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Em entrevista ao Check Up, o otorrinolaringologista doutor Mauricio Kurc explica de forma clara a diferença entre rinite e sinusite, ou rinossinusite, e detalha como a inflamação nasal pode evoluir para quadros mais profundos nos seios paranasais. O especialista também comenta os principais sintomas, quando desconfiar da doença e por que nem toda dor de cabeça é sinusite.

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Transcrição
00:00Everaldo Guedes França, paciente do Dr. Maurício, relata como sua rinite evoluiu para quadros intensos de sinusite e como os tratamentos ajudaram.
00:10A relação com a sinusite é muito antiga. A primeira vez que eu tive uma sinusite, eu tinha uns 16 anos, um quadro desses, mas depois passaram muitos anos sem ter sinusite.
00:22Acho que a sinusite veio, e aqui não estou dando opinião médica nenhuma, mas para mim veio associada à rinite.
00:28Eu não tinha alergia. O meu pai sempre teve, eu cresci vendo meu pai espirrar o tempo inteiro, sofrendo com alergias.
00:37Eu tenho um filho que é muito alérgico também, mas até uns 40 anos de idade eu não tive alergia.
00:44De repente apareceu. E aí o que ocorre? Cada vez que eu tinha um quadro pior, ou um resfriado, vai.
00:53Resfriado a gente tem toda hora, né? Duas, três vezes por ano. Mas ou a rinite piorava o resfriado, e isso aí acabava virando uma sinusite.
01:03O Maurício me explicou depois, o Dr. Maurício me disse que você fica com aquela secreção lá dentro, aquilo é um caldo de cultura de bactérias, e elas aproveitam, né?
01:12E acho também que isso tem a ver com o desvio de septo que eu formei.
01:18Eu tinha um desvio de septo sério também, e acho que também a alergia foi criando algum problema nos dutos respiratórios.
01:27O fato é que qualquer resfriado virava sinusite.
01:30Então, antes até de eu iniciar os tratamentos com o Maurício, o meu clínico geral, o Dr. Clineu, começou a tratar isso, mas eu tinha, sim, uma sinusite por ano.
01:43Ok.
01:44Depois virou uma por semestre.
01:47Daí já não é tão ok.
01:50E aí uma crise a cada trímetro.
01:52Quando eu passei a ter, assim, sarei de uma, dali a três meses tive outra.
01:56Ele falou, não, chega, precisamos tratar isso de maneira diferente.
02:01Então, o Dr. Clineu começou a me tratar com antialérgico.
02:06Então, eu, há mais de 30 anos, há mais ou menos isso, tomo antialérgico toda noite.
02:12E se eu não tomar, se eu esquecer de tomar, ou viajar e acabar o comprimido, eu, no dia seguinte, tenho uma crise de alergia.
02:21Eu não só uso o comprimido de antialérgico, como eu uso o spray nasal também.
02:26E se eu parar com o spray nasal, aí demora um pouquinho mais, uns dois dias.
02:31Aí eu tenho crises de alergias sérias também.
02:35Tudo foi juntando.
02:36Tudo foi juntando para piorar a minha situação.
02:38E eu cheguei num ponto em que eu, inclusive, não conseguia dormir direito, deitado sobre o lado esquerdo.
02:46Eu só podia deitar sobre o lado direito.
02:48Se eu deitar sobre o lado esquerdo, eu não respirava.
02:51Não conseguia dormir.
02:51E isso tudo ficou incontrolável, mas comecei a controlar melhor com uma sugestão do Maurício.
02:58O Maurício me ensinou a lavar o nariz.
03:00Com isso, ele me ajudou a evitar vários episódios de sinusite.
03:05Aqueles resfriados que viravam sinusite, aí, assim, só um terço passou a evoluir dessa maneira.
03:12Dois terços já resolvi dessa maneira.
03:13O que transformou muito as coisas e me fez voltar a respirar, até para fazer qualquer atividade física,
03:21eu não puxava o ar direito.
03:23O ar não passava.
03:24Então, há nove anos, em 2016, o Maurício fez uma cirurgia para mim.
03:29E chegou aquela hora que, antes disso tudo, e que começou a ser uma atrás da outra,
03:34combinei com o doutor Kleineu e com o Maurício.
03:37Os dois são colegas lá no Einstein.
03:40E falei, vamos para a cirurgia, né?
03:41Não tem jeito.
03:42O Maurício fez em mim uma cirurgia de três horas e meia.
03:47E aí, foi a famosa correção do septo e a famosa cirurgia de sinusite.
03:55É um monte de, não sei o que lá, plastia, né?
03:58Várias.
03:59Está no relatório técnico.
04:01Mas, trocando em miúdos, ele desentupiu meus canos lá dentro.
04:05E nós, foram três horas e meia de cirurgia.
04:08O Maurício me deu uma gravação que eu não tenho coragem de assistir, mas foi um sucesso.
04:16Hoje em dia, eu respiro maravilhosamente depois da cirurgia.
