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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 19, a Operação Galho Fraco, que mirou os deputados bolsonaristas Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy — ambos do PL.
Eles foram alvos de busca e apreensão por suspeita de desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares.
Duda Teixeira, Madeleine Lacsko e Dennys Xavier comentam:
Papo Antagonista é o programa que explica e debate os principais acontecimentos do dia com análises críticas e aprofundadas sobre a política brasileira e seus bastidores.
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Eles foram alvos de busca e apreensão por suspeita de desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares.
Duda Teixeira, Madeleine Lacsko e Dennys Xavier comentam:
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NotíciasTranscrição
00:00O governo federal deflagrou nesta sexta-feira a operação Galho Fraco, que mirou os deputados bolsonaristas Sostenes Cavalcante e Carlos Jordi, ambos do PL.
00:13Eles foram alvos de busca e apreensão por suspeita de desvios de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares.
00:21A PF apreendeu aproximadamente 400 mil reais em dinheiro vivo e endereço ligado ao líder do PL na Câmara, o Sostenes Cavalcante.
00:33Produção, vocês já estão colocando as imagens na tela, correto?
00:37A gente viu aí os maços de cédulas de 100 reais, todas azulzinhas, dentro de sacos.
00:49Aliás, é esse o tema da enquete nossa hoje, onde você colocaria 400 mil reais em dinheiro vivo na sua casa.
00:59Se não me engano, as opções são na mala, no armário, na gaveta de cueca ou não cabe esse dinheiro todo aqui em casa.
01:08Então, para o pessoal que está no YouTube, convido vocês para responderem à enquete.
01:14Seguindo aqui com o assunto, em coletiva, o Sostenes negou a participação em irregularidades e afirmou que não tem nada a temer.
01:25Vamos assistir.
01:27Então, logo, quero dizer que essa investigação é mais uma investigação para perseguir quem é da oposição, quem é conservador, quem é de direita.
01:37Quero reiterar, desafio aqui o presidente Lula, trazer o Lulinha, o senador, o vice-líder do governo Lula no Senado,
01:49botar a Câmara, o olhar nas Câmaras e explicar ao povo brasileiro como eu estou fazendo.
01:54Sabe por que eu faço isso?
01:56Porque quem não deve não teme.
01:58Eu não tenho nada a temer, porque a acusação é de que eu lavo o dinheiro de um contrato de 4.500 reais de um carro.
02:07Ora, tem deputados da esquerda aqui que alugam também carro da cota parlamentar, que pagam 7, tem gente que paga até 8 mil reais.
02:18E eu não estou falando que eles estão praticando nada ilícito, porque cada um contrata o carro que quiser.
02:24No meu caso, como eu gosto de gastar menos com aluguel de carro, o nosso carro tem dois anos de uso sempre.
02:32Por isso que eu pago mais barato do que é o preço de mercado.
02:37Mas o carro sempre esteve aqui, as câmaras do estacionamento do meu gabinete.
02:43É só ir lá buscar ver se eu estou colocando algum contrato para ressarcimento ilícito.
02:50Isso é para começar a história.
02:53Não tem nada de contrato ilícito, não tem nada de lavagem de dinheiro.
02:59Sostenes também afirmou que o dinheiro foi obtido por meio da venda de um imóvel e que não depositou os recursos por um lapso.
03:08Vamos acompanhar.
03:08Eu vendi um imóvel e recebi em dinheiro, dinheiro lacrado, tudo normal.
03:15É uma venda de um imóvel que estará, peraí, que estará, já está o imóvel declarado no meu imposto de renda.
03:21Tudo, tudo, não tem nada de ilegalidade quanto a isso.
03:25Quando o senhor vendeu o interesse, o senhor não teve acesso a essa comunicação?
03:30Não sei se estava no flat.
03:32É uma coisa que quem cuida são os meus contadores e advogados.
03:35Talvez não esteja por lá.
03:36Não, lógico.
03:47Lógico, é porque eu recebi recentemente o dinheiro e com essa correria de trabalho e etc e tal,
03:53eu acabei não fazendo depósito, mas faria, inclusive parte dele, eu tenho pensando em fazer outros negócios e tudo,
04:00acabei não fazendo depósito.
04:01Foi simplesmente o lapso.
04:03Ninguém pega um dinheiro ilícito e bota dentro de casa, gente.
