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A Ford reconfigura sua presença no Brasil, transformando Camaçari, na Bahia, em um hub de engenharia global com 1,5 mil especialistas. Martín Galdeano, CEO da marca na América do Sul, detalhou o desenvolvimento de tecnologias para pick-ups, SUVs e veículos comerciais que abastecem mercados mundiais, mantendo crescimento consistente e estratégia global.

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Transcrição
00:006 horas e 37 minutos, a Ford está reconfigurando a sua presença no Brasil.
00:06De fábrica para um hub de engenharia e desenvolvimento.
00:10O Centro Técnico de Camassari reúne mais de 1.500 engenheiros e especialistas
00:15responsáveis por projetar veículos e soluções que serão utilizados em mercados globais.
00:22Esse movimento coloca a engenharia brasileira como parte estrutural da estratégia mundial da montadora.
00:27Vamos entender esse novo momento da Ford no país com o Martim Galdeano, CEO da Ford América do Sul.
00:35Tudo bom, Martim? Boa noite.
00:36Fabio, um prazer estar aqui com você. Peço desculpa pelo meu sotaque.
00:40Não, não tem que pedir desculpa, não, imagina.
00:42Um prazer estar com você.
00:44Seja muito bem-vindo.
00:45Obrigado por você ter falado que a Ford continua investindo, continua muito presente aqui no Brasil.
00:51E por que ela continua investindo e continua presente aqui no Brasil?
00:53Você falou da nossa transformação. Nós éramos uma empresa que vendia mais ou menos 350 mil carros na região Sudamérica.
01:02Nós perdíamos mais ou menos um bilhão de dólares por ano.
01:05Não conseguíamos investir, não conseguíamos ser parte desse mapa global de desenvolvimento.
01:09O que temos agora? Nós temos uma escala que é mais ou menos um terço dessa escala que nós tínhamos.
01:16Nós focamos muito forte nos segmentos que nós temos a escala global, a eficiência,
01:21para ser bom, para sair, para ganhar nesse segmento.
01:24Então, muito foco em pick-ups, muito foco em SUVs, muito foco em comerciales.
01:29E muito foco em desenvolvimento de produtos, que é o que você falou.
01:31Então, nós temos mais ou menos 1.500 engenheiros na Bahia, em Camasari.
01:35Esse time é responsável por desenvolver mais ou menos 30, 35% da tecnologia que está nos carros forno no mundo.
01:42Então, essa é uma virada do negócio que temos.
01:45E desse momento que eu te falava, até hoje nós temos 17 trimestres consecutivos,
01:51onde nós performamos, onde nós retornamos o custo de capital para nossos accionistas,
01:56o que permite a gente continuar investindo na marca, desenvolvimento de produtos.
02:01Então, essa é uma mudança bem interessante para nós.
02:04E por que esse tipo de desenvolvimento aqui no Brasil?
02:08Olha, nós tínhamos o capability, sem dúvida, sempre tivemos na nossa história no país.
02:14Mas essa virada do nosso modelo de negócio, o que fez é muita parceria,
02:19muito desenvolvimento desse time que consegue fazer com que um projeto esteja no papel,
02:23até entregar o carro que sai pela ponta de linha, a tecnologia que é colocada no carro.
02:30Esse, te falaria, é uma suma de capacidades da engenharia da região, de Brasil, claramente.
02:37Isso foi o que acabou fazendo que nós seamos uma escolha global.
02:43Nós trabalhamos cada dia para ser a principal escolha e nós estamos conseguindo ter esse sucesso.
02:48E essa capacidade de Camasari está sendo expandida ainda?
02:51Nós, te falaria, faz três ou quatro anos atrás, nós tínhamos um time que era setecentos, oitocentos.
02:58Em vinte e vinte, vamos falar, eram oitocentos engenheiros.
03:01Hoje nós temos mil e quinhentos engenheiros.
03:03Aí você está vendo alguns vídeos dos locais.
03:05Você entra, chega e vê engenheiros que têm metade da minha edad,
03:10fazendo tecnologia que está no carro, não na próxima geração de carros,
03:16mas duas gerações para frente.
03:18Então, é bem legal aí você ter que ir.
03:20Nós, em abril, estamos inaugurando um prédio novo,
03:24que vai ter capacidade para oitocentos engenheiros.
03:27Então, nós estamos realmente muito contentes com o time que está em Camasari.
03:31Tem uma pergunta que é inevitável, e eu sei que você já deve, inclusive,
03:34estar acostumado a responder.
03:35Mas, assim, quando a Ford deixou de produzir no Brasil, quase cinco anos atrás,
03:39foi um baque, foi um choque, né?
03:41Alguma previsão chega a estar no horizonte e retomar alguma produção no Brasil?
03:46Nós nunca descartamos...
03:48Essas decisões não tiveram nada a ver com o Brasil.
03:51Logicamente, era pelos produtos que nós tínhamos.
03:54Nós decidimos enfocar nossa estratégia em pick-ups, SUVs e veículos comerciais.
03:58E tudo isso foi o que fizemos.
04:00Produzir no Brasil certamente é um local competitivo,
04:03muito competitivo para produzir,
04:04e sempre está na nossa cabeça como alternativa.
04:07E, por falar nisso, quer dizer, no Brasil hoje a gente tem essa concorrência forte
04:11entre pick-ups e SUVs, tem uma presença forte dos chineses aqui,
04:15sobretudo em veículos elétricos.
