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A decisão do presidente Lula (PT) da Silva de vetar o projeto que trata da dosimetria das penas aumentou a tensão entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. O relator da proposta, o deputado Paulinho da Força, criticou o veto e afirmou que o governo optou pelo confronto político. Lideranças do Legislativo já se articulam para derrubar a decisão presidencial.
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NotíciasTranscrição
00:00Vamos então começar essa edição dos Pingos nos Is.
00:04Porque a decisão de Lula em vetar o projeto da dosimetria durante evento neste oito de janeiro
00:11elevou a tensão entre o governo e o Congresso.
00:14O relator da proposta na Câmara, o deputado Paulinho da Força,
00:18criticou o presidente afirmando que ele rasgou a bandeira branca da paz do Brasil
00:24e rompeu um esforço de pacificação institucional construído no parlamento.
00:31Segundo o parlamentar, a decisão do governo é uma opção pelo confronto político
00:36em vez do diálogo negando que a proposta configurava uma anistia aos condenados por golpe.
00:43Aliados dos presidentes da Câmara, Hugo Mota, e do Senado, Davi Alcolumbre,
00:48afirmam que a cúpula do Congresso já se articula para derrubar o veto de Lula,
00:55sinalizando já ter o número mínimo de votos para isso.
01:00Vamos então abrir essa edição dos Pingos nos Is.
01:03Está conosco aqui o Luiz Felipe Dávila.
01:05Dávila, já era esperado essa questão política, Lula vetar, deixou no dia oito,
01:10poderia vetar até o dia onze, dia doze, mas fez questão de vetar hoje.
01:14E de fato, teremos então um embate com o Congresso?
01:17Muito boa noite, Dávila.
01:19Boa noite, Matos.
01:20Boa noite aos meus colegas e boa noite à nossa querida audiência.
01:24Realmente, a escolha da data foi um sinal claro de que o governo não só quer vetar a medida,
01:32mas quer transformar num verdadeiro cavalo de batalha ideológico, político e principalmente eleitoral,
01:41afirmando que o governo trata tudo o que se trata do oito de janeiro como tentativa de golpe para derrubar a democracia.
01:51Então, o veto mostra que a politização de uma decisão que poderia ajudar a pacificar o Brasil
01:57vai cada vez mais distanciando Lula daquele famoso voto pendular que ele conseguiu conquistar na última eleição.
02:06Vai mostrando Lula cada vez mais radical, intransigente, ressentido e incapaz de conquistar o centro.
02:15Isto é um enorme risco político para um presidente que já conta com uma rejeição altíssima.
02:22Portanto, começou o embate político eleitoral.
02:26Agora, o Congresso já deu um recado claro de que vai derrubar o veto de Lula.
02:32A não participação no evento de oito de janeiro do presidente da Câmara e do Senado
02:37é um sinal claro de que eles vão se mobilizar para derrubar o veto de Lula.
02:43Afinal de contas, seria um atentado à liderança, tanto de Hugo Mota quanto de Alcolumbre,
02:50se o veto não for derrubado.
02:52Ou seja, começa o ano quente, Matos, com o governo jogando duro contra qualquer coisa do oito de janeiro,
03:00mostrando que tudo foi tentativa de golpe.
03:03Enquanto o Congresso está fazendo um sinal claro para separar o joio do trigo
03:08e entender as manifestações do oito de janeiro como uma manifestação legítima
03:13e uma condenação exagerada de manifestantes.
03:18Vamos agora ao Rio de Janeiro conversar com o Roberto Mota.
03:20De fato, havia uma grande expectativa para 2026, ano eleitoral aqui no país,
03:26mas o 2026 está entregando muito mais do que a gente imaginava, né, Mota?
03:30Boa noite!
03:30E vai piorar, Marcelo.
03:34Boa noite, muito bom ver você aqui, boa noite aos meus colegas de bancada, boa noite à nossa audiência.
03:42Não se pode rasgar o que não existe.
03:45A bandeira da paz é branca, a bandeira da esquerda é vermelha.
03:52O objetivo da esquerda é o monopólio do poder.
03:56Um dos objetivos para isso é a demonização e a criminalização dos adversários.
