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Os arranjos comerciais globais em 2026 entram no centro do debate com o acordo Mercosul-União Europeia, barreiras tarifárias, China e Estados Unidos. Vinícius Rodrigues Vieira, professor de economia e relações internacionais da FAAP e da FGV, analisa o avanço do unilateralismo, o papel dos blocos econômicos, a ascensão chinesa e os riscos de um mundo mais fragmentado.

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Transcrição
00:00Vamos dar uma olhada no noticiário internacional, acordo MECOSUL-União Europeia, barreiras tarifárias,
00:08Estados Unidos e mais recentemente a China.
00:12Como é que devem ficar os arranjos comerciais no mundo em 2026?
00:18Para entendermos melhor, eu converso agora com o Vinícius Rodrigues Vieira,
00:23que é professor de Economia e Relações Internacionais.
00:26Ele leciona tanto na FAAP quanto na Fundação Getúlio Vargas,
00:31a quem eu inicio a nossa conversa, professor Vinícius.
00:34Primeiro, agradecendo muitíssimo a sua disponibilidade nesse feriado internacional de 1º de janeiro.
00:41Desejo-lhe um ano maravilhoso, esplêndido e que possamos conversar boas notícias nos próximos 364 dias.
00:50E desejo também, mais simplesmente aqui, um excelente começo de dia.
00:56A gente está depois da hora do almoço, mas que essa jornada seja ótima para o senhor.
01:01Obrigado mais uma vez por nos reencontrarmos aqui.
01:06Então, olhando para 2026, professor Vinícius, a gente já começa com o finalzinho de 2025,
01:14o tão esperado acordo MECOSUL-União Europeia.
01:16Era para ter sido feito no último trimestre, foi empurrado para o final do ano
01:23e, quando chegamos no final do ano, foi jogado agora para janeiro.
01:28Diante dessas premissas, a gente pode abrir uma conclusão que talvez haja uma nova extensão.
01:34E nessa extensão aparece um outro personagem, a Itália.
01:37Porque a França já havia sinalizado que não estava gostando muito dessa prévia do acordo União Europeia-Mercosul,
01:49principalmente por causa do setor agrícola.
01:51Isso a gente já sabia.
01:52Aí, de repente, aparece a Itália.
01:55Isso é importante porque França é a segunda maior economia da União Europeia.
01:59A Itália é a terceira.
02:01Então, esses grandes players do bloco europeu têm poder político em cima da decisão.
02:06A gente pode estar olhando, diante dessa decisão dos italianos,
02:10Giorgia Milone, a primeira-ministra italiana, de jogar para frente?
02:14Professor Vinícius, não sei se eu quero ser muito otimista aqui ou ser o pessimista da conversa.
02:20Será que estamos vendo a colocação da escada para o gato subir no telhado?
02:27Em primeiro lugar, Favali, muito obrigado aí pelos cumprimentos de Feliz Ano Novo.
02:31Desejo, igualmente, um excelente 2026 para você, para os espectadores.
02:37Nós temos, sim, aqui um risco, sim, que o gato suba o telhado,
02:41porque o acordo vem sendo negociado.
02:44É importante dizer, se a gente levar em conta as primeiras conversas,
02:47há mais de 30 anos, acabamos de entrar em 2026.
02:51As primeiras conversas surgiram em 1995,
02:54ou seja, o mesmo ano em que o Mercosul entrou ali no seu funcionamento pleno.
02:59Depois houve alterações no Mercosul, enfim.
03:02Mas o Mercosul, como a gente entende ele básico, começou lá em 1995.
03:05Ou seja, é um acordo que se confunde com a formação do Mercosul.
03:09E até agora, nada.
03:11Porque, no meio do caminho, houve uma série de questões,
03:14tanto envolvendo o lado brasileiro.
03:16Ironicamente, os primeiros governos Lula deixaram de lado ali esse acordo.
03:20Nós apostamos no Lula I e no Lula II do multilateralismo,
03:23que agora está em declínio.
03:25E a Europa também fez acordos múltiplos.
03:28Ela tem acordos similares com o México, com o Japão, com a Coreia do Sul.
03:32Então, Flavale, o que nós temos aqui nesse cenário?
03:35A Europa aí diante de uma encruzilhada.
03:38Porque o Mercosul pode funcionar como uma alternativa,
03:42como esses mercados, em particular o México já funciona ali,
03:46para produtos industriais.
03:47Embora o México faça muito produto industrial,
03:50no Mercosul a Europa teria mais competitividade em relação a isso.
