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  • há 2 meses
Chapolin Colorado é um dos personagens mais icônicos da televisão latino-americana, criado por Roberto Gómez Bolaños, o eterno Chespirito. Com seu jeito atrapalhado, coração enorme e frases inesquecíveis, o herói mais querido da TV sempre aparece quando ninguém mais tem coragem.

Neste vídeo, você confere episódios clássicos do Chapolin Colorado, totalmente dublados em português, trazendo humor, sátira e aventuras que marcaram gerações. Uma verdadeira viagem nostálgica para fãs antigos e uma ótima oportunidade para quem quer conhecer esse personagem lendário.

Ideal para quem gosta de comédia clássica, séries antigas e produções que fizeram história na televisão.

Assista, relembre e divirta-se com o herói que não contava com a astúcia de seus inimigos!

Tags:
Chapolin Colorado, Chapolin, Chespirito, Roberto Gómez Bolaños, séries clássicas, humor clássico, comédia mexicana, televisão antiga, episódios clássicos, dublado em português, nostalgia, séries antigas, TV clássica, humor latino, herói atrapalhado

Categoria

📺
TV
Transcrição
00:00Mais ágil que uma tartaruga, mais forte que um rato, mais inteligente que um asno, ele
00:21é o Chapolin!
00:51Ai, me perdoe, eu me enganei de quarto.
01:21Não contavam com minha astúcia?
01:37O prêmio da loteria Acaba de ligar a...
02:07Patrão?
02:08Patrão?
02:12O que foi?
02:14Acaba de ligar a baixinha, ela disse que daqui a pouco vem aí.
02:17Mas o que é isso de baixinha?
02:19A senhorita Maria Antonieta quer dizer.
02:22Mas o senhor chama ela sempre de baixinha.
02:24Eu sim, mas você não.
02:26Para você é a senhorita Maria Antonieta.
02:29Para mim?
02:30Não, obrigado, sou casado.
02:33Quero dizer que você deve chamá-la de senhorita Maria Antonieta.
02:37A baixinha?
02:38Claro!
02:39Que?
02:40Outra vez?
02:41Que intimidade é essa com a minha namorada?
02:43Com a minha prometida?
02:44Com a minha futura esposa?
02:46Com a mulher dos meus sonhos?
02:48Nossa!
02:49Nossa, que bom que me acordou o chespirito.
02:52Eu sonhei que levava uma bolada.
02:54Bem na fuça?
02:55Que eu ganhava o grande prêmio da loteria.
03:00Ah...
03:01E dizem que os sonhos se transformam em realidade.
03:05É sério?
03:06Claro!
03:07Não acredito.
03:08Eu sonhei que o senhor me pagava os quatro meses de salário que me deve.
03:11Olha aí, até agora...
03:12Bem, bem, nem todos os sonhos se transformam em realidade.
03:15Mas tenho um pressentimento de que este sonho sim vai se transformar.
03:18Ah...
03:19Olha!
03:20Veja se me consegue um orfãozinho.
03:23Um orfãozinho?
03:24É, apenas um orfãozinho.
03:27E onde é que eu vou conseguir?
03:28Ai, ora, lá na rua.
03:30E vá depressante.
03:31Tá bom.
03:32Segura aqui.
03:35Boa tarde.
03:37Boa tarde.
03:38Ó, já chegou a baixinha.
03:39O quê?
03:41Meu céu.
03:42Minha vida.
03:44Como está?
03:45Muito bem, coração.
03:46Sente-se.
03:47Obrigada.
03:48Ouça, minha vida.
03:49Sim.
03:50Esse seu mordomo parece um tanto abusado, não concorda?
03:52Sim, mas é muito trabalhador.
03:55Ai...
03:56Bom, eu também sou muito trabalhadora.
03:58É?
03:59Sim.
04:00Eu quero dizer que comecei a fazer aulas de culinária, já que vamos nos casar.
04:03Eu já estou muito adiantada.
04:05É?
04:06E o que já aprendeu?
04:07A fermer o leite.
04:10Muito bem, muito bem.
04:11Sabe, eu já comprei o anel de compromisso.
04:13Ah...
