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A saúde mental se tornou uma das maiores urgências dos sistemas de saúde. No Brasil, os afastamentos do trabalho por ansiedade, depressão e outros transtornos cresceram 68% entre 2023 e 2024, o maior nível em 10 anos. No Radar, Marcelo Torres conversa com Leandro Berbert, sócio-líder de Health Sciences e Wellness da EY Brasil, sobre as causas desse avanço, os setores mais afetados, o impacto para empresas e os desafios no acesso ao tratamento.

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Transcrição
00:00A saúde mental virou uma das prioridades mais urgentes nos sistemas de saúde do mundo,
00:05impulsionada aí pelos efeitos da pandemia e pelas tensões econômicas e sociais.
00:10Casos de ansiedade, depressão e solidão aumentaram em todas as idades.
00:15No Brasil, os afastamentos do trabalho por questões de saúde mental cresceram 68% entre 2023 e 2024,
00:23que é o maior índice dos últimos 10 anos.
00:25Sobre esse assunto, eu converso agora com o Leandro Berberts, que é sócio-líder de Health Sciences e Wellness da IOI Brasil.
00:32Boa tarde para você, Leandro. Seja muito bem-vindo.
00:35Boa tarde, Marcelo. Prazer falar contigo.
00:37Prazer é nosso.
00:38Bom, a saúde mental, ela se tornou uma questão essencial na sociedade moderna, né, Leandro?
00:43Obviamente, sempre foi importante, mas agora parece que a gente está prestando mais atenção,
00:47até porque também as pessoas estão vivendo mais e quanto mais você vive, mais você tem que cuidar da saúde mental, né?
00:53Qual o tamanho desse problema no Brasil hoje?
00:55A gente vê uma escalada muito grande no mundo e também no Brasil.
00:59A gente trouxe até uma arte para ilustrar essa crescente desses dados de casos relacionados à saúde mental.
01:07Então, quando a gente olha 10 anos atrás, a gente não tem ainda publicado os dados de 2025,
01:12então a gente olha aqui 2014 a 2024, a gente vê uma crescente muito grande,
01:17saindo de 221 mil casos de afastamentos para 472.
01:22Obviamente, aqui está relacionado a casos de empregos formais, mas é uma proxy para o resto da sociedade.
01:28Então, a gente espera algo muito parecido também para as demais pessoas que não estão inseridas nesse subgrupo, né?
01:33Mas é uma... a gente está falando de aumentar mais de 100% nos últimos 10 anos,
01:37afastamentos por causa de saúde mental.
01:39Por mais que o número da população empregada também aumente, é um aumento muito relevante esse que você está mostrando aqui.
01:45E outra coisa que eu acho pertinente de perguntar é o seguinte,
01:49as pessoas de fato estão adoecendo mais mentalmente ou elas estão se cuidando mais e com isso não se permitindo trabalhar quando não estão bem?
01:59Legal. Eu acho que é um misto, tem vários estudos que apontam não só de fato as mudanças sociais e tecnológicas
02:06como causadores do real aumento desses casos, como também o maior diagnóstico.
02:13Então, hoje as pessoas procuram mais e os médicos estão mais preparados para diagnosticar casos de saúde mental.
02:19Então, eu diria que é um misto de diagnóstico e, de fato, aumento de número de casos.
02:24Quais são os setores mais impactados por esses casos de afastamento por saúde mental?
02:30Hoje os setores que lideram esse número são basicamente o setor bancário.
02:34A gente tem aproximadamente 20% dos casos nesse setor.
02:38E a gente viu uma crescente muito grande também no setor de saúde, em atendimentos hospitalares.
02:42Então, os indivíduos que atendem os demais também têm sofrido um aumento.
02:46Os cuidadores também precisam ser cuidados.
02:49Os cuidadores precisam ser cuidados.
02:50Toda essa pressão por resultado, a pandemia, acho que são muitos aspectos que levaram
02:55esses trabalhadores, os atendimentos hospitalares, de 1% para 10% dos casos de afastamento.
03:02Além disso, o setor de varejo.
03:04O setor de varejo representa hoje aproximadamente 6% desses casos.
03:09Você tem mais uma arte aqui para a gente.
03:10Eu tenho uma arte que mostra também um pouco o detalhe desses afastamentos.
03:13Quais são as principais causas.
03:15Então, daquele total que a gente mostrou de afastamento, 141 mil afastamentos são
03:20por ansiedade.
03:22Veja que esse número, 10 anos atrás, era 32 mil.
