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A pandemia ficou marcada pelo desenvolvimento em tempo recorde de vacinas graças a pesquisas prévias, colaboração global e agilidade regulatória. No campo dos tratamentos, avanços com antivirais e anticorpos, além da otimização de protocolos clínicos. A telemedicina se consolidou para consultas de rotina e a Inteligência Artificial se tornou essencial para modelar a ciência. Quanto à origem da próxima pandemia, é preciso estar preparado para algo completamente novo e imprevisível, impulsionado pelo desmatamento, mudanças climáticas e maior contato entre humanos e a vida silvestre.

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Transcrição
00:00Na questão das vacinas, um capítulo importante, um tempo record com o qual conseguiu-se desenvolver algo absolutamente novo
00:10e com tecnologias absolutamente inovadoras.
00:14É possível fazer isso em saúde e em outras frentes que não só as vacinas?
00:18É incrível, né? Na vacina, o que a gente fez? A gente usou métodos velhos, né?
00:23Por exemplo, a Coronavac, que era uma vacina de vírus morto, né? Morto por passagem em ovo, né?
00:31Que era uma coisa que a gente faz hoje com a vacina de influenza, mas a gente teve coisas revolucionárias
00:37como a vacina de RNA mensageiro, que expressava especificamente a proteína que era preciso expressar
00:44para ver resposta imune. E isso já extrapolou, por exemplo, o mecanismo de RNA mensageiro
00:50está sendo utilizado experimentalmente, nos modelos experimentais, por exemplo, de cura da AIDS.
00:56Então, isso virou uma possibilidade de aplicação em vários outros segmentos da saúde
01:03que eu considero um legado da pandemia e que foram feitos em tempo recorde.
01:10Então, a ciência consegue dar resposta de curto prazo.
01:14É preciso integrar esforços, é preciso, de novo, como você falar em caraia,
01:18isso como o mundo inteiro e não como feudos isolados no mundo.
01:22Uma outra quebra de paradigma foi justamente a utilização da telemedicina.
01:27Nós sabemos que o Brasil demorou muito para entrar no cenário da telemedicina.
01:31Telemedicina já regulada nos Estados Unidos na década de 90, quer dizer, quase 30 anos antes.
01:38Você, hoje, vendo o aspecto da telemedicina, o seu avanço, será que a comunidade médica consegue entender
01:47a responsabilidade que ela tem muitas vezes por tomar atitudes muito mais corporativistas
01:54do que uma visão coletiva?
01:56Esse aprendizado veio ou você acha que ele passará indiferença?
01:59Acho que há resistência, mas ficou muito claro o benefício, né?
02:03Ficou muito claro o benefício para ser ignorado e para ser expandido.
02:07Então, você veja qual que era o benefício da telemedicina na pandemia.
02:11Se você pegasse pacientes que não eram críticos, que não eram graves,
02:15se você atende esse paciente na casa dele, você deixa de expô-lo a toda a cadeia de transmissão.
02:22Ele não vai no transporte público, ele não vai no táxi,
02:26ele não convive num ambiente de hospital com outros pacientes,
02:30ele não entra em contato direto com profissionais de saúde.
02:33Mecanismo extremamente importante de prevenção de transmissão.
02:38E hoje, ele serve para vários outros cenários em que você poupa, inclusive, recursos.
02:44Então, eu acho impossível que a comunidade médica não entenda que a telemedicina tem um espaço
02:49e tem um espaço bastante razoável dentro do atendimento médico.
02:54Dentro dessa visão polêmica e, no mínimo, eu acho que palpitante para a gente poder discutir,
03:00ao lado da telemedicina, algo novo que também é inteligência artificial,
03:05que trouxe oportunidades de previsibilidade dentro da pandemia e também em pesquisa,
03:11porque isso vai acelerar o tempo e a velocidade com a qual a gente vai poder chegar
03:17a conclusões sobre ensaios clínicos demorariam anos.
03:20Como é que você vê essa inserção da inteligência artificial?