04:14Espero que não tenha custado muito caro.
04:16Não.
04:18Não?
04:20Bom, mais ou menos.
04:21Espere, eu vou trazê-lo para que veja.
04:23Ah, sim.
04:24Não demore, meu céu.
04:25Ah, como vai, baixinha?
04:35Eu vou bem.
04:36E...
04:37Já voltei, patrão!
04:39Sim, está bem.
04:41Ouça...
04:42E de quem é?
04:44Do patrão.
04:45O quê?
04:46Do meu namorado?
04:48Sim, por quê?
04:50Ai...
04:51Ai...
04:53Ai, eu sinto que...
04:54que vou desmaiar.
04:55Não, não, não.
04:56Calma, calma, calma, não.
04:57O que aconteceu?
04:58Nada!
04:59E diga ao meu namorado que eu vou embora para nunca mais voltar.
05:02Entendeu?
05:03Sim, baixinha.
05:04Até nunca.
05:06Até logo, baixinha.
05:08Patrão!
05:09Sim, já ouvi que você voltou.
05:11E então, conseguiu o orfãozinho?
05:13Sim, está comigo.
05:14Ele é bonito?
05:17Não.
05:18Ele é bem feio.
05:20Mas foi o único que eu consegui, né?
05:22Ah, não importa.
05:23Desde que dê para apostar.
05:26Não, esse aqui ainda não aposta.
05:29Já sei que é só as nove da noite.
05:32Anda, deixa aí em cima do vaso.
05:35É...
05:36Deixa onde?
05:37No vaso de flores, homem.
05:44Olha, meu amor, o anel.
05:45Meu céu.
05:46Onde ela está?
05:47A baixinha?
05:48Sim.
05:49Ela se foi.
05:50Como se foi?
05:51E se foi dizendo que era para nunca mais voltar.
05:55Para, para.
05:57Que estranho.
05:59Será que foi porque eu disse a ela que o anel custou barato?
06:02Ah, vai saber, né?
06:04Meu céu!
06:05Meu amor, minha vida!
06:06O que é que foi?
06:07O que é que foi?
06:08O que é que é?
06:09E o senhor quem é?
06:10Sabe, senhor, eu sou o Vigê Danturno, senhor.
06:12Estou desesperado, senhor.
06:13Acabaram de roubar meu filho, senhor.
06:15O meu filho!
06:16Nossa, mas como?
06:17Sim, meu filhinho de seis meses, senhor.
06:19Eu deixei ele sozinho um minuto para tomar uma limonada, senhor.
06:22E quando voltei, zaz, já tinha desaparecido.
06:25Por isso eu vim incomodá-lo, senhor.
06:27Se me permite, posso usar seu telefone para chamar a polícia?
06:29Claro que sim, claro que sim.
06:30A vontade, o telefone está lá dentro.
06:32Obrigado, senhor.
06:33Obrigado.
06:34No fundo à direita.
06:35Bom, depois eu vou ao banheiro, senhor.
06:39Problemas, problemas por toda parte.
06:41Minha namorada me abandona e o vigia sofre uma perda horrível.
06:45Quatro meses de salário que já me deve.
06:47Ah, este espírito já disse que assim que eu tiver dinheiro lhe pago até o último centavo.
06:51É, o senhor sempre fala.
06:52A propósito, onde deixou o orfãozinho?
06:54Pois onde o senhor mandou, aí no vaso, ó.
06:56Ah, sim, no vaso?
06:58Que...
06:59Mas o que é isso?
07:00É um orfãozinho que o senhor me pediu.
07:02Você é um louco.
07:05É maluco.
07:06Segure que eu não quero sujar minhas mãos.
07:08Ah, é que precisa trocar a fralda.
07:11Meu filho!
07:12Minha mão!
07:13Cuidado!
07:14Caralha, caralha!
07:16Ah, queridinho!
07:18Safado, criminoso, cachorro!
07:20Mas, traidor!
07:21Mas calma!
07:22Eu não fiz nada!
07:23Não foi culpa minha!
07:24Sem vergonha!
07:27Chega!
07:28Não tenho nada a ver com isso!
07:29Ah, não?
07:30E de quem é?
07:31No meu patrão.