04:06Não, é porque eu guardei dentro do guarda-roupa.
04:12Não, não.
04:14Eu peguei o dinheiro, recebi o dinheiro, guardei, coloquei ali.
04:18Simples isso.
04:19Estava no meu flat aqui em Brasília.
04:21Ao reagir à operação, o deputado Carlos Jordi falou em pesca probatória.
04:28Vamos acompanhar.
04:29Dia do aniversário da minha filha, sete da manhã, a Polícia Federal acabou de sair daqui.
04:34Fizeram uma busca apreensão em mim, mais uma busca apreensão.
04:38Aliás, parece que buscam sempre fazer essas diligências contra mim em aniversários de pessoas da minha família.
04:44No dia 18 de janeiro de 2024, fizeram uma busca apreensão na minha casa.
04:47Minha mãe, inclusive, dormia aqui.
04:48Era aniversário da minha mãe, alegando que eu teria alguma participação com o 8 de janeiro.
04:53Pegaram uma foto forjada, que era uma foto, na verdade, de uma pessoa na posse do Bolsonaro
04:57e diziam que era do 8 de janeiro.
05:00No dia 19 de dezembro do ano passado, fizeram essa busca apreensão.
05:04Com esse mesmo motivo aqui, por determinação de Flavio Dino, fizeram meus assessores.
05:10E era aniversário da minha filha.
05:11E hoje, novamente, evidente, aniversário da minha filha, estão fazendo, novamente, essa busca apreensão.
05:18Covarde.
05:19Alegando que eu teria desviado recursos da cota parlamentar
05:23para uma empresa de fachada com aluguel de carros.
05:28Sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato.
05:33A mesma empresa que o deputado Sostens, que também, eu acredito que esteja também sendo alvo de busca apreensão,
05:38que também aluga veículos dessa mesma empresa desde o início do primeiro mandato dele.
05:45E a alegação deles é tosca.
05:47Eles dizem que chama muito a atenção o número de veículos dessa empresa.
05:52Que aluga para vários outros deputados, inclusive.
05:53Dizendo que as outras empresas têm mais de 20 veículos, 20 veículos na sua frota.
05:59E a Harue, locação de veículos, tem apenas 5 veículos.
06:02Por isso seria uma empresa de fachada.
06:04Eu sei o que eles estão fazendo.
06:06Isso aqui é mais do que querer nos intimidar.
06:07É uma pesca probatória.
06:10É ficha em expedition.
06:12Eu não vou me deixar abalar com isso.
06:15Bom, muitas coisas interessantes aí nessas frases.
06:19Tanto do Carlos Jordi, quanto do Sostens Cavalcante.
06:23Mas, Madá, você primeiro.
06:26O que você achou dessas desculpas que eles deram?
06:30Olha, eu acho que a gente tem que dividir em duas partes aí.
06:33Primeiro a do aluguel do carro.
06:35Acho que as pessoas ficam muito desconfiadas, porque bate direto nos parlamentares de direita.
06:45E os de esquerda parecem sempre se livrar.
06:49E a maioria tem essa verba aí de alugar carro, que é mais uma gambiarra que eles fizeram.
06:55Porque teve polêmica com a renovação de frota da Câmara.
06:58Então, em vez de renovar a frota, a gente vai alugar.
07:02O que o Sostens falou sobre valores, eu fui atrás.
07:07E ele está certo, viu?
07:09Os valores deles estão na média, mas na média parte de baixo.
07:14Tem muitos parlamentares gastando por volta de 7, 8 mil por mês com aluguel de carros.
07:20É uma conta comum.
07:23Agora, eles estão falando de um contrato de 4 mil por mês.
07:27Aí acham o dinheiro na casa do Sostens.
07:30Que aí eu acho que é uma outra coisa, né?
07:33Porque esse dinheiro que acham na casa dele,
07:35400 mil reais em espécie por comprar apartamento.
07:41Eu não sei se vocês se lembram ainda da época que a gente andava com dinheiro.
07:46E eu fico pensando, como é que esse povo dorme tendo 400 mil reais em cash em casa?
07:53Eu digo porque a gente, que é da época do Velho Testamento,
07:58em algum momento da sua vida, você teve que receber dinheiro em espécie.
08:01Eu lembro uma vez que um contratante meu, ele só fazia pagamento por ordem de pagamento.
