- há 6 semanas
- #jovempan
- #jornaljovempan
O professor de Relações Internacionais Carlos Poggio analisa a decisão do governo dos Estados Unidos de remover o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa da lista de sanções sob a Lei Global Magnitsky.
A análise de Poggio se concentra no significado diplomático deste movimento e nas implicações para a política externa brasileira.
Assista à íntegra: https://youtube.com/live/evSIFCt-hkQ
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal Jovem Pan News no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#JornalJovemPan
A análise de Poggio se concentra no significado diplomático deste movimento e nas implicações para a política externa brasileira.
Assista à íntegra: https://youtube.com/live/evSIFCt-hkQ
Baixe o app Panflix: https://www.panflix.com.br/
Inscreva-se no nosso canal:
https://www.youtube.com/c/jovempannews
Siga o canal Jovem Pan News no WhatsApp: https://whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S
Entre no nosso site:
http://jovempan.com.br/
Facebook:
https://www.facebook.com/jovempannews
Siga no Twitter:
https://twitter.com/JovemPanNews
Instagram:
https://www.instagram.com/jovempannews/
TikTok:
https://www.tiktok.com/@jovempannews
Kwai:
https://www.kwai.com/@jovempannews
#JovemPan
#JornalJovemPan
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00O nosso entrevistado agora sobre esse assunto é o professor de Relações Internacionais,
00:04Carlos Pódio, do Beirah College do Kentucky, nos Estados Unidos.
00:07Tudo bem, professor? Como sempre, muito obrigado pela gentileza, por nos atender.
00:12Tudo bom, Tiago? Boa noite. Prazer em conversar com você.
00:14Quem nos assiste aí nos ouve pela Jovem Pan.
00:17Prazer é nosso.
00:17Bom, nós falamos muito sobre tal e faça, sobre as próprias sanções
00:22contra os ministros da Suprema Corte,
00:25assim que essas decisões foram tomadas pelo governo americano.
00:29Mas essa reação do Itamaraty, dizendo que as relações entre os dois países
00:34já estão praticamente normalizadas, é algo correto já de se fazer essa avaliação?
00:39Ou em se tratando de Donald Trump, tudo ainda é possível?
00:44Eu acho que, na verdade, a resposta para as duas perguntas que você fez é sim.
00:49Por um lado, faz sentido celebrar em certa medida,
00:53e eu acho que isso é algo que a gente está observando,
00:56uma certa volta à normalidade.
00:58O que a gente viu recentemente do Donald Trump impondo tarifas ao Brasil,
01:03executando a Lei Magnitsky, que foi o primeiro país democrático
01:06que sofreu a aplicação dessa lei pelos Estados Unidos,
01:10e é um país que tem um histórico de amizade com os Estados Unidos,
01:14200 anos de história, sem grandes rompimentos,
01:17um país que esteve ao lado dos Estados Unidos, por exemplo,
01:20nas duas guerras mundiais.
01:22Então, portanto, tem aí um histórico de bastante proximidade.
01:25E um povo, o povo brasileiro, que em certa medida,
01:28se as pesquisas mostram isso claramente,
01:31é um povo que tem uma visão positiva dos Estados Unidos.
01:35Então, a gente estava num quadro de anormalidade,
01:38quando a gente estava observando aquele que foi o pior período da história,
01:42das relações entre Brasil e Estados Unidos,
01:45quando Donald Trump chegou a chamar o Brasil de ameaça.
01:47Então, agora, em certa medida, o que a gente verifica é uma volta à normalidade.
01:52Mas, o outro pedaço da sua pergunta é em se tratando de Donald Trump,
01:57é claro que tudo pode acontecer.
01:58Donald Trump, a gente sabe que é alguém que é muito personalista,
02:02e por essa razão, é que essa estratégia da família Bolsonaro,
02:06de você confiar muito no Donald Trump,
02:09sempre se provou uma estratégia equivocada.
02:11Porque o Donald Trump não é alguém que tem nenhum tipo de lealdade pessoal,
02:14e sequer tem algum tipo de ideologia.
02:17Ou seja, a única justificativa para o Trump manter essas tarifas
02:22e sanções ao Alexandre de Moraes,
02:25era o elemento ideológico, que não é o Donald Trump.
