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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central confirmou as expectativas do mercado e manteve a taxa Selic em 15% ao ano em sua primeira reunião de 2026.

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Transcrição
00:00A nova semana será marcada pela super quarta na economia. O Comitê de Política Monetária vai tomar a primeira decisão do ano sobre a taxa básica de juros. Reportagem de Júlia Fermino.
00:13A primeira reunião de Comitê de Política Monetária do Banco Central de dois mil e vinte e seis começa na terça-feira sem muita expectativa de mudança na taxa básica de juros.
00:23A grande maioria dos analistas aposta na manutenção da Selic em quinze por cento em vigor desde junho de dois mil e vinte e cinco.
00:32De lá pra cá, os juros foram mantidos no mesmo patamar, o maior em quase vinte anos, quatro vezes seguidas.
00:38O economista Alex André diz que um eventual corte da taxa básica, se ocorrer, será em março, na segunda reunião do Copom do ano.
00:47Os economistas esperam que em janeiro nós não tenhamos nenhum corte de juros, mas sim em março.
00:52Mas por que esses dois meses de espera? O mercado coloca uma incerteza muito grande aqui no Brasil e também no externo.
00:59No Brasil, a maior dúvida é em relação do crescimento da dívida pública, que hoje está em setenta por cento sobre o PIB,
01:05e de acordo com os economistas, a conta pode chegar em setenta e oito por cento em dois mil e vinte e oito.
01:10Lá fora, nós temos ascensões sobre a Groenlândia com os Estados Unidos e também a guerra entre a Rússia e Ucrânia.
01:17Isso favorece toda essa tensão, esse aumento de percepção de risco no mercado.
01:21E claramente os bancos centrais ao longo do mundo ficam mais cautelosos. No Brasil não seria diferente.
01:27A perspectiva de manutenção dos juros pelo Banco Central no início de dois mil e vinte e seis preocupa o setor produtivo.
01:34Isso porque a Selic impacta diretamente os empréstimos e financiamentos,
01:38encarecendo os créditos e dificultando novos investimentos.
01:41Apesar da pressão de empresários e do próprio governo por uma redução da Selic,
01:47a inflação ainda distante da meta não deve mudar o comportamento do BC, como avalia a economista do INSPER, Juliana Inhas.
01:55Os recados que vieram na última ata do Copom indicam que o Banco Central ainda está um tanto cauteloso quanto a condução de uma política monetária um tanto mais afrouxada ou menos apertada.
02:11Então, na prática, o que a gente espera é que essa taxa de juros se mantenha no momento em que o Banco Central ainda está mapeando riscos para dois mil e vinte e seis.
02:21Ainda está tentando entender como é que a inflação deve começar esse ano.
02:27Quais são os indicadores que mostram uma inflação um pouco mais branda e também olhando, claro, quais são as expectativas que se formam nesse ano,
02:37que é um ano importantíssimo não só para a economia brasileira, quanto a função da política no geral, especialmente porque nós temos aí no segundo semestre uma eleição presidencial.
02:47Segundo a última pesquisa Fox do Banco Central, com mais de cem instituições do mercado financeiro,
02:52a inflação medida pelo IPCA deve encerrar o ano em torno de quatro por cento, abaixo dos quatro vírgula vinte e seis por cento de dois mil e vinte e cinco.
03:01Com a inflação distante do centro da meta de três por cento, Juliana Enhasa avalia que o Copom vai manter a cautela adotada nas últimas reuniões
03:09diante de incertezas em um ano marcado por eleições.
03:13O governo tende a gastar mais reformas estruturais, como a reforma tributária ou até um ajuste fiscal.
03:22Eles acabam perdendo bastante a atratividade por conta do cenário político.
03:29Então, a gente sabe que esse é um elemento que o Comitê de Política Monetária vai levar em consideração.
03:34Então, ainda que exista uma expectativa muito grande de queda a partir de março,
03:39não nos surpreenderia se diante de uma deterioração, tanto do cenário externo quanto do cenário doméstico,
03:46olhando para riscos fiscais e etc., que essa decisão de redução da taxa de juros seja deixada para depois.
03:55Então, ainda que exista uma expectativa para uma queda em março, pode ser que a gente frustre as nossas expectativas
04:04vendo uma redução da taxa de juros um pouco mais lá para frente e a gente fique aí num período um pouco maior
04:12de taxa de juros elevada, uma taxa de juros, claro, um tanto restritiva e para a economia brasileira.
04:19Em linha com o mercado, o economista Alex André prevê que a taxa básica de juros vai terminar 2026 em torno de 12,25%.
04:27Colocando essa conta de corte de juros para esse ano, os economistas esperam que a taxa básica de juros
04:32possa sair de 15% para em torno de 12, 12,5%. É isso que coloca uma expectativa média.
04:38Isso claramente com as incertezas colocadas em relação à dívida pública, com as questões das eleições
04:43e também com o fator externo. O que ajuda claramente é que a inflação está cedendo,
04:48ou seja, o aumento do preço está diminuindo ao longo do tempo e isso favorece claramente
04:53o que o Banco Central faz ali um controle da inflação, ou seja, cada vez que a taxa de juros
04:58fica mais alta, o custo do dinheiro aumenta e a capacidade de crédito, de consumo diminui
05:03e com isso os preços acabam cedendo. E é isso, é a missão do Banco Central e acaba fazendo efeito no preço.
05:09Para 2027, o mercado espera os juros encerrando em 10,5% ao ano.
05:14Já ao fim de 2028, os analistas apostam na Selic em 10%.
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