08:09E no banco X, onde eu não tinha conta.
08:11Então, o que eu tive que fazer?
08:12Eu tive que ir à Avenida Paulista, isso muitos anos atrás, uns 20 anos atrás,
08:18receber uma quantia que era muito grande, que era 7 mil reais.
08:227 mil reais é uma pacotinha assim, em dinheiro.
08:26Gente, eu nem dormi a noite anterior.
08:28Eu não dormi a noite anterior, eu suave, eu passei mal, eu achei que eu ia desmaiar na rua,
08:34porque eu achava que vinha alguém pegar o dinheiro.
08:37Qualquer um de nós, qualquer cidadão de bem, se te fala assim,
08:40você pega essa mochila cheia de dinheiro e vai não sei onde, a gente quase infarta.
08:45A tranquilidade que esse povo tem de ter 400 mil reais em cash,
08:50400 mil reais são oito mochilas grandes, tá?
08:52No mínimo, porque dá 50 mil reais uma mochila grande, nota de 100.
09:00Ele vai ter oito mochilas grandes, cheias de dinheiro,
09:05e aí assim, ah, esqueci de levar para depositar, deixei lá numa tranquilidade.
09:11Isso é o que me assusta.
09:13Assusta muito, porque assim, que pessoa, que cidadão de bem vocês conhecem,
09:18que ficaria tranquilo numa situação dessas.
09:22Imagina assim, nem falar de grandes quantidades,
09:24se te der 10 mil reais que você precisa guardar na sua casa,
09:27a gente já não fica paranoico?
09:30A discrepância entre a realidade dessas pessoas e a nossa
09:35é assim, algo assustador.
09:39É assustador ele falar isso com tanta naturalidade, né?
09:42Total, eu se tivesse aí 10 mil reais no armário em casa,
09:47eu vivo numa super correria, mas eu parava tudo que eu estava fazendo
09:51e ia arrumar um jeito de levar esse dinheiro no primeiro banco que aparecesse,
09:56na primeira agência ali, para não ficar com esse dinheiro todo comigo.
10:01Denis Xavier.
10:02Se eu tivesse 10 mil reais sobrando em casa,
10:05a primeira coisa que eu faria é me perguntar,
10:07que conta que eu deixei de pagar para ter esse dinheiro sobrando na minha casa?
10:11Primeira pergunta.
10:12Veja, é tudo muito estranho,
10:16mas a bem da verdade, o que nós criamos aqui foi uma realeza republicana.
10:23Essa gente lida com uma quantidade imensa de dinheiro,
10:27de dinheiro tirado à força do trabalhador.
10:32Nós não somos contribuintes do Estado brasileiro.
10:36Contribuinte contribuiria de bom grado.
10:39Nós somos assaltados pelo Estado brasileiro.
10:44Nós não pagamos impostos para ter as coisas como contrapartida,
10:48porque, do contrário, a gente já teria essas coisas como contrapartida.
10:53Nós pagamos impostos para não sermos presos,
10:56para não sermos punidos,
10:58para não sermos processados pelo Estado e assim por diante.
11:01Então, nós somos vítimas de um Estado parasitário
11:05que não cansa de nos sangrar.
11:10Números de hoje.
11:11Números de hoje.
11:13O Congresso acaba de botar o orçamento de 2026,
11:1661 bilhões de reais em emendas para 2026,
11:23um salto de 21% em relação ao ano anterior.
11:29Na maior disfaçatez do mundo.
11:32Dinheiro que será utilizado para comprar apoio,
11:36para manter os políticos com mandato, com mandato.
11:40É para isso que serve emenda parlamentar.
11:42Para que você compre apoio lá no seu local de origem,
11:46lá na sua cidade, no seu Estado de origem,
11:48para que você se reeleja, se reeleja,
11:51e quando não puder se reeleger,
11:53coloque alguém, aspas, da sua confiança.
11:57Para além disso, confirmados 5 bilhões de fundo eleitoral.
12:035 bilhões para fazer campanha política
12:07mentindo para você de que agora será diferente.
12:12O povo brasileiro, que é trouxa profissional,
12:16um dia há de aprender.
12:18Um dia há de aprender.
12:19Nós estamos gastando tubos de dinheiro com essa gente.
