frequente.
03:44Um esforço repetido e inconsciente no lugar do que deveria ser descanso.
03:50Na apneia do sono, a respiração para, o cérebro entra em alerta
03:55e o sono é interrompido noite adentro.
03:58O resultado aparece no dia seguinte.
04:00Fadiga, dificuldade de concentração e riscos graves para a saúde.
04:05Um problema é experimentado por 35% dos brasileiros,
04:09segundo a Associação Brasileira do Sono.
04:14A apneia do sono, ela produz o que a gente chama de hipoxemia crônica intermitente.
04:21O que significa isso?
04:22Que o oxigênio, ele vai reduzindo e vai oscilando no decorrer da noite.
04:29E, obviamente, depois de muitas noites, depois de muito tempo,
04:34e essas oscilações repetitivas vai afetando a vasculatura do sistema nervoso central
04:42e vai afetando os tecidos.
04:45Então, a gente começa, em alguns casos, a ter sofrimento mesmo neuronal.
04:50E isso pode trazer aí muitas complicações.
04:53A gente sempre fala das complicações vasculares, inclusive cardiovasculares,
04:58mas também a gente tem outras complicações que envolvem todo o sistema nervoso central.
05:04E isso significa, inclusive, alterações cognitivas.
05:08Então, na verdade, a maioria dos transtornos do sono,
05:11eles são mais comuns em algumas doenças degenerativas, como Alzheimer, Parkinson.
05:17A doença de Parkinson, especificamente, tem uma outra,
05:22um transtorno que se chama transtorno comportamental do sono REM,
05:25que ele, assim, ele precede a doença do Parkinson.
05:28Cada vez a gente vê mais isso e pode ou não ser acompanhado de longo da apneia.
05:34O que, assim, a relação maior é que se o indivíduo que tem alguma dessas doenças neurodegenerativas
05:42também tiver apneia do sono, ele vai piorar do quadro,
05:46que o quadro cognitivo piora.
05:48Então, é muito frequente a gente ter comorbidades.
05:51E que você, tratando a apneia do sono, muitas vezes você atrasa
05:55ou pode melhorar até um pouco o quadro neurológico.
05:59O indivíduo que tem apneia, que tem essas pausas respiratórias,
06:02eles vão ter muitos micro-despertares.
06:05Eu tenho um nome estranho, micro-despertares,
06:07porque não são despertares.
06:09A maioria das pessoas não percebe que ela desperta.
06:13Só que isso acontece dezenas, até centenas de vezes durante a noite.
06:17Então, o sono acaba sendo um não reparador, um sono não adequado,
06:23porque ele vai tendo toda essa fragmentação, vai ser todas essas pequenas interrupções.
06:31E o sono, ou seja, ele acaba não sendo, vamos assim, adequado.
06:37O indivíduo acorda cansado, mesmo tendo dormindo um tempo total de sono adequado.
06:42Fala, nossa, doutora, eu dormi oito horas, essa noite eu dormi nove horas,
06:46e eu me levantei tão cansado.
06:48Um sinal de alerta e que pode indicar problemas mais sérios,
06:52como a própria apneia.
06:54O ronco, assim como outros sintomas, merece atenção.
06:57A tela em si, ela não tem nenhum estudo comprovando que vai piorar o ronco.
07:03Ela vai piorar a qualidade do sono em si.
07:06O ronco é mais um efeito mecânico obstrutivo,
07:10é de relaxamento da musculatura.
07:13Não existe associação ainda sobre se a tela vai fazer piorar o ronco.
07:18Mas que a tela vai piorar o sono e o ronco piora o sono também,
07:22aí entra dois fatores que vão contribuir para um sono de qualidade pior.
07:26Muitas vezes é aquele paciente que tem um ronco excessivo,
07:30ou às vezes tem um ronco leve,
07:31mas esse ronco vai piorando com o passar dos meses, dos anos.
07:34Ele pode ter uma sensação de sonolência, fadiga, cansaço.
07:40Isso também faz parte da fneia obstrutiva do sono.