04:03Esse é o tema central dos processos do oito de janeiro.
04:11Diego Tavares também está conosco.
04:13É nessa linha que o Mota falou.
04:14Diego, seja bem-vindo.
04:15Muito boa noite.
04:17Boa noite, Marcelo Matos.
04:19Boa noite, Dávila.
04:20Boa noite, Mota.
04:20Principalmente, boa noite a todos que nos acompanham.
04:22E mais essa noite aqui nos Pingos do Ziz.
04:25É sempre muito bom fazer parte dessa bancada.
04:28Olha só, Marcelo, muita gente foi a esse evento hoje esperando um pouco de memória sobre democracia.
04:34Mas a única coisa que relembraram foi que em dois mil e vinte e seis nós teremos eleições.
04:38A questão do veto, algo extremamente esperado, vai ao encontro da narrativa que será o grande norte de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu projeto de reeleição.
04:50Ele quer levantar essa bandeira de que ele foi um guerreiro contra o absolutismo no Brasil, que ele foi um guerreiro contra a tentativa de golpe, que ele é o grande bastião da democracia no nosso país.
05:03E, claro, para isso ele não poderia colocar a assinatura dele de sanção a esse projeto, ao projeto da dosimetria.
05:11Então, a opção pelo veto é quase para fechar esse arco narrativo.
05:15Não, que ele já não espere que esse veto seja derrubado.
05:18Aliás, o que mais tivemos em dois mil e vinte e cinco foram vetos derrubados do presidente Lula.
05:22Foram mais de sessenta vetos ao longo do ano, principalmente no projeto do novo licenciamento ambiental,
05:28onde a maioria dos vetos que ele fez sobre o projeto foram derrubados pelo Congresso Nacional.
05:34Mas essa é uma espécie de concessão que ele está fazendo ao bolsonarismo,
05:38visando justamente o fortalecimento da candidatura de Flávio Bolsonaro.
05:41Há algum tempo nós repercutimos aqui nos Pingos nos Is, que o presidente Lula estava orientando os seus aliados
05:48a não atacarem Flávio Bolsonaro, justamente para que Flávio se sinta confiante de ser candidato.
05:53Ele quer enfrentar Flávio Bolsonaro nas urnas, ele quer reviver a polarização.
05:57E a concessão do PL da dosimetria é algo que já estava no script, já estava calculado pelo presidente Lula,
06:03justamente para que a polarização seja reacesa, para que os bolsonaros se fortaleçam nesse processo
06:10e Flávio Bolsonaro sinta mais confiança de manter a sua candidatura.
06:14Tudo parte do balé, tudo parte do grande acordo que por vezes nós já debatemos aqui nos Pingos nos Is.
06:20Agora tem que ver qual vai ser a reação do Centrão.
06:23Acredito eu que o PL da dosimetria, a derrubada desse veto,
06:27pode ser uma ferramenta de negociação do Centrão junto a Flávio Bolsonaro
06:32para tentar requentar a candidatura de Tarcísio de Freitas ou de algum outro nome do Centrão.
06:37As próximas semanas nos dirão qual que é o objetivo dessas alas do Centrão no Congresso Nacional.
06:43Agora, o fato é que 2026 já começou de fato pegando fogo.
06:47Agora, Dávila, fica essa expectativa então dessa articulação política para a derrubada do veto,
06:53mas tem o seguinte, o Supremo já sinalizou.
06:55Olha, vai chegar no Supremo, claro, o PT, pessoal, vão levar esse tema para lá,
07:00numa hipótese da aprovação lá no Congresso,
07:03e aí o Supremo poderia então derrubar, garantindo que esses crimes não podem receber então essa anestia, Dávila?
07:11Bom, Matos, nós temos que olhar uma coisa muito importante.
07:14Este projeto foi costurado às seis mãos, inclusive com o aval do Supremo Tribunal Federal.
07:21Os ministros do Supremo, na verdade, redigiram parte desse projeto
07:27e dizendo que se esse projeto for aprovado com este teor, que não seria derrubado no próprio Supremo.
07:34Ou seja, todo mundo é cúmplice nisso.
07:36É um verdadeiro teatro, como bem disse o Diego.