02:29Quando ele viu que o preço da carne começou a subir,
02:32o preço do café começou a subir,
02:33a ideologia ficou em segundo, terceiro plano.
02:36Ele tem uma visão muito pragmática nesse sentido,
02:39tem uma visão muito daquilo que ele enxerga como vencedores e perdedores.
02:43Ele começou a enxergar no Bolsonaro alguém que ele não associava
02:46à figura do vencedor.
02:48E o Donald Trump tem muito essa questão simbólica importante.
02:51Então, desde o começo, estava claro que essa não seria uma aposta
02:54muito segura dessa diplomacia paralela que a gente viu acontecer,
02:58e há uma certa volta à normalidade.
03:00Agora, é claro, em se tratando de Donald Trump,
03:02que gosta muito de mistério, de segredo,
03:05um reality show, de mudar, de fazer grandes voltas,
03:08tudo pode acontecer.
03:09Mas não vejo, de novo, dado esse quadro de aumento de preço
03:13nos Estados Unidos, e o Donald Trump falando muito sobre
03:15a questão da carne, principalmente, do café também,
03:18não vejo como um quadro em que isso pode se reverter
03:22no curto prazo, pelo menos.
03:23Professor, aqui ao meu lado, Denise Campos de Toledo.
03:25Denise.
03:26Pode, boa noite.
03:29Satisfação em conversar com você direto dos Estados Unidos.
03:31Eu queria complementar um pouco essa questão do Tiago,
03:34mas sobre outros aspectos.
03:35Do ponto de vista da diplomacia,
03:37se tem falado muito, que o Brasil teria encontrado
03:40a forma de conversar com o Trump, de negociar.
03:43Porque o Brasil não fez concessões,
03:45o Brasil não pediu desculpas, não cedeu demais.
03:48Claro que tinha postura política, jurídica,
03:51que não poderia, de forma alguma,
03:53ceder aquela primeira pressão de Trump
03:56por mudanças no andamento do julgamento
03:59da trama golpista.
04:01Mas eu queria saber se o Brasil lidou
04:03de uma forma correta
04:04ou se Trump teria ainda outros interesses.
04:07Porque de começo também se falou
04:09do interesse dele em relação às terras raras,
04:11que o Brasil agora começa a definir
04:13uma legislação mais específica.
04:15Tem a questão das big techs,
04:16que também havia divergências entre os dois países.
04:20Foi uma condição interna,
04:21uma aposta que talvez o ex-presidente,
04:24o presidente Lula, desculpa,
04:25ele possa ser melhor em termos de andamento político
04:28do que o grupo que ele estava defendendo.
04:33Denise, prazer em conversar com você aqui de novo,
04:35agora aqui na Jovem Pan novamente.
04:38Eu acho que a aposta que o governo Lula fez
04:41acabou se provando,
04:42e estamos vendo os resultados disso,
04:44uma aposta acertada.
04:46Ou seja, quando o Trump coloca essas tarifas
04:50contra o Brasil, faz essas sanções contra o Brasil,
04:53o Brasil chegou a discutir
04:54e poderia ter aplicado medidas retaliatórias
04:58aos Estados Unidos.
04:59Estava perfeitamente dentro das possibilidades
05:01que o Brasil poderia ter feito.
05:03No entanto, optou por não aplicá-las.
05:07A escolha do governo brasileiro
05:09foi uma escolha pela aposta na paciência.
05:13Então, teve esse elemento da paciência,
05:15não aplicação de sanções,
05:17ou seja, não jogou mais lenha nesta pogueira,
05:20sabendo que o Donald Trump,
05:21como você falou,
05:22entendendo um pouco como funciona,
05:24como opera o Donald Trump,
05:25ele tem uma abordagem muito personalista da política.
05:30E houve uma construção,
05:31aí houve uma conjunção de fatores.
05:33Por um lado, uma construção nos bastidores,
05:36que foi importante,
05:37uma costura importante da diplomacia brasileira,
05:40do vice-presidente Tirado Alckmin e outras figuras.
05:42E houve um elemento fortuito,
05:45que foi o encontro na ONU.
05:47Não podemos deixar isso de lado,
05:48ou seja, não foi um detalhe aquilo.