07:45Pode ter alteração cognitiva de pensamento, atenção, memória,
07:51dependendo da faixa etária, principalmente quando é depois dos 40 anos.
07:55Às vezes uma lentificação em algumas situações.
07:58E assim, pode prejudicar o indivíduo socialmente, profissionalmente,
08:05mas como o indivíduo acaba tendo uma sonolência, um cara de saço aí fora de hora.
08:10Então são as queixas mais comuns que a gente vê.
08:13E a própria, geralmente o que mais reclama é o cônjuge, o parceiro ou parceira,
08:19de cama, de quarto, que fica e fala,
08:23nossa, eu vou estar alto, para de respirar.
08:27Então assim, gera até um constrangimento em alguns casos.
08:31Para pacientes acima de 40, 50 anos,
08:34a maioria dos casos vai ter indicação ou de aparelho de pressão positiva,
08:40que são os CEPAPs, que eles melhoram o ronco, melhoram a apneia.
08:45Existem aparelhos ortodônticos, que a gente chama aparelhos introrais,
08:49que eles também podem melhorar o ronco e a apnea leve,
08:53também são uma opção interessante.
08:55No paciente mais jovem, às vezes a gente tem uma hipertrofia
08:59dentro da amigdaliana, que a gente vê na criança, no adolescente.
09:03E assim, em geral, a gente encaminha para o colega otorrino
09:08e vê se tem indicação cirúrgica.
09:11Às vezes só a remoção,
09:13porque é uma obstrução, é uma questão estrutural.
09:17Então você removendo as amigdalas ou adenóides,
09:21dependendo do caso, você melhora.
09:25Durante a maior parte da história da humanidade,
09:28dormir não era uma escolha,
09:30bem como o tempo dedicado ao descanso.
09:33O dia terminava quando o sol se punha
09:35e o corpo seguia o ritmo da natureza.
09:37Não havia luz artificial, telas ou relógios controlando horários.
09:42O sono era contínuo, natural e profundamente conectado ao ambiente.
09:48Em pouco mais de um século, o sono perdeu espaço.
09:52A luz elétrica estendeu os dias,
09:54a tecnologia eliminou a noite
09:56e o descanso passou a disputar atenção com notificações,
10:01conteúdos rápidos e estímulos constantes.
10:04Nunca tivemos tanto acesso à informação
10:06e nunca dormimos tão pouco.
10:11Até algumas décadas atrás,
10:13nem se sabia direito o que acontecia durante o sono
10:15ou por que a gente dormia.
10:17E agora é cada vez mais claro
10:19a importância do sono para a nossa saúde
10:22e para todos os sistemas do nosso corpo.
10:24Então é fundamental que cada um de nós
10:27tenha essa percepção e valorize o sono,
10:29que não seja só algumas horas perdidas da vida
10:32e que eu não priorizo.
10:35Acho que deveria ser o contrário.
10:36Eu preciso priorizar o sono
10:38para eu ter uma saúde melhor,
10:40para eu ter um desempenho melhor no meu trabalho,
10:42para eu ter relacionamento melhor
10:44com as pessoas com quem eu convivo,
10:46porque o sono certamente tem um papel fundamental
10:49na saúde, na cognição, no humor,
10:53entre muitas outras coisas.
10:55Então, esse despertar,
10:57essa consciência da importância do sono
10:59é fundamental para a nossa sociedade,
11:01porque isso certamente vai trazer
11:03uma melhor qualidade de vida
11:04e uma melhor saúde para todos, com certeza.
11:08Desde a década de 70,
11:09alguns pesquisadores aqui do Instituto do Sono
11:12já começavam a desbravar
11:13esse mundo que até então
11:15era pouquíssimo conhecido.
11:16A ideia de você estar dormindo menos horas
11:19do que a sua biologia gostaria que você dormisse.
11:24Então, acho que é conhecimento de todos,
11:26mas com todas as tecnologias
11:28que a nossa espécie desenvolveu
11:30ao longo desses milhões de anos,
11:33nós temos, então, primeiro luz,
11:35depois passamos para a rádio,
11:36depois televisão,
11:38e aí veio o computador,
11:39e hoje em dia temos equipamentos maravilhosos
11:42na nossa palma da mão,
11:43com internet que nos coloca conectados o tempo inteiro.