07:39O governo veta, o Congresso derruba e quando chegar ao Supremo, o Supremo vai acatar,
07:44porque ele foi um dos coautores desse projeto.
07:48O que mostra que hoje a independência do Legislativo, ela é parcial.
07:54Ela conta com a caneta do Judiciário para não ver os seus projetos de lei derrubados no Supremo.
08:03Agora, Mota, se houver de fato então essa dosimetria,
08:07é um sinal de que o Supremo de fato exagerou nas penas anteriores?
08:11Bom, e parece que se há uma admissão pública de que, como o Davila disse,
08:20esse projeto foi feito a seis mãos, oito mãos, sei lá quantas mãos,
08:26isso já está combinado, né?
08:28Então, ao invés de fazer o que é certo, que é o certo.
08:33O próprio Judiciário rever as sentenças, certo?
08:36Em vez de fazer isso, se optou por um projeto de dosimetria.
08:43O que eu sempre disse aqui é um nome horrível.
08:47Dosimetria é o que o magistrado faz quando define a sentença para um réu.
08:54O Congresso Nacional não faz dosimetria.
08:58Então, eu sempre disse aqui, dosimetria não existe.
09:01O certo é a anulação dos processos ou a anistia.
09:08E eu sempre defendi aqui que a gente siga as nossas convicções.
09:14Porque quando você abre mão das suas convicções,
09:18quando você deixa de fazer aquilo que você sabe que é o certo,
09:21para fazer aquilo que te disseram que é o possível,
09:26não, não faz essa coisa que você sabe que é o certo, não.
09:29Faz isso aqui, porque isso é o que é permitido.
09:34Quando você aceita isso, você se arrisca a terminar.
09:39Sem as suas convicções e sem nenhum resultado.
09:44Eu acho que esse é o risco aqui.
09:46Agora, Diego, a possibilidade de redução de penas
09:50por presidente Bolsonaro é que motiva, evidentemente, toda essa ação?
09:54Olha, eu não sei se é o que motiva toda essa ação,
09:58mas certamente é o que motiva a repercussão, Marcelo.
10:01Se não fosse o caso de Bolsonaro ser um dos beneficiados com a dosimetria,
10:06eu tenho certeza que esse debate não estaria suscitando tantas paixões.
10:12Até porque reduzir penas e liberar pessoas que se encontram cumprindo pena
10:16é algo quase que cultural no Brasil.
10:18Há alguns dias nós repercutimos aqui, por exemplo, o indulto natalino,
10:22que faz parte da cultura brasileira todo ano.
10:25Os presidentes da República assinam indultos que beneficiam
10:27centenas de milhares de presos ao longo dos últimos anos.
10:31Então, a figura de Bolsonaro é determinante para que o assunto realmente
10:35esteja muito em alta.
10:37Mas eu concordo aqui, quero pegar um gancho no que disse o Roberto Mota
10:41sobre a disfuncionalidade da dosimetria como solução.
10:46Mas acontece que, pelo menos na minha visão, Mota,
10:49nós temos a dosimetria como solução exatamente diante da disfuncionalidade do processo.
10:54Se o processo tivesse corrido normalmente,
10:57atendendo aquilo que dispõe o processo penal,
10:59atendendo aquilo que dispõe a Constituição Federal,
11:03nós poderíamos cogitar um resultado funcional,
11:07uma solução funcional para esse caso.
11:09A disfuncionalidade da solução reflete justamente a disfuncionalidade
11:14que ocorreu durante todo o processo,
11:15que começa com a competência que não deveria ser do Supremo Tribunal Federal,
11:20a grande maioria, a esmagadora maioria,
11:23se não a totalidade dos réus condenados no contexto do 8 de janeiro,
11:27da suposta trama golpista,
11:29são pessoas que não têm o foro por prerrogativa de função.
11:32Então, esses processos deveriam ter sido iniciados na primeira instância.
11:35E, a partir daí, nós só tivemos nulidades,
11:37que vão das mais variadas possíveis,
11:40desde cerceamento de defesa,
11:42até falta de tempo hábil para exame de provas por parte das defesas.