04:20Qual a diferença da sinusite para a rinite?
04:23A rinite seria uma inflamação da cavidade nasal e a sinusite uma inflamação dos seios paranasais,
04:28que são cavidades que estão entre os olhos e dentro do nariz e mais profundamente no nariz.
04:35A gente nem chama mais de sinusite.
04:37A gente chama, normalmente, de rinocinusite.
04:39Porque é difícil você ter uma sinusite sem ter uma rinite.
04:42Então, a rinite, a sinusite é uma continuidade desse processo inflamatório que ocorre na cavidade nasal
04:48para dentro dessas cavidades paranasais.
04:50E quais são os sintomas da sinusite?
04:52A gente teria que diferenciar a sinusite aguda da sinusite crônica.
04:58Mas na sinusite aguda, normalmente, ela é decorrente de um processo viral, de um resfriado,
05:04que evolui para uma sinusite aguda.
05:06Inicialmente, para uma sinusite viral aguda e, eventualmente, em uma mínima porcentagem dos casos,
05:13mais ou menos 2% dos casos, ou de meio a 2% dos casos, você pode evoluir para uma rinite aguda bacteriana.
05:20Qualquer uma dessas rinites se caracterizam por obstrução nasal, secreção nasal de cor,
05:29a gente chama de secreção nasal brasileira, verde e amarela, ou esbranquiçada também.
05:34Então, obstrução nasal, secreção purulenta, muitas vezes cursa com diminuição do olfato
05:41e pressão na face, que pode até ser dor de cabeça.
05:46E esse é um fator de confusão, porque muitas pessoas vêm no consultório,
05:51são atendidas pelo não especialista com dor de cabeça e são atribuídos ao diagnóstico de sinusite
06:00e não tem obstrução nasal, não tem secreção.
06:02Então, eu acho que a mensagem é essa, tem que ter secreção nasal, tem que ter obstrução nasal,
06:08tem que ter um quadro nasal de rinite para você justificar uma sinusite.
06:13E isso, esse quadro clínico, ele é corroborado por exames subsidiários.
06:21Então, o exame radiológico confirma quando você tem esse algoritmo clínico que você descobre que tem sinusite,
06:30ele é corroborado pelo exame de imagem, que a gente evita de fazer, porque não precisa.
06:34Se a pessoa chegar por telefone e me contar o que tem, eu faço o diagnóstico.
06:38A gente fez uma peregrinação pelos pronto-socorros do hospital em que estavam solicitando muita tomografia.
06:48E não precisa, a gente tem uma forma de descobrir se a pessoa tem sinusite ou não pela história.
06:52É muito nítido.
06:53Você falou sobre pronto-socorro, examinar algum aparelho novo, alguma coisa diferente que você usa na sua prática
07:00que te ajude a fazer diagnóstico de rinite e sinusite?
07:03O diagnóstico é clínico. Eu consigo, pela história, determinar se tem sinusite.
07:09Mas eu tenho o privilégio, como sendo um otorrino, de conferir essa suposição clínica com exame de endoscopia.
07:21A gente consegue colocar um endoscópio, que tem uma câmera, e entrar dentro das cavidades nasais,
07:27de onde a gente vê nas saídas dessas cavidades, das cavidades paranasais, a secreção, a obstrução, o que está causando a sinusite.
07:37Então, hoje, o exame endoscópico auxilia muito no diagnóstico.
07:41E não só para a sinusite, mas para as outras afecções otorrinolaringológicas,
07:46para a detecção de câncer de laringe, para alterações na voz, de usuários da voz como você.
07:51E essa capacidade endoscópica também se manifesta na cirurgia.
07:58A gente, hoje, usa esses endoscópios para fazer a cirurgia de uma forma que,
08:03na minha época de treinamento, de residência, ainda não existia.
08:07Então, começou a existir, não tão recentemente, mas é uma ferramenta espetacular.
08:11Sinusite pode evoluir para alguma condição mais grave, a ponto de você ter que operar, drenar, alguma coisa do tipo?
08:17A gente passa aí para a sinusite crônica.
08:19A sinusite crônica é definida como uma sinusite que durou mais que três meses.
08:24E dentro das sinusites crônicas, a gente tem um leque de tipos de sinusites que são mais graves ou menos graves.
08:33A gente, muitas vezes, opta pela cirurgia quando essas sinusites crônicas
08:38não obtiveram um controle adequado com a medicação.
08:43Então, sim, a gente faz cirurgia e o objetivo da cirurgia, muitas vezes, em sinusites crônicas, não é nem curativo.
08:52É uma forma de você conseguir que os medicamentos cheguem mais adequados nas cavidades paranasais,
08:59que você não tenha tanta obstrução, não tenha tanto sintoma que essa sinusite traz.
09:04E hoje em dia, além da cirurgia, quando a cirurgia também não dá certo,
09:10a gente tem a arma dos imunobiológicos que estão aí ajudando muito no tratamento da sinusite crônica.
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