11:46Então, isso veio postergando
11:48a hora que nós vamos dormir,
11:51porque pensamos há 200 anos atrás,
11:53e olha que é pouco tempo
11:54se comparar com a nossa espécie,
11:56a gente simplesmente sol se punha,
11:58a gente ia dormir e acabou por aí.
12:00Mas atualmente não,
12:01então cada vez mais a gente empurra
12:03esse horário de dormir
12:04e a gente mantém o horário de acordar
12:06por as obrigações do nosso dia a dia,
12:08seja estudo, seja trabalho.
12:10Então, nós vivemos em uma sociedade
12:12cada vez mais restrita de sono,
12:14ou seja, uma sociedade privada de sono.
12:17E isso tem impactos colossais
12:20para todas as áreas do nosso organismo,
12:23para todos os sistemas do nosso corpo.
12:25O ganho de peso está associado
12:27à apneia obstrutiva do sono,
12:30e como a sociedade, de forma geral,
12:32vem ganhando peso,
12:33também acho que é um fator
12:34que corrobora com o aumento
12:35da prevalência da apneia obstrutiva do sono
12:38na população, de forma geral.
12:40Mas eu tenho a pretensão, sim,
12:42de fazer uma investigação,
12:44de fazer...
12:46de checar isso,
12:47de uma forma mais detalhada,
12:49como que eu posso melhorar
12:50a minha qualidade de sono
12:52e, consequentemente,
12:54minha qualidade de vida, entendeu?
12:55E eu vejo que hoje em dia
12:57as pessoas dão...
12:59Existe a indústria do sono.
13:01Então, tem a cama,
13:04colchão especial,
13:05que você dorme melhor,
13:06o travesseiro especial,
13:08aí a gotinha que você toma natural
13:10para dormir,
13:11aí já tem aquele outro amigo
13:12que fala,
13:12não, eu prefiro tomar um remédio
13:13para dormir,
13:14eu capoto, durmo...
13:16E aí, assim...
13:17Inclusive, as conversas hoje em dia
13:20no meio social,
13:21as pessoas falando do sono.
13:23E você vê que a maioria das pessoas
13:24tem privação de sono,
13:26seja por falta de tempo,
13:29ou pela questão dos estímulos,
13:30muita gente comenta
13:31a questão do celular,
13:33da rede social,
13:34mas acaba que é uma...
13:37É o mal dessa geração, né?
13:39As pessoas estão com essa dificuldade
13:42e tem muita gente ganhando com isso,
13:44porque quem inventar
13:46a história do sono feliz e tranquilo
13:50sai na frente.
13:51A presença de tela,
13:52eu estou falando não só durante a noite,
13:53mas também durante o dia, tá?
13:56Mas o que se fala muito
13:58é a exposição à luz,
14:00que vem das telas.
14:02Uma exposição à luz
14:03no período da noite,
14:05o seu cérebro acaba
14:07entendendo que é dia, né?
14:08Porque você não tem
14:09a produção de melatonina,
14:10que é um hormônio
14:11que sinaliza para o seu organismo
14:12que a noite chegou,
14:14da forma adequada.
14:15Então, tela à noite,
14:16você interpreta que ainda é dia
14:18e seu corpo não sente vontade de dormir.
14:20Mas eu iria um pouco além,
14:22porque a questão da tela
14:23também tem a ver com estímulo.
14:25Então, dependendo daquilo que você faz,
14:26do que você consome,
14:28não é só a questão da luz.
14:29O seu cérebro fica mais estimulado
14:31e ele não consegue desligar.
14:33Então, você tem que tomar
14:35um pouco de cuidado também
14:36com as coisas que você consome,
14:38porque às vezes vem alguma coisa
14:40que te estressa,
14:41que te deixa ansioso,
14:42que te deixa, enfim,
14:44querendo saber o que vai acontecer,
14:45uma série, por exemplo.
14:47Então, isso pode ser um problema também.