11:46Enfim, temos diversas nulidades que certamente farão
11:49com que esses processos sejam todos revisitados no futuro,
11:52acredito eu, tal como aconteceu com a Operação Lava Jato.
11:55Se a Operação Lava Jato, que não tinha tantas nulidades assim,
11:59já suscitou uma grande onda de anulações e condenações,
12:03imagino eu que será do futuro desses processos da trama golpista,
12:06que são integralmente nulos,
12:09que são nulos do fio ao pavio,
12:10como gosta de brincar o meu grande amigo e grande jurista,
12:13professor Maurício Bunazar.
12:15Então, eu sou certo que, em primeiro lugar,
12:18realmente, a questão de Bolsonaro integrar o coletivo desses réus
12:22é o que suscita muitas paixões
12:24e que a dosimetria é a saída
12:26para tentar corrigir, ao menos um pouco,
12:28uma situação tão desfuncional
12:30quanto foi um julgamento repleto de nulidades
12:32do início até o seu final.
12:35Não dá para esperar algo muito funcional
12:37diante de um processo com tantos problemas
12:39como nós acompanhamos e repercutimos aqui na Jovem Pan.
12:42Agora, Davila, vivemos aí um ato político, né?
12:45Hoje, praticamente, a gente observou
12:48a questão da democracia,
12:50que houve um salvamento da democracia, evidentemente,
12:54e esse ato passa a ser constar agora todos os anos.
12:57A gente observa, claro,
12:59nesse ano de eleição não seria deixado de lado.
13:02E esse caráter político mesmo, eleitoral,
13:05numa campanha até meio que antecipada, né, Davila?
13:08É verdade, Matos.
13:09Mas se nós olharmos o que ocorreu no Brasil
13:11nos últimos anos,
13:13pegando o gancho aqui do Diego Tavares,
13:15é aumento da desfuncionalidade institucional
13:19combinado com uma degeneração moral.
13:23E o símbolo disso pode ser o caso do Banco Master, né?
13:27Você vê, é a mistura de imoralidade
13:29com degeneração institucional.
13:31Porque um vírus desse
13:33só nasce num corpo debilitado,
13:35numa democracia frágil.
13:37Ele não nasce numa democracia avançada,
13:39onde há respeito à lei,
13:42ao Estado de Direito,
13:43às regras do direito à ampla defesa.
13:46Não existe um fator vorcaro.
13:49Então, isso também é um registro importante
13:52nesse oito de ano,
13:53que mostra a desfuncionalidade
13:56das nossas instituições.
13:57Nós, hoje, vivemos de decisões improvisadas,
14:02arremendadas,
14:03para tentar salvar o país
14:06nessa transição democrática.
14:09Mas o lado bom disso
14:11é que ainda há instituições
14:13que cumprem o seu papel,
14:15como é o caso do Banco Central,
14:17que cumpriu integralmente o seu papel,
14:19no caso do Banco Master,
14:21mostrando que,
14:22apesar de toda a pressão política
14:24do governo,
14:25para tentar acabar com a autonomia
14:27do Banco Central,
14:28a independência do Banco Central,
14:30interferir na política monetária,
14:32a instituição resistiu
14:35e cumpriu o seu papel.
14:36Então, há indicadores
14:38que, apesar dessa enorme
14:40desfuncionalidade institucional,
14:42desse aumento
14:43da imoralidade pública,
14:46felizmente,
14:47há algumas instituições
14:48que ainda têm ali
14:50a semente do Estado de Direito
14:52e da democracia
14:53que nós tanto prezamos
14:54e que serão fundamentais
14:57para a transformação do Brasil
14:58nas eleições de 2026.
15:00Agora, Mota,
15:01os presidentes da Câmara
15:02e do Senado
15:03não compareceram,
15:04você imagina que nós
15:05teremos um embate
15:07a partir de agora,
15:08muito se fala também
15:09dessa questão,
15:10é, claro,
15:11foram ausências sentidas ali, né?
