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Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que a redução da jornada semanal para 40 horas elevaria o custo médio do trabalho celetista em 7,84%, impacto semelhante a aumentos recorrentes do salário mínimo. Apesar disso, a pesquisa aponta que a maioria dos setores conseguiria absorver a mudança. Hoje, grande parte dos trabalhadores formais ainda cumpre jornadas de 44 horas semanais.

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Transcrição
00:00O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada avalia que o impacto da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais
00:07é similar ao de recorrentes aumentos no salário mínimo.
00:12De acordo com o estudo divulgado hoje, o aumento do custo médio do trabalho de um seletista em uma jornada de 40 horas
00:18seria de 7,84%.
00:21Segundo o estudo, entretanto, o resultado indica efeitos reduzidos nos custos totais.
00:27Por isso, a pesquisa aponta que a maioria das empresas conseguiriam absorver essa mudança.
00:35Segundo o estudo, 31,8 milhões dos 44 milhões de trabalhadores seletistas da Relação Anual de Informações Sociais de 2023
00:44têm jornada de 44 horas semanais.
00:48Em 31 dos 87 setores econômicos analisados, mais de 90% dos trabalhadores têm jornadas acima de 40 horas semanais.
01:00A gente vai trazer análise do Bruno Musa, mas eu quero reforçar essa é uma discussão muito importante.
01:06É preciso analisar todas as projeções que são feitas, a maneira como os representantes dos setores
01:13acabam refletindo as projeções, as indicações de um processo de demissão,
01:20a cobrança que muitos fazem de que o patrão deveria absorver qualquer tipo de perda
01:28e conceder aos funcionários esse tipo de benefício em detrimento de um investimento em melhorias, em equipamentos,
01:38enfim, é algo que a gente precisa analisar e discutir.
01:41Isso certamente será feito no Congresso Nacional, eu acho.
01:45Bom, preciso me despedir de parte da rede, que ficará agora com a sua programação local.
01:51Seguimos aqui com os nossos comentaristas, vou passar para o Bruno Musa,
01:55o Bruno vai fazer análise em relação aos muitos estudos que apontam um encarecimento
02:00da mão de obra a partir da determinação do fim da escala 6 por 1.
02:05Não sabemos se seria instituído o esquema 5 por 2, 4 por 3,
02:12mas não faz muito sentido quando você fala de indústria, né?
02:15Quando você fala de chão de fábrica.
02:17Pode dar certo, talvez, em um banco, né?
02:21Em uma empresa de tecnologia, o cara fica em casa ali, trabalhando de forma remota, não sei.
02:27Agora, em alguns mercados, em alguns segmentos, não parece fazer o menor sentido, né, Musa?
02:35Veja, Caniato, no exemplo que você deu, nós estamos falando já de trabalhadores mais qualificados,
02:40que ficam em casa, que tem toda uma estrutura de trabalho,
02:43que mexem ali com um computador, com um sistema executivo de TI,
02:46pessoas que são aqui, por exemplo, eu tenho bastante desse cliente meu,
02:51que são autos executivos de TI, estão lá em casa trabalhando,
02:55mas é a grande base dos trabalhadores brasileiros,
02:59que são trabalhadores de baixa qualificação.
03:02Não adianta nós acreditarmos na palavra do Zé Dirceu há um ano atrás,
03:05quando ele veio e falou que o Brasil é um país rico.
03:07Não é em números, PIB per capita, de renda per capita.
03:11O Brasil é um país pobre. Simples assim, os números mostram.
03:15Tem uma frase da Ayn Rand, que eu gosto muito, que fala,
03:18nós podemos ignorar a realidade, mas não podemos ignorar as consequências de ignorarmos a realidade.
03:25E, basicamente, nos números que a gente vê aqui, é isso.
03:28Quando o Davila fala, cadê os números, cadê os estudos?
03:31Isso seria em um país mais sério.
03:34No Brasil, isso pouco vale, não vale de nada,
03:37porque o ser humano é impactado pela emoção.
03:40E o que vale no discurso, principalmente dessa agenda, mas da esquerda,
03:45é pegar as pessoas pela emoção única e exclusivamente.
03:50Ora, o empregado precisa de mais horas,
03:54o dono da empresa tem absolutamente tudo.
03:56Ele já é dono, já é empresário e cria aquele nós contra ele.
04:00Só que o grande ponto é que grande parte dos empresários do Brasil não são donos de bancos.