03:23A primeira coisa que me chama a atenção é que, se a gente conseguir,
03:29a inteligência artificial faz isso, que é agregar informações em setores diferentes,
03:35a gente vai conseguir detectar muito precocemente pandemia.
03:39Você começar a agregar dados de mobilidade humana, começar a agregar dados de absenteísmo,
03:46começar a agregar dados de procura em pronto-socorro e agregar dados econômicos, sociais,
03:54populacionais e médicos.
03:56A gente vai conseguir olhar o começo das pandemias.
04:00E a gente vai conseguir, durante a pandemia, entender a desaceleração,
04:05a reaceleração, que foi uma coisa que aconteceu na Covid,
04:08ela veio por surtos, ela veio por ondas.
04:11E, às vezes, eu ficava pensando, o papel do administrador hospitalar,
04:15ele tem uma desaceleração, o que ele faz?
04:19Para de comprar insumo ou se prepara para o próximo?
04:22Então, se você tem uma ferramenta de previsibilidade para isso,
04:26além de ajudar o paciente, ele vai ajudar o sistema de saúde,
04:29essa data mais rápido, as mudanças que ocorrem dentro de uma pandemia,
04:33porque elas nunca são lineares.
04:35Você tem uma mudança dentro da pandemia que é muito difícil de avaliar.
04:39E essa é a primeira e grande aplicação que eu veria da inteligência artificial
04:44nesse cenário que nós estamos conversando.
04:46Já que você falou de futuro, pandemia futura, o que será?
04:50Um coronavírus, influência ou a própria terapia antimicrobiana
04:55que a gente usa hoje, talvez de maneira não tão adequada,
04:59e que acaba criando resistências?
05:01Como é que você enxerga esse cenário?
05:03Primeiro, as pandemias humanas foram causadas até hoje
05:07por coronavírus e vírus e influência.
05:09E eles têm uma explicação muito fácil,
05:11a circulação desses vírus no meio animal.
05:15A capacidade desses vírus causarem doença fora dos seres humanos.
05:21Então, tem duas coisas assim,
05:23são duas maneiras de causar doença.
05:25Por exemplo, o coronavírus é um vírus que veio direto,
05:29é uma zoonose, ele existia no meio animal
05:32e o homem entrou acidentalmente na cadeia de transmissão.
05:37Sempre que acontecer isso, vai ser sempre um risco de pandemia.
05:41Os vírus e influência, eles têm a maioria deles
05:44um mecanismo um pouquinho diferente.
05:46É um rearranjo genético de cepas de influência
05:51do mundo animal e do mundo humano.
05:54O importante é que todos eles acabam tendo um impacto grande
05:57por ser um vírus novo e a transmissão respiratória vai ser sempre igual.
06:02Previsão, eu não sei, mas eu sei dizer que tem uma pandemia potencial na nossa porta.
06:07A gente precisa começar a olhar, que é a gripe aviária.
06:11A gripe aviária é um vírus de influência H5N1.
06:15Transmissão no mundo animal ocorre desde 2003.
06:19São em torno de mil casos humanos, com uma letalidade alta, próxima de 50%.
06:24Felizmente, não há transmissão inter-humana.
06:28Mas esse é um vírus de potencial, de risco potencial,
06:31porque esse vírus nos seres humanos, ele consegue se adaptar
06:36no nosso trato respiratório inferior.
06:40Tudo que infecta o trato respiratório inferior,
06:43produz menos partícula infectante.
06:46Quando esses agentes, se esses agentes conseguirem se adaptar
06:50aos receptores da parte alta do trato respiratório,
06:53a gente vai gerar mais partícula e pode haver transmissão inter-humana.
06:58Então, o primeiro que a gente tinha que estar se preparando,
07:01que a gente tinha que ter todo o aparato para detectar e se preparar
07:07quando começar, se houver transmissão inter-humana,
07:10seria o vírus atual da gripe aviária que está na nossa porta
07:14e ele precisa ser mais debatido.
07:16Obrigado.
07:17Obrigado.
07:18Obrigado.
07:19Obrigado.
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