00:00E um marco histórico para a ciência brasileira. Uma tecnologia desenvolvida aqui no país acende esperança para vítimas de lesões
00:08na medula.
00:09Não à toa gerou comoção nas redes sociais o encontro da ex-ginasta Laís Souza ao lado do primeiro paciente
00:15desse tratamento.
00:17Laís Souza ficou tetraplégica há 12 anos depois de um acidente de esqui nos Estados Unidos.
00:22Em 2018, Bruno Drummond de Freitas sofreu fraturas na coluna vertebral num acidente de carro.
00:30Resultando em um diagnóstico de tetraplegia.
00:33Menos de 24 horas depois do trauma, esse jovem passou por um procedimento cirúrgico com aplicação de polilaminina.
00:42E assim ele se tornou o primeiro ser humano do mundo a receber essa substância em uma lesão medular aguda.
00:48Os anos seguintes foram de evolução progressiva com reabilitação intensiva e diária.
00:54E hoje o Bruno define que está no seu ápice de recuperação funcional com apenas algumas sequelas.
01:02Em janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, autorizou o início de um estudo clínico para avaliar a segurança
01:08do tratamento.
01:09E a pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, se dedica há quase três décadas a essa pesquisa da polilaminina.
01:18A expectativa é que, ao ser aplicada em lesões, a substância estimule novas conexões nervosas e a recuperação de movimentos.
01:26A pesquisa da Tatiana Sampaio posiciona a ciência brasileira no centro do debate internacional sobre regeneração medular.
01:34Mas, por conta de cortes no orçamento das universidades, entre 2015 e 2016, o país perdeu a patente internacional da
01:44substância.
01:45A patente nacional, por sua vez, foi mantida porque a própria pesquisadora arcou temporariamente com os custos.
01:52O caso é um exemplo de como decisões orçamentárias têm impactos estruturais e duradouros sobre a ciência.
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