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O Palácio do Planalto retomou uma agenda de diálogo com as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal buscando estabilidade para o último ano da atual gestão.

A reaproximação visa alinhar a votação de pautas prioritárias e garantir o fluxo das propostas do Executivo em 2026.

Assista na íntegra:
https://youtube.com/live/gYrAIlFI0sMQVA

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Transcrição
00:00Outro tema aqui para que a gente possa avaliar, porque após conseguir se aproximar do presidente da Câmara, Hugo Mota, Lula também retomou a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
00:10O líder do Congresso foi um dos principais aliados do presidente no Legislativo ao longo do ano, mas estava rompido desde divergências na indicação para a vaga deixada por Luiz Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal.
00:22O afastamento entre Alcolumbre e o governo foi tão intenso que o senador não teve mais contato com o líder do Planalto na Casa, Jacques Wagner, que também é um dos representantes diretos do petista no Legislativo.
00:36Lula fez diversos acenos públicos ao Columbre nas últimas semanas para baixar a temperatura e escalou alguns aliados para costurarem a reaproximação entre os dois.
00:47Mas, após isso, o petista conversou com o líder do Senado por telefone e conseguiu encontrá-lo presencialmente para selar a paz.
00:56Eu me lembro também que em alguns eventos públicos, até da base aliada de Davi Alcolumbre, o Davi Alcolumbre não esteve presente, justamente para desvincular e mostrar que ele estava insatisfeito com as últimas ações do presidente Lula.
01:10E agora, essa aproximação ocorrendo. Qual a sua avaliação diante de tudo isso, Acácio Miranda?
01:17É fato, é fato, que cada vez mais nós vivemos num regime de presidencialismo de coalizão.
01:26O que é o presidencialismo de coalizão?
01:29É um presidencialismo, mas o legislativo tem uma força equivalente à que teria no parlamentarismo.
01:37É um conceito do professor Sérgio Abranches, da década de 90, mas muito atual.
01:44Então, Lula sabe, e já viveu isso com Dilma, proximamente em 2014, que há uma dependência do poder executivo ao legislativo.
01:54O Gumota já tinha uma proximidade com o governo federal.
01:59Agora, Davi Alcolumbre, ele mais jeitoso e mais próximo ao centrão, se mantinha distante, especialmente nos últimos tempos do governo federal,
02:11e declarou esta distância quando dá indicação de Jorge Nescias ao Supremo Tribunal Federal.
02:18Davi nunca escondeu que o seu candidato era Rodrigo Pacheco.
02:22Mas fato é que, especialmente num ano eleitoral, os parlamentares dependem muito da máquina pública
02:31e das benesses orçamentárias e de cargos proporcionadas pela máquina pública.
02:39Então, Davi Alcolumbre toma a medida mais sensata, não estou dizendo que seja a medida mais moral,
02:46mas estou dizendo que seja a medida mais sensata sob o ponto de vista do pragmatismo,
02:51que é uma reaproximação com a máquina pública e com o governo federal.
02:58E é importante nós frisarmos que dois terços do Senado serão renovados agora.
03:06Então, estes 54 senadores dos 81 pressionaram Davi Alcolumbre para que ele fizesse uma tentativa de aproximação com o governo federal,
03:18e, obviamente, o governo federal não fechasse a torneira do orçamento, das emendas e dos cargos.
03:27É justamente isso que eu ia perguntar para o Dávila, né?
03:29Será que é para selar a paz ou será que é uma forma de articulação em relação às emendas?
03:34É o momento do que eu chamo a diapasão do feriado, Davi de Tarso.
03:41Porque, no fundo, é o seguinte, o Congresso só vai votar em fevereiro.
03:44Por que você vai ficar brigado durante todos esses meses?
03:48A gente está falando aí dois meses a troco de nada.
03:51Não tem Congresso, não tem decisão importante.
03:53Por isso, é melhor fazer um gesto de reconciliação.
03:59O fato é que os temas delicados voltarão à pauta quando o Congresso retornar no fim de fevereiro.
