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Donald Trump anunciou tarifa de 25% a países que mantêm comércio com o Irã. Fernanda Sette detalhou a reação do Planalto e do Itamaraty. Rodrigo Loureiro analisou os riscos para o agro, fertilizantes e o superávit brasileiro.

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Transcrição
00:00O presidente Donald Trump anunciou que países que mantiverem comércio com o Irã
00:04pagarão tarifa de 25% sobre transações com os Estados Unidos.
00:10A medida, segundo ele, entra em vigor imediatamente e é final e conclusiva
00:16conforme publicação na Truth Social.
00:19Esse movimento pode afetar o Brasil, que tem um superávit bilionário com o Irã.
00:24E quem já está ao vivo conosco aqui no telão é a repórter Fernanda Sete,
00:29que já chega direto de Brasília ao vivo.
00:31E também já estamos com o nosso analista Rodrigo Loureiro.
00:34Bom dia, Loureiro. Tudo bem?
00:35Bom dia, Klein. Bom dia, Fernanda. Bom dia a todos.
00:37E bom dia para você também, Fernanda Sete, direto ali do Palácio do Planalto.
00:41Fernanda, o Palácio do Planalto e o Itamaraty estão esperando os detalhes
00:46para analisar o impacto que essas medidas podem ter para os exportadores brasileiros.
00:52É isso? Seja bem-vinda aqui ao Pré-Market.
00:56Exatamente, Eric Klein. Um ótimo dia para você.
00:59Para o Rodrigo e para todo mundo que nos acompanha na manhã desta terça-feira.
01:03De fato, o Brasil é sim um alvo, já que mantém relações comerciais com o Irã.
01:08Então, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que qualquer país
01:12que mantiver relações comerciais com o Irã estará, sim, sujeito a uma tarifa adicional
01:19de 25% sobre todas as transações com os Estados Unidos.
01:24Na publicação de Donald Trump, o presidente norte-americano afirmou que a medida entra em vigor
01:29imediatamente e classificou a decisão como definitiva.
01:34Além disso, até o momento não foram divulgados de como essas tarifas serão implementadas,
01:39quais produtos serão de fato atingidos e quais países possam ser afetados com essa medida.
01:48Procurada pela CNBC, a Casa Branca não se manifestou sobre o caso.
01:54E essa iniciativa, Klein, ocorre diante de uma tentativa de ampliar essa pressão econômica
02:01sobre o Irã, que enfrenta uma onda de protestos contra o regime iraniano, contra o governo.
02:08E, de acordo com relatos, dezenas de manifestantes teriam sido mortos nas últimas semanas.
02:15Além disso, Donald Trump também afirmou que ameaçou, além de implementar essa tarifa de 25%,
02:23o governo norte-americano ameaçou também adotar medidas militares, caso as mortes continuem.
02:31Além disso, Donald Trump tem também incentivado as manifestações contra o regime iraniano.
02:38O Brasil pode, sim, ser afetado por essa tarifa adicional de 25%,
02:44já que mantém uma relação comercial com o país do Oriente Médio, com o Irã.
02:51Só para a gente ter uma noção, no ano passado, em 2025, o Brasil teve um superávit comercial
02:57de aproximadamente cerca de 15 bilhões de reais com o Irã.
03:02Já falando um pouquinho das exportações, cerca de mais de 15 bilhões de reais foram exportados no ano de 2025.
03:12E falando um pouco das importações, mais de 454 milhões de reais foram importados.
03:19Então, o Brasil, de fato, mantém uma relação comercial com o Irã, por isso está, sim, sujeito a essa tarifa de 25%.
03:29Apesar da participação do Brasil ser baixa com o Irã, ele, sim, mantém uma relação comercial.
03:37Ou seja, a participação nas exportações brasileiras é de cerca de 0,84%.
03:45E a participação nas importações é de 0,03%.
03:50Então, a corrente de comércio entre Brasil e Irã totalizou mais de 16 bilhões de reais.
03:59Então, o país é, sim, um novo alvo de medidas adotadas pelo governo norte-americano Donald Trump.