04:05É o dono da papelaria, é o dono da padaria aqui do lado,
04:09é o dono da mecânica, eles são empresários, eles são empreendedores
04:13e ele tem o fluxo de caixa apertado, ele não pega juros subsidiados,
04:17ele toma juros altíssimo, ele não tem conhecimento de educação financeira
04:21e ele precisa contratar mão de obra que ele não consegue entregar,
04:24ele não consegue achar dentro do mercado.
04:27Então, quando a gente vê pessoas falando, como foi colocado na nossa matéria,
04:31que isso incrementará a produtividade e a qualificação do trabalho,
04:35eu me pergunto, como?
04:37Como?
04:37Qual é a base para você achar que a produtividade aumentará
04:41porque você trabalhará menos?
04:44Em que planeta é isso?
04:45Você pode ser mais produtivo trabalhando menos com altíssima qualificação do trabalho.
04:50Para isso, passa por educação, passa por conhecimento de tecnologia,
04:54passa por manuseio dessa tecnologia por parte de grande parte dos trabalhadores,
04:58que no Brasil não é assim.
05:00Segundo o IBGE, que está sendo agora os dados super desconfiados
05:05por parte até dos exonerados do próprio IBGE,
05:0830% dos brasileiros são analfabetos funcionais.
05:11Isso significa que não entende duas linhas, métrica do próprio IBGE.
05:16Duas linhas eles não conseguem interpretar.
05:18Como é que você melhora a qualificação de um trabalhador
05:20que não interpreta duas linhas num texto básico,
05:23trabalhando menos horas por semana e forçando que ele ganhe mais?
05:27Sendo que é o dono da padaria, o dono da papelaria, o dono do açougue
05:30que precisa pagar mais essas pessoas numa carência de mão de obra.
05:34Não tem explicação plausível, nenhum tipo de embasamento em dados, fatos e números.
05:39É para pegar o eleitor no emocional. Simples assim.
05:43Recebendo a rede Jovem Pan, todos conectados em Os Pingos nos Is,
05:46fez um levantamento que aponta que a jornada de 40 horas semanais
05:51iria elevar o custo médio do trabalho em pelo menos 7,84%.
05:59Mas há estudos que projetam um valor superior, um percentual superior.
06:06Você, Mota, é preciso colocar nessas discussões e na balança também a produtividade do brasileiro,
06:11uma maneira distorcida de analisar como as coisas funcionam no dia de hoje.
06:17Porque do jeito que falam, pelo menos alguns, parece que nós,
06:22ou parte do trabalhador, opera no esquema chinês.
06:25E não é bem assim.
06:27Há garantias e garantias para o trabalhador brasileiro.
06:33O interessante dessa pesquisa, na verdade, o objetivo dessa pesquisa,
06:38o que eles estão tentando dizer, é que o impacto não é tão grande assim.
06:43É só 7,84% que a maioria das empresas consegue lidar.
06:48É isso que essa pesquisa está tentando dizer, né?
06:52Os autores da pesquisa dizem que o aumento, esse aumento do custo do trabalho
06:57não implica na redução da produção ou no aumento do desemprego.
07:04Inclusive, eles comparam essa história do fim da escala 6 por 1
07:09com os aumentos reais do salário mínimo que ocorreram recentemente.
07:15Eles dizem, os autores dessa pesquisa, que a valorização real, ou seja,
07:21aumento acima da inflação do salário mínimo, não causou efeitos negativos sobre o emprego.
07:30Eu não tive acesso aos dados.
07:32Agora, posso seguir a lógica.
07:35É evidente que um aumento real do salário, sem que haja um aumento de produtividade,
07:42significa redução do nível do emprego.
07:45É óbvio para todo mundo que tem uma empresa, ou que já administrou uma empresa.
07:50Eu acho que não é o caso desses pesquisadores, né?
07:53Acho que esse instituto aí é um instituto estatal, não é uma entidade empresarial.
07:59Então, todo mundo que já administrou uma empresa sabe disso.
08:02Se você tem que dar um aumento real, e esse aumento real de salário não corresponde a um aumento de produtividade,
08:12você está aumentando os seus custos sem que você aumente a sua receita.
08:18O resultado é óbvio.
08:20Você vai ter que cortar custos de algum jeito.
08:22Agora, eu entendo que é possível que a estatística não consiga, ou talvez não queira, capturar esse efeito.
08:33É importante o Motta ter falado sobre o estudo, como eles chegaram ao valor de 7,84,
08:40e aí tem um recorte no estudo que trata somente dos grandes setores.