07:32Como não?
07:33Por favor, minha vida, tenha calma.
07:34Sem vergonha!
07:35Canalha!
07:36Traidor!
07:37Se eu...
07:38Me permita...
07:39Eu não quero vê-lo nunca mais na vida, entendeu?
07:40Adeus!
07:41Mas, meu seuzinho, não se vá, minha vida!
07:43Por que não confessa de uma vez?
07:46Confessa o quê?
07:47Quem o trouxe?
07:48Ah, o mundo!
07:49A mamãe dele!
07:50Sei!
07:51Aqui!
07:52Quem o trouxe?
07:53Ah, aqui quem trouxe fui eu!
07:54Mas por ordem do senhor!
07:55Eu sabia!
07:56Não!
07:57Não!
07:58O que foi?
07:59Agora a casa caiu, seu bandido!
08:00Malfeitor!
08:01Deixa só eu contar pra minha mulher!
08:02Ela vai te...
08:03Ela vai te...
08:04Minha mulher?
08:05Minha mulher?
08:07O que foi?
08:09Não, acabo de lembrar que ela levou...
08:11Sabe...
08:12Do que está falando?
08:13Sabe, é que minha mulher teve que acabar levando o bebê ao médico e...
08:17Poxa, eu lhe peço desculpas, senhor!
08:19Mas que bom que não aconteceu nada, não é?
08:21Não, não aconteceu nada!
08:22Dá licencinha pro senhor vigia!
08:27E o pior de tudo é que o problema persiste...
08:30Qual?
08:31Como qual?
08:32Se o bebê não é do vigia, então de quem é?
08:35Que bebê?
08:36Que bebê?
08:37E isso que é?
08:39Ah...
08:40Isso é o órfãozinho que o senhor me pediu!
08:42Na minha terra dizem que dá sorte embrulhar os bilhetes num lençol!
08:49Mas...
08:52Os duendezinhos...
08:55Ah...
08:58Ah...
09:02Ah...
09:03Ah...
09:06E então, doutor?
09:07Bem, senhor...
09:10A primeira vista parece que não há nada de anormal com o menino!
09:15Não, não, não!
09:16Alguma coisa deve haver!
09:17Porque, frequentemente, dá a impressão de estar aterrorizado com algo!
09:21E tem mais!
09:22Nem sequer ele quis me dizer o que é que lhe causa tanto medo!
09:26Olha, senhor, por que não nos faz um favor?
09:30Por que não nos deixa sós um momentinho ao Fernando e a mim, talvez conversando?
09:35Ele se abre um pouquinho mais que com o senhor, me entende?
09:37Como quiser, doutor!
09:38Entende?
09:39Vou buscar os exames que me pediu pra fazer nele!
09:41A radiografia, os encefalogramas, etc, etc...
09:43Perfeito!
09:44Perfeitamente, senhor!
09:45Pode ir!
09:46Pode ir!
09:47Bem, Fernandinho...
09:51Suponho que a mim, sim, vai dizer do que você tem medo!
09:55É...
09:56Eu tenho medo que meu papai saiba dos duendezinhos, doutor!
10:01Dos duendezinhos?
10:02Sim!
10:03Aqui em casa vivem duendezinhos que brincam comigo!
10:05Ah, sim?
10:06É...
10:07São como o senhor!
10:09Como eu?
10:10Sim, muito feios!
10:13Bom, mas não tanto, hein?
10:14Não te supero!
10:15Não, não, não!
10:16Não, não, não, não!
10:17Mas eles são tão simpáticos, doutor!
10:19Sempre brincam comigo!
10:20Por isso eu tenho medo de que meu papai venha descobri-los!
10:23Porque meu papai é capaz de matá-los somente porque são feios!
10:27Não, Fernandinho, não!
10:29Senão ele já teria matado você!
10:31O que que foi?
10:32Digo, digo, digo...
10:33Além do mais, você deve levar em conta que esses duendezinhos existem apenas na sua imaginação!
10:38É...
10:39Mas eu posso vê-los, doutor!
10:40É verdade!
10:41Claro, claro!
10:42O que quer dizer que algo anda mal na sua cabecinha!