03:54E cabe, justamente, aos setores de maior valor agregado,
03:57indústria e serviços, principalmente,
03:59persuadir ali os líderes europeus a não se alinhar com os interesses
04:03protecionistas agrícolas.
04:05O surpreendente, como você bem colocou, é que mesmo na Itália ali,
04:08que é importante lembrar, sem falar aqui de marcas,
04:11todo mundo aí conhece as marcas italianas que estão na nossa economia,
04:15eles são muito fortes no Brasil, na Argentina,
04:17e ainda assim eles perderam ali, por hora,
04:20essa disputa com o setor agrícola, que é muito protecionista.
04:24Mas a Europa também está num cenário de incerteza,
04:27em que ela é pressionada por Estados Unidos,
04:29e China é a grande perdedora da globalização,
04:32e acordos além dos que ela já tem,
04:35citando os principais com o Canadá, com o México,
04:39com a Coreia do Sul, com o Japão,
04:41nós temos, portanto, o Mercosul aí,
04:43como uma novidade que despermitiria aos europeus
04:47ter ali mais fôlego nos seus produtos de maior valor agregado,
04:51principalmente industriais,
04:53que sofrem a grande competição da China,
04:55e ainda mais considerando do que os Estados Unidos.
04:57Sob Trump, e até no futuro sem Trump,
05:00não são mais um parceiro confiável.
05:02Mas, todo cuidado é pouco,
05:04não coloco aqui, não faço nenhuma aposta,
05:06acho muito arriscado dizer que o acordo sai, com certeza.
05:10Professor Vinícius, a gente tem esse ponto em comum,
05:13é claro que o senhor está anos luz na minha frente,
05:15mas os estudos nas relações internacionais,
05:18diante da dúvida, a gente vai pegando os exemplos
05:21e tentando achar os pontos de encontro,
05:25as intersecções.
05:27O senhor usou uma palavra que eu queria aprofundar,
05:30unilateralismo.
05:32Então, temos o bloco europeu, União Europeia, 27 países,
05:35aqui o Mercosul, que nasce com Brasil,
05:37Argentina, Uruguai e Paraguai,
05:39agora entra Bolívia, fora outros países que estão orbitando.
05:43Venezuela já fez parte, não faz mais,
05:45mas a gente tem os outros convidados aqui,
05:47Chile, Uruguai, Colômbia, que tem,
05:51eles estão ali numa espécie de uma órbita do Mercosul.
05:55Olhando para a América do Norte,
05:58México, Canadá, Estados Unidos.
06:01Olhando para a Ásia, aí tem,
06:03desde a APEC, como outros grupos de cooperação da economia asiática,
06:08ou seja, fiz essa enorme premissa aqui para mostrar para todo mundo
06:12que nós temos diferentes blocos econômicos espalhados pelo mundo.
06:16Porém, vamos pegar aí, talvez,
06:20desde Trump 1,
06:21quando ele é presidente dos Estados Unidos,
06:23no primeiro mandato, entre 2017 e 2021,
06:27estes discursos unilateralistas,
06:31ou então, de um fechamento,
06:33é uma coisa de olhar para si mesmo mais internamente.
06:37Esse discurso começa a ganhar força na França,
06:40com a extrema-direita da Marine Le Pen,
06:42mais esse conservadorismo da Georgia Meloni,
06:46agora na Itália,
06:47estou falando de grandes economias.
06:49A gente pode estar vendo aí um percurso de mundo,
06:54nessa terceira década do século XXI,
06:56com esse despontar do unilateralismo,
06:59ou esses exemplos que eu dei?
07:02França, no olhar da Marine Le Pen,
07:04Itália, sob o comando da Georgia Meloni,
07:08Estados Unidos, com Donald Trump.
07:10Eles são mais exceções,
07:12ou eles passam a ser a escrita do que vem a ser uma nova regra?
07:18Bem, Favali, nós temos aqui,
07:20os exemplos que você citou,
07:21são todos do Ocidente.
07:23E se a gente pode dizer o seguinte,
07:26que no Ocidente, sem dúvida,
07:27como ele se sente ali afrontado,
07:30principalmente pela ascensão asiática,
07:33a gente pensar não só na China,
07:35mas você falou da PEC,
07:37eu colocaria a ASEAN,
07:38que é a Associação das Nações do Sudeste Asiático,
07:41saíram dados recentes da ONU,
07:43Jakarta, que é a capital ainda ali da Indonésia,
07:46eles estão transferindo a capital para outro lugar,
07:49virou a cidade maior do mundo,
07:50se plantando até Tóquio.
