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No Direto ao Ponto, o economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, avalia que 2026 pode abrir oportunidades para pequenas e médias empresas. Segundo ele, a queda dos juros e medidas de estímulo à renda podem favorecer investimentos, apesar das incertezas de um ano eleitoral. Megale também aponta que instabilidade institucional e risco fiscal ainda pesam na visão de investidores estrangeiros.

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Transcrição
00:00Bom, vamos lá. Muito bom esse bate-papo.
00:02Caio, quero trazer um pouco da nossa conversa para o ambiente das empresas.
00:07Nós da Faculdade do Comércio, lá da Associação Comercial,
00:10conversamos muito com os pequenos e os médios empresários.
00:14Na sua opinião, 2026 pode ser um ano de expansão
00:18nas decisões de investimento e financiamento
00:21ou ainda é um ano de cautela?
00:23Se você fosse orientar os empresários, o que você teria a nos dizer?
00:27Eu acho que 2026 vai ser um ano de oportunidades,
00:30porque nós vamos ter ao mesmo tempo o Banco Central cortando taxa de juros
00:36e, por outro lado, medidas governamentais de transferência de renda.
00:44Uma delas é a reforma do imposto de renda, pessoa física.
00:49Isso vai liberar ali uns 30, 40 bilhões de reais a mais de dinheiro em circulação
00:53e tem outras várias medidas que já foram anunciadas
00:56para reforma de casas, para financiamento imobiliário,
01:00alguns programas sociais, ou seja, tem dinheiro entrando na economia
01:04e o Banco Central vem de um torniquete muito apertado, diminuindo.
01:09Então, eu acho que a minha sensação é que as pequenas e médias
01:13que sofreram muito com esse juro muito alto,
01:16agora vão poder respirar um pouco, olhar um pouco mais adiante
01:21e voltar gradativamente a fazer os seus investimentos.
01:25Eu acho que não está longe um cenário de sustentabilidade
01:30e do crescimento positivo para o Brasil.
01:34Alguns ajustes aqui, especialmente naquele tema da vinculação das receitas,
01:39pode abrir o caminho para a economia voltar a crescer.
01:43Hoje, quando a gente viaja, nós lá na XP, temos muitos clientes nos Estados Unidos,
01:48na Europa e tal, a gente viaja para conversar um pouco com eles,
01:51eles falam o seguinte, olha, o Brasil cresce,
01:55a inflação está relativamente sob controle,
01:57Banco Central independente, eu, lá ele, né?
02:01Olho aqui um painel de países e o Brasil, ele se destaca.
02:07Tem as instituições meio mais arrumadinhas ali, econômicas, né?
02:11O Banco Central atuando de forma firme,
02:14energia renovável, commodities.
02:17O Brasil está super bem posicionado.
02:19Então, algum ajuste ali na rota das despesas,
02:22as reformas maturando, acho que o Brasil pode crescer.
02:30Ano eleitoral, estou sendo aqui, às vezes, um pouco redundante,
02:34mas ano eleitoral, ano de incerteza, ano que todo mundo prende um pouco a respiração.
02:38Normal, né?
02:40Agora, nós somos muito otimistas com a capacidade de crescimento,
02:44de entrega da economia brasileira
02:46e eu acho que essas empresas podem se dar bem nesse cenário.
02:49Ô Caio, nesse painel aí de países que você vê lá com seus clientes,
02:54quais são os asterísticos em vermelho no Brasil?
02:57É o quê? Insegurança jurídica, custo Brasil,
03:00o que você acha que são ainda ali os pontos,
03:03o calcanhar de Aquiles do Brasil,
03:05quando os investidores externos nos olham aqui?
03:08Boa, eu acho que a gente tem, assim,
03:10alguns pontos que chamam a atenção, né?
03:14O primeiro é uma sensação de que as relações institucionais são muito instáveis.
03:25Quando trazendo aqui para a economia, governo, congresso, ministérios,
03:29a gente pergunta o que eles nos contam, né?
03:33Olha, a gente acompanha aqui para pegar países da América Latina,
03:36Chile, Colômbia, Uruguai, alguns países do leste europeu,
03:41assim, não tem muita notícia.
03:43Tem lá um índice de inflação, uma vez por mês,
03:46às vezes o presidente fala alguma coisinha,
03:48mas assim, dá para você monitorar,
03:50deixando ele ali, olhando meio de rabo de horta.
03:52O Brasil, você tem que ficar o tempo todo ali,
03:55porque o que sai de manchete, comentário, né?
03:58Isso muda completamente o cenário.
04:01Acabamos de aprovar um monte de medidas de aumento de arrecadação.
04:04É difícil explicar para o gringo até o que é cada uma daquelas medidas.
04:08Ele não entende nada.
04:09Ele vê lá uma sopa de letrinhas e a gente vai lá explicando
04:12que vai ser importante para fechar as contas, etc.
04:15Então, eu acho que o que mais, assim, de curto prazo preocupa os investidores
04:21é essa sensação de que, a qualquer momento, pipoca alguma coisa ali
04:24que eu não estou prestando atenção, que eu não entendo,
04:26e gera uma volatilidade no mercado.
04:29O Brasil é um país, o mercado financeiro brasileiro é grande, é líquido.
04:32Então, qualquer headline, como a gente fala, né?
04:37De qualquer órgão de imprensa que possa significar mais despesas,
04:42menos despesas, inflação, por exemplo, o mercado mexe loucamente.
04:45Então, eu acho que esse é um primeiro ponto.
04:46E o segundo ponto são reformas de mais longo prazo.
04:50Essa, como eu brinquei ali, a capacidade de você parar de ficar o tempo todo
04:56correndo atrás de dinheirinho, de moedas aqui, moedas aqui para fechar a conta,
05:00e falar, não, isso aqui está equacionado, o básico está equacionado.
05:03A inflação está estável, contas públicas em ordem e tal.
05:07Isso não é um fim em si mesmo.
05:09Isso é uma coisa que vai te deixar, olha, resolvi aqui o curto prazo,
05:12agora eu vou para o que realmente faz a diferença.
05:14São investimentos e reformas de mais longo prazo.
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