04:06E aí é outra história.
04:08Porque um dos tal dos bodes na sala é justamente a votação que deveria ter a aprovação ou não de Jorge Messias no Senado.
04:18E isso vai estremecer novamente a relação entre o Senado Federal e o Governo Federal.
04:25O segundo ponto é uma disputa interna de poder dentro do União Brasil.
04:32Existe hoje uma disputa interna entre o presidente do partido, Rueda, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
04:42E essa disputa pode ser fatal para as eleições de 2026.
04:49Ela pode empurrar a União Brasil para o colo do governo ou para a oposição.
04:55Este cabo de guerra entre aqueles que desejam ser governistas e aqueles que desejam o partido na oposição
05:03é uma luta interna no partido que cada vez vem mais à tona entre as suas principais lideranças.
05:12Agora, um aspecto também que eu tenho que avaliar, e eu quero saber a análise do Diego Tavares,
05:18é porque o presidente Lula se manifestou, até mesmo durante o evento público, dizendo
05:23já estou recomendando aos meus ministros que procurem os senadores, que liguem, desejem boas festas
05:29e peça a indicação do Messias.
05:33Então, será que isso também foi uma sinalização dizendo que não vou retroagir e, de fato, vai ser ele o meu indicado?
05:41Doa a quem doer?
05:44Não, Lula não vai retroceder em relação ao Messias, David.
05:47Pelo menos isso não seria um comportamento, considerando o padrão das indicações de Lula ao Supremo Tribunal Federal.
05:55Eu não fico realmente com muita dúvida sobre o que motivou essa reconstrução de relação entre Lula e Davi Alcolumbre.
06:05A grande dúvida que eu tenho é quanto custou isso para o Planalto, porque a boa relação tinha um preço.
06:12Justamente a indicação, a vaga deixada por Barroso.
06:16O senador Davi Alcolumbre esperava que Rodrigo Pacheco fosse o indicado.
06:19Não foi, a partir daí se estremeceu a relação.
06:22Eu fico com essa dúvida o que foi a moeda de troca da vez para que essa reconstrução de relação acontecesse.
06:30Duvido muito que foi o espírito natalino.
06:32Tenho certeza que, principalmente considerando que nós estamos aí na cara do ano eleitoral,
06:37com muitos senadores querendo a sua reeleição,
06:41certamente o presidente Lula será um fator facilitador da reeleição de muitos senadores,
06:47seja pelo empenho das emendas parlamentares, seja pelas composições regionais que favoreçam algumas candidaturas.
06:55Enfim, de graça nós sabemos que não foi.
06:58Agora, pode ser também que o Davi Alcolumbre tenha visualizado que o governo vai precisar muito do Senado em 2026.
07:05Não é só a indicação de Jorge Messias que é uma questão polêmica.
07:10Nós temos o vice-líder do governo Lula, o senador Everton Rocha, do PDT do Maranhão,
07:15profundamente atrelado aos escândalos do INSS.
07:20Isso, sem dúvida, também terá repercussões junto ao Senado Federal
07:24e demandará que o presidente Davi Alcolumbre interceda a favor do líder,
07:30se isso for uma questão sensível ao governo.
07:32Nós sabemos que, ano eleitoral, a narrativa do escândalo do INSS pode ser também um ponto fraco,
07:38um calcanhar de Aquiles, da gestão do presidente Lula.
07:41Então, tenho certeza que muitas moedas de troca foram colocadas na mesa
07:45nesse encontro que ocorreu entre Lula e Davi Alcolumbre.
07:49É, existem até mesmo informações de bastidores, pelo que eu pude ali ver,
07:54é que a ligação transcorreu por causa da aprovação do orçamento,
07:58que era o mínimo que se esperava que o Congresso Nacional aprovasse o orçamento para o ano que vem,
08:03porque nesse ano ele foi aprovado quase no meio do ano, né, Davila?
08:08Esse orçamento foi uma vergonha, um daqueles atos mais imorais que ocorreu nessa reta final, David Tarso.
