- há 2 meses
- #meiodiaembrasilia
O chamado "Grupo Sombra" do Comando Vermelho é encarregado de torturar, punir e executar moradores ou rivais.
Meio-Dia em Brasília traz as principais notícias e análises da política nacional direto de Brasília.
Com apresentação de José Inácio Pilar e Wilson Lima, o programa aborda os temas mais quentes do cenário político e econômico do Brasil.
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NotíciasTranscrição
00:00Trocas de mensagens e imagens interceptadas pelos investigadores da Polícia Civil do Rio de Janeiro
00:06revelam o Comando Vermelho adotando práticas como o uso sistemático de tortura de moradores
00:13dos complexos da Penha e do Alemão, controle armado de moradores e expansão violenta do tráfico
00:20em áreas dominadas pela milícia.
00:22O material consta do conjunto probatório obtido pela polícia para embasar a operação deflagrada na terça-feira.
00:30Na decisão da 42ª Vara Criminal da capital, o juiz Leonardo Rodrigues da Silva Picanço
00:36descreve uma estrutura hierárquica e armada do Comando Vermelho e no Complexo do Alemão e da Penha
00:43em comunidades próximas também.
00:45As interceptações telefônicas indicam que Edgar Alves de Andrade, o DOCA ou Urso,
00:52apontado como principal liderança da facção no Rio, determinava a dinâmica do tráfico de drogas
00:58no Complexo da Penha e comunidades adjacentes, inclusive sobre a venda e guarda de drogas,
01:05armas de fogo de grosso calibre e contabilidade da facção criminosa.
01:11O rapper carioca Oruan, filho do traficante Marcinho VP, foi às redes sociais para reclamar da operação.
01:19Vamos ver.
01:2028 de outubro de 2025, aconteceu a maior chacina da história do Rio de Janeiro.
01:24Meu nome é Mauro Davi dos Santos de Pomoceno, mais conhecido como Oruan.
01:28Eu sou filho do Márcio dos Santos de Pomoceno, mais conhecido como Marcinho VP.
01:33Eu sou reflexo da sociedade, meu pai é reflexo da sociedade e o bandido que está aportando para o
01:38história do fuzil, também é reflexo da sociedade.
01:41A mídia descobriu que matar bandido vende muito e essa política é a que mais vende no Rio de Janeiro.
01:50No Brasil, a política que mais vende é de matar bandido.
01:54A sociedade gosta do banho do sangue.
01:58A sociedade gosta de ver o sangue.
02:00E ela usa o bandido como o maior vilão para esconder os verdadeiros bandidos que estão em
02:08grandes mansões, que pagam o governo todo para não ser visto.
02:14O crime, cara, ele não está só na favela não, o crime está no governo.
02:18O crime está nas câmeras, o crime está em Brasília.
02:25E...
02:25O favelado é só um reflexo da sociedade.
02:30O pai de Oruan, o traficante Marcinho VP, que está preso, também se manifestou no Instagram.
02:38Vamos ver.
02:40Ele disse, hoje o Rio virou cenário de luto e indignação.
02:44A favela pede paz.
02:47Rodolfo Borges, que paz é essa?
02:51Olha, depois dessa manifestação do Marcinho VP, que tem um perfil no Instagram com 160 mil seguidores,
02:58que é alimentado provavelmente por algum assessor.
03:02Torço para isso, para que não seja ele mesmo da cadeia, porque ele está preso ao postar diretamente
03:08nesse perfil.
03:10A manifestação dele e do filho dele mostram que essas pessoas estão completamente descoladas da realidade.
03:16porque a decisão do juiz que autorizou as prisões que foram feitas na terça-feira,
03:25ela menciona a tortura de moradores daquela região.
03:29É sangue também.
03:31Tem um caso de uma vítima da facção que é arrastada por um carro.
03:37É uma cena medieval.
03:37Tem uma descrição de uma tortura, na qual o torturador pergunta para o torturado
03:43se ele prefere naquele momento morrer, para acabar com o sofrimento pelo qual ele está passando.
03:49E o juiz diz na decisão, descreve na decisão, que o torturado concordou em morrer naquele momento,
03:56para parar de sofrer.
03:58Quando o Oruan menciona que a sociedade gosta de sangue,
04:03o que ele está falando sobre o quê?
04:04Porque eu entendo que num momento como esse,
04:08em que morrem mais pessoas de uma vez só,
04:12e tem ali aparentemente uma estratégia também de expor esses corpos ali,
04:17no chão para servir de foto e para ter uma imagem mais impactante,
04:22eu entendo a comoção nesse momento.