05:50Claro que, como eu disse,
05:52teve toda essa construção anterior,
05:53mas houve aquele elemento fortuito.
05:55O Donald Trump é alguém que trabalha muito
05:58nessa questão, como eu disse, do personalismo.
06:01Ele poderia não ir com a cara do Lula,
06:03e isso é uma questão que a gente,
06:04infelizmente, tem que levar em conta
06:06quando se trata do Donald Trump.
06:08Ele é alguém que não pensa muito
06:10em relação apenas entre estados,
06:12não tem uma visão muito institucional
06:14da presidência,
06:15mas também tem uma relação muito pessoal,
06:17o que as pessoas fazem por ele,
06:19como elas a tratam.
06:21E acabou, como ficou famosamente repetido
06:24diversas vezes pela imprensa,
06:25tanto pelo Trump quanto pelo Lula,
06:27tendo uma química ali.
06:29Então teve este elemento também.
06:31Então a conjunção desses dois fatores,
06:33uma certa paciência,
06:35estratégia da diplomacia brasileira,
06:36e aquele encontro na Assembleia Geral da ONU,
06:39eu acho que criaram aí o ambiente propício.
06:41E claro, as pressões que o Donald Trump
06:43começou a sofrer domesticamente.
06:45Quer dizer, o grande elemento,
06:47hoje as pesquisas claramente mostram
06:49que o Trump tem uma aprovação muito baixa
06:51no que concerna a economia.
06:53O americano médio está cansado
06:55da inflação, do aumento de preços,
06:58e essas tarifas do Donald Trump
06:59não têm contribuído para baixar o preço,
07:02e pelo contrário,
07:03principalmente no caso do Brasil,
07:04como eu disse,
07:05produtos como café e carne,
07:07hoje mesmo eu fui aqui no supermercado
07:09aqui nos Estados Unidos
07:10e não consegui comprar carne,
07:12porque o preço realmente está muito alto.
07:14Então isto tem pressionado muito o Donald Trump.
07:18E ele mesmo chegou a dizer diversas vezes,
07:21não, nós estamos cuidando disso,
07:22agora eu cuidei da questão da carne.
07:24O que ele quis dizer com isso?
07:25Quis dizer que agora eu tirei as tarifas do Brasil
07:27e acho que isso deve eventualmente levar
07:29a algum tipo de diminuição no preço da carne.
07:32Então essa pressão doméstica,
07:35então a conjunção da pressão doméstica,
07:36a conjunção de uma construção
07:38da diplomacia brasileira.
07:39E a sorte,
07:41esse elemento fortuito desse encontro na ONU,
07:43isto permitiu aí uma conjunção aí
07:46de fatores que levou a esse resultado
07:51que a gente tem visto agora.
07:52Professor Pódio, mais perguntas.
07:54Agora a Dora Kramer.
07:55Dora.
07:57Boa noite, professor.
07:58Olha só,
07:59como o governo americano
08:02não deu as razões,
08:04não explicitou as razões,
08:06mesmo a razão pela qual
08:07suspendeu essas sanções,
08:09surgiram várias especulações,
08:12cada um tem uma tese.
08:13Então a sua visão,
08:15o que isso foi decorrência
08:17do pragmatismo,
08:18para resumir,
08:19do pragmatismo do Trump,
08:21está certo?
08:21Viu que ali não obteria
08:24nenhuma vantagem,
08:25ao contrário,
08:26só desvantagem,
08:27então resolveu caminhar por essa via.
08:33Por esse raciocínio,
08:34então a gente pode imaginar
08:36que outras sanções aplicadas
08:38a outras autoridades
08:39e até a ministros
08:41do Supremo Tribunal Federal,
08:43como cancelamento de vistos,
08:45também serão suspensas?
08:46Boa noite, Dora.
08:49Eu acho que a gente pode, sim,
08:51esperar isso.