14:48Então, telas em geral,
14:50elas são complicadas.
14:51Eu digo que é um dos principais problemas
14:53que a gente enfrenta hoje,
14:55porque praticamente uma extensão do corpo,
14:58quando a gente usa telas ou celular
15:00a maior parte do tempo,
15:02a gente tem que manter
15:02um controle bem feito
15:04e principalmente à noite
15:05por conta dessas questões.
15:06Na própria pandemia,
15:08o que aconteceu muito?
15:09A pessoa tinha uma rotina,
15:11ela saía de casa,
15:12ela se exercitava,
15:14ela ia para o trabalho,
15:17ia para a escola,
15:18e de repente,
15:19a pessoa começou a ficar dentro de casa,
15:22sem as referências que são importantes
15:24para a gente regular o relógio biológico,
15:26que tem tudo a ver com o sono.
15:28Então, a pessoa começou a não ter
15:30um horário fixo para acordar,
15:32começou a não fazer refeições
15:33de horários regulares,
15:35começou a ficar muito exposta
15:36à luz artificial,
15:39ela começou a ficar um pouco mais
15:42sem rotina.
15:43E isso acaba comprometendo
15:45o relógio biológico,
15:46que faz com que ele não consiga
15:48informar, de certa forma,
15:51quando o nosso corpo tem que dormir
15:52e quando ele tem que estar acordado.
15:54Então, aconteceu o que a gente chama
15:55de um achatamento do ritmo biológico.
16:05Fundado há mais de três décadas,
16:07o Instituto do Sono
16:08se tornou uma das principais referências
16:10em pesquisa, diagnóstico
16:13e tratamento dos distúrbios
16:15do sono no Brasil.
16:17Reconhecido internacionalmente,
16:18o Instituto reúne especialistas
16:20de diferentes áreas para estudar
16:23um fenômeno essencial à saúde humana
16:25e ainda pouco compreendido.
16:28O Instituto do Sono foi fundado
16:30oficialmente em 1992
16:31e ele é uma referência
16:34não só nacional,
16:35mas mundial em sono,
16:37tanto pela parte de diagnóstico,
16:39pelo número de leitos que nós temos,
16:4080 leitos atualmente,
16:42tanto pela parte de formação
16:44de profissionais médicos,
16:46então nós formamos mais já
16:47de 6 mil profissionais
16:49da área da saúde
16:50relacionados ao sono
16:51e também na parte de pesquisa.
16:53Enquanto dormimos,
16:55o corpo continua trabalhando.
16:56A polisonografia é o exame
16:58que registra essa atividade invisível.
17:02Respiração, batimentos cardíacos,
17:04movimentos e ondas cerebrais.
17:06Uma espécie de raio-x do sono
17:08capaz de revelar distúrbios
17:10que passam despercebidos
17:12durante o dia.
17:13Para a gente conseguir avaliar
17:14o nosso sono objetivamente,
17:17existe um exame que chama-se
17:19polisonografia.
17:20Como o próprio nome diz,
17:21poli de muitos,
17:23sono, estudo do sono
17:25de um modo gráfico.
17:27Então a gente tem uma avaliação gráfica
17:28de todas as, algumas variáveis
17:31que existem no nosso corpo
17:32ao longo da noite.
17:34Então, através de alguns eletrodos,
17:36alguns sensores,
17:37a gente consegue mensurar
17:38várias variáveis eletrofisiológicas
17:42que acontecem durante a noite.
17:44Como a polisonografia funciona na prática,
17:47a equipe do documento Jovem Pan
17:49foi até o Instituto do Sono
17:51entender e passar por uma simulação
17:54do procedimento.
17:56Então agora a gente está aqui
17:57com a Tainara,
17:58que é técnica em polisonografia
18:00do Instituto do Sono.
18:01E ela vai mostrar para a gente,
18:03né, Tainara,
18:04como que é uma noite
18:06de polisonografia.
18:07A gente vai fazer uma simulação
18:09e vocês vão acompanhar
18:10como é o quarto
18:11e como é a execução desse exame.
18:13Vamos lá?
