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Em um mundo cada vez mais próximo da inteligência artificial, consumidores demonstram cansaço do excesso de algoritmos e tempo de tela. Marília Gallindo, diretora de estratégia da Dentsu Brasil, analisa como marcas e criativos podem equilibrar tecnologia e humanidade, explorando fandom, nostalgia, experiências físicas e novas formas de pertencimento para manter relevância em 2026.

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Transcrição
00:00E o mundo parece estar vivendo um paradoxo, cada vez mais íntimo da inteligência artificial e ao mesmo tempo cansado do excesso de algoritmos e do tempo de tela.
00:10Entre feeds infinitos e desejo por experiências autênticas, consumidores e marcas buscam equilíbrio entre digital e analógico.
00:18E é sobre isso a nossa conversa ao vivo agora, que vai ajudar a gente a entender essa dualidade, o futuro da criatividade, é Marília Galindo, diretora de estratégia da Dentsul Brasil.
00:28Oi Marília, boa noite, seja muito bem-vinda.
00:32Boa noite, muito obrigada pelo convite.
00:35A gente que agradece a sua disponibilidade, viu? E feliz ano novo, né, pra gente começar essa conversa.
00:42E no mundo então, 2026, num mundo que se encontra exalço e ao mesmo tempo entusiasmado com a tecnologia, né?
00:49Como é que marcas, os criativos, podem navegar por essa contradição, aparente contradição, sem perder relevância, Marília?
00:58Olha, tem muitas maneiras, né?
01:00Então, à medida que a gente foi estudando o comportamento dos consumidores, e isso não é nem só sobre o Brasil,
01:05a Dentsul fez esse estudo que, enfim, englobou alguns dos principais mercados do mundo,
01:11a gente vê essa ambivalência em todos esses mercados.
01:14E a gente vê essa ambivalência desde as gerações mais velhas até os mais novos, mas principalmente em geração Z e millennials.
01:25Então, pra qualquer marca, pra qualquer empresa que tenha um desafio de se conectar com essa grande massa de consumidores nessas faixas etárias,
01:32um dos principais pontos é como que a gente mantém a humanidade no momento que as pessoas esperam um contato humano, né?
01:42Esperam uma experiência mais quente, uma resposta mais natural, uma voz, enfim, uma interação mais humana, de fato,
01:50que pareça genuinamente humana.
01:52E, por outro lado, também consiga extrapolar e ir pra esse mundo de fandom, né?
01:57Que foi um outro ponto que a gente viu.
02:00O crescimento do fofo, o crescimento da nostalgia, o crescimento da mistura desses universos.
02:07Então, não faltam possibilidades, na verdade, pras marcas.
02:12O que chama mais a atenção é como que a gente, como marketing, né?
02:16Consegue equilibrar bem, de entregar esse lado humano e usar a IA e usar o digital
02:22pra poder extrapolar e continuar surpreendendo as pessoas com o que elas gostariam de ser surpreendidas.
02:28Pesquei aqui na pesquisa, Marília, essa informação de que 53% das pessoas já usam IA, né?
02:34Na vida pessoal.
02:36E mais de 50% diz que tá ali cansado, né?
02:41Dos algoritmos.
02:42Então, o que que explica esse esgotamento digital?
02:45E isso reconfigura mesmo, né?
02:47A relação do público com as marcas.
02:49Sim.
02:50É que o uso do algoritmo, ele é inevitável hoje, né?
02:53E a gente ganha muito usando o algoritmo, né?
02:57Ele facilita muito a nossa vida na hora de fugir do trânsito,
03:01na hora de ter respostas mais rápidas,
03:02quando a gente quer fazer uma simulação de orçamento,
03:05quando a gente tá querendo encontrar um anúncio e ele nos encontra.
03:08Mas, ao mesmo tempo, o risco para as marcas é cair na mesmice,
03:12que foi até um outro estudo que a gente fez conversando com os CMOs,
03:16e existe esse receio, porque ao mesmo tempo que todo mundo usa o algoritmo,
03:19e o algoritmo ele reforça padrões,
03:22chega uma hora que as pessoas ficam cansadas daquele padrão, né?
03:25Quem nunca ficou olhando o feed, a sensação,
03:27era de que tava vindo sempre as mesmas coisas.
03:30Então, é um pouco desse cansaço.
03:32Que tu, por favor, me surpreenda, né?
03:36Exato.
03:37E um outro fato curioso que apareceu na pesquisa com os consumidores,
03:41é que entre a geração Z,
03:44tem um percentual de uns 20 e poucos por cento
03:47de pessoas que usam a IA pra fazer perguntas pessoais.
03:51Então, perguntas emocionais, pra pegar conselho,
03:54de chegar a achar que a IA, às vezes, vai conseguir dar conselhos
03:57mais interessantes do que conversar com alguém.
03:59Ou porque não quer conversar com alguém, né?
04:01Quer jogar pra máquina e saber a resposta.
04:04Mas isso mostra um cansaço
04:07que não diz só sobre o algoritmo, né?