04:24O que eu não entendo é a falta de comoção diante do que as facções têm feito,
04:29não só no Rio de Janeiro, mas em outros estados do país.
04:32Então, publiquei uma análise, está lá no portal do Antagonista agora,
04:37o título é Marcinho VP Pede Paz.
04:40Que paz é essa que o Marcinho VP está pedindo?
04:43É um questionamento que tem que ser feito para o Brasil inteiro.
04:46Porque eu entendo, repito, a comoção de muitas ONGs de defesa da paz,
04:52muitas delas inclusive envolvidas com essas facções,
04:57eu destaco nessa análise inclusive, que a dama do tráfico,
05:01que ficou muito famosa por frequentar a gabinete em Brasília,
05:04ela tinha uma ONG pacifista,
05:06era casada com o líder do Comando Vermelho no Amazonas.
05:10O que aconteceu com ela?
05:11Ela foi presa por envolvimento com o tráfico de drogas.
05:15Então, assim, esses movimentos que alegam defender a paz,
05:18eles estão defendendo que tipo de paz?
05:20Essa é a pergunta que eu faço diante dessa postagem no perfil do Marcinho VP.
05:25Que paz é essa?
05:27E essa é a paz que o Brasil quer?
05:32Para finalizar, eu entendo, e é claro, já começou investigação
05:37para saber se teve alguma coisa errada nessa operação,
05:41apesar de que essas pessoas, o conflito aparentemente,
05:46que é o que se sabe até agora, ocorreu numa zona apartada das moradias.
05:50Que é o principal nesse tipo de operação.
05:54Que os inocentes não paguem pelos criminosos.
05:58E vamos esperar, a gente tem que esperar as apurações
06:01para ver onde exatamente a polícia errou,
06:03o que poderia ter sido mais bem feito.
06:05Agora, o que eu digo nessa análise,
06:07convido todo mundo a ir lá lendo o portal do Antagonista,
06:10é que a primeira reação das pessoas a essa operação,
06:14ela é muito eloquente.
06:16Sobre aquilo, as expectativas dessas pessoas de como o Brasil deve ser.
06:21O Marcinho VP está pedindo paz.
06:23Que paz é essa que ele está pedindo?
06:26Não tem paz nessa região.
06:27Aquela região não é pacífica.
06:30Teve muita morte na terça-feira,
06:32teve muita prisão.
06:33Mas não é como se não estivesse morrendo gente ali,
06:35nas últimas semanas e nos últimos meses,
06:38com execuções sumárias.
06:40E aí, o que a gente tem até agora é que na terça-feira ocorreu um confronto.
06:46A gente pode saber de mais informações nos próximos dias
06:49e ver, olha, aqui não foi exatamente um confronto,
06:51aqui foi uma execução.
06:52Agora, o que o Comando Vermelho faz,
06:55e é isso que está nos relatórios,
06:56e na decisão judicial para emitir ou ordenar essas prisões,
07:01é de que ali não tem confronto.
07:03Ali é tortura e execução.
07:05O Wilson Lima.
07:09O Rodolfo tocou em vários pontos.
07:11Eu só vou complementar alguns, Rodolfo, se você me permite.
07:16Porque eu quero pegar o discurso do Oruan,
07:19eu quero pegar um pouco essa questão da paz.
07:25Eu cobri muito tempo polícia, Inácio.
07:28Eu me orgulho, porque o início da minha carreira foi na atividade policial.
07:32Então, eu conheço muito bem os meandros ali da cobertura de polícia.
07:39Eu lembro que antigamente, no início dos anos 2000,
07:42você não tinha acesso a tanta tecnologia.
07:44Não sei se você pegou essa fase, Rodolfo,
07:46de você pegar uma viatura do veículo e sair circulando de delegacia em delegacia,
07:51olhando os boletins de ocorrência,
07:53para você dar ali e extrair algum tipo de reportagem.
07:55Era assim que funcionava a cobertura de polícia.
07:57Hoje a coisa está diferente.
07:58E algo que me chamou muito a atenção,
08:05quando a gente fala de tráfico,
08:07quando a gente fala de organização criminosa,
08:09quando a gente fala de domínio de região,
08:12é que organizações criminosas,
08:16elas querem paz,
08:17só que tem que ser a paz do jeito delas.
08:20E como é que é isso?
08:23Não me incomode.