07:52Então, as antigas potências industriais, sim,
07:54elas tendem a se fecharem,
07:57é onde essa extrema-direita mais nacionalista,
08:00protecionista, xenófoba,
08:03ela acaba tendo os votos,
08:04porque as pessoas ali,
08:06muitas vezes escolhem esses políticos,
08:08porque eles prometem soluções fáceis,
08:09olha, vamos fechar fronteiras,
08:11não vamos fazer acordo com o Mercosul,
08:13vamos proteger os agricultores.
08:15Mas se a gente pensar o restante do mundo,
08:17o chamado Sul Global,
08:19polos de poder como o próprio Mercosul,
08:21a ASEAN,
08:21eles têm conversado entre si nas mais diversas formas,
08:25seja no nível ali de bloco,
08:27seja no nível individual de país para país,
08:30como o Brasil,
08:31que fez aí missões recentes,
08:32por exemplo,
08:32ao Vietnã,
08:33que é o mercado em ascensão.
08:35Então, a gente pode dizer que,
08:36assim por parte,
08:37dos países historicamente industrializados,
08:40da Europa ali,
08:42da América do Norte,
08:43uma tendência ao fechamento,
08:45enquanto uma abertura continuará,
08:47não tenho dúvidas,
08:48a ser defendida,
08:49enquanto, claro, interessar aí
08:51aos chamados mercados emergentes,
08:53o Brasil, inclusive.
08:55Professor Vinícius,
08:56é claro que muita coisa aconteceu em 2025,
08:58a gente ainda está no aquecimento do motor para 2026,
09:02a nossa cobertura e as nossas discussões,
09:04inclusive nas festas de Réveillon,
09:06claro que os grandes assuntos foram os acontecimentos de 2025,
09:10e aquele que está no top 5,
09:13obviamente,
09:13foi o tarifácio do Donald Trump,
09:15que acabou o ano ali,
09:16mais ou menos,
09:17com uma mão queimada,
09:18veio com força,
09:19depois retirou e tudo mais.
09:21Onde que eu quero chegar com isso?
09:22Ah,
09:23e somando isso,
09:24uma informação das últimas 72 horas,
09:27que é a China anunciando ao Brasil
09:29que colocaria,
09:30ou vai vir a colocar,
09:3255% de sobretaxação
09:34naquele que pode vir a ser o excesso
09:37de exportação de carne do Brasil para a China.
09:40Estou construindo esses dois cenários
09:42para chegar na pergunta,
09:43o mundo tem se tornado mais protecionista,
09:47ou repito a questão anterior,
09:49estes são exemplos isolados
09:51que só reforçam a exceção?
09:54Nós temos em algumas ações, sim,
09:57o exemplo do protecionismo,
09:59mesmo a China,
10:00que é uma grande vencedora da globalização,
10:02ela ainda tem ali vários exemplos,
10:05vários casos em que ela impõe barreiras,
10:07como a própria restrição,
10:08não somente aí as importações,
10:10por parte da China,
10:11da carne brasileira,
10:13mas também as exportações,
10:14por exemplo,
10:15ali de terras raras,
10:17toda aquela disputa que houve ali
10:18com os Estados Unidos,
10:19depois foi flexibilizada,
10:20pelo menos temporariamente.
10:22E aí não entra apenas a questão
10:24do nacionalismo,
10:25da xenofobia,
10:27do medo da ascensão
10:28de outros polos de poder,
10:30a própria China está na Ásia,
10:32não vai ter, obviamente,
10:33aqui medo dos outros países ali
10:35que, em grande parte,
10:37se beneficiaram em função
10:38da própria ascensão chinesa,
10:40mas aí, nesse caso,
10:41nós temos o quê?
10:42O não, a política,
10:44não a economia em si só,
10:45mas a questão que é de segurança,
10:48ou seja,
10:49a China,
10:49claramente,
10:50como outros países,
10:51eles podem buscar estratégias
10:54de autossuficiência,
10:56visando o quê?
10:57Não apenas ganhos imediatos
10:58na economia,
10:59mas uma situação,
11:01um cenário,
11:02vamos ser aqui explícito,
11:03de Terceira Guerra Mundial.
11:05A China já tem dado
11:06vários sinais nesse sentido ali,
11:08fazendo estocagem de alimentos,
11:10fazendo ali mais reservas
11:12de metais preciosos,
11:14sendo mais cautelosa
11:15a respeito de com quem
11:17eles compartilham
11:18os seus recursos tecnológicos
11:20e também os seus grandes recursos,
11:22é importante dizer,
11:23a China importa muito
11:24matéria-prima aqui
11:25da América do Sul,
11:25mas ela, por si só,
11:27já tem muitas matérias-primas,
11:28é que ela consome muito,
11:29então é um grande importador.