15:14É, eu imagino
15:16que alguém deve ter sentido falta,
15:19Marcelo,
15:20mas é como você disse,
15:22o governo e a esquerda
15:24estão querendo transformar
15:26essa data de 8 de janeiro
15:28no equivalente
15:30a uma data
15:31que muito tempo,
15:32que durante muitos anos
15:33ou décadas
15:33foi comemorada no Brasil
15:35que era a data
15:36da intentona comunista,
15:38a data daquela revolução,
15:40revolta comunista,
15:42onde militares
15:43ligados ao Partido Comunista
15:45do Brasil,
15:46se eu não me engano,
15:46em 1935,
15:48organizaram um levante
15:49em Natal
15:50no Rio de Janeiro,
15:51em Recife,
15:52mataram vários
15:54dos seus companheiros
15:54e durante muito tempo
15:55essa data foi lembrada
15:57aqui no Brasil.
15:57como a data
15:59de uma tentativa
15:59de golpe de Estado,
16:00de uma revolução comunista,
16:02do fim da liberdade
16:04e da democracia.
16:05A esquerda
16:06nunca engoliu
16:07essas comemorações.
16:09Aliás,
16:09a esquerda
16:10nunca fez
16:10nem o meia-culpa
16:11por essa verdadeira
16:13tentativa
16:14de implantar
16:15um regime comunista
16:16no Brasil.
16:17E agora,
16:17a esquerda
16:18acha que encontrou
16:19no 8 de janeiro
16:20o equivalente
16:21à data
16:22da intentona
16:23comunista.
16:23Então,
16:24agora,
16:25é o que
16:26muitos juristas
16:27já disseram,
16:28e o meu colega
16:31já disse muito bem
16:31aqui,
16:33são processos
16:34cheios
16:35de nulidades
16:36potenciais.
16:38Muitos juristas
16:39dizem nulidades
16:40absolutas.
16:41O Congresso,
16:42diante disso,
16:44incapaz de reagir
16:46à altura
16:47dessa situação,
16:49criou esse projeto
16:50de dosimetria
16:52ao invés
16:53de aprovar
16:54uma anistia.
16:55Não,
16:56não adianta
16:56aprovar anistia,
16:58porque ela vai
16:59ser anulada
17:00depois.
17:01Então,
17:01vamos sentar
17:02aqui todos
17:03os poderes,
17:05o que não pode
17:06numa democracia
17:07e numa república,
17:08não pode
17:09os poderes
17:10todos sentarem
17:11para fazer
17:11um projeto
17:12de lei.
17:13Mas foi isso
17:13que foi feito.
17:15E aí,
17:15se achou
17:16que essa solução
17:17ia resolver
17:19um problema.
17:19e aí a gente
17:21tem agora
17:22esse veto
17:23do governo.
17:24Mas,
17:25espera aí,
17:25o governo
17:25não foi parte
17:26dessa conversa?
17:28Essas seis mãos
17:29que fizeram
17:30esse projeto
17:31não tinham mão
17:32do governo
17:33aí também?
17:34Pelo menos
17:34de forma tácita,
17:36é evidente
17:37que deve ter
17:38havido alguma
17:39participação
17:40do governo
17:40nesse acordo.
17:42Porque se os
17:43líderes do Congresso
17:44soubessem
17:45que o projeto
17:46iria ser vetado
17:48e que não
17:48iam derrubar
17:50o veto,
17:50não iam conseguir
17:51os votos
17:52pra derrubar
17:53o veto.
17:54Então,
17:54o que é isso
17:55que a gente
17:55tá assistindo?
17:56É um teatro
17:57do teatro
17:58do teatro.
18:00Diego,
18:01agora você acredita
18:02que já estamos
18:03no ano
18:04dois mil e vinte e seis,
18:05o ano eleitoral,
18:06né?
18:06Quer dizer,
18:07vai ser um teste
18:08da base agora,
18:09governista,
18:09se há força ou não.
18:11A gente sabe
18:12que ainda tem
18:12a sabatina
18:13do Jorge Messias,
18:15já se fala também
18:16na imprensa
18:16em Brasília,
18:17que o Alcolumbre
18:17vai segurar
18:18a indicação
18:18do governo
18:19pra CVM,
18:20né?
18:21Então,
18:21quer dizer,
18:21as reações
18:22são esperadas
18:23a partir de agora?