10:45Portanto, permita-me, eu vou ver se seu pai já encontrou os exames e todas essas coisas!
10:50Eu vou checar tudo!
10:51E já nos vê!
10:52Sim, está bem!
10:53Com licença, Fernandinho!
10:54Ele vai dizer ao meu papai que há duendes aqui em casa e meu papai vai matá-los!
11:02E agora, quem poderá me defender?
11:06Eu!
11:08O Chapolin Colorado!
11:11Não contavam com minha astúcia?
11:13Que bom que você veio, Chapolin Colorado!
11:17Já sabe!
11:18Meu papai vai matar os duendezinhos!
11:20Os duende o quê?
11:21Zinhos!
11:22Puxa!
11:24Olha, pirralho desmiolado!
11:26O quê?
11:27Os duendezinhos não existem!
11:28Ah!
11:29Existem sim, Chapolin!
11:30Há muitos aqui na minha casa, são tão simpáticos, brincam comigo!
11:33Ah!
11:35Me diga, você é filho único?
11:37Sim!
11:39É o que acontece!
11:40Como não tem irmãozinhos com quem brincar, sua imaginação teve que inventar os duendezinhos!
11:46Mas os duendes unicamente existem nos contos de fadas!
11:49E isso é...
11:51Silêncio!
11:53Silêncio!
11:54Minhas anteninhas de vinil estão detectando a presença do inimigo!
11:57Vou fulminá-la golpes com a minha marreta biônica!
11:59Sim!
12:00Siga-me, irmãos!
12:02Perdão!
12:10Falou comigo?
12:11Não, doutor, não!
12:13Entretanto, parece que eu vi você conversando com alguém!
12:16Bom...
12:17É, sim!
12:18Eu estava falando com...
12:19Sim, sim, sim!
12:20Com os duendezinhos, não?
12:22Olha, aqui são os exames de tudo o que fizeram!
12:25Vamos analisar tudo para ver de que forma eu poderia localizar...
12:41Não contavam com minha astúcia?
12:44Chapulhinho colorado!
12:45O que anda fazendo por aqui?
12:46Eu vim demonstrar a esse pirralho desmiolado que os duendezinhos não existem!
12:51Pois o mesmo digo eu, porque...
12:53Pois os dois estão equivocados!
12:55E não me importa o que digam essas porcarias de exames!
12:57O que é isso?
12:58Fora os dois!
12:59Olha, Fernandinho!
13:00Caiu fora!
13:01A mim ninguém expulsa!
13:02Muito menos um pirralho desmiolado!
13:04Fora!
13:05Fora!
13:18Mas é muito tonto!
13:19Não sente vergonha!
13:21Tão velho e ainda não aprendeu a descer uma escada!
13:25Se desce por aqui!
13:26O que aconteceu?
13:28As pernas vinha se machucando!
13:30Caramba!
13:31O que houve aqui?
13:32Não, nada!
13:33É que o seu filho Fernandinho ficou muito nervoso, se assustou e empurrou o doutor!
13:39Sim!
13:40Foi ele, não foi?
13:41Sim!
13:42Mas como?
13:43Agora ele já passou dos limites!
13:44Fernandinho!
13:45Quantas vezes terei que dizer que não se deve empurrar as visitas com força!
13:49É falta de educação!
13:50Vamos ver com isso!
13:53Obrigado, Vermelhinho!
13:54Obrigado!
13:55Obrigado!
13:56Muito obrigado!
13:58Agora tenho que continuar estudando, Chapolin!
14:01Porque seguramente isso vai nos mostrar porque esse menino continuou vendo esses duendezinhos
14:06o tempo todo pela casa!
14:07Mas o que é isso?
14:09Bom...
14:10Ai...
14:11Esses são todos os estudos clínicos que fizeram sobre ele!
14:14Olha!
14:15Radiografias!
14:16Análises!
14:17Essas coisas!
14:19Já fizeram até um encéfalo-grama!
14:22Um encéfalo-quê?
14:23Grama!
14:24Credo!
14:26E em qual parte do corpo?
14:30Ora, no cérebro, Chapolin!
14:33Suspeitei desde o princípio!