08:45E aí, como é que a organização que fez o levantamento acaba trabalhando isso, Dávila?
08:50Dizendo que o fim da escala 6x1 teria um custo de menos de 1% para os grandes setores.
08:58Ou seja, praticamente amparando o governo e aqueles que defendem a diminuição da jornada de trabalho,
09:08no intuito de que isso seria um grande feito pelo governo federal, pelo Congresso Nacional,
09:16e seria um troféu mesmo para o trabalhador brasileiro.
09:20É muito fácil seduzir dessa forma, Dávila?
09:24Porque, assim, trabalhar com números, você pode analisar o copo meio cheio e meio vazio, né?
09:29Pode parecer para a grande parte da população que isso é um grande feito?
09:33Até mesmo uma instituição que tenta agradar o governo, porque já foi aparelhada politicamente,
09:43e produz um dado desse, não tem a ousadia de mostrar o impacto no setor público.
09:52Este é o maior empregador do Brasil hoje, é o setor público.
09:55Porque este aumento do salário mínimo real é o que fez com que a dívida pública brasileira disparasse.
10:04É o que fez com que nós vamos ter uma dívida perto de 80% em relação à dívida PIB.
10:09É o que fez a taxa de juros no Brasil ser a mais alta do mundo.
10:13É o que levou mais de 70 milhões de brasileiros a inadimplência.
10:17É o que levou um número recorde de mais de 8 milhões de empresas que estão negativadas, que estão inadimplentes.
10:26Tudo isso é consequência desta irresponsabilidade.
10:31Além disso, agora, você vai diminuir a jornada de trabalho, vai ter que contratar mais gente no setor público,
10:37vai ter que pagar mais aposentadoria, vai ter que pagar mais salário.
10:41É de uma irresponsabilidade atroz, que nem mesmo essa turma aparelhada pelo governo que faz estudo estatístico
10:49tem coragem de colocar isso no papel.
10:52Porque isto é a prova que esta medida vai ser um desastre para o setor público
10:58e uma catástrofe para o setor privado.
11:02E aí, Canhato, de novo, por que não retomamos a história da reforma trabalhista?
11:11Hoje, não é preciso uma lei para determinar 6x1.
11:16Se você quiser, pode determinar 6x1.
11:18Algum setor acha que isso é bom?
11:20Pode determinar já.
11:22A reforma trabalhista garante a flexibilização das regras.
11:27Se isso for um negociado sobre o legislado, pode valer amanhã.
11:32Não precisa ter o governo se metendo nisso.
11:35Não precisa ter o Congresso Nacional num ato de demagogia e populismo eleitoral.
11:40estourar ainda mais as contas públicas.
11:44É só ter o negociado sobre o legislado.
11:46Você pode criar banco de horas.
11:49Então, a flexibilização das regras trabalhistas já está na legislação.
11:54Por que não seguir a lei?
11:56Por que ter essa intromissão indevida do Estado em relações privadas?
12:02Que é o empregador e o empregado que sabe quanto pode pagar e qual é o regime melhor que trabalha para o seu negócio.
12:09E ninguém vai fazer uma coisa descabida para o trabalhador porque o trabalhador vai embora e vai trabalhar na concorrência.
12:15Então, vamos respeitar a lei aprovada pelo próprio Congresso Nacional.
12:21Não vamos fazer com que num ano de populismo eleitoral, e só porque o governo liberou 1,5 bilhão de emendas,
12:29nós vamos aprovar um desastre de uma medida dessa que vai quebrar muito o Estado e o município
12:34e que vai quebrar e fechar muitos negócios e aumentar a informalidade.
12:37Vamos ser mais responsáveis com o papel público e honrem o cargo de parlamentar, de governante, de funcionário público
12:48e não entra nessa gatunagem de maquiar números e excluir um setor que é o maior empregador do Brasil.
12:55Isso é vigarice com os dados.
12:58Nós não podemos aceitar isso como cidadãos.
13:02Pois é, só para a gente encerrar, vou passar para o Bruno Moza,
13:05porque o Bruno é muito oportuno escutá-lo a respeito dessa situação.
13:10Possibilidade de acabar com a escala 6x1 e aí adotarmos, ou grande parte do sistema produtivo,
13:18das empresas e os setores provavelmente operarem numa nova forma, sei lá, se 5x2, 4x3.
13:27É preciso lembrar também da isenção do imposto de renda para quem ganha até 5 mil reais.