08:17O Congresso, durante o ano, jogou firme, recusando aumentar imposto,
08:22dizendo que o Congresso jamais aumentaria imposto, sacrificaria o bolso do brasileiro.
08:27E nessa reta final, entregou tudo para o governo, aumentou a carga tributária,
08:35tudo em troca do aumento das emendas parlamentares.
08:39É uma vergonha a atitude do Congresso Nacional.
08:43O Congresso virou as costas para a população,
08:47quebrou a sua promessa de que não aumentaria a carga tributária
08:51em troca de aumento de emendas parlamentares.
08:55Eu espero que o eleitor não se esqueça desta traição na reta final de 2025 do Congresso Nacional,
09:05a sua promessa de que não aumentaria a carga tributária.
09:09Aumentaram no apagar das luzes.
09:12Pois é, e a gente viu o Congresso Nacional,
09:15tanto a Câmara dos Deputados como também o Senado,
09:17trabalhando até o dia 15 de dezembro.
09:20Coisa que, assim, a gente não via há muitos anos e com aprovações importantes.
09:25Só que, nessa última hora, para você analisar temas sensíveis e importantes,
09:30muita coisa passa e, dessa maneira também,
09:32nem sempre as discussões se tornam viáveis
09:35para que a gente possa ver uma definição viável para o nosso país, Acácio Miranda.
09:40Exato.
09:43Infelizmente, o Congresso, nos últimos anos,
09:46tem se mostrado covarde diante de algumas coisas.
09:51Primeiro, covarde quanto a colocar o dedo na ferida de temas complexos.
09:57Inclusive, no meu entendimento,
09:58essa omissão do Congresso que fortaleceu tanto o Supremo Tribunal Federal,
10:04até porque não há vácuo de poder.
10:06Em segundo lugar, o Congresso também tem se acovardado
10:10porque, a partir do momento que estabeleceu um preço,
10:13e eu não estou falando aqui,
10:15mas preço no sentido de emendas, de cargos,
10:17o Congresso deixa de ter uma visão crítica
10:20em relação à atuação do governo federal.
10:24E essa falta de visão crítica
10:27faz com que o governo federal
10:29atue da forma que bem entenderam.
10:33O Dávila e o Diego disseram
10:35que a questão do orçamento talvez seja
10:37o exemplo mais emblemático.
10:39O governo apresentou um orçamento para 2026,
10:43um orçamento que não condiz com a realidade.
10:47E ele não condiz com a realidade,
10:49nem em termos orçamentários,
10:51em termos financeiros,
10:52ele não condiz com a realidade econômica do nosso país.
10:57Ele deveria ser mais enxuto,
11:00deveria reduzir gastos,
11:02mas, pelo contrário,
11:03ele abre a torneira,
11:05ele escancara a torneira
11:06num ano eleitoral.
11:08E aí o Congresso fecha os olhos para isso,
11:11deliberadamente fecha os olhos para isso.
11:15Então, infelizmente,
11:17a gente tem em 2026
11:19uma expectativa de renovação,
11:21uma expectativa de renovação
11:23dos nossos políticos.
11:25Eu não estou aqui olhando para A,
11:27nem para B,
11:27mas fato é que a gente precisa
11:29dar uma chacoalhada,
11:31como dizem lá na minha porangaba,
11:33sob pena de, em 2027,
11:36nós termos um Brasil meio sem rumo
11:39e sem ninguém para criticar institucionalmente
11:43essa falta de rumo.
11:45Até porque o papel do legislativo
11:47é de legislar e fiscalizar
11:48aquilo que o governo federal faz, né?
11:50Só que, muitas vezes,
11:52essa prerrogativa básica
11:53não é cumprida, Diego Tavares.
11:56Nós vivemos uma desfuncionalidade
11:58entre os poderes da República,
12:00David Tarso.
12:00Isso é inegável.
12:01Não é só um poder judiciário
12:03que cada vez mais quer legislar.
12:06Nós temos também um legislativo
12:07que cada vez mais quer executar
12:10o orçamento.