18:25Marcelo,
18:26eu não acredito
18:26que o PL
18:27da dosimetria
18:28será esse teste
18:29de força,
18:29porque,
18:30como eu disse,
18:30já é praticamente
18:31um balé ensaiado,
18:33que já vem sendo,
18:35já tem tido
18:35a sua dinâmica
18:36denunciada já
18:37há algum tempo.
18:38Esse veto
18:38é esperado,
18:40não vai pegar
18:41ninguém de surpresa.
18:42Agora,
18:42há a questão
18:43de Jorge Messias
18:44indicado
18:45do presidente Lula
18:46ocupar a cadeira
18:47do ministro Barroso
18:48no Supremo Tribunal Federal,
18:49esse sim,
18:50eu acho
18:50que será
18:51um grande teste,
18:52até porque
18:52nós tivemos
18:53um grande plot twist
18:54nessa novela
18:56do Supremo Tribunal Federal,
18:58porque Alexandre de Moraes
18:59até então
18:59defendia
19:00a candidatura
19:01do ex-presidente
19:02do Senado,
19:03Rodrigo Pacheco,
19:04mas de lá pra cá
19:04ele teve retirada,
19:06ele teve o seu nome
19:07retirado
19:08da lista
19:08da lista
19:10da lei Magnitsky,
19:11e ele acreditou
19:12isso ao presidente Lula,
19:14acreditou isso
19:14diretamente
19:15ao presidente Lula,
19:16então acredito eu
19:17que até por questão
19:19de gratidão,
19:19Alexandre de Moraes
19:20já deve ter
19:21virado sua chave
19:23em relação
19:23à candidatura
19:24de Jorge Messias
19:26e nesse momento
19:26contar com o apoio
19:27de Alexandre de Moraes
19:29pra essa indicação
19:30tem uma força
19:32muito grande
19:32junto ao Senado Federal,
19:34isso é histórico também,
19:35nós observamos
19:36de forma muito clara
19:37tanto no campo
19:38da direita
19:38quanto no campo
19:39da esquerda
19:40uma submissão
19:41muito grande
19:41dos senadores
19:42em relação
19:43à figura
19:43dos ministros
19:44supremos
19:44principalmente
19:45do ministro
19:46Alexandre de Moraes
19:47então eu acho
19:47que o primeiro
19:48grande teste
19:49de base
19:49do presidente Lula
19:51este ano
19:51será a indicação
19:52do Jorge Messias
19:54nós temos
19:54algumas dicas
19:55que foram dadas
19:56pelo evento
19:57de hoje
19:57mas eu não sei
19:58se nós podemos
19:59considerar como
19:59indícios
20:00das alianças
20:01que serão
20:02ou que deixarão
20:02ser feitas
20:03pra dois mil e vinte e seis
20:04você citou muito bem
20:05os presidentes
20:06tanto da Câmara
20:07quanto do Senado
20:07não se fizeram presentes
20:08no evento de hoje
20:10mas nós temos
20:11bastidores
20:11por exemplo
20:12de que a União
20:13Progressista
20:13o maior bloco
20:14partidário
20:15hoje formado
20:15no país
20:16se encontra
20:16em negociação
20:17com a base
20:18do governo
20:18pra aderir
20:19ao projeto
20:20da reeleição
20:21do presidente Lula
20:22tivemos um bom indício
20:23disso com a questão
20:24do Ministério do Turismo
20:25Celso Sabino
20:26foi expulso
20:27do União Brasil
20:27por se recusar
20:28a deixar o governo
20:29e posteriormente
20:30o próprio União Brasil
20:31negociou novamente
20:33a vaga
20:33então tudo ainda
20:34tá muito nebuloso
20:35e o tabuleiro ainda
20:36está em construção
20:38mas o Lula
20:39tem um começo
20:40de ano aí
20:40controverso
20:41o esvaziamento
20:42desse evento
20:43de hoje
20:43uma plateia
20:44pequena
20:44contida
20:45acho até
20:45pra garantir
20:46os aplausos
20:47ao final
20:47dos discursos
20:49mostra que
20:49o presidente Lula
20:50não fez
20:51muitas alianças
20:52ainda pensando
20:52em 2026
20:53isso
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