08:23Se eu não tiver o Estado,
08:28se não tiver ninguém que incomode na minha atividade deletiva,
08:31as coisas vão caminhar em paz.
08:33É assim que funciona.
08:35O que aconteceu na terça-feira,
08:38isso vai acontecer em qualquer operação.
08:39Qualquer operação policial vai incomodar
08:41os integrantes de uma organização criminosa.
08:44E isso vai ser visto por qualquer organização criminosa
08:47como uma declaração de guerra.
08:49E a reação sempre vai ser muito violenta.
08:52Vai ser no Rio de Janeiro, em São Paulo,
08:54em qualquer lugar do país.
08:56Então, é assim que funciona.
08:59Então, não me venha, o Oruam, me dizer
09:01ah, porque nós queremos paz.
09:05Todo mundo quer paz, ô camarada.
09:07Todo mundo quer paz.
09:08É uma coisa básica.
09:10Só que existe a paz democrática,
09:14em que todo mundo tem o seu espaço,
09:15tem o seu direito de opinar,
09:16tem o seu direito de falar,
09:18tem o seu direito respeitado de ir e vir.
09:21E outra, essa paz,
09:24proclamada por organizações criminosas,
09:26que é bem naquela linha.
09:27Não me incomode,
09:29seja subserviente,
09:31atenda aos meus comandos,
09:33que ninguém mexe contigo.
09:35Isso não é paz.
09:37Isso não é paz.
09:38É outra coisa.
09:40Mas isso não é paz.
09:42Outra questão.
09:44Eu queria pegar,
09:45também no discurso do Oruam.
09:47Ele fala,
09:47a sociedade é sedenta de sangue.
09:52Não é bem assim.
09:53A sociedade é sedenta de justiça.
09:57E aí eu vou dar um exemplo
09:58simples.
10:01Pegando o gancho do rapper.
10:05Se a gente for pegar o caso Nardone,
10:07as pessoas não comemoraram a morte
10:10da menina Isabela.
10:13As pessoas conclamaram pela justiça
10:15e para ver o casal Nardone em cana.
10:18É diferente.
10:20A sociedade clama por justiça.
10:22E o que a gente vive hoje na sociedade
10:24é em um mundo
10:25tão conturbado
10:30em um mundo em que a gente tem
10:31uma inversão de valores completa,
10:34as pessoas tendem, de fato,
10:36a aplaudir
10:36algum sinal de que você possa fazer justiça
10:39e que você possa tentar trilhar
10:41a sociedade por um caminho correto.
10:43É como bem disse o Rodolfo.
10:46A operação
10:47teve suas falhas?
10:50Teve.
10:50Não foi uma operação perfeita.
10:52Ela teve, de fato, suas falhas,
10:53teve seus erros.
10:54Quatro policiais, no mínimo,
10:56morreram nessa operação.
10:59Agora,
11:01quando você lida com organização criminosa,
11:04você não pode brincar.
11:06Você não pode, até...
11:08Você não pode...
11:08Eu lembrei agora do deputado
11:10Eder Mauro.
11:11Você não pode chegar
11:13para o integrante de organização criminosa
11:16com flores pedindo para o camarada
11:18se entregar.
11:19Não é assim que funciona.
11:21Então,
11:22muita calma nessa história.
11:24As investigações vão transcorrer.
11:27Agora,
11:28não dá para cravar,
11:29não dá para dizer
11:30que essa operação
11:31foi uma chacina completa.
11:34Não.
11:36Pode ter sido seus erros.
11:38Mas classificá-la
11:39como uma chacina completa,
11:40aí, realmente,
11:42é forçar a barra.
11:44Rodolfo.
11:45Para finalizar,
11:46eu só queria completar o seguinte.
11:47O sucesso,
11:49o fracasso,
11:49dessa operação,
11:50ele vai ser determinado
11:51pelo que o Brasil
11:52vai fazer a partir dela.
11:55Uma coisa é a operação
11:56e ela pode ser criticada,
11:57tem que ser investigada,
11:58a gente tem que ver
11:59o que teve de erro
12:00e o que pode melhorar
12:01para próximas ações como essa.
12:03Agora,
12:03o que o Brasil vai fazer
12:04a partir disso
12:05é determinante
12:06para saber
12:08se valeu a pena
12:08o que aconteceu na terça-feira.
12:10e para valer a pena,
12:12o país tem que começar
12:13a olhar para essa questão
12:14das facções
12:14da forma que ela merece,
12:17com a atenção que ela merece.
12:18E não é só em nível estadual,
12:20tem que ser em nível federal.