12:23Não existe nenhum país no mundo
12:25que tenha um legislativo que cooptou o orçamento como o nosso.
12:30Não há paralelos no mundo.
12:31É uma jabuticaba brasileira.
12:33Tanto dinheiro assim, na mão de gente que deveria,
12:36e isso sim, fiscalizar o gasto do dinheiro público
12:40feito pelo executivo,
12:42mas não chamar para si esse orçamento com tanta tranquilidade
12:47e os escândalos se sucedem no uso desse dinheiro.
12:51É pix escondido, secreto,
12:53É dinheiro que não é rastreável.
12:56Enfim, um dia acordaremos.
12:58Espero.
13:00Aliás, falamos ontem aqui, Denis Xavier,
13:03sobre os escândalos.
13:04Você falou até da origem do termo.
13:07É o assunto do seu artigo na revista Cruzueca,
13:11que saiu hoje na madrugada,
13:12e aqui no Brasil é um escândalo por dia.
13:15Mas eu queria chamar a atenção,
13:17na fala do Jordi,
13:20ele diz ali,
13:21poxa, mas isso aconteceu bem no aniversário da minha filha.
13:24E quando ele faz o discurso também na Câmara,
13:27a primeira coisa que ele diz,
13:28ele fala, poxa, hoje é o aniversário da minha filha.
13:30E aí depois ele diz,
13:31mas na outra investigação que teve,
13:34foi no aniversário da minha mãe.
13:36O que ele está querendo insinuar?
13:38Me parece um comportamento,
13:40um cara meio paranoico.
13:42Ele achar que, estou imaginando,
13:45ele deve estar pensando que o Flávio Dino
13:47tem ali um calendário
13:48com os aniversários da família toda do Carlos Jordi.
13:52E ele fala,
13:52ó gente, sexta-feira,
13:54hoje é aniversário do irmão,
13:55vamos lá, bota a PF
13:57para fazer um monte de mandato de busca e apresenção.
14:01Quer dizer,
14:02esse comportamento é muito dos extremos da política,
14:08mas aí vem uma conspiração
14:10como se fosse uma coisa muito pessoal.
14:13E nem sempre é assim que acontece.
14:17E o Sóstrin também diz ali,
14:19ah, mas é só contra a direita que acontece,
14:22porque nós somos bolsonaristas.
14:24Pô, o escândalo de ontem,
14:27a gente tem um escândalo por dia,
14:28mas o de ontem,
14:30que aí era um outro ministro do STF,
14:32autorizando que era o André Mendonça,
14:33pegou, assim, meio na tangente ali,
14:38mas chegou no filho do Lula,
14:40o Lulinha, o Fábio Luiz,
14:43estava mostrando claramente ali,
14:45os desvios do INSS,
14:48foram parar em várias empresas,
14:52inclusive na empresa da Roberta Luschinger,
14:56que é uma amiga do Lulinha,
14:59o filho do presidente Lula.
15:01Então, é claro que tudo aqui ainda está para ser investigado,
15:05mas, assim, dizer que só vai para a direita,
15:10não, né?
15:10A gente que mora aqui no Brasil,
15:12a gente acompanha o noticiário
15:13e vê que a coisa vai para os dois lados.
15:16Madá, quer comentar mais alguma coisa?
15:18É que o que a gente está acompanhando
15:21são as ondas diferentes, né?
15:22Sabe que o Roberto Jefferson falava muito
15:24da onda judicial e da onda de opinião.
15:28Qual que é a onda agora?
15:30O corrupto da esquerda que foi preso,
15:33ele está num momento que é mais fácil ele ser solto.
15:35É uma onda de soltar o corrupto da esquerda preso.
15:39E uma onda de ir atrás dos caras da direita.
15:44O escândalo de ontem bateu no vice-líder do governo.
15:47Exato.
15:48Que, aliás, se chama Veverton, né?
15:51Que é uma coisa, assim,
15:52eu acho que isso fala mais sobre o Brasil.
15:55Ele se chama Veverton.
15:56E a gente tem um ministro do STF chamado Cássio Conká
16:00do que muitas outras coisas, né?
16:03E tinha também o Adroaldo, né?
16:04Também me chamou a atenção.
16:07Adroaldo.
16:08Você vê, né?
16:08Quando o pai e a mãe gostam do filho,
16:11pensam no filho, né?
16:12Que coisa bonita.
