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Rodrigo Loureiro explicou que o calor intenso já impacta a produtividade, a agricultura e a construção civil no Brasil. Ele destacou que, a cada 1°C de aumento global, o país pode perder até 21% da produtividade, reforçando a importância de investir em transição energética e controle climático.

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Transcrição
00:00O calorão que tem afetado o Brasil nos últimos dias já causa prejuízos em vários setores da economia.
00:07Para começar, para comentar o assunto aqui com o Rodrigo Loureiro mais uma vez,
00:11e a gente colocou em perspectiva, não é só o suadouro que dá em casa,
00:17a expectativa de aumento na conta por causa do uso de ventiladores,
00:22se aumenta a potência da geladeira, o ar condicionado,
00:25isso tem outras camadas aí que afetam o bolso, não só o seu,
00:29mas também dos estados, vamos ver.
00:32Olha o que são as projeções, eu não estou falando só desse calorão,
00:37estou colocando em perspectiva o aquecimento global.
00:40A cada 1 grau Celsius de aumento na temperatura global,
00:44significa uma perda de 12% do PIB mundial, este risco,
00:50e o Brasil tem uma tendência a perder 21% da sua produtividade.
00:57A inflação de alimentos, ondas de calor e secas extremas,
01:03reduzem as safras, o preço dos alimentos acima da inflação.
01:09Loureiro, quando a gente olha, você pensa no desconforto,
01:12não consigo dormir à noite, fico transpirando dentro de casa,
01:16quero ficar dentro da geladeira, não é só esse desconforto.
01:19A gente está vendo aí uma economia global se reposicionando por causa do aquecimento.
01:24Exato, cada vez mais a gente necessita de resfriamento,
01:28e a gente está cada vez mais caminhando para uma economia
01:32focada em tecnologia, voltada para a tecnologia.
01:35Para você ter uma economia tecnológica, você precisa de data centers.
01:40Data centers exigem, por exemplo, um resfriamento muito forte.
01:44E aí como que você faz esse resfriamento?
01:46Com água, com uma temperatura mais agradável, mais amena.
01:50Temperatura aumentando no globo.
01:52Ah, é só um grau de aumento.
01:53Mas esse um grau só, um grau Celsius de aumento,
01:56ele gera uma repercussão muito grande.
01:58Você precisa ter um gasto muito grande
02:00para você lidar com esse aumento.
02:02E cada ano que passa, vai ficando um pouquinho mais quente,
02:05vai ficando um pouquinho mais quente.
02:07E aí a gente está vendo o que está acontecendo agora em São Paulo.
02:10O próprio governo de São Paulo já fala,
02:12olha, vamos usar menos água.
02:14Usar menos água também gera efeitos nos negócios.
02:16Não é só a questão de, olha, o meu banho vai ter que ser um pouco mais curto,
02:21eu vou ter que usar menos água ali nas minhas tarefas diárias.
02:25Não, isso gera problemas para as empresas.
02:27Empresas do agronegócio, por exemplo, precisam de muita água,
02:30precisam resfriar os seus produtos, precisam resfriar as suas colheitas, enfim.
02:36Tudo isso vai gerar esses números bem negativos ali.
02:3921% a menos de produtividade para o Brasil é péssima.
02:43Por isso que a gente precisa investir em transição energética,
02:47que é extremamente importante.
02:49E também, claro, no controle climático.
02:52É tão importante que a gente invista em controle climático.
02:55Isso deveria ter sido feito há décadas e décadas atrás?
02:58Sim, não aconteceu da forma como eu esperado.
03:01Agora é tentar dar um remédio para ver se a gente consegue, pelo menos,
03:04amenizar essa questão da questão climática,
03:07porque o mundo vai continuar crescendo.
03:09As empresas vão continuar nascendo, existindo,
03:12só que elas precisam ser mais sustentáveis
03:13para que você evite esse problema de longo prazo.
03:17Claro que essas são projeções,
03:19são feitas por think tanks,
03:21grupos que fazem essas análises de risco,
03:24mas os números são muito impactantes.