12:11E isso decorre de uma cultura
12:12muito nefasta da política brasileira,
12:15que é essa questão de se governar
12:17por intermédio do pagamento
12:19de emendas parlamentares.
12:21Essa cultura tem um motivo de existir.
12:24Praticamente uma receita de bolo
12:25para que políticos se reelejam.
12:27O deputado tem acesso
12:28a um volume gigantesco de emendas,
12:31leva essas emendas para a sua base.
12:33O prefeito faz ali um campinho,
12:35uma pracinha,
12:36reforma uma OBS,
12:38compra uma ambulância,
12:39depois faz aquele palanque bonito
12:41e recebe ali o deputado.
12:43O deputado, com isso,
12:44faz um curral eleitoral,
12:45se reelege e ajuda também
12:47a reeleição e eleição desse prefeito
12:49quando não trocam de lugares, né?
12:51O prefeito vai para a Câmara Federal
12:53e o deputado se torna
12:55prefeito da cidade.
12:57Isso é cada vez mais comum.
12:58E, nas últimas eleições municipais,
13:01com essa receita,
13:02nós tivemos 98%,
13:0498% das cidades
13:07que mais receberam recursos de emenda
13:09ou reelegendo os seus prefeitos
13:11ou elegendo o sucessor do prefeito
13:14que já se encontrava
13:15no seu segundo mandato.
13:17Então, nós estamos criando
13:18praticamente uma receita
13:19para perpetuar políticos no poder.
13:21E o grande ingrediente principal
13:24dessa receita
13:25são as emendas parlamentares.
13:27Isso acaba desfocando
13:28a atividade do legislador.
13:30Ele não está mais preocupado
13:31se ele vai ser o autor
13:33do projeto de lei
13:35A, B, C ou D,
13:36se ele vai ter muitos relatórios,
13:38se ele vai fazer muitos discursos
13:40em tribuna.
13:41Ele está preocupado
13:42com as emendas parlamentares.
13:43Tanto que, quando repercutimos aqui
13:45a discussão sobre orçamento,
13:47o grande núcleo da discussão
13:48foi o anseio dos parlamentares
13:51de que recebessem
13:52o dinheiro das emendas
13:53já no primeiro semestre.
13:54Ora, será que isso tem a ver
13:56com as eleições
13:56que realizar-se-ão
13:58no segundo semestre?
13:59Eu tenho praticamente certeza
14:01que sim.
14:02Então, enquanto nós não rompermos
14:04com essa lógica
14:05das emendas parlamentares,
14:06e eu que sempre defendi
14:07o Instituto das Emendas Parlamentares
14:09por entender
14:09que isso é uma forma
14:10de democratização do orçamento,
14:13hoje tem uma visão contrária.
14:14Emenda parlamentar no Brasil
14:16não dá certo.
14:17Tem que acabar.
14:18o legislativo
14:19tem que focar
14:19na atividade legislativa,
14:21tem que focar
14:21em ser o palco
14:23das grandes discussões
14:24do país.
14:25Senão, essa desfuncionalidade
14:26que nós vivemos
14:27ela tende a aumentar.
14:28Cada vez mais
14:29o judiciário vai se apropriar
14:31desse vácuo de poder,
14:32como disse muito bem
14:33o Acácio,
14:34e nós teremos lá
14:35no parlamento
14:36512 despachantes
14:38de recursos,
14:39512 despachantes
14:41de reuniões
14:42de recursos
14:43para os municípios brasileiros.
14:45O Congresso hoje,
14:46se nós eliminássemos
14:48grande parte
14:48dos deputados
14:49e deixássemos
14:50ali somente
14:51os pouco mais
14:52de 20 líderes
14:53partidários,
14:54pouca diferença
14:55nós teríamos
14:55na dinâmica
14:56de operação
14:57do Congresso Nacional.
14:58Porque,
14:59como eu disse,
15:00salvo honrosas
15:01exceções que estão
15:02ali como legisladores,
15:04nós temos
15:04meros captadores
15:06de recursos
15:06para regiões
15:07do Brasil.