16:14Mas, enfim,
16:15a gente teve esse escândalo no dia de ontem
16:19e aí no dia de hoje
16:21vem uma busca e apreensão aí
16:24contra dois parlamentares.
16:27A busca e apreensão mesmo, assim,
16:30o foco,
16:32esse me deixa dúvida, esse foco,
16:34porque se for atrás de aluguel de carro,
16:36por que não for atrás dos 594?
16:39Eles estão alegando que eles usavam essa empresa
16:42para alugar carro desde o primeiro mandato.
16:46Sabe?
16:47Assim,
16:48não tem,
16:49eu não vi ali, assim,
16:50na coisa do carro um elemento.
16:52No fim, na casa do Sostnes,
16:54foram por causa de uma coisa,
16:55acharam outra,
16:57que era a grana viva.
16:59E aí tem o deputado Carlos Jordi,
17:01com a coisa,
17:01essa coisa que você falou do aniversário, Duda,
17:04eu acho que ele pensa mesmo
17:08que estão escolhendo os aniversários
17:10da família dele
17:11para estragar a festa.
17:14É bem típico, né,
17:16do que a gente vê no pensamento bolsonarista,
17:19esse recurso à simbologia
17:21para uma potencialização da vitimização.
17:25Então aí, quando você olha,
17:26olha, tem uma investigação,
17:28foram lá, fizeram busca e apreensão,
17:29por Jordi,
17:31parece que não tem nada de errado,
17:33além da busca e apreensão,
17:33fizeram o trabalho deles,
17:34agora é a investigação.
17:36Mas aí ele tem que potencializar,
17:38ele fala, não,
17:38porque veio aqui
17:39com uma camisa que tinha um triângulo aqui
17:41e pôs a caneta em cima do não sei onde,
17:44você sabe o que isso quer dizer?
17:45Isso quer dizer que eu sou o alvo.
17:47Então ele fica,
17:48não, porque olha,
17:49já tinha sido o aniversário da minha mãe,
17:51foi agora o ano da minha filha,
17:52você falou no do irmão,
17:54você sabe que ele é brigado com o irmão, né?
17:56Ah, é?
17:58Opa!
17:59Vídeos nas redes sociais
18:01do irmão falando altas coisas sobre ele,
18:05me chamou atenção essa coisa da família,
18:08porque é uma coisa bem exposta, assim,
18:10na briga dos dois,
18:11não sei quem tem razão,
18:12quem não tem,
18:13o que é o negócio,
18:14eu sei que há uma animosidade pública,
18:17assim, dos dois.
18:17Madai, eu até fui lá,
18:21eu dei uma lida na peça do Flávio Dino,
18:23o que eu entendi ali,
18:25porque eu vi também muita gente falando
18:26que era uma rachadinha e tal,
18:28eu fui tentar entender o que era,
18:29na verdade,
18:31e o que eu entendi é que os deputados,
18:33eles têm essa cota parlamentar,
18:35que é um dinheiro que,
18:37eles têm gastos, né,
18:39de passagem aérea,
18:40de aluguel de veículos,
18:42de logística,
18:44de material de escritório,
18:46e aí depois eles levam lá as notas
18:48e aí o governo,
18:50o Estado pega e reembolsa esses valores.
18:54É uma coisa que toda empresa faz também,
18:56você tem um gasto ali que está
18:58em virtude do seu trabalho,
19:00depois você é reembolsado sobre isso.
19:02Mas aí o que aconteceu,
19:04pelo que eu li ali na peça,
19:06nessa decisão do Flávio Dino,
19:08é que haviam algumas empresas,
19:10uma delas acho que era Arui,
19:13várias empresas que, em tese,
19:15funcionavam como fazendo aluguel de carros,
19:18mas algumas já nem existiam mais
19:22e essas empresas emitiam notas.
19:25Às vezes emitiam notas
19:26sem prestar serviço algum
19:28e às vezes prestando serviço
19:32para algum familiar do parlamentar.
19:34Acho que tem um deles ali
19:35que a filha tinha um carro
19:38para servir a filha dele,
19:40o que não tem nada a ver
19:41com cota parlamentar.
19:42Então, e nesses serviços,
19:45nessas prestações de contas,
19:48aí sim se movimentavam valores
19:51bem altos ainda na Casa dos Milhões.