12:22Então, tem que levar a sério agora,
12:24porque aí,
12:25ainda que essa operação
12:26possa ser classificada
12:27de alguma forma
12:29como bem-sucedida,
12:31ela não vai ter servido
12:31de fato para nada.
12:33Se o país não se concentrar
12:34nessa questão
12:35a partir dessa oportunidade
12:36que apareceu agora,
12:37de fato,
12:38aí não vai ter valido de muito
12:40para além das prisões
12:41que foram feitas.
12:42Wilson,
12:43falando justamente
12:44sobre as reações,
12:46digamos assim,
12:46federais que têm que ser tomadas,
12:48tivemos já um delineamento
12:50do que pode vir adiante.
12:51Tivemos essa fala do Lula
12:53dizendo que eles tiveram parte,
12:55eles, o governo federal,
12:56foram parte dessa operação
12:58em agosto,
12:59que desbaratou
13:00grandes esquemas bilionários
13:02de lavagem de dinheiro.
13:03e também tivemos o Bolo
13:05dizendo que os verdadeiros
13:07ou os grandes culpados
13:09estariam na Faria Lima.
13:11Já se sente aí
13:12um direcionamento
13:13de como deve ser
13:14a reação
13:15da narrativa do governo?
13:19Inácio,
13:19eu confesso que eu ia até
13:20interromper o Rodolfo
13:21no complemento
13:22para fazer justamente
13:23essa análise
13:24que você me levantou
13:25uma bola, né?
13:25Jogo,
13:26equipe que joga junto
13:27tem esse entrosamento,
13:28eu nem precisei
13:29fazer essa intervenção direta.
13:32Mas é fato, Inácio,
13:33já há nesse momento
13:35uma configuração
13:37de disputa de narrativas.
13:39A esquerda vai bater
13:40nessa história, olha,
13:42nós fizemos uma operação
13:43que mirou a Faria Lima
13:45e não houve um morto,
13:47mas nós conseguimos
13:48debaratar um esquema criminoso
13:49que roubou
13:50mais de um bilhão de reais.
13:53Vai ser esse maniqueísmo.
13:56Infelizmente,
13:57vamos cair de novo
13:58no maniqueísmo.
14:00Ah, a minha operação
14:02foi melhor do que a sua.
14:04A minha operação
14:05deu tudo certinho,
14:06a minha operação
14:06mirou a Faria Lima,
14:07não sei o que,
14:08mirou o coração financeiro
14:09que nós fomos,
14:10nós miramos ali
14:12o coração financeiro
14:12do tráfico
14:13ou das organizações criminosas.
14:15A sua não,
14:15foi mirar os,
14:18até me lembrei
14:18de uma expressão
14:19que eu escutei
14:20hoje pela manhã,
14:22de alguns desses defensores,
14:23de alguns críticos
14:24da operação,
14:24disse, não,
14:25mas essa operação
14:25só mirou
14:26o núcleo operacional,
14:29no final das contas,
14:30se você proporcionou
14:31até uma promoção
14:32para outros integrantes
14:33desse núcleo operacional.
14:35Gente,
14:36uma coisa
14:37não exclui a outra,
14:38assim como uma coisa
14:39não anula a outra.
14:40Se você teve
14:41uma operação
14:42que mirou o braço financeiro
14:43e você teve
14:43uma outra operação
14:44que mirou o braço operacional,
14:45ótimo!
14:47É política
14:47de segurança pública.
14:50Qual é o problema
14:50de você mirar
14:51dois braços,
14:52o braço operacional
14:53e o braço financeiro?
14:54Ou quem sabe,
14:55por que não,
14:56no futuro,
14:57a gente possa imaginar
14:57quem sabe um braço político,
14:59se tiver.
15:01Quer dizer que se houver
15:02uma operação
15:03que mire o núcleo político,
15:05se eventualmente existir,
15:06se tiver,
15:07hipoteticamente falando,
15:09quer dizer que,
15:10ah, não,
15:10incomodou falando de tal,
15:11aí não,
15:12mas isso aqui
15:12não poderia mexer.
15:15Sabe, Inácio,
15:16é por isso que as coisas
15:17não avançam no Brasil,
15:18porque fica sempre
15:19essa disputa de narrativas.
15:21Ao invés do governo federal
15:22aproveitar esse momento
15:23e aí que vem a minha crítica.
15:26Deveria ser um momento,
15:27Inácio,
15:27de união
15:28do presidente Lula
15:30chamar o Cláudio Castro
15:31para o Palácio da Alvorada,
15:32ou para o Palácio do Palácio,
15:33para o governador,
15:34vem cá.
