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O encerramento do segundo dia da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, foi marcado por momentos de confusão e protestos.
O tumulto ocorreu após ambientalistas e grupos de oposição tentarem se manifestar contra a exploração de petróleo na Margem Equatorial. Reportagem: Patrícia Costa.

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Transcrição
00:00Segundo fontes do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, a operação faz parte de uma ofensiva contra o tráfico internacional de drogas e organizações criminosas transnacionais.
00:11No entanto, em Caracas, o governo de Nicolás Maduro classificou a movimentação como uma provocação direta e tentativa de intimidação política,
00:23no momento em que as relações entre os dois países voltam a se deteriorar.
00:28O Gerald Ford, com mais de 330 metros de comprimento e tecnologia de lançamento de eletromagnético para jatos,
00:37é acompanhado por um grupo de ataque composto por cruzadores, destroyers e submarinos de apoio.
00:44A chegada dessa força naval à região ocorre após uma série de operações americanas no Caribe e também no Pacífico da América Latina,
00:52que já resultaram em dezenas de mortos e diversas apreensões de embarcações suspeitas.
00:58Analistas militares afirmam que o envio do maior porta-aviões do mundo ao entorno venezuelano
01:04não é apenas uma demonstração de força, mas um sinal estratégico.
01:09Os Estados Unidos pretendem reforçar a sua presença em uma zona onde a influência russa e chinesa...
01:15Enquanto isso, o governo venezuelano...
01:21E alerta para uma possível violência...
01:27O Gerald Ford transforma o Caribe...
01:30Reacendendo memórias da guerra...
01:37O Brasil Caetano dos Estados Unidos...
01:46...de tensão ali na região...
01:54...de uma invasão por tela...
02:03...para combater grupos de narcotráfico.
02:07Isso seria praticamente uma declaração...
02:24...paramilitares que poderiam atuar ali numa espécie de resistência armada contra uma invasão dos Estados Unidos.
02:45Ao todo, a Venezuela tem 34 embarcações na sua marinha, não todos necessariamente aqui navios de combate,
02:52alguns são apenas de patrulha. O mesmo serve para as aeronaves da Força Aérea Venezuelana, 229 no total,
03:01e 172 tanques que poderiam combater nas ruas venezuelanas.
03:07Bom, esses números aqui mostram que a Venezuela é um país de certa forma preparado,
03:13mas não preparado o suficiente para combater os Estados Unidos.
03:17Se os Estados Unidos quiserem entrar na Venezuela, eles entram na Venezuela.
03:22Seria uma questão de tempo para isso acontecer.
03:24Com a devida preparação, isso pode, de fato, se tornar realidade.
03:29A questão é a seguinte, é muito fácil você começar uma guerra.
03:32Difícil é você terminar a guerra, sair do território e sair vitorioso.
03:37A gente lembra, por exemplo, que na década de 60, os Estados Unidos entraram na guerra do Vietnã,
03:43mandaram milhares de soldados para o Vietnã, esperavam uma operação rápida,
03:49e o que aconteceu? Enfrentaram a resistência armada dos Vietcongues,
03:54basicamente fazendeiros, muitos deles fazendeiros,
03:57que de noite pegavam em armas e lutavam contra as tropas americanas.
04:01Os americanos saíram fugidos do Vietnã, isso na década de 60.
04:05Os Estados Unidos, aliás, desde a Segunda Guerra Mundial,
04:08não tem uma grande vitória militar para colocar no seu currículo.
04:11Isso pesa contra os americanos.
04:13E, claro, a questão da legitimidade, de você entrar em um outro país
04:17perante a comunidade internacional para fazer qualquer tipo de combate.
04:23Vamos lembrar, por exemplo, 2003, quando os Estados Unidos entram no Iraque,
04:27afirmando que o governo de Bagdad tinha armas de destruição em massa.
04:31Colin Powell, então secretário de Estado dos Estados Unidos,
04:33havia falado sobre isso, e ele jogou toda a carreira fora,
04:37porque os Estados Unidos jamais conseguiram comprovar essa acusação.
04:41Então, aqui, há uma série de questões que podem pesar contra uma operação militar
04:47dos Estados Unidos em solo venezuelano.
04:50Principalmente porque a Venezuela aposta muito na questão da resistência urbana
04:54desses paramilitares, das milícias instaladas ao longo do país.
05:00E a Venezuela é um país grande, um país com muitos acidentes geográficos,
05:04um país com boa parte da floresta amazônica,
05:07lugares onde é muito difícil você operar militarmente.
05:11Não quer dizer que os Estados Unidos não podem ganhar uma guerra da Venezuela.
05:14Muito pelo contrário, tem totais condições.
05:16Mas é algo muito mais difícil do que parece.
05:20E aí a questão é justamente essa.
05:22Você entrar na guerra é fácil, difícil mesmo é você sair.
05:26Nicolás Maduro aposta nessa resistência.
05:28O governo de Maduro já tem mais de 10 anos antes dele, era Hugo Chávez.
05:34Então, a gente está falando aqui de pelo menos duas décadas de poder do chavismo na Venezuela
05:38capaz de ter criado essa resistência urbana contra uma possível invasão.
05:45Se isso funcionaria ou não é outra história.
05:47E, claro, tem opção, por exemplo, nos Estados Unidos tem arma atômica.
05:50Por que ele não vai lá e joga uma bomba atômica na Venezuela?
05:53Porque isso não é exatamente assim que funciona, né?
05:55Existem regras para as guerras.
05:58E, claro, novamente, a questão da comunidade internacional.
06:02Não que possa haver uma reação contra os Estados Unidos militar,
06:05mas uma reação diplomática, possivelmente até econômica,
06:09e principalmente da questão do respeito da moralidade diante da Casa Branca.
06:13Sem dúvida, aí vide a guerra na Ucrânia, né?
06:15Que até agora não acabou agora.

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