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  • há 10 horas
Ivo Lavor ressaltou que a proposta da pedagogia positiva não é apresentar mais uma técnica, mas sim um princípio norteador.

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Transcrição
00:00Hoje a gente vai tratar um pouquinho sobre pedagogia positiva e algumas estratégias que podem dar certo na nossa educação, especialmente na educação brasileira.
00:12Eu sei que você, professor, tem passado por alguns perrengues quando se trata de testar teorias, até porque nós temos um fenômeno muito nosso na educação, especialmente na educação municipal, das mudanças reiteradas de gestão.
00:28E aí os professores, como eles são muito pragmáticos, ou seja, querem coisas que realmente aconteçam, que dêem resultados, vivem a reboque de muitas metodologias que são mudadas constantemente.
00:43Mas nós queremos aqui apresentar um princípio norteador, para que nós possamos ter maior assertividade.
00:49E aí vai a dica para você que é secretário da educação, para você que é gestor e para você que é professor.
00:55É importante nós entendermos nossa própria cultura para podermos implantar qualquer tipo de prática.
01:02A nossa cultura brasileira, nós temos 50 ou mais habilidades de comportamento catalogadas no mundo.
01:13Ou seja, quando se trata de um projeto, é necessário entendermos que o comportamento humano se faz mais necessário do que a técnica.
01:22Então vamos aqui entender o nosso panorama inicialmente, para podermos falarmos de duas características principais que podem ser aplicadas na nossa cultura, na cultura brasileira.
01:36Uma coisa é a de que nós temos muita falta, que é muitas vezes a autonomia.
01:43Ora, ora, por que temos lideranças e muitas vezes alguns sistemas de educação de outros países têm pouca liderança no que se refere à questão mais do operacional das escolas?
01:56Já no Brasil, não. A gente precisa de gestor para tudo.
01:59Isso acontece porque quanto menos as pessoas praticam o que tem que se praticar, mais necessidade de ter um líder para ali designar as atividades é necessário.
02:12Então a autonomia é um valor, é um princípio muito necessário em nossos projetos educacionais.
02:20E a outra capacidade, não menos importante, que também está ligada à autonomia, é o pensamento crítico.
02:29Ora, todos os dias você precisa resolver problemas na escola, você precisa resolver problemas de prática, você precisa tomar decisões.
02:39Até porque, como eu falei anteriormente, a gente está mergulhado em muitas informações.
02:45Todo mundo opinando como você deve praticar em sala de aula.
02:50Nós temos o Instagram, nós temos a rede social, a gente tem os influencers, enfim, nós temos os autores.
02:56Muita gente opinando e falando sobre como você deve praticar.
03:00Então, dentro desse cenário, o pensamento crítico, ele se faz muito necessário.
03:06E aí eu quero, para finalizar aqui a minha fala, dizer como a gente pode desenvolver essas duas habilidades tão essenciais.
03:14Autonomia e pensamento crítico.
03:16Constantemente, vá criando dentro dos cenários ali, operacionais da escola, designando atividades para as pessoas realmente desenvolverem.
03:29Então, é importante colocar o protagonismo de quem faz.
03:33Ou seja, não basta você opinar como o professor tem que fazer.
03:37Você precisa também escutar o professor.
03:39Isso vai gerando uma certa autonomia e vai tirando do líder a responsabilidade de sempre estar resolvendo algum tipo de problema.
03:49E em relação ao pensamento crítico, é claro que a gente precisa ter uma boa leitura.
03:55Seja um bom leitor como professor, como educador.
03:58Nós precisamos estar emergidos na teoria e também compreendendo e vendo as experiências exitosas de outros países.
04:07Ou até do nosso próprio país.
04:10Nosso Brasil é muito diversificado.
04:12E eu tenho acompanhado muitas experiências interessantes.
04:16Como, por exemplo, eu já tenho citado em outros quadros aqui,
04:20a experiência de Corea U, um município aqui do interior do estado do Ceará.
04:25Onde eles obtiveram resultados muito significativos na alfabetização,
04:31por eles colocarem os professores como protagonistas desse processo.
04:38E começaram a trabalhar a alfabetização numa idade mais tenra.
04:43Ou seja, a partir dos quatro anos de idade, trabalhando ali as bases da alfabetização.
04:48Então, quando a criança chega lá do primeiro ano do ensino fundamental,
04:52que ele tem que apresentar essa habilidade, a habilidade está muito mais consolidada.
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