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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um novo pedido de prisão domiciliar humanitária, mesmo após laudo da Polícia Federal indicar que ele pode permanecer na Papuda. Os advogados alegam múltiplas comorbidades, necessidade de cuidados médicos contínuos e impossibilidade de tratamento adequado no sistema prisional.

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Transcrição
00:00E olha gente, falando ainda sobre Bolsonaro, a defesa do ex-presidente da República fez um novo pedido de prisão
00:07domiciliar, mesmo após o laudo dos peritos da Polícia Federal apontar pela manutenção dele na papudinha.
00:13O André Nelly está ao vivo conosco aqui no nosso 3 em 1 e vai trazer mais detalhes.
00:17Nelly, eu quero te ouvir o que os advogados de defesa alegaram nesse novo pedido para regressão de pena.
00:24Seja bem-vindo, uma boa tarde, meu amigo.
00:28Obrigado, Cássio. Boa tarde a você também e a todos aqui no 3 em 1 da Jovem Pan.
00:33Os advogados de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro fizeram um novo pedido de prisão domiciliar humanitária com base naqueles
00:41mesmos argumentos que já foram apresentados em pedidos anteriores semelhantes.
00:47De que o ex-presidente Jair Bolsonaro possui diversas comorbidades nas áreas respiratória, cardíaca, também sequelas relacionadas a cirurgias na
00:58região do adome, no sistema digestivo.
01:01E que por isso, então, ele precisa de cuidados especiais, observação contínua por meio de médicos, dieta específica.
01:09E que todo esse tratamento, todo esse cuidado é impossível de ser realizado na carceragem, então, onde ele se encontra
01:18nesse momento na chamada papudinha.
01:20Em um quarto especial destinado, então, a algumas autoridades.
01:24Ele não divide esse quarto com ninguém, é um quarto bem mais amplo do que aquele que ele já ocupava
01:29na superintendência regional da Polícia Federal aqui no Distrito Federal.
01:33Mas, mesmo assim, os advogados de defesa do ex-presidente da República dizem que o tratamento no local não é
01:39adequado
01:40e que a gravidade da situação, inclusive, é comprovada com a presença contínua de uma ambulância do SAMU, do Serviço
01:49de Atendimento Móvel de Urgência.
01:50Também, a presença ininterrupta de um médico de plantão.
01:55Tudo isso constata que, segundo os advogados, o caso é grave.
01:59Existe um risco em relação, então, ao cumprimento da pena, porque o ex-presidente da República pode necessitar um atendimento
02:07de urgência
02:08e esse atendimento não ser prestado com a emergência que é necessária.
02:13E que tudo isso, então, estaria colocando em risco a vida do ex-presidente da República.
02:19Inclusive, os advogados, nessa nova apresentação, nesse novo pedido ao Supremo Tribunal Federal,
02:26fazem também uma comparação sobre o caso Fernando Collor de Mello, também ex-presidente da República,
02:33que foi condenado à prisão por corrupção e que, ao longo, então, dessa sua condenação,
02:39acabou tendo a pena revertida para a prisão domiciliar por conta, também, de diversas comorbidades, problemas de saúde.
02:47Então, o que os advogados do ex-presidente da República dizem é que deveria haver isonomia,
02:53ou seja, uma igualdade no tratamento entre as duas autoridades, porque se trata de dois ex-presidentes da República,
03:02mas que, nesse momento, de acordo com a defesa do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro,
03:07esse tratamento não está sendo dispensado a ele como foi dispensado, então, ao ex-presidente Fernando Collor de Mello.
03:15Cássio.
03:16Valeu, Anneli, obrigado pelas informações e, olha, gente, pelos detalhes que o André Anneli trouxe para a gente,
03:21ficou claro que há, sim, um movimento e não é de hoje.
03:24Se a gente lembrar, desde o começo do ano, a própria ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro,
03:28ao lado do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas,
03:31eles conversaram com o ministro Alexandre de Moraes, na tentativa, também,
03:34de tentar entender qual era o clima, a possibilidade do ex-presidente ir para o regime domiciliar.
03:40O ministro Alexandre de Moraes entendeu que ainda não era o momento e fez a transferência,
03:46atendendo, inclusive, o desejo também da defesa da surpreintendência da PF para a Papudinha.
03:52Mesmo assim, isso acabou também aí não agradando 100% a própria defesa e o ex-presidente,
03:57que imaginava uma regressão de pena e voltando para o regime domiciliar.
04:01Agora, a gente viu, inclusive, na semana passada, o movimento por parte do senador Ayrton Fagundes,
04:05que conversou com o Dias Toffoli, tentando também aí ter esse lado positivo,
04:10ou ter, pelo menos, um parecer positivo por parte de Dias Toffoli.
04:14E também, agora a gente está vendo o movimento de Carlos Bolsonaro,
04:17que aumenta esse coro, esse pedido por uma prisão domiciliar por meio das redes sociais.
04:22Fábio Perno, eu quero te ouvir, porque a defesa, até eu já perdi as contas de quantos pedidos já fez
04:28para que Bolsonaro volte a domiciliar, mas a gente sabe, até recorrendo ao ditado,
04:34água mola e pedra dura, parece que uma hora vai, talvez não agora, mas talvez é uma questão de tempo.
04:38É, mas também há quem diga o seguinte, água mola e pedra dura, tanto bate até que acaba a água,
04:42né?
04:43Então, veja...
04:44Acaba os recursos.
04:45Acaba os recursos, como a gente falou ontem, parece a história lá do Grenal.
04:48Grenal número 536, pedido de prisão domiciliar, número sei lá quanto.
04:54Então, veja, eu acho que a defesa está no seu direito de insistir.
05:00Agora, não me parece ter havido nenhum fato novo de uma semana pra cá, dez dias pra cá, de vinte
05:09dias pra cá,
05:10pra justificar, então, essa progressão de pena.
05:13De qualquer forma, aí, isso que você citou, né, da, digamos, da audiência concedida aí à ex-primeira-dama
05:22e também ao filho do presidente, no sentido de, né, mudança, exatamente, de sensibilizar o ministro Alexandre Moraes
05:32pra que ele concedesse, então, esse pedido, cai na mesma discussão que a gente teve no debate anterior.
05:39Ou seja, todo mundo vai ao Supremo pra sentir a temperatura.
05:44É, eu tava me lembrando aqui daquele projeto de desoneração, né, na Folha e tal, que o governo não concordou
05:51com a decisão lá da Câmara e tal.
05:54O que o governo fez? Foi do ministro Zanin.
05:56Ah, então, vamos ver. E aí, o ministro Zanin, inclusive, tomou lá uma decisão de dar um prazo, enquanto, um
06:05prazo pra um,
06:06pra aquilo que ele considerava o necessário ajuste, e se não houvesse aquilo, aí ele ia tomar uma outra, uma
06:13outra,
06:13ou seja, a gente tem até decisões provisórias do tipo, olha, vocês se acertem aí, porque se vocês não conseguirem
06:21se acertar aí,
06:22o STF aí vai ter que entrar em campo. Então, eu insisto, eu acho que não pode ser assim toda
06:29hora.
06:30Quer dizer, todo mundo que tá contrariado vai lá e bate na porta. E o pior, a porta se abre
06:36e aí os interlocutores conseguem conversar, né?
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