11:30Em suma, Favalho,
11:32a gente pode ter aí
11:33alguma trégua
11:34na questão da economia,
11:35o próprio tarifácio,
11:36como você bem colocou,
11:38acabou sendo aí
11:39revisado por Donald Trump,
11:40mas é importante dizer
11:41depois que ele conquistou
11:43ali vitórias importantes
11:45em relação
11:45a acordos bilaterais,
11:47então não é uma derrota
11:49do Trump,
11:49tem aí um copo cheio,
11:50um copo meio vazio,
11:52e nós temos,
11:53portanto,
11:53aqui claramente
11:54uma situação
11:55em que as grandes potências
11:57se preparam
11:58para uma situação pior,
12:00que seria justamente
12:01um conflito
12:01de escala mundial.
12:03Quando isso vai acontecer,
12:04isso vai acontecer,
12:05é outra história,
12:05mas há claramente
12:06esse, vamos dizer,
12:08cheiro,
12:09esse aroma
12:10de pólvora do ar,
12:12ou seja,
12:12uma preparação
12:13para algo pior
12:15que, enfim,
12:16ninguém deseja,
12:17mas é aquela velha história.
12:19A história
12:20nos traz grandes lições
12:21e justamente
12:22quando você tem aí
12:23potências disputando,
12:25espaços de poder
12:26nas suas respectivas regiões
12:27e globalmente
12:28e uma percepção
12:30de poucos recursos
12:31a serem compartilhados,
12:33nós temos aí
12:34uma tendência, sim,
12:35a uma militarização
12:36e isso acaba gerando
12:38repercussões na economia,
12:41como nós devemos ver
12:42ao longo desse ano,
12:43ainda que, repito,
12:44a economia possa
12:45aparentar aí
12:46relativa tranquilidade
12:48em relação
12:48a anos anteriores.
12:50Professor Vinícius,
12:51deixa eu pegar um trecho
12:52que o senhor citou
12:53nessa resposta anterior,
12:54a ascensão da China.
12:56e convenhamos,
12:57o senhor muito mais
12:58do que eu,
12:58ouve essa expressão
13:00dentro da sala de aula,
13:01no ambiente acadêmico,
13:03na discussão
13:03com a imprensa,
13:04a fragmentação
13:06da geopolítica.
13:07Então,
13:08eu vou colocar
13:08essas duas ideias
13:09aqui,
13:10não vou dizer em choque,
13:11mas frente a frente,
13:12porque a ascensão
13:13da China
13:14leva a maior ambição
13:16quando a gente fala
13:17em construção
13:19de infraestrutura
13:20liderada pelos chineses
13:22agora no século XXI.
13:23Os próprios chineses
13:24não gostam muito disso,
13:25dessa comparação,
13:26a nova rota da seda,
13:27porque o que eles
13:28pretendem fazer
13:29com esse
13:30Road and Belt Initiative,
13:32a iniciativa
13:34do cinturão
13:35e da rota
13:36conectar praticamente
13:37todos os continentes
13:39e os principais pontos
13:40de importação
13:41e exportação
13:42do mundo
13:42sob a sua tutela,
13:44sob a sua batuta
13:44da China,
13:45essa Road and Belt Initiative,
13:48vai encontro,
13:49vai de encontro
13:50em rota de colisão
13:52com essa teoria
13:53de fragmentação
13:54da geopolítica.
13:56Como é que o senhor
13:56analisa isso?
13:57Esta fragmentação
13:58de geopolítica
13:59é apenas uma ideia,
14:00apenas uma teoria,
14:01apenas um risco
14:02diante dessa construção
14:05da China
14:06e de querer integrar
14:07um enorme bolsão,
14:09uma enorme linha
14:10de infraestrutura
14:11comandada por Pequim,
14:13obviamente,
14:14ou uma coisa
14:14tem a ver com a outra?
14:16Quer dizer,
14:16eu quero saber
14:17se isso são sinônimos
14:18ou são ideias
14:20antagônicas,
14:21a fragmentação
14:22da geopolítica
14:23e essa briga
14:25com os Estados Unidos
14:27pela China,
14:28pela hegemonia
14:29do século XXI.
14:31Bem, Favalli,
14:32se nós lembrarmos
14:33o ouvinte,
14:34o espectador,
14:35de que nós temos
14:36na China,
14:37por parte dela,
14:39essa iniciativa
14:40Belt and Road,
14:41do cinturão
14:42e da rota,
14:43ela se concentra
14:44sobretudo
14:45na Eurásia,
14:46e na Ásia Central,
14:48a Europa,
14:50houve inclusive
14:51a própria ruptura
14:52do acordo,
14:53a própria Meloni,
14:54estávamos falando dela,
14:55ela rompeu ali
14:56com os chineses,
14:57a Itália fazia parte
14:58dessa iniciativa,
15:00você tem também
15:01a África,
15:02então,
15:03o que você tem aqui
15:04no caso da China?