04:17Como é que a Ford está enxergando o mercado brasileiro?
04:20E como é que a Ford se apresenta como diferente?
04:23Qual o diferencial que a empresa apresenta para o consumidor aqui?
04:26Nós, quando tínhamos uma escala diferente,
04:28que eu te falava, nosso foco e nossa rede de concessionários
04:31era vender volume de carros.
04:34Hoje, nosso foco é vender esses carros
04:37e dar experiência para nossos clientes nesses segmentos
04:39e entender a profundidade esses segmentos.
04:42Isso é o que nós estamos vendo como diferença.
04:45Então, esse ano, por exemplo,
04:47nós estamos tendo record de vendas de nossa pick-up Ranger.
04:50Nunca chegamos, nunca atingimos esse volume
04:53que nós estamos atingindo esse ano,
04:54níveis de satisfação de nossa rede de concessionários, de clientes.
04:57Então, esse foco, se vocês querem,
05:00onde você é forte globalmente e consiga ter essa eficiência,
05:04tem provado ser uma boa receita para nós.
05:07E nós continuamos investindo nessa melhor linha de produto
05:10em cada um desses segmentos que participamos.
05:13Toda a parte mais tecnológica, de motorização, conectividade,
05:17isso também está em desenvolvimento em Camaçaria.
05:19O Brasil tem um papel nisso também?
05:20Vou te dar um exemplo.
05:22Nós, a semana passada, anunciamos bem o nosso CEO global na região.
05:27Ficou um dia no Brasil e um dia na Argentina.
05:30Nós falamos, nos apresentamos,
05:32anunciamos que vamos produzir uma Ranger híbrida plug-in.
05:36E essa Ranger híbrida plug-in vai ter tecnologia etanol,
05:42flex seria como mercado.
05:45Toda essa tecnologia etanol que nós estamos colocando nessa Ranger que é global,
05:49híbrida plug-in, é desenvolvida aqui pela engenharia que eu te falava.
05:53Então, esse papel que nós temos como região dentro do mapa,
05:58sendo desenvolvendo produto ou tendo sucesso de crescimento que eu estava te falando,
06:03está sempre presente.
06:05Martim, essa guerra comercial entre Estados Unidos e China
06:08evidenciou alguns gargalos ou dependências de certos insumos
06:13para diferentes indústrias, inclusive automotiva.
06:16A gente viu algumas semanas atrás, a Anfávia inclusive se manifestando,
06:20sobre a falta de importação de chips,
06:23porque eles não estavam mais disponíveis,
06:24por uma questão ali, uma triangulação Estados Unidos, Holanda e China.
06:28E isso agora está a caminho de se normalizar.
06:31China e Estados Unidos voltaram a restabelecer uma trégua.
06:35Mas como é que o mercado automotivo hoje,
06:38e a Ford em particular, lida com esse tipo de vulnerabilidade?
06:41Quer dizer, um fator geopolítico a qualquer momento pode fechar a torneira
06:45de algo tão importante para a indústria hoje como os semicondutores,
06:48como os chips.
06:49E cada carro hoje tem milhares deles.
06:51Como lidar com isso?
06:52Como ter um futuro menos dependente desses poucos gargalos
06:57que podem fechar a torneira para o mundo inteiro?
07:00Nessas guerras comerciais, o que nós estamos aprendendo
07:03é que muitas vezes temos países no mundo, nós, dentro da Ford,
07:08que procuramos essa autossustentabilidade,
07:10se você quer, desse tipo de tecnologias.
07:13Isso aconteceu, se você lembra, saindo da pandemia,
07:15aconteceu uma situação similar que durou um ano e meio.
07:18Hoje nós estamos enxergando que isso está em via de se resolver,
07:22mas nosso investimento é que nós consigamos ter esse tipo de tecnologia,
07:27produção, de um jeito que não falte abastecimento.
07:30Pensando que uma indústria automotiva tem uma cadeia logística muito comprida,
07:38então isso é o que faz.
07:39Muitas vezes te ajuda, como neste caso, ter um estoque de proteção,
07:43mas outras vezes você tem que planejar muito para frente para não ter problemas.
07:49E é o que estamos fazendo agora, claramente.
07:51Martim, para a gente encerrar, quais são as projeções da Ford para o ano que vem?
07:57Os objetivos, o que ela pretende trilhar e consolidar no ano que vem?
08:01Olha, tu falava, nosso ano passado na região crescemos algo assim como 25%.
08:05Esse ano estamos, outubro fechado, estamos com 23% de crescimento.
08:10Venimos crescendo de uma base baixa de volume.
08:12Eu te falava, nós vendemos 350 mil carros, esse ano vamos vender 150 mil ou por aí.
08:18Mas queremos continuar crescendo, vamos ver se conseguimos manter esse double digit de crescimento.
08:24É muito difícil manter ano atrás ano esse crescimento, mas é o que nós queremos.
08:28Dentro de pick-ups, SUVs e veículos comerciais,
08:31tudo o que tem que ver com o off-road, tem muito espaço na região,
08:34muito espaço no Brasil e queremos manter esse nível de crescimento para frente.
08:38Martim Galdeano, CEO da Ford na América do Sul.
08:42Obrigadíssimo, Martim, pela sua presença aqui.
08:44Uma boa semana, viu?
08:45Muito obrigado, Fabio.
08:45Muito obrigado.
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