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Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Breno Monteiro, presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), destacou o impacto da falta de informação na elevação dos custos, o desperdício com exames e tratamentos inadequados, além do papel da tecnologia e da inteligência artificial para melhorar resultados clínicos, reduzir gastos e aumentar a satisfação dos pacientes.

Breno Monteiro participou do evento Brasil 2030 – Saúde e Consumo: Tendências, Inovação e Futuro do Setor, promovido pela emissora.

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Transcrição
00:00Real Time de volta ao vivo e o Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC, promove hoje o evento Brasil 2030, saúde, consumo, tendências, inovação e o futuro do setor.
00:12Esse encontro reúne autoridades e lideranças do mercado para debater as transformações que tem redesenhado a saúde no país.
00:20Repórter Léo Valente está chegando com mais detalhes ao vivo com a gente.
00:24E pode contar tudo então, Léo. O evento ainda está rolando, bem movimentado. Estou vendo atrás de você. Bem-vindo.
00:34É isso mesmo, Natália. O evento continua aqui. A gente já está no último dos três painéis que foram programados aqui.
00:41A gente lembra, né? Teve a abertura com a palestra do ministro Alexandre Pardilha, ministro da Saúde.
00:46Logo depois, uma palestra com o presidente da Anvisa, Leonardo Safatle.
00:52E, na sequência, a condução aqui da nossa âncora, colega Cristiane Pelagi, dos três painéis que discutem esse tema principal aqui do evento,
01:02organizado pelo Times Brasil, licenciado exclusivo CNBC, que discute tanto saúde e consumo nesse foco para 2030,
01:11nesses próximos anos, sobre essas questões aqui no nosso país.
01:17O evento já está chegando quase ao final, né? Daqui a pouco as perguntas vão ser abertas aqui para os participantes,
01:23mas a gente faz um resumo daquilo que foi abordado aqui ao longo dessa manhã inteira de debates, né?
01:30Um dos pontos que acabou chamando muita atenção foi a formação médica aqui do nosso país, né?
01:37Os dados trazidos pelo ministro da Saúde e também as experiências e as constatações também daqueles que atuam diretamente com a prestação de serviço de saúde,
01:47na saúde suplementar, principalmente com relação à eficiência do atendimento médico dos profissionais formados aqui do Brasil,
01:55já que a estatística apresentada mostra que de cada três médicos formados, pelo menos um não tem a formação suficiente e o cuidado adequado, né?
02:06O conhecimento necessário para prestar um atendimento eficiente e também com toda a qualidade que a população merece, né?
02:16E esse foi um dos pontos aqui abordados também pelo Breno Monteiro, que é presidente da Confederação Nacional de Saúde,
02:24que falou sobre como essa ineficiência ou inaptidão de alguns profissionais acaba sobrecarregando e fazendo com que os custos sejam ainda mais elevados
02:35por causa da inexperiência ou da falta de conhecimento adequado para que os profissionais possam indicar os procedimentos,
02:44os remédios ou mesmo as terapias que são adequadas para cada tipo de atendimento e de necessidade trazido pela população em todo o país.
02:55A gente conversou com ele mais cedo sobre essas questões e traz agora um trecho dessa entrevista para a gente poder acompanhar
03:01e ver um pouco dessas preocupações que ele trouxe aqui durante a participação dele no painel.
03:07Talvez o maior custo que a gente tem na saúde é a falta de informação que tem gerado desperdício.
03:14desperdício quando você pede exames de necessário, quando você propõe tratamentos que não se adequam ao seu caso,
03:23mas principalmente a falta de informação entre toda a cadeia.
03:28Você precisa ter o seu médico do seu consultório que recebe as suas informações quando você vai lá fazer seu check-up.
03:36Essa informação precisa estar disponível para aquele médico quando você for bater em uma urgência,
03:43para ele saber todo o seu histórico médico e com isso poder, naquele momento de urgência,
03:50ter informações que ele não seria capaz de conseguir obter naquele momento,
03:55mas isso vai estar disponível numa tela de computador, sendo tratado pela inteligência artificial
04:03e dando um caminho muito mais adequado para esse atendimento, num pronto-socorro, por exemplo,
04:09e com isso, tratando, levando a um melhor tratamento, a resultados clínicos mais efetivos e, mais do que isso,
04:17a satisfação do usuário, porque se você consegue atender com aquilo que é necessário,
04:25você terá resultados melhores e isso terá uma percepção do paciente de que o serviço é bom
04:33e de que o complexo, vale a pena você investir num plano de saúde, você pagar os seus impostos
04:40se você estiver no sistema de saúde.
04:42Essa interoperabilidade que vocês estavam tratando aqui, ela já está em algum estágio
04:48ou é algo que ainda precisa ser debatido com mais vigor para que seja colocado em prática?
04:54A gente precisa de muita ação.
04:56Na idade, existem iniciativas do Ministério da Saúde que eu acho que começa,
05:01você não precisa começar com todos os dados, mas vamos lá.
05:06Se você tem os dados da pressão, isso já resolve uma parte.
05:11Se a partir daí você começa a ter o dado de peso, se você começa a ter o dado,
05:17incorporando dados, como, por exemplo, o Brasil já tem.
05:22Como assim?
05:22Você tem um aplicativo, porque o seu calendário vacinal,
05:26todas as vacinas que você tomou durante a vida, estão lá.
05:29É um aplicativo do governo, só que a gente precisa expandir
05:34para que o usuário que está numa UBS agora, num posto de saúde,
05:39esteja captando esse dado e indo também para um sistema
05:43que seja acessível para um pronto-socorro,
05:47para um hospital de transplante, para um hospital de tratamento do câncer.
05:52Esse sistema precisa começar a conversar.
05:55Existem iniciativas, mas a gente está longe ainda do que precisa ser feito.
06:00E com relação, por exemplo, você estava falando que o Brasil é um dos países
06:04que mais adota de maneira rápida novas tecnologias, novas soluções.
06:10Que questões isso implica para o atendimento, para a atenção de saúde aqui no país?
06:18Na verdade, nós tivemos casos de incorporação de medicamentos
06:22ainda numa fase de pesquisa que não garantia evidência científica robusta
06:31que precisaram ser retiradas da prateleira de uma nova proibição
06:37e essas medicações custavam milhões de reais.
06:44Então, quando você pega e dá uma medicação de 15 milhões de reais para um usuário
06:51e, ao mesmo tempo, você deixa de fornecer um tratamento de sífilis
06:58que mata igual, mata mais de 300 recém-nascidos no Brasil todos os anos
07:06e essa medicação custa 3 reais, a gente tem uma inversão.
07:12E a gente precisa ter cuidado com essa aceleração.
07:16A gente não precisa ser campeão de acelerização.
07:19A gente não tem uma indústria robusta.
07:23A gente ainda não é um dos grandes países de pesquisa clínica
07:28para poder ter esse processo acelerado como tem no Brasil.
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