13:31Mudança nas regras tributárias, a possibilidade do IVA mais alto do mundo,
13:36dívida pública em alta.
13:38É um cenário muito preocupante, né, Bruno Moza?
13:41E mesmo assim, a gente observa dólar em queda e bolsa batendo recordes.
13:47Por que, Bruno Moza?
13:49Vamos lá.
13:51A bolsa está, estou olhando agora aqui, fechando hoje a 185 mil pontos, tá?
13:56Tem um número mágico aí que ela está batendo um recorde em valor nominal.
14:01Para quem acompanha mais o mercado lá de trás, vocês devem lembrar,
14:04em 2008, quando o Brasil ganhou o tal do Investment Grade,
14:07o selo de qualidade de bom pagador, pré-crise 2008 dos Estados Unidos,
14:11a bolsa brasileira bateu 75 mil pontos.
14:14O câmbio ali era algo como 1,60.
14:16Se nós trouxermos a valor presente, aqueles 75 mil pontos,
14:21até hoje, corrigido pela inflação e com o câmbio atual,
14:24aqueles 75 mil representam 250 mil pontos, tá?
14:28Então o Brasil tem um grande e amplo espaço ainda na bolsa para crescer.
14:32O fluxo que entrou, ele é um fluxo altamente de curto prazo
14:36para puxar a bolsa brasileira.
14:38Mais ou menos 50% do fluxo brasileiro, da bolsa brasileira,
14:42ela é de gringo.
14:43O estrangeiro manda 1, 2% do capital do fundo dele para cá,
14:47que para ele é irrisório e para a gente é o caminhão de dinheiro, né?
14:51Tem dias, por exemplo, que uma ação, a ação da Apple,
14:53só a ação da Apple negocia um volume maior do que a bolsa brasileira inteira.
14:58Então nós somos uma fração do que é o mercado americano,
15:02ou seja, o fluxo do estrangeiro,
15:04ele é muito importante para puxar a nossa bolsa.
15:06Quando o estrangeiro olha o cenário geopolítico,
15:08o dólar enfraquecendo, juros baixos nos Estados Unidos e aqui alto,
15:12ele olha também que esse dinheiro precisa diversificar dos Estados Unidos.
15:17E para onde?
15:17Quais são os emergentes?
15:19Os emergentes você tem a Rússia em guerra,
15:21você tem Turquia com inflação,
15:23Colômbia pequena,
15:24México, que leva um fluxo,
15:26mas negocia metade do volume da bolsa brasileira,
15:29tem uma relação com os Estados Unidos,
15:31que está ali um tanto quanto conflituosa,
15:33mas atrai uma parte desse capital.
15:36A gente vê a Argentina atraindo um certo capital,
15:39Chile, mas são países pequenos.
15:41Ou seja, então o Brasil naturalmente recebe esse fluxo.
15:44Mas quando a gente olha,
15:46todos esses países que eu mencionei,
15:48a bolsa também subiu na mesma proporção que a bolsa brasileira.
15:51E a moeda desses países emergentes
15:53também se valorizou na mesma proporção
15:55que as moedas desses países emergentes.
15:58Então não é algo particular do Brasil.
16:00Só que quando nós olhamos, por exemplo,
16:03a curva de juros futura brasileira,
16:05que é o que determina
16:06quanto as empresas e o governo pagarão
16:08por emitir uma dívida,
16:10o fluxo não entrou aí.
16:12O fluxo entrou na bolsa
16:13para pegar ativos de primeira linha,
16:14empresas de primeira linha,
16:16para pegar porque ela estava barata
16:17comparativa aos pares desses países emergentes.
16:20Mas o montante que o Brasil e as empresas pagam,
16:24que é olhando a curva de juros futura,
16:26não atraiu nem de perto o mesmo fluxo que para a bolsa.
16:29Por quê?
16:30Pelo risco fiscal.
16:32E aqui está o nosso grande ponto.
16:34Se a gente não cuidar do fiscal,
16:36esse dinheiro que entrou,
16:37que veio por uma apertada de botão,
16:39uma apertada de botão leva o dinheiro embora.
16:41Então ou nós cuidamos do fiscal
16:43ou então a gente vai ter problemas sérios.
16:47E só para finalizar,
16:48é claro que o governo vai utilizar esses dados
16:51e falar que a bolsa está na máxima.
16:52Mas veja como dá para desenhar pontos importantes
16:55em cima do mesmo dado que a gente falou aqui
16:57e matematicamente é difícil você negar a realidade.
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