00:00E há poucos dias do início da COP30, um grupo de manifestantes protestaram em Belém pelos 10 anos da tragédia de Mariana, interior de Minas Gerais. Confira com o Pedro Trito.
00:12Manifestantes se reuniram na manhã desta quarta-feira em frente ao prédio da Vale, em Belém, para protestar pelos 10 anos desde o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana.
00:23Em 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem da Samarco, controlada pelas empresas Vale e BHP Billington, destruiu o distrito de Bento Rodrigues, matou 20 pessoas e despejou cerca de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro na bacia do Rio Doce.
00:42Com cartazes com mensagens contra a Vale e mãos sujas de lama, o pequeno grupo, com cerca de 20 pessoas, disse que não cairia no mar de lama de mentiras da mineradora.
00:54Primes sem reparação!
00:56A dor deles é nossa dor!
00:58A dor deles é nossa dor!
01:00A força deles é nossa força!
01:03Letícia Oliveira, coordenadora do Movimento dos Atingidos por Barragens, afirmou que é importante que as comunidades afetadas participem dos processos de reparação e da tomada de decisões sobre o meio ambiente.
01:17Estamos aí nessa luta também para dizer que é importante que as comunidades atingidas participem dos processos de reparação, participem das decisões sobre o meio ambiente.
01:28São as comunidades atingidas que vivem nas áreas mais protegidas e mais susceptíveis a danos que precisam ser as agentes de fato das ações ambientais.
01:38Nós vamos inverter essa lógica do poder econômico decidindo sobre o meio ambiente.
01:42A coordenadora também reforçou que é hora de uma transição energética justa.
01:47É preciso falar de uma transição energética justa, que não seja uma transição energética decidida pelas grandes empresas que vão fazer um negócio com isso, mas sim a partir das populações, a partir do povo, transição energética justa, que respeita o direito dos trabalhadores, respeita o direito da população, que coloque as pessoas, a vida e as pessoas no centro desse processo.
02:06Os manifestantes pediram por justiça com condenação dos responsáveis pelo rompimento e afirmaram que após 10 anos ainda não houve reparação de danos efetiva e integral.
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