08:51Existe uma pressão
08:52do governo brasileiro
08:53para a suspensão
08:54dessas sanções
08:55e a gente precisa entender
08:57que essas sanções
08:58foram colocadas,
08:59é interessante,
09:00agora nós estamos usando
09:01a palavra sanção,
09:02que é uma questão
09:02que eu havia falado lá no começo,
09:04ou seja,
09:05isso que o Trump está fazendo
09:05contra o Brasil
09:06não é aumentar a tarifa,
09:07é claramente
09:09um elemento de sanção,
09:10ou seja,
09:11uma ferramenta econômica
09:13para gerar
09:14um tipo de pressão política.
09:15E a aplicação da lei Magnese,
09:17que essas outras ferramentas
09:20que você citou,
09:21a punição a outros indivíduos
09:23do judiciário brasileiro,
09:26isso tudo provou-se
09:27que não foi uma decisão técnica
09:29do governo norte-americano.
09:31Ainda que exista,
09:32veja,
09:33não estou aqui defendendo
09:34a postura do Alexandre de Moraes,
09:36etc.
09:36Existem críticas,
09:37é verdade,
09:38mas, enfim,
09:39não acredito que seja
09:40o Alexandre de Moraes
09:41o principal problema no mundo
09:43hoje para os Estados Unidos
09:44aplicar esta legislação
09:47em particular.
09:49Então,
09:49não me parece que,
09:50acho que isso é bastante claro,
09:53que não foi uma aplicação técnica
09:55dessa legislação.
09:56Como não foi uma aplicação técnica,
09:58foi uma aplicação política,
09:59no que muda
10:00o contexto político,
10:02eles retiram
10:02essa legislação.
10:05Precisam retirar
10:05meio que na canada da noite,
10:07usaram um pouco
10:07essa desculpa
10:08de que a aprovação
10:10da dosimetria
10:11pelo Congresso Nacional,
10:13tentando construir
10:14um pouco
10:15essa narrativa
10:16de que há uma certa
10:17justificativa para isso,
10:18quando, na verdade,
10:19o que mudou
10:19foi o contexto político,
10:21Donald Trump mudou de ideia
10:22e, como muitas outras coisas
10:24que a gente vê
10:25no governo Donald Trump,
10:26ele pode mudar de ideia
10:27de uma hora para outra
10:28a depender daquilo
10:29que ele acha
10:30que é mais benéfico
10:31para si próprio.
10:32Então,
10:32acho que vai muito depender
10:34de quanto
10:35que o governo brasileiro
10:36vai pressionar
10:37para a retirada
10:38destas outras sanções.
10:40eu acho perfeitamente possível
10:42que elas aconteçam
10:44e vão acontecer
10:46de forma talvez
10:47um pouco discreta
10:47do governo norte-americano,
10:49mas eu acho que
10:50abre-se a possibilidade
10:52de que isso aconteça
10:53em relação
10:53às demais sanções,
10:54certamente.
10:56Cristiano,
10:56virá na sua pergunta.
10:58Professor,
10:59boa noite.
11:00Professor,
11:00o senhor colocou bem agora
11:02sobre essa postura
11:03de Donald Trump
11:04que recua
11:05bastante
11:05ao longo desses
11:06dez,
11:07quase onze meses
11:08de governo.
11:08não foram poucos
11:10os recuos
11:11e as mudanças
11:12de posicionamento
11:13por parte do presidente
11:14americano.
11:15Agora,
11:15por outro lado,
11:16também é uma figura
11:17política muito maiúscula,
11:19muito firme,
11:20muito afirmativa.
11:21Talvez esse posicionamento
11:23acabe confrontando
11:24um pouco,
11:25sendo dois posicionamentos
11:26que não caberiam
11:27na mesma pessoa.
11:29Na sua avaliação,
11:30esse tipo de postura
11:31vem contribuindo
11:32talvez para uma perda
11:33de prestígio,
11:34uma perda de força
11:35política
11:36por parte do presidente
11:37americano?
11:38Morante,
11:40Cristiano,
11:40acho que a gente
11:41tem visto
11:41essa perda
11:42de força política
11:43que você fala
11:44tem sido muito claro
11:46nos Estados Unidos
11:47do ponto de vista
11:48doméstico,
11:49por exemplo.
11:50A gente tem visto
11:51um certo racha
11:53dentro da base
11:54trumpista
11:55e quanto mais
11:56tempo
11:56permanecer
11:58a questão econômica,
11:59quanto mais tempo
12:00a aprovação do Trump
12:01permanecer baixa,
12:02se houver uma recuperação
12:03é claro que isso pode
12:04mudar rapidamente.