14:36Algo só poderia estar faltando no cérebro do menino!
14:41Vê algo?
14:42E como é que eu vou ver se você só me deu os negativos?
14:49Que que foi?
14:50Não foi nada!
14:51Tô olhando o raio-x!
14:52O que que foi?
14:53Não foi nada!
14:54Tô olhando o raio-x!
14:55O quê?
14:56Tá!
14:57Tá!
14:58Tá!
14:59Tá!
15:00Tá!
15:01Tá!
15:02Tá!
15:03Tá!
15:04Tá!
15:05Tá!
15:06Tá!
15:07O que que foi?
15:13Não foi nada, tô olhando o raio-x
15:15O que?
15:16Tá, tá, tá
15:34O que que foi?
15:36O que que foi o que?
15:37Bom, você sabe que estou aqui no plano pacífico, não?
15:41E eu estou no plano atlântico
15:42Bem, já sabe, hein?
15:45Ah, tá bom, já sei
15:46Já sei
15:47Bem
15:47Digo, digo, digo, e agora?
16:16Por que me bateu, Chapolin?
16:18Ué, por quê?
16:18Porque você me bateu primeiro
16:20Eu?
16:22Eu?
16:24Se liga
16:25Se liga, se liga você também
16:26Não me deixa nem estudar aqui, homem
16:28Olha isso
16:30Tenha que ser um Chapolin
16:43Se aproveitam de minha nobreza
16:48Mas eu te advirto de uma coisa
16:52Na próxima
16:53Eu te quebro a marreta biônica na cabeça
16:55E depois eu te quebro o nariz
17:00E te parto a boca
17:02E te arranco os olhos
17:04E te quebro tudo o que puder
17:06Chapolin
17:07Eu vi
17:08Eu vi
17:09Eu tô vendo
17:10E tem mais
17:11Se parece com meu filho Estevam
17:12Eu tô vendo
17:13Eu vi
17:14Eu vejo
17:14Eu vejo
17:15O temor que impõe o Chapolin colorado
17:19Com sua marreta biônica
17:21Até tu, Brutus, meu filho
17:29Traído
17:31Espera aí
17:32Traído pela minha própria marreta biônica
17:35Espera
17:38Eu que havia depositado em ti
17:40Toda a confiança de um pai
17:42Eu disse
17:45Ah, o sorro
17:49Choquilho
17:50Ao sorro
17:52O que foi, Chapolin?
17:54Seu da grande, homem
17:54Mas o que?
17:56Francamente, eu não entendo
17:57Tá vendo, Chapolin colorado?
18:06Eu te disse
18:07Sim, os doentes existem
18:08Sim
18:09Sim
18:10Não, eu digo, não
18:11Eu os imaginei
18:13O que é diferente
18:14Sim, claro
18:16Olha
18:16Quer água de jamaica com açúcar para o susto?
18:19Qual susto?
18:21Que você levou quando viu o duende
18:23Em primeiro lugar, eu não me assustei
18:26Em segundo lugar, me assustei porque me pegaram desprevenido
18:30Sim, como não
18:32Toma aqui
18:33Eu já disse que eu não quero
18:35Olha, mas reconhece que viu um duende, ainda que seja na imaginação?
18:40Só em imaginação
18:42Porque eu
18:43Porque eu
18:43Tampouco tive irmãozinhos com quem brincar
18:46E quando essas coisas acontecem
18:49Uma criança inventa
18:52Tem que inventar alguém que substitua esses amiguinhos
18:56Esse substituto pode ser um animalzinho, outra criança, um duendezinho
19:05Enfim, são coisas que vão acontecendo e a mente vai criando, vai criando, vai criando
19:11Até que vai se tornando uma obsessão
19:13E então
19:14Olha, não tinha água de jamaica nesse copo?
19:20Sim, algum duende deve ter tomado
19:22Sim, mas na jarra tem mais
19:26Ai, mais duendes
19:27Mais água
19:28Suspeitei desde o princípio
19:32Eu sei que nas jarras não existem duendes e eu
19:36Mamãe, você viu?