15:07porque muitas vezes
15:09esses recursos
15:10eram uma premissa
15:11básica
15:11que as emendas
15:12parlamentares
15:13pudessem contemplar
15:14aquilo que o Executivo
15:15não faz,
15:16então está faltando
15:16equipamento no hospital,
15:18o parlamentar
15:18vai lá por meio
15:19da emenda
15:19e consegue adquirir
15:21esse equipamento
15:22ou se não
15:23para melhorias
15:23nas estradas,
15:24enfim,
15:25nos mais diferentes
15:25segmentos
15:26para que essas emendas
15:27fossem utilizadas.
15:28Só que tem servido
15:29para articulação
15:31e para palanque político
15:32dos próprios parlamentares,
15:33né, Dávila?
15:34Exatamente.
15:36O Diego Travaz
15:37trouxe um ponto
15:37muito importante.
15:39Para você ter uma ideia,
15:40a média
15:41do orçamento
15:42discricionário
15:43que sobra,
15:45que se transforma
15:46em emenda parlamentar
15:47das democracias
15:48do mundo,
15:49é em torno
15:49de 1%
15:51do orçamento
15:52discricionário.
15:53No Brasil
15:54é mais de 20%.
15:56Olha que aberração.
15:58Uma coisa
15:58que é um mecanismo
15:59justamente
16:00para atender
16:01uma região
16:02e tal,
16:03mas é uma coisa
16:04complementar.
16:05Por que
16:05essa distorção
16:07existe hoje?
16:08Primeiro,
16:09foi uma negociação
16:10política
16:11que se iniciou
16:12no governo Bolsonaro.
16:13Foi ele
16:13que abriu os cofres
16:14ali das emendas
16:15para os parlamentares.
16:17Ali que deu aquele salto
16:18para 50 bilhões
16:19de reais
16:19no fim do mandato
16:21de governo Bolsonaro.
16:22E isso só se agravou
16:23no governo Lula.
16:25Segundo ponto,
16:27e esse é mais preocupante,
16:28Diego Tavares,
16:29do que as emendas,
16:30é um orçamento
16:31fictício.
16:32é brincadeira
16:34o orçamento brasileiro.
16:35O orçamento brasileiro
16:36não existe,
16:37é uma peça
16:38de ficção.
16:39Você fica tirando
16:40coisa.
16:40Não, não,
16:41isso aqui não conta
16:41no orçamento,
16:42isso aqui está fora.
16:43É um absurdo.
16:44É que nem você
16:45tentar fazer um orçamento
16:46na sua casa,
16:47um orçamento doméstico,
16:47e falar assim,
16:48não, não,
16:48mensalidade das crianças,
16:50da escola das crianças
16:51não entra.
16:52Não, não,
16:52gasto com férias
16:53não entra.
16:53Bom, então é um orçamento
16:55em ficção.
16:56É esse o orçamento
16:57do Brasil.
16:58O Brasil precisa
17:00urgentemente
17:01de um orçamento
17:03impositivo.
17:04Tem que estar tudo
17:05no orçamento,
17:06tem que ser cumprido
17:07no orçamento.
17:07E se não cumprir,
17:09ou se precisar
17:09de dinheiro extra,
17:11é preciso ir ao Congresso
17:12e pedir mais dinheiro,
17:13como é nos Estados Unidos.
17:14O que é a paralisação
17:15do governo
17:16nos Estados Unidos?
17:17O famoso shutdown.
17:18É justamente
17:19esse orçamento
17:20impositivo.
17:21está todos os gastos
17:23no orçamento.
17:25E isso,
17:25David Tasso,
17:26traz uma educação
17:28política com o dinheiro
17:29público muito importante.
17:31Porque como você
17:32vai ter que justificar
17:33todo o gasto público,
17:35você vai ter que justificar
17:37em termos provando
17:38que aquele dinheiro
17:39é bom,
17:39que aquilo vai melhorar
17:40o serviço público,
17:41que vai melhorar
17:42a vida do cidadão.