15:06Claramente,
15:06uma ênfase
15:08na sua região
15:09mais imediata,
15:11que seria
15:12o Indo-Pacífico,
15:14ou seja,
15:14tudo aquilo que vai ali
15:15da África,
15:16principalmente da África
15:18Oriental,
15:19até ali os confins
15:20do Oceano Pacífico,
15:21em que a China
15:22pode ali enfrentar
15:23disputas,
15:24e já enfrenta
15:25obviamente disputas,
15:26com os Estados Unidos
15:28e com o seu grande aliado
15:29no Pacífico,
15:30que é o Japão.
15:31Então,
15:31se a gente levar isso em conta,
15:33Favali não se trata
15:33de um projeto
15:35de escala global,
15:36há países da América Latina
15:37que fazem parte
15:38do Belt and Road,
15:40mas é importante lembrar
15:41o primeiro ano
15:42do governo Trump,
15:43que procurou já
15:45expulsar a China
15:47ou começar a expulsar
15:48a China
15:49do seu excesso
15:50de influência,
15:50remover o excesso
15:51de influência da China,
15:52melhor aqui dizendo,
15:53na América Latina.
15:54O caso clássico
15:55é o Panamá,
15:56que integrou
15:57o Belt and Road Initiative
15:59e,
15:59por pressão americana,
16:01foi justamente,
16:02saiu,
16:03saiu ali,
16:04teve até recentemente
16:05uma questão
16:05de um monumento ali
16:06que era em homenagem
16:08aos trabalhadores chineses,
16:09o Panamá foi lá
16:10e destruiu um monumento
16:11e gerou mal
16:11estar diplomático
16:13com a China
16:13que,
16:14enfim,
16:15não costuma ter,
16:16vamos assim dizer,
16:18muito,
16:19tem uma busca
16:20por status,
16:21não é só a questão
16:22material.
16:22Mas,
16:23em suma,
16:23o que nós temos aqui
16:24é uma clara,
16:25ao meu ver,
16:26partilha do mundo
16:27em progresso
16:27com o próprio apoio
16:29dos Estados Unidos,
16:29desde que os Estados Unidos
16:30se mantenham
16:31no topo
16:32da questão militar
16:33e econômica mundial
16:34e, sobretudo,
16:35que é controlando
16:36as finanças internacionais.
16:37mas nessa lógica
16:39ficaria claro ali
16:40para os Estados Unidos
16:42que a China
16:42deveria ter
16:44e deve ter
16:45e pode ter
16:45mais influência
16:46na Ásia,
16:47exceção ali
16:48de aliado-chave
16:49como o Japão,
16:51mas sem ultrapassar
16:52esses limites
16:53como,
16:53por exemplo,
16:54adentrando na Europa
16:55e, sobretudo,
16:57aqui na América Latina.
16:58Então,
16:58as duas ideias
16:59elas não são opostas,
17:00mas a própria
17:01Belt and Road
17:02da maneira como
17:02ela está evoluindo
17:03pode exemplificar
17:05essa questão
17:06da fragmentação
17:07do mundo
17:07entre três
17:08grandes zonas,
17:09uma americana,
17:11uma potencialmente
17:12russa
17:12em tensão
17:13com a Europa
17:13e outra chinesa
17:15com, principalmente,
17:17áreas de influência
17:18na África
17:18e na Ásia.
17:19Professor Vinícius
17:20Rodrigues Vieira,
17:21a nossa primeira conversa
17:22de 2026
17:23mostra que vamos ter
17:25muito a conversar
17:27nos próximos 12 meses.
17:29Professor de Economia
17:30e Relações Internacionais,
17:32tanto na FAAP
17:32quanto na FGV,
17:34agradeço mais uma vez
17:35a disponibilidade,
17:36a capacidade
17:37de explicação
17:39e compartilhamento
17:41do conhecimento,
17:43excelente começo
17:44de 2026
17:45e até uma próxima oportunidade
17:47que eu tenho certeza,
17:47professor Vinícius,
17:48vai ser muito em breve.
17:50Até mais.
17:51Muito obrigado,
17:52Favale,
17:52até mais,
17:53excelente 2026.
17:54e até mais.
17:54Favale,
17:55Favale,
17:55Favale,
17:56Favale,
17:57Favale,
17:57Favale,
17:57Favale,
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