03:25Então, uma crescente muito significativa.
03:28E o mesmo para casos de depressão, que mais que dobrou.
03:30Hoje, a gente está falando de 113 mil casos de afastamentos contra 59 mil lá em 2014.
03:36Esses são os principais aspectos que levaram a esses afastamentos mencionados.
03:40Agora, há pouco você falou que teve aumento de casos de ansiedade também por causa das
03:45tecnologias, das redes sociais, etc.
03:49Você acredita que a gente talvez não esteja se dando conta de quão grave é esse problema?
03:55Vai ser um tipo de problema como aconteceu, por exemplo, com o cigarro, que só muitas
03:59décadas depois foi dito com todas as letras o quão mal o cigarro, o quanto ele fazia de
04:05mal para as pessoas.
04:06Você acha que daqui a pouco a gente vai entender com outros olhos o que a gente está vivendo
04:10agora?
04:10É, certamente a gente não está preparado para lidar com essa explosão de casos.
04:15E a tecnologia, na maior parte dos estudos científicos relacionados ao tema, a tecnologia surge
04:21como uma variável e o processamento de dados que hoje nós, seres humanos, processa comparado
04:26com o anteriormente.
04:27Então, de fato, a sociedade não está preparada, mesmo os governos, dados estruturados.
04:34Então, a gente tem muita dificuldade de dados estruturados sobre o tema.
04:37Então, sim, eu acho que a gente está sendo pego desprevenido e vamos ter que nos adaptar
04:42nos próximos anos para lidar com esses casos que ainda estão em uma crescente.
04:46Quando a gente vê as tendências, a gente não espera que estejamos próximo do topo.
04:52Então, de fato, a sociedade vai ter que aprender a lidar com isso.
04:56Não só governo, mas também empresas.
04:57Os afastamentos afetam, de alguma forma, os empregadores também.
05:01E quais são os principais obstáculos para o acesso à saúde mental?
05:04Eu acho que o despreparo, a gente não tem linhas de cuidado bem estruturadas e tem
05:10um estigma muito grande.
05:11Ainda existe um preconceito relacionado às doenças de saúde mental muito grande.
05:17Então, a sociedade hoje precisa superar esse preconceito e governos e empresas se estruturarem.
05:24Quando a gente olha operadoras de saúde, por exemplo, o número de sinistros ou de custo financeiro
05:30dessas doenças 10, 20 anos atrás era muito pequeno.
05:33Então, hoje as empresas já olham de forma diferente isso como um fator a ser trabalhado.
05:38Então, eu acho que a questão de tempo da sociedade se estruturar um pouco melhor
05:42para lidar com esses tratamentos.
05:44E você vê a sociedade também indo nessa direção?
05:47Por exemplo, ambientes de trabalho menos tóxicos, ambientes escolares menos tóxicos.
05:51Isso tudo faz muita diferença na saúde mental das pessoas, né?
05:54Sim, faz. E a gente está vendo cada vez mais esses pontos de saúde mental na pauta de escolas,
06:01empresas, ambiente de trabalho, na mídia, na sociedade, de forma geral.
06:05Então, de fato, isso deve corroborar e colaborar para a redução dos casos.
06:11Mudar, então, essa cultura pode ser um dos caminhos, né?
06:13Mas o que mais você aponta aí que é possível fazer para mudar esse cenário, para reverter essa tendência?
06:18Eu acho que a gente precisa primeiro estruturar dados, entender um pouco a causa raiz desses problemas.
06:22A gente tem poucos dados estruturados, como mencionei.
06:25Mesmo governos que têm controle de outras doenças de forma mais específica, tem pouco relacionado.
06:31A gente tem um estudo global da UI e a gente pergunta para usuários dos sistemas,
06:36diferentes sistemas de saúde, a satisfação com relação às diferentes linhas de cuidado,
06:40seja cardiologia, ortopedia, dos sistemas de saúde existentes, né?
06:45E esse é um sistema de saúde cujos respondentes apontam como pouco maduro, né?
06:49Então, a gente tem que aumentar a maturidade e entender a linha de cuidado,
06:53desde o diagnóstico até o tratamento e continuidade do tratamento dessas doenças também é muito importante.
07:00Tá certo.
07:00Eu falei aqui com o Leandro Berberth, que é sócio e líder de Health Sciences e Wellness da EOI Brasil.
07:06Muito obrigado pela sua participação, Leandro.
07:08Boa tarde para você.
07:09Obrigado, Marcelo.
07:10Boa tarde.
07:11As ferramentas...
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