04:10A nossa cabeça tá cansada de estar sendo impactada o tempo todo.
04:14E aí, no meio disso, a gente vai pro outro lado, né?
04:18Pro outro extremo, talvez,
04:19que é essa busca pelo retorno de tudo que é físico, artesanal,
04:24tem textura, tem imperfeição,
04:26e até os chamados dispositivos burros.
04:29Explica pra gente essa parte, Marília.
04:32É, existe um resgate de alguns,
04:35do que seria, inclusive, ouvir filha cassete,
04:39procurar DVD,
04:41e, assim, um grande fenômeno que a gente viu
04:43nesses últimos dois anos aqui,
04:45os próprios Bob Goods,
04:48não é nem sobre imperfeição,
04:49é sobre uma reconexão com o físico.
04:51É você conseguir passar uma tarde colorindo,
04:54com um ritmo, né, totalmente desconectado de tela,
04:57com algo que tem textura,
05:00a própria busca por outras referências da década de 80 e 90, né?
05:06O grande boom ali desses licenciamentos que estão vindo com tudo.
05:09quem teve a oportunidade de estar nas feiras e ver o nosso CCXP,
05:14o retorno do Pernalonga, né,
05:16e de outros licenciamentos que pareciam que não vinham mais,
05:19mas estão vindo e estão ficando atrativos de novo.
05:23Mas esses outros rivais, que são os rivais burros,
05:25a gente vê até um efeito,
05:28por exemplo, nos Estados Unidos,
05:30de pessoas comprando linhas tradicionais
05:32para as crianças voltarem a conversar só por voz
05:35e terem a paciência de esperar o outro responder, né?
05:38Eu gosto dessa ideia, inclusive, viu, Marília?
05:40Gosto bastante.
05:42E vi aqui também essa tendência, Marília,
05:45sobre a qual eu queria te ouvir,
05:47de novas formas de pertencimento, né?
05:49Então, clubes, comunidades de hobbies,
05:52a socialização sem álcool.
05:55Então, o que que isso mostra, assim,
05:57em termos de oportunidade para as marcas
05:58que queiram se tornar facilitadores
06:00dessas conexões mais humanas, né,
06:02que está todo mundo sentindo falta?
06:05Sim.
06:07Uma das recomendações que o estudo traz
06:09é sobre o third place, né?
06:11Porque se a gente não quer estar só no digital
06:14e a gente não quer estar só no trabalho na escola,
06:17a gente naturalmente navega para esses lugares em comum.
06:20Então, é para as praças, para os cafés,
06:22para os shoppings, para a praia, né?
06:24Eu estou aqui em Recife, por exemplo.
06:26Esses ambientes em que você convive
06:28sem necessariamente precisar marcar e estar lá.
06:31E quando você chega, você é surpreendido
06:33com uma marca com experiência,
06:34que te traz essa reconexão,
06:37que te impressiona com texturas
06:38ou com visuais diferentes,
06:41isso já é um grande tchan, né?
06:44Já é uma grande oportunidade.
06:46Sobre especificamente o consumo sem álcool,
06:48ele também vem de buscas até por novas experiências.
06:53A gente sabe que a geração Z,
06:54ela puxa um comportamento mais saudável
06:56e uma tendência que apareceu bastante,
07:01e aqui no Brasil está começando,
07:03é o nascimento das raves nos cafés, né?
07:06Que é quando você vai para um café de manhã
07:09e você fica ouvindo música e é sem álcool
07:12e é só ficar curtindo ali com os amigos
07:14para passar o dia ouvindo música
07:15e bebendo qualquer outra bebida
07:17que não pode ter álcool,
07:19mas na verdade isso não é uma premissa,
07:20como é nos bares e botecos, né?
07:24Então, esses outros lugares,
07:26eles estão começando a ser ativados.
07:28Por exemplo, a gente viu um case
07:29que a gente fez para a 7-Eleven nos Estados Unidos,
07:32que foi criar um Hot Wheels de colecionador em vida real
07:37e as pessoas foram para a 7-Eleven
07:40para poder viver aquela experiência
07:41que está conectada com a infância também, né?
07:44Uma outra marca que também está tentando capitalizar isso
07:48é a própria Starbucks, né?
07:50Já que em vez de você só ir para lá para sentar e trabalhar,
07:54olha o shift na experiência, né?
07:55Se antes era sobre sentar, usar o Wi-Fi,
07:58passar o dia tomando café e trabalhando,
08:01agora as pessoas começam a ir para esses lugares
08:03para interagirem com os amigos,
08:05para terem um outro tipo de conexão com o espaço, né?
08:09Interessante demais.
08:10Várias tendências, vários insights
08:12para captar aqui na conversa com a Marília Galindo.
08:14Então, quero te agradecer pela participação
08:16com a gente nessa noite, Marília.
08:18E bom fim de semana, igual sempre.
08:21Até logo.
08:22Tchau, tchau.
08:23Obrigada.
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