19:54E aí depois, a hipótese ali,
19:57que ainda está sendo investigada,
19:59é que você tinha,
20:00acho que eram cinco funcionários ali,
20:03geralmente eram familiares
20:07de assessores dos parlamentares
20:09que movimentavam essas empresas,
20:10movimentavam então as finanças
20:12e que depois arrumavam um jeito
20:15de devolver esses valores,
20:18muitas vezes por serviços não prestados,
20:20recebidos pelas empresas,
20:22para depois entregar isso
20:24para os deputados.
20:25E aí poderia fazer sentido
20:28essa coisa do dinheiro vivo.
20:31Essa coisa que você falou, Duda,
20:34já teve um problema grande,
20:36uma época,
20:37não me lembro quantos anos atrás,
20:38acho que uns,
20:39mais de 15 anos seguramente,
20:41com o negócio de posto de gasolina,
20:44que até o Bolsonaro está nessa.
20:46Eu lembro que quando eu peguei as notas,
20:48na época eu era repórter,
20:49fui fazer a reportagem,
20:51então eu media a quilometragem,
20:53tinha a cara que em um mês,
20:56ele rodava cinco vezes
20:57a distância da Terra à Lua.
21:00Aí eu fazia as contas,
21:02sabia, mostrando,
21:03esse deputado que ele gastou de gasolina,
21:06dava para ele ter ido até Júpiter,
21:09se ele utilizasse o carro tal.
21:11Eu fui fazer todas as contas,
21:12por isso que você está falando,
21:13o povo que está vendo a gente entender.
21:15Eles têm direito, sei lá,
21:17a gasolina,
21:18ou alugar um carro,
21:20ou alugar alguma coisa.
21:21Ele pode ir numa loja X,
21:23que é conhecida,
21:24alugar, realizar o serviço da nota.
21:25Mas, aqui temos outra coisa.
21:29Não é uma empresa conhecida.
21:30Um assessor,
21:31ou alguém da família de assessores,
21:34abre uma empresa,
21:36essa empresa dá a nota,
21:39e essa nota é apresentada
21:42para reembolso.
21:44Então a empresa recebe o dinheiro
21:45direto da Câmara dos Deputados,
21:47e aí se supõe que
21:49ela repasse o dinheiro
21:51ao parlamentar.
21:53Não teve nenhum serviço prestado,
21:55ele tinha direito àquela cota,
21:58e aí ele dá a nota,
21:59porque não é uma empresa séria.
22:02Você chega numa empresa
22:03de aluguel de carro séria,
22:05estabelecida.
22:06Você fala assim,
22:06me dá uma nota,
22:07como se eu tivesse alugado um carro
22:09e me dá de volta,
22:11sei lá,
22:1190% do dinheiro que eu te dei,
22:13eu deixo 10% para você.
22:15A empresa não vai fazer.
22:17Então, assim,
22:18existem empresas
22:19que são criadas
22:20por essa fauna de Brasília
22:23para atender a isso.
22:24Então, assim,
22:25isso que o Duda falou,
22:26talvez isso explique o dinheiro,
22:28porque aí a empresa
22:29não vai fazer um pix
22:30para o deputado.
22:31Sim.
22:32Não dá para fazer o pix,
22:34não dá para fazer
22:35uma transferência,
22:36porque isso judicialmente
22:37fica sabendo.
22:38Então eles sacam o dinheiro
22:40e isso circula.
22:42Isso,
22:42eu não estou falando
22:43o que eles fizeram, tá?
22:45Isso é a suspeita
22:46sobre o que eles tinham feito
22:49e que o STF vai agora investigar.
22:53Mas, assim,
22:54é uma prática
22:55que a gente tem,
22:58estão eles dois na Berlinda,
23:00mas se você for pegar
23:01esse tipo de coisa
23:02pelo Brasil,
23:04Duda, assim,
23:05eu arrisco dizer,
23:06seguramente centenas
23:07já foram processados por isso.
23:10É, e tem que ter um controle.
23:12Eu lembro que o governo
23:13do estado de São Paulo
23:14já há bastante tempo,
23:15acho que foi na época
23:16ainda do PSDB,
23:17que eles tinham arrumado
23:18um esquema,
23:18que toda vez que tinha
23:20um pagamento por um serviço,
23:22eles botavam numa tabela,
23:24acho que era de Excel na época.