18:14Vamos, tá aqui, tá?
18:18Bom, esse aqui é o polígrafo
18:24que nós colocamos, né,
18:25faz a instalação do equipamento.
18:27Então são colocados
18:28eletrodos na perna
18:29para registrar a movimentação de perna,
18:32eletrodos na região do tórax
18:33para registrar batimento cardíaco
18:35e aqui é a parte do eletroencefalograma,
18:38eletrooculograma,
18:38que é para poder ver
18:39quando o paciente está dormindo,
18:41acordado,
18:42e se estiver dormindo
18:42e qual estágio de sono
18:43que ele está.
18:53Então a gente está finalizando aqui
18:55a preparação
18:56para o que seria uma noite de sono
18:58aqui no Instituto do Sono.
19:00O paciente vem,
19:01coloca essas cintas aqui
19:03na parte do peito,
19:05do abdômen,
19:05colocam eletrodos no peito,
19:08nas pernas
19:09e também na cabeça,
19:11que é a parte final
19:12que a Tainara está fazendo agora.
19:17O eletroencefalograma
19:18a gente consegue mensurar
19:19as ondas
19:20que acontecem
19:21no nosso cérebro
19:22para dizer
19:23se a gente está acordado
19:24ou se a gente está dormindo
19:25e ainda assim
19:26que fase do sono a gente está.
19:28Se a gente está
19:28no sono superficial,
19:30no sono profundo
19:31ou no sono reino.
19:33A gente mede
19:34a movimentação dos olhos,
19:36a movimentação do nosso músculo,
19:38o quanto que tem de tônus
19:39no nosso músculo,
19:41movimentação do tórax,
19:42do abdômen,
19:43a frequência cardíaca,
19:44a oxigenação,
19:46os movimentos de perna,
19:49o fluxo de ar
19:50que passa pelo nariz
19:51e pela boca.
19:53Então,
19:53com todos esses sensores,
19:55a gente consegue analisar
19:57do ponto de vista
19:59qualitativo,
19:59ou seja,
20:00a qualidade do sono.
20:02se a pessoa está dormindo
20:04naquela noite,
20:05mas aquele sono
20:06está sendo um sono reparador,
20:08está sendo um sono de qualidade,
20:09se ela está parando
20:10de respirar ou não,
20:11se ela está roncando,
20:13se ela está movimentando
20:14inadequadamente as pernas,
20:15se está caindo
20:17a oxigenação do sangue
20:18visto pelo sensor
20:20que é colocado no dedo.
20:23Prontinho,
20:24se precisar de alguma coisa,
20:25é só chamar,
20:26pode ver a posição mais confortável
20:27para poder iniciar o seu sono,
20:28tá bom?
20:29Bom exame!
20:33Então,
20:33a partir de agora,
20:35vocês estão me acompanhando
20:36pela central de monitoramento
20:39do Instituto do Sono.
20:40Eu estou aqui no quarto
20:42com os aparatos
20:43para medir todos os meus sinais
20:45e também com os eletrodos
20:47e, a partir de agora,
20:49a gente começa o exame,
20:51propriamente dito.
20:57Então,
20:57através de toda essa análise
20:59que dura uma noite toda
21:01que a pessoa pode fazer
21:02no laboratório do sono,
21:05ela consegue avaliar
21:07todas essas características
21:10do sono dela
21:12e, a partir disso,
21:13é possível analisar
21:14o que está acontecendo,
21:16como a gente pode ajudá-la
21:19do ponto de vista médico
21:22a melhorar a qualidade
21:24do seu sono,
21:25seja por algo respiratório
21:28ou algo de movimento
21:30que esteja atrapalhando
21:31o sono.
21:32Então,
21:32é um exame simples,
21:34indolor,
21:36de fácil realização,
21:38mas que o paciente
21:39vai obter várias informações
21:41a partir dessa análise.
21:43É um exame importante
21:45para entender
21:46a gravidade,
21:47se há ou não há apneia,
21:49a gravidade dessa apneia,
21:50se além da apneia
21:52tem mais algum outro dado.
21:54não?
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