17:43Se você não conseguir
17:44fazer esta comprovação,
17:47não será contemplado
17:49no orçamento
17:49aquele gasto do dinheiro.
17:50Então,
17:51é fundamental
17:52que nós tenhamos
17:53um orçamento sério
17:55para valer
17:57impositivo
17:58no Brasil.
17:59Chega dessa bagunça
18:01que é o orçamento brasileiro,
18:02que é uma peça de ficção,
18:04ninguém respeita,
18:06tiram coisas
18:07do orçamento
18:07e aí se aprova
18:08um negócio
18:09que é isso aí,
18:10no apagar das luzes
18:11só aumenta imposto,
18:13dinheiro para emendas
18:14eleitoreiras
18:16e nada de melhoria
18:17de qualidade
18:18do serviço público
18:19para as pessoas,
18:20porque nós não conseguimos
18:22provar aquele dinheiro
18:23público que melhorou
18:24a vida do cidadão
18:25e aquele que foi
18:26desperdiçado.
18:27você já viu algum programa
18:29de governo
18:30ou programa público
18:31ser fechado
18:32por ineficiência?
18:34Nenhum é.
18:35Então,
18:36o dinheiro público
18:37fica vazando
18:38para esses programas
18:40ineficientes.
18:41É fundamental
18:42que o próximo
18:43presidente da república
18:44já prometa
18:46na campanha política
18:47e adote
18:49no seu primeiro
18:50dia de mandato
18:51um orçamento
18:52impositivo.
18:53sem isso
18:54as finanças
18:55públicas
18:56continuarão
18:57a ser
18:57esta
18:58desgraça
19:00que é a administração
19:01que hoje já faz
19:02com que o Brasil
19:02tenha
19:03um déficit nominal
19:05em torno
19:05de 8,6%
19:07do PIB
19:07algo
19:08inexistente
19:09até mesmo
19:10no período
19:11de pandemia.
19:12Só que de que forma
19:13que a gente consegue
19:14então reverter
19:14essa lógica
19:15Diego Tavares?
19:17Como eu disse
19:18David Gitarso
19:19o Brasil
19:19não sabe brincar
19:20de emenda parlamentar
19:21aqui nós precisávamos
19:22extinguir as emendas
19:23parlamentares
19:24enquanto o Dávila
19:25falava sobre
19:26a questão do uso
19:27desse dinheiro
19:27eu me lembrei
19:28aqui agora
19:29da recente polêmica
19:30que nós tivemos
19:32com um cantor
19:33sertanejo
19:33e uma marca
19:34de calçados
19:35e depois veio
19:36à tona
19:37que esse cantor
19:38sertanejo
19:38que por viés
19:39político
19:39criticou
19:40a peça
19:41publicitária
19:41recebeu cerca
19:42de 20 milhões
19:43de reais
19:44de verbas públicas
19:45para fazer show
19:45só no ano
19:46de 2025.