23:26E aí, por exemplo,
23:26quando vinha alguma nota
23:28muito alta,
23:29então, olha,
23:29eu fiz aqui uma viagem
23:32de avião para o Rio de Janeiro
23:36e custou 30 mil reais.
23:37Então, aí já acendia
23:39um sinal de alerta,
23:40e aí eles iam ver,
23:42tentar entender
23:42e conferir
23:43se o custo era esse mesmo.
23:45Então, você sabe
23:46que o litro da gasolina
23:48em Bauru
23:50não é muito diferente
23:51do litro da gasolina
23:52em Santos.
23:53Então, você consegue
23:54ter uma referência
23:56para impedir
23:57esse tipo de malícia
24:01na hora de preencher
24:03os reembolsos,
24:04as notas.
24:05E aí, eu acho
24:07que Brasília
24:08está totalmente
24:09fora de controle.
24:10Fora os outros casos,
24:11escândalos que a gente
24:12também tem acompanhado
24:13são parecidos,
24:14mas é sempre...
24:15O Gustavo Geyer
24:16também teve a história
24:18também de uso
24:18de cota parlamentar,
24:20também aí uma investigação
24:22que ele estaria
24:22usando a cota
24:23para pagar funcionário
24:25que trabalhava
24:25numa escola de inglês,
24:27coisa também
24:28que estava
24:28sobre investigação.
24:30E um pouco parecido
24:31também com os escândalos
24:33de rachadinha,
24:34aí é um pouco diferente
24:34porque a rachadinha
24:35parece que,
24:36pelo que eu entendo,
24:37é mais você realmente
24:38pegar um pedaço
24:39do salário do fulano,
24:41que era o que o André Janones
24:42fez e o Flávio Bolsonaro
24:44também supostamente fez.
24:46O Janones, de fato,
24:48admitiu.
24:49O Flávio tinha investigação
24:50e a investigação
24:51não foi adiante.
24:52Mas você contrata alguém
24:54no seu gabinete
24:55e fala,
24:55olha, vamos fazer aqui
24:56um acerto,
24:57você vai ficar com 10%,
24:5990% para mim.
25:00Mas sempre essa coisa
25:01que no final
25:01o problema
25:05é o peculato,
25:06você usar
25:06do seu cargo
25:07para conseguir
25:10pegar um pouco
25:11desse valor
25:12que não é seu,
25:13é do governo,
25:15é do Estado.
25:16Denis,
25:17quer comentar?
25:19Ah,
25:19é aquela coisa
25:20de
25:20a mulher de César
25:22não basta ser honesta,
25:24é preciso parecer
25:25ser honesta.
25:25Nós temos o caso
25:26do Mário Frias
25:27que passou
25:28emenda
25:29de, não me lembro se
25:31um ou dois milhões
25:32de reais
25:32para a produtora
25:33que está trabalhando
25:35no filme do Bolsonaro.
25:36Quer dizer,
25:37não, nós não financiamos
25:39diretamente o filme
25:40sobre o Bolsonaro.
25:41Mas fica esquisito,
25:43fica ruim,
25:44não é bom que se faça
25:45dessa maneira,
25:46não basta ser honesto,
25:47é preciso parecer
25:49ser honesto.
25:50nessa realidade
25:51que nós temos
25:52brasileira,
25:54há de chegar o dia
25:55que nós vamos parar
25:56de falar
25:56dessa disputa ideológica
25:58entre direita e esquerda,
26:00que como explicou bem
26:01o maior filósofo espanhol
26:02do século XX,
26:03Ortega e Gasset,
26:05são formas
26:07para sermos
26:08hemiplégicos morais,
26:10ser de direita,
26:11ser de esquerda,
26:12a questão aqui
26:13não é essa,
26:14a questão é
26:14termos um sistema político
26:16que proteja
26:17o indivíduo
26:18contra os avanços
26:20dessa cleptocracia
26:22que existe estatal
26:23que vai sangrando
26:25esse indivíduo
26:26todos os dias.