19:44Não
19:44Eu imaginei o que é diferente
19:47Sim, pois vamos ver, coloca a mão na jarra
19:50Eu coloco
19:54Já sei
19:55Eu coloco
20:01Por isso
20:02É uma jarra
20:04Eu coloco
20:08Eu quero ver
20:09Se aproveitam de minha nobreza
20:12Não
20:14Porque é falta de educação colocar as mãos em uma jarra
20:19Olha, Chapolin
20:20Não será que é porque tem medo?
20:22É claro que não
20:23E tem mais
20:24Para estar à altura dos duendezinhos
20:27Eu vou reduzir de tamanho tomando uma das minhas pastilhas de polegarina
20:31Veja
20:32O que é isso?
20:45Papai!
20:47Papai!
20:48Tem a ver isso!
20:48Papai!
20:52Não contavam com minha astúcia
20:54Agora sim
20:57Quando o primeiro duende aparecer
20:59Eu vou fuminá-lo a golpes de minha marreta biônica
21:02Sigam meus mãos
21:03Onde estão, duendes?
21:07Saiam e mostrem a cara
21:08Onde se esconderam?
21:11O que disse?
21:21Não consigo entender
21:23Quero que eu me aproxime de você
21:28Mas para quê?
21:34Ah, é
21:35Isso não vai ficar assim não, hein
21:37Outro
21:41Olha, olha, estão ali, doutor, estão ali
21:57Puxa, não se escondam, pequeninos
21:59De qualquer maneira vão todos me pagar muito caro por terem me assustado
22:02Não, papai!
22:04Como não? Nada, nada
22:04Me deixa, me deixa
22:05Saiam, covardes, saiam
22:07Ah, vou começar por isso aqui
22:08Não, não, não, espera, espera
22:09Espera, espera
22:09Toma!
22:10Não, não, espera
22:11Eu sou o Chapolin Colorado
22:12Toma
22:13Espera, eu já disse que eu sou o Chapolin Colorado
22:15Ai, ai, Chapolin
22:17Me perdoa
22:18Olha, palavra de honra
22:19Que nunca pensei que você pudesse ficar menor do que já era
22:21Ah, é
22:24Mas é claro
22:25O que que foi, Chapolin? O que que foi?
22:28E agradeça que eu não te dei esse golpe dois segundos depois
22:32Porque eu já vou recuperar o meu tamanho normal
22:34Olha, papai, o chap...
22:46Nossa, já recuperou o seu tamanho normal?
22:49Não contavam com minha astúcia?
22:52Fernandinho, quem está fazendo esse escândalo?
22:53O Chapolin Colorado
22:55Nossa
22:56E a culpa de tudo, isso é toda sua
22:59Minha por que, Chapolin?
23:01Por quê? Porque o seu filho Fernandinho teve que ficar imaginando duendezinhos
23:05Unicamente porque você não teve outros filhos
23:07Para que fossem seus irmãozinhos e brincassem com ele
23:09Bem, bem, Chapolin
23:10O Fernandinho não tem irmãozinhos
23:12Porque logo depois que ele nasceu
23:14A mãe dele morreu
23:15Que tivesse filhos você
23:17Ah, mas eu não...
23:19Ou, na pior das hipóteses
23:20Poderia ter procurado alguns amiguinhos
23:23Que substituíssem a falta de irmãozinhos para brincar com ele
23:25Mas foi precisamente o que eu fiz
23:28Vendo que o Fernandinho não tinha com quem brincar
23:30Eu construí alguns bonequinhos que andam por toda a casa
23:33Como se fossem duendezinhos
23:35Como?
23:36Então, sim
23:37Suspeitei desde o princípio
23:41Quer dizer que são brinquedos?
23:42Claro, são brinquedos
23:43E não sentem nada?
23:45Não, são mecânicos
23:46Toma!
23:47Não, agora vocês vão ver uma coisa...
23:49Mas não, Chapolin
23:50Toma, acho feio
23:51Muito bem, Chapolin
23:55Não contavam com minha astúcia?
23:57Que bom, Chapolin
23:57Muito bom
23:58Que bom
23:59Não, Fernandinho
24:01Não faz isso
24:02Não faz isso
24:02Não, Fernandinho
24:09Não,her
24:21Não,her
24:27Tchau, tchau.

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