03:26Cada 1 grau Celsius de aumento na temperatura global,
03:30um risco de perda,
03:31aumenta-se a perda de 12% do PIB mundial,
03:3512% do Brasil,
03:37queda de 21% de produtividade.
03:39A gente pensa muito,
03:40como está aqui nos alimentos,
03:41na agricultura,
03:43mas não é só isso.
03:44Na nossa segunda e última tela,
03:45vocês vão entender que,
03:47quando a gente pensa em empregabilidade,
03:50construção civil,
03:51infraestrutura,
03:53emprega muita gente,
03:54principalmente de baixa qualificação.
03:56Isso tem um impacto na renda do país,
03:58na renda de classes menos favorecidas
04:01e mexe muito positivamente com a empregabilidade.
04:04Só que,
04:05quanto a muito calor,
04:06é muito difícil trabalhar ao ar livre.
04:10Eu vou pedir a próxima arte
04:11para a gente entender um pouco melhor isso.
04:14Está aqui,
04:14trabalho ao ar livre.
04:17A agricultura tem 36% de perdas,
04:21porque os agricultores não conseguem ficar
04:24muito tempo exposto a grandes temperaturas.
04:28e a construção civil perde na mesma proporção,
04:3234%.
04:33Isso aqui desacelera o avanço da agroindústria
04:37e põe ali um freio de mão puxado
04:40na criação de infraestrutura, por exemplo.
04:43Custo de desastres.
04:45Porque depois das altas temperaturas,
04:48o que nós temos aqui no sul do Brasil,
04:50no sudeste,
04:51e agora essa temporada de chuvas,
04:53para citar apenas poucos exemplos,
04:55é que o calor,
04:57ele leva a efeitos secundários,
05:00a exemplo, tempestades,
05:01e só em 2025,
05:03o mundo gastou 122 bilhões de dólares
05:08reparando causas,
05:10destruições de desastres.
05:12O aquecimento global já funciona como um imposto invisível.
05:18Rodrigo Lorena, onde a gente vai parar?
05:20A gente vai parar com esses números aumentando cada vez mais
05:23se a gente não fizer um controle climático decente,
05:26um controle climático que realmente funcione.
05:29E esses números aqui,
05:3036% de pessoas a menos no setor de agricultura,
05:34tem a ver justamente também com isso aqui.
05:36Porque se você tem uma perda da colheita,
05:38as empresas que trabalham com esse setor,
05:40elas vão precisar demitir,
05:42elas vão precisar cortar gastos.
05:43E mesmo as pessoas que querem trabalhar ali ao ar livre,
05:46querem, digamos assim,
05:47que precisam desse emprego,
05:49porque ninguém quer trabalhar com o sol de 40,
05:5142 graus na cabeça, claro.
05:54Mas essas pessoas que precisam desses empregos,
05:56algumas dessas pessoas vão ser demitidas,
05:58porque as empresas não vão ter condições
06:00de empregar essas companhias,
06:02porque elas vão perder safras
06:04por conta de calor excessivo
06:05e por conta de chuvas que não estavam planejadas.
06:09O setor do agro,
06:10ele, claro,
06:11ele sofre muito com a questão climática.
06:13Só que essa questão climática
06:14está cada vez mais delicada.
06:16Cada vez mais está chovendo
06:17quando não era para chover.
06:18Cada vez mais está fazendo calor
06:20quando não era para fazer tanto calor.
06:22E aí o setor do agro
06:24precisa se reinventar.
06:26Para se reinventar,
06:27precisa começar a pensar
06:28em como que ele pode gerar receita,
06:31como que ele pode cortar custos.
06:32E quando a gente fala em cortar custos,
06:34geralmente acaba sobrando para o empregado.
06:37Geralmente acaba sobrando no emprego.
06:39As empresas cortam empregos,
06:41cortam funcionários
06:42para poder equilibrar suas contas.
06:44Obrigado pelas explicações, Rodrigo Loureiro.
06:46Eu vou pegar uma frase que o Loureiro falou
06:48para mudar de assunto,
06:49mas eu vou puxar aqui
06:50mudança de mentalidade.
06:52Vocês já vão entender.
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