12:05mas a gente tem visto
12:06esse racho
12:07pode aumentar
12:08cada vez mais.
12:10Então, por exemplo,
12:10você teve,
12:11para ficar num exemplo
12:12doméstico,
12:14o Donald Trump
12:15tem pressionado muito
12:16para vários estados
12:17nos Estados Unidos
12:18refazerem os seus
12:20mapas eleitorais
12:22para poder favorecer
12:23o partido do Trump,
12:24os republicanos,
12:26nas próximas eleições
12:27legislativas.
12:28Nós tivemos agora
12:29o estado de Indiana,
12:30que é um estado
12:31dominado por republicanos,
12:33que se recusaram
12:34a fazer
12:35esse jogo
12:36do Donald Trump
12:36mesmo sendo
12:37muito pressionados.
12:38O Donald Trump
12:39ele chegou a ameaçar
12:40o estado de Indiana
12:42a cortar
12:43os benefícios
12:44federais
12:45e subsídios
12:46e etc.
12:47Então,
12:47o que eu estou citando
12:49nesse exemplo
12:49é porque isso indica
12:50que essa política
12:51do bullying
12:51do Donald Trump
12:52ela está um pouco
12:53cansando.
12:54Há certos limites.
12:56Então,
12:56está cansando
12:57do ponto de vista
12:58doméstico
12:58e eu acho que
12:59está cansando também
13:00dos aliados
13:01norte-americanos,
13:02como por exemplo
13:03Europa,
13:04Canadá
13:04e outros países
13:05que têm um pouco
13:06se cansado
13:07dessa abordagem
13:08do Donald Trump.
13:09E essa postura
13:10que o Trump
13:11tem utilizado
13:12que é uma postura
13:12muito pouco
13:13institucional
13:14e muito pessoal
13:15e portanto
13:17muitas vezes
13:18variando
13:20de postura
13:21de um lado
13:21para o outro
13:22isto tem gerado
13:23sim
13:23uma perda
13:25de credibilidade
13:27dos Estados Unidos
13:28e uma perda
13:28de prestígio.
13:29Há uma série
13:29de pesquisas
13:31que indicam
13:31que a popularidade
13:33dos Estados Unidos
13:34vem caindo
13:34ao redor
13:35do mundo.
13:36Você tinha
13:36dois países
13:37que eram
13:38dois grandes
13:39países
13:39você olha o mapa
13:40dos países
13:41que, por exemplo,
13:42quem tem maior
13:43aprovação
13:43Estados Unidos
13:44ou China.
13:45Você olha o mapa
13:46e a China
13:46tem ultrapassado
13:47os Estados Unidos
13:48em diversos países.
13:49Havia dois países
13:50que tinham
13:51uma postura
13:52muito positiva
13:53com relação
13:53aos Estados Unidos
13:54eram o Brasil
13:54e a Índia
13:55dois grandes
13:55países
13:56duas grandes
13:56democracias.
13:57Só que o Trump
13:58colocou tarifa
13:59de 50%
14:00nos dois países
14:00e isto mudou
14:02a percepção
14:03de Índia
14:03e de Brasil
14:04há pesquisas
14:05que mostram isso
14:06com relação
14:06ao que se vê
14:08dos Estados Unidos.
14:09Então há uma perda
14:10de credibilidade
14:10que me parece
14:11muito clara
14:12mas cujos
14:14os desenhos
14:15de longo prazo
14:17ainda não estão claros.
14:18Mas aquela história
14:18de quando você
14:19quebra um vaso
14:21você pode até
14:21colar o vaso de novo
14:22mas você vai ver
14:23as rachaduras
14:24os caquinhos
14:25alguns caquinhos
14:26ficam de fora
14:27não é o mesmo vaso
14:28que era antes
14:29de se espatifar
14:31no chão.
14:31E é um pouco isso
14:32que a gente está vendo
14:32com a credibilidade
14:34norte-americana.
14:35Rapidamente, professor
14:36para concluir
14:37Denise
14:37mais uma questão.
14:38Denise.