04:05Os principais produtos exportados pelo Brasil ao Irã no ano passado, em 2025, foi o milho e a soja,
04:14que totalizou o milho um pouco mais de 10 bilhões de reais em exportações
04:20e a soja um pouco mais de 3 bilhões em exportações.
04:24Agora, falando um pouquinho pelo lado das importações,
04:27o principal item comprado dos iranianos foi os fertilizantes químicos,
04:33que totalizou mais de 350 milhões de dólares.
04:39Então, a expectativa agora, nesta terça-feira, é que as autoridades norte-americanas
04:45devem, sim, se reunir para discutir outras opções, outras medidas,
04:50como falamos no início, como, por exemplo, um ataque militar ou um ataque cibernético.
04:55Então, a gente segue aqui em Brasília acompanhando esses desdobramentos dessas novas sanções
05:01que deverão ser impostas pelo presidente norte-americano.
05:04Eu volto com você, Klein.
05:06Obrigado, viu, Fernanda Sete.
05:07E qualquer manifestação do Itamaraty e do governo brasileiro sobre esta questão,
05:12você volta a nos chamar aqui, mas daqui a pouquinho você traz mais informações
05:15aí direto da capital federal.
05:17Rodrigo Loureiro, ainda nessa questão, dessa retaliação dos Estados Unidos ao Irã,
05:23aliás, aos parceiros também comerciais ao Irã,
05:26o Irã é o quinto maior parceiro comercial brasileiro no Oriente Médio.
05:31Como a Fernanda Sete trouxe, no ano passado exportou 3 bilhões de dólares em produtos para lá.
05:38E nós temos duas pontas.
05:39O Brasil tem um superávit gigantesco com o Irã,
05:42porém, depende muito de fertilizante, principalmente da ureia.
05:46Cerca de 20% de ureia vem do Irã.
05:51De tudo que o Brasil importa de ureia, 20% vem do país persa.
05:56Então, o Brasil pode ser impactado nas duas pontas.
05:58E isso já traz preocupação para o governo brasileiro,
06:02que quer entender aí os detalhes dessa medida para depois se posicionar.
06:06Porque já passa pelo tarifácio de Trump.
06:09Tem agora a tarifa do México, da China.
06:11Se sofrer uma sanção, uma retaliação em relação ao Irã, fica complicado, né?
06:15Não, vai ficar muito complicado, realmente.
06:17O Irã é um dos maiores parceiros comerciais do Brasil no contexto global?
06:21Não.
06:22Mas é um parceiro importante, principalmente quando a gente regionaliza.
06:26Falando sobre o Oriente Médio, como o Klein bem trouxe,
06:28é o quinto maior parceiro do Brasil.
06:30E é um parceiro importante quando a gente fala também sobre produtos específicos.
06:34O Brasil compra muito fertilizante da Rússia,
06:37mas também compra muito fertilizante do Irã.
06:39E fertilizante é um produto essencial para o agronegócio brasileiro.
06:43O fertilizante vem do Irã, a gente produz produto do agro e exporta para o Irã.
06:49Então, é uma cadeia que é necessária.
06:52O Brasil precisa desse fertilizante.
06:54Mas tem o outro lado dessa história.
06:56Qual que é o lado?
06:57Trump always chickens out.
06:59Será que Donald Trump vai manter essa tarifa contra o Irã por muito tempo?
07:03Ou será que é só uma ameaça temporária?
07:06A gente não sabe.
07:07Quando a gente fala de Donald Trump, muita coisa muda da noite para o dia.
07:11Essa tarifa afeta o comércio global como um todo.
07:14Mas a gente vai ter retaliação de China, a gente vai ter retaliação de Rússia,
07:18retaliação de Índia.
07:19Então, esses países fazendo pressão contra os Estados Unidos,
07:23esses países podem fazer com que Trump desista dessa tarifa.
07:27E uma mudança radical no Irã, uma mudança que beneficia os Estados Unidos,
07:33pode fazer com que Trump simplesmente esqueça essa tarifa imposta aos parceiros comerciais do Irã.