15:35O que o senhor precisa?
15:37Como é que eu posso lhe ajudar?
15:38Como estão as investigações
15:40do Ministério Público do Rio de Janeiro,
15:43da Polícia Civil do Rio de Janeiro?
15:44Qual o aporte que vocês precisam?
15:46está aqui,
15:48pronto,
15:49para que a Força Nacional
15:50aproveite,
15:52termine,
15:52conclua aquilo
15:53que o senhor começou.
15:54Mas não.
15:56Há uma agenda ideológica
15:57por trás
15:58que impede
15:59essa união de forças.
16:00E o que a gente vê hoje,
16:02Inácio,
16:02não só uma disputa
16:03de narrativas,
16:04como uma disputa
16:05de polos políticos
16:07em retorno
16:07dessa história.
16:09Você tem o governo federal
16:10agindo por uma ponta
16:11e você vai ter os governadores
16:13agindo por outra.
16:15Ou seja,
16:17está tudo errado.
16:18Política de Segurança Pública
16:19tem que ser integrada.
16:21Tem que ser integrada.
16:23Você tem que começar da base.
16:25Você, Inácio,
16:26que é formado em direitos,
16:28sabe muito bem.
16:30Um juiz
16:30não vai conseguir decretar
16:31uma sentença coerente
16:33se o policial lá na ponta,
16:35se o agente de polícia
16:36não começa uma investigação
16:37de uma forma correta.
16:39Eu estou falando
16:39de um caso clássico
16:40de homicídio.
16:41Uma falha
16:42no processo
16:43de apuração
16:44lá do agente
16:45de polícia na base
16:46vai culminando
16:47uma sentença.
16:48Uma investigação ruim
16:49na base
16:50vai gerar uma sentença ruim
16:51e vai gerar
16:51uma sentença de impunidade.
16:55Então, por isso que
16:56quando se fala
16:57de segurança pública,
16:58por isso que você não pode
16:58ser maniqueísta.
17:00A coisa tem que,
17:01se você precisar
17:02olhar a questão
17:03de uma forma sistêmica,
17:05enquanto não se olha
17:06esse problema,
17:07esse embrólio
17:08de uma forma sistêmica,
17:10nós vamos,
17:10infelizmente,
17:12ser vítimas
17:13de uma disputa
17:14de narrativas.
17:16Rodolfo.
17:16Eu queria contrapor
17:18nessa versão governista
17:20aí, né, Wilson?
17:20Porque, assim,
17:21a comparação com a
17:22Operação Carbono Oculto
17:23não faz nenhum sentido,
17:24faz mais sentido
17:25a comparação
17:26com a Operação Escudo,
17:27que foi realizada
17:28aqui no litoral de São Paulo
17:29e teve
17:30dezenas de mortes,
17:31porque teve confronto
17:32com o policial
17:33e com o bandido.
17:34E o secretário
17:36de Segurança
17:37de São Paulo,
17:37Derrite,
17:38inclusive,
17:39tem destacado isso,
17:40que tiraram
17:4227 barricadas
17:44de Santos.
17:46O secretário
17:47de Segurança
17:47de São Paulo
17:47disse que,
17:49naquela Operação Escudo,
17:50eles preveniram
17:51uma situação
17:52que estava
17:53indo para o caminho
17:55da Santa do Rio de Janeiro.
17:57Então,
17:57são operações diferentes.
17:58Quer dizer,
17:59se tem um território
17:59ocupado,
18:01você não vai tirar
18:01esse pessoal
18:02que está ocupando
18:02o território,
18:03mexendo em conta bancária.
18:06É diferente.
18:07Então,
18:08esse argumento do governo
18:08é um argumento malandro.
18:10E,
18:11só para terminar,
18:12concordo com isso.
18:12Esse era um momento
18:13de grandeza.
18:14É um momento
18:15dos líderes
18:16aparecerem
18:17e tomarem
18:19a frente da questão.
18:20O presidente
18:21da República
18:21não falou
18:23sobre esse assunto
18:23em público.
18:26Publicou
18:27uma nota
18:28friamente calculada
18:30para não ficar
18:32tão mal
18:32por conta
18:34do seu silêncio.
18:35Mas quem falou
18:35por ele
18:36foi um ministro
18:37da Justiça
18:37que mal sabia
18:38o que dizer
18:39quando saiu da reunião
18:40e se enrolou
18:41com