14:38Hoje é o seguinte
14:39nós falávamos antes
14:40da questão diplomática
14:42da postura
14:43do governo Trump
14:44agora alguns assessores
14:45dele têm puxado
14:47ainda para a questão
14:47política.
14:48Aqui no Brasil
14:49a oposição
14:49fez uma leitura
14:50diferente
14:51que Trump
14:51estaria agora
14:52apostando na anistia
14:54inclusive alguns
14:55assessores dele
14:56trocam a palavra
14:56dosimetria
14:57por anistia
14:58e houve declarações
14:59do Christopher Landau
15:00que é subsecretário
15:01de Estado
15:02dos Estados Unidos
15:03postadas no X
15:04em que ele fala
15:05que os Estados Unidos
15:06têm expressado
15:07preocupação com esforços
15:08para usar
15:09o processo judicial
15:10como arma
15:11para instrumentalizar
15:12as diferenças políticas
15:14no Brasil
15:14e portanto
15:15saúdam
15:15o projeto de lei
15:16aprovado pela Câmara
15:17do Congresso Brasileiro
15:19como um primeiro passo
15:20para combater
15:21esses abusos.
15:22Finalmente
15:22estamos vendo
15:23o início
15:23de um caminho
15:24para melhorar
15:25nossas relações.
15:27Há uma postura
15:27diferente
15:28de assessores
15:29de Trump
15:29do próprio presidente
15:30em relação
15:31a essa questão
15:32ou pode ter
15:33mesmo essa motivação
15:34política
15:35por trás
15:35dessa decisão dele
15:36que não teve
15:37explicações maiores?
15:38Olha Denise
15:40esse post
15:41que você
15:42faz referência
15:43ele claramente
15:44é o governo americano
15:45e os assessores
15:46de Donald Trump
15:47começando a arrumar
15:48uma desculpa
15:48para justificar
15:51aquilo que já havia
15:52sido decidido.
15:53Os Estados Unidos
15:54já haviam decidido
15:55retirar as sanções
15:56ao Alexandre de Moraes
15:58isso já estava decidido
15:59precisavam de uma desculpa
16:01então o que que fez
16:02o assessor
16:03Donald Trump
16:03nesse post
16:04que você se refere
16:05foi fazer referência
16:06a esse voto
16:07no Senado
16:08para dar essa desculpa
16:10para dizer
16:10que aquilo seria votado
16:12você olha inclusive
16:12os comentários
16:13que foram feitos
16:14nesse post
16:14de apoiadores
16:15do presidente Bolsonaro
16:16eles falam
16:17não, olha
16:17não é bem assim
16:18ainda tem problemas
16:19etc
16:19mas esse post
16:21ele foi escrito
16:22justamente para começar
16:24a preparar o terreno
16:24para a decisão
16:25que foi tomada
16:26horas depois
16:27para dizer
16:28olha então
16:28agora estamos satisfeitos
16:29já que foi votado
16:30aquilo
16:30podemos tirar
16:31foi uma forma
16:32assim de você
16:34justificar
16:36uma escolha
16:37que já estava
16:38previamente tomada
16:39não vejo aí
16:40uma grande mudança
16:41de postura
16:42não vejo que essa declaração
16:44signifique alguma grande
16:44mudança de postura
16:45uma pressão
16:46eu acho que o Brasil
16:47os Estados Unidos
16:47não liga muito
16:48para o que acontece
16:49no Brasil
16:50eles já não estão
16:50mais preocupados
16:51muito com o Bolsonaro
16:52isso me parece
16:53algo que já está
16:54muito claro
16:55já está equacionado
16:56e a gente viu aí
16:57que basicamente
16:58que foi uma manifestação
17:00que foi basicamente
17:01uma desculpa
17:02para justificar
17:03uma decisão
17:04que já estava tomada
17:05professor Carlos Gustavo Pódio
17:07do Kentucky
17:08nos Estados Unidos
17:09do Biria College
17:10professor de relações internacionais
17:11muito obrigado
17:12mais uma vez
17:12pela gentileza
17:14de nos atender
17:14um bom fim de semana
17:15até a próxima
17:16um abraço ao senhor
17:17obrigado Thiago
17:19boa noite a todos
Comentários