07:39Porque não é uma tarifa que afeta somente o Irã,
07:41mas afeta todo mundo que faz negócio com o país árabe.
07:44Essa questão da negociação do plano nuclear, o projeto nuclear do Irã,
07:52que sinalizou que poderia sentar novamente com os norte-americanos para negociar um acordo,
07:57pode ser ali uma alternativa, uma saída para que Trump, de novo,
08:02coloque em vigor o taco, volte atrás nessa decisão.
08:06Porém, há muita tensão ainda.
08:08E claro, para os Estados Unidos, a queda do regime Islã seria muito importante.
08:14Por quê?
08:14Porque é um regime muito radical.
08:17É um regime que é totalmente o contrário da ideologia de Donald Trump.
08:21É um regime que é feito com mão de ferro.
08:25E a gente está vendo ali nos protestos.
08:28E o Irã, ele ocupa uma posição estratégica ali no Golfo Pérsico.
08:32Então, tem essa questão também para os Estados Unidos,
08:35que seria importante alguém mais aliado aos norte-americanos em relação a isso.
08:40Então, a gente vai aguardar para ver como vai ficar essa situação,
08:44como os detalhes dessa questão do tarifácio de 25%.
08:47E o Brasil deve se manifestar, o Itamaraty deve se manifestar,
08:50porque tem uma perda importante.
08:52Em relação ao fertilizante, né, Rodrigo Loureiro?
08:54A presidente da Petrobras, Magda Chambriard,
08:57tinha anunciado no fim do ano passado que a Petrobras começaria a produzir também
09:01fertilizantes para reduzir a dependência tanto de Irã quanto da Rússia.
09:06Esses dois países que vivem sob tensão
09:08e acaba prejudicando o abastecimento também para os produtores.
09:11Seria super interessante que o Brasil não dependesse tanto,
09:15não só em termos de fertilizantes,
09:17ou falando sobre Rússia, sobre Irã,
09:20mas o Brasil conseguisse nacionalizar a produção de produtos
09:23que ele precisa comprar fora, importar.
09:25Por quê?
09:25Porque você reduz o custo, fica tudo um pouco mais barato
09:28e você consegue exportar esses produtos
09:31sem precisar de acordos específicos.
09:34Então, por exemplo, o Brasil tem um acordo com o Irã.
09:36Ele exporta agro e compra fertilizante.
09:39Com certeza tem alguns descontos envolvidos na venda do agro
09:44e na compra de fertilizante.
09:46Se o Brasil consegue, por exemplo, produzir o seu próprio fertilizante,
09:50ele pode vender para o Irã o seu produto de agronegócio,
09:53milho, soja, açúcar, com um preço mais caro.
09:57Porque, olha, eu não dependo do seu fertilizante,
09:59o meu preço é esse, você quer?
10:01Não quer? Tudo bem, eu vou fazer negócio com outro país.
10:03Então, é interessante para o Brasil ter a produção de fertilizante.
10:06Claro, demanda investimento, demanda muita infraestrutura, demanda tempo.
10:11Isso vai demorar um pouquinho.
10:12E só fazendo um parênteses aqui em relação à relação dos Estados Unidos e Irã.
10:17É uma relação que é conflituosa há tempos.
10:20Quando teve a queda do regime iraniano, a revolução iraniana
10:23que colocou o Ali Komenay no cargo,
10:26os Estados Unidos eram um agente central dessa discussão.
10:30E houve até uma, quem assistiu alguns filmes, até um filme Argo, né?
10:35Mostra como que os Estados Unidos se tornaram inimigos número um ali do Irã.
10:40Então, é uma relação já conflituosa.
10:43E tudo indica que vai ficar ainda mais conflituosa com esse interesse americano
10:47de acabar com qualquer plano nuclear iraniano.
10:49É, e desde 1979, esse talvez seja o momento de maior turbulência de crise
10:55no regime islâmico, né, onde o governo se sente muito pressionado, né?
11:00Como você disse, com o líder supremo, o Ali Komenay,
11:03e também com o Massoud Pesashkian, que é o presidente do Irã.
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