26:28A quantidade de impostos
26:29que se paga
26:30nesse Brasil
26:30para essa farra
26:32de dinheiro público
26:33utilizada,
26:34nascer em qualquer critério,
26:35e eu concluo dizendo,
26:36meu pai,
26:37eu ocupo um cargo técnico
26:38após a sua aposentadoria,
26:41foi um servidor
26:42graduado do Banco do Brasil,
26:43numa prefeitura
26:44aqui no Brasil,
26:45e ele não ficou
26:47muito tempo,
26:48e o comentário
26:49de café,
26:49de almoço,
26:50era o seguinte,
26:51se vocês soubessem
26:52o que acontece
26:53nas prefeituras brasileiras,
26:55vocês entenderiam melhor
26:57isso que vira notícia
26:58nos primeiros escalões
27:01da política nacional.
27:04Mas dá,
27:04quer comentar mais alguma coisa
27:05ou seguimos?
27:08Ah, eu queria,
27:09eu acho importante
27:09isso que o Denis
27:10está falando,
27:11sabe?
27:13Essa prática
27:15que a gente ouve falar
27:16da devolução,
27:18se tenta colocar,
27:19por exemplo,
27:20o governo do estado
27:20colocou um limite
27:21para você avaliar
27:22a discrepância do valor,
27:23mas o problema
27:24é a não prestação
27:27do serviço,
27:28entendeu?
27:29Não é contratar
27:31superfaturado,
27:32o problema que você tem
27:33nas prefeituras,
27:34sobretudo,
27:35finge que contrata,
27:37e o agente público
27:38que tem de atestar
27:39que o serviço
27:39foi prestado,
27:41ele tem fé pública,
27:42um deputado
27:44tem fé pública,
27:45todo mundo que trabalha
27:45no gabinete
27:46tem fé pública,
27:48eu quando tinha
27:49cargo público
27:49tinha fé pública,
27:51o que é fé pública?
27:53Quem não é funcionário
27:53público não sabe,
27:54quem é funcionário público
27:55vai explicar aqui no chat,
27:57é como se você
27:59fosse uma espécie
28:00de agente do estado
28:03para testar algo,
28:05não é só um depoimento,
28:06não é só uma opinião,
28:08quando um funcionário público
28:10ele diz que o serviço
28:12foi prestado,
28:14não precisa de conjunto
28:15probatório,
28:16ele é o estado falando,
28:18e essas pessoas
28:19se aproveitam
28:20dessa condição,
28:21e nas prefeituras
28:22eu vejo as pessoas
28:23indignadas no nacional,
28:25mas isso que o Denis
28:26falou é muito importante,
28:27por quê?
28:28No âmbito municipal
28:29não ficam indignadas não,
28:32todo mundo aqui
28:33que já teve cargo,
28:35que optou por não roubar,
28:36já ouviu inclusive
28:38da própria família,
28:40do quanto você é idiota,
28:42porque olha que o outro
28:44está com as férias
28:45com a mulher dele,
28:46eles foram de arte
28:47para não sei onde,
28:48e nós vamos aqui
28:49só para o Guarujá,
28:50é ou não é, Denis?
28:53Ficou ouvindo,
28:54olha lá,
28:55fulano tem o mesmo cargo
28:57que você,
28:57está em Paris,
28:58você é uma idiota,
28:59se você não faz,
29:00alguém vai fazer,
29:02isso é uma cultura brasileira,
29:05e quando a cultura
29:06é assim no município,
29:07vocês acham que quem
29:08está lá em Brasília
29:09é quem?
29:10É quem faz isso
29:11melhor que os outros,
29:14não é à toa
29:15que a gente tem um Lula,
29:16que a gente tem um Bolsonaro,
29:18é uma cultura
29:19em que se fofoca,
29:21se fala mal dos outros
29:22pelas costas,
29:24o jeitinho brasileiro
29:25é ok,
29:27o cara que faz
29:28essas pequenas delinquências
29:30para beneficiar a família,
29:31não é tratado socialmente
29:33como o bandido
29:34que é,
29:36quem que vai ser
29:37o líder disso?
29:38É quem faz tudo isso
29:39melhor que os outros,
29:41então assim,
29:41isso que o Denis traz
29:42é um dado muito importante
29:43para a gente pensar
29:45nas coisas
29:47que estão perto,
29:48não é equivalente
29:49moralmente
29:50quem fura a fila
29:52e quem está com
29:53400 mil
29:54que você não sabe
29:54de onde veio,
29:55não é equivalente
29:56moralmente,
29:57mas os que furam a fila
30:00só serão liderados
30:02por alguém pior que eles.
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