19:48Então
19:48isso é um caso
19:49que tem também
19:50ser colocado
19:52na balança
19:52com a qualidade
19:53do gasto
19:54das emendas parlamentares
19:55eu dei aqui o exemplo
19:56de campo de futebol
19:58de reforma
19:59de UPA
20:00de UBS
20:00de praça
20:02enfim
20:02tudo isso ainda é algo
20:03que fica para a população
20:04muito embora
20:05às vezes não é uma necessidade
20:06primária
20:07de um município
20:08eu estou aqui
20:09desprezando
20:10essas hipóteses
20:11no qual municípios
20:11que são deficitários
20:13que a grande maioria
20:14dos municípios brasileiros
20:15são deficitários
20:16vivem de repasses
20:18do Estado
20:19e da União Federal
20:20o prefeito acaba pegando
20:21esse dinheiro
20:22de emendas parlamentares
20:23para fazer shows
20:24com grandes artistas
20:25para gastar verba
20:26milionária
20:27com esse tipo
20:28de entretenimento
20:29sendo que esse dinheiro
20:30evidentemente
20:31poderia receber
20:32um uso
20:33mais eficiente
20:34com qualquer outro
20:36tipo de programa
20:37ou obra pública
20:38enfim
20:38e isso também
20:39claro
20:40desprezando
20:41as centenas
20:43de milhares
20:43de escândalos
20:44de corrupção
20:45que se faz
20:46com emendas parlamentares
20:47a quantidade de dinheiro
20:48que vai
20:49para a corrupção
20:50teve um município
20:51no Maranhão
20:52é uma história
20:52que eu acho
20:52muito emblemática
20:53que para receber dinheiro
20:55do orçamento secreto
20:56na área da saúde
20:57declarava
20:58a extração
21:00de dentes
21:00procedimentos
21:01de extração
21:01de dentes
21:02e o número
21:03de dentes
21:04extraídos
21:05na cidade
21:06era maior
21:07do que as bocas
21:08de todos os munícipes
21:09é como se a cidade toda
21:10tivesse ficado
21:12banguela
21:12então é esse tipo
21:13de distorção
21:14esse tipo de aberração
21:15que a existência
21:17das emendas parlamentares
21:18causa no Brasil
21:19como eu disse
21:20a solução
21:21para isso
21:22era restringir
21:23totalmente
21:24as emendas parlamentares
21:25se for para deixar
21:25alguma coisa
21:26que deixassem
21:27as emendas impositivas
21:29aquelas emendas
21:30que são iguais
21:31para todos os parlamentares
21:32que não são distribuídas
21:33conforme
21:34conveniência política
21:35e num limite
21:36pequeno
21:37por parlamentar
21:38porque nós também
21:39temos um número
21:39muito grande
21:40somando aí
21:41os deputados
21:42e os senadores
21:44então isso eu tenho certeza
21:45que faria
21:46com que esses políticos
21:47focassem
21:48nas suas atividades
21:49ordinárias
21:50realmente aquelas atividades
21:51para as quais
21:52o seu cargo
21:53foi criado
21:54quando o Brasil
21:56foi constituído
21:57que é de fato
21:57criar as leis
21:58criar e discutir
22:00os grandes temas
22:01permitir
22:01esse dinheiro
22:03de emendas parlamentares
22:04que a cada ano
22:04só cresce
22:05vai bater
22:0660 bi
22:07agora no ano
22:08de 2026
22:09certamente
22:10nos conduzirá
22:11para que essa
22:11desfuncionalidade
22:12dos poderes
22:13essa falta de foco
22:14nas atividades
22:15ordinárias
22:15de cada poder
22:16se agrave
22:17se aprofunde
22:18e claro
22:18com isso
22:19cada vez mais
22:20como disse o Dávila
22:21nosso orçamento
22:21será uma peça
22:23ficcional
22:23algo totalmente
22:24descolado
22:25da realidade
22:25brasileira
22:26e usando o exemplo
22:27dessa cidade
22:28dessa maneira
22:28literalmente
22:29que eles vão
22:29aí mordendo
22:30cada vez mais
22:31o orçamento
22:32abocanhando o dinheiro
22:33de todos
22:33e a gente vê
22:34os desvios
22:35acontecendo também
22:36em meio a essas
22:36emendas parlamentares
22:37como as operações
22:38da Polícia Federal
22:39também conduzidas
22:40de forma brilhante
22:41evidenciaram
22:43essa dificuldade
22:44que a gente tem
22:45no nosso país
22:45que esses recursos
22:47muitas vezes
22:47a gente não sabe
22:48de que forma
22:49que estão sendo utilizados
22:50e quando sabemos
22:51por meio dessas operações
22:53é para o próprio benefício
22:55o próprio bolso
22:56às vezes também
22:57com obras
22:58que são
22:58extremamente ineficientes
23:00como o asfalto
23:00em condomínio de luxo
23:02emenda parlamentar
23:03sendo utilizada
23:04como a gente viu
23:04e repercutiu
23:05aqui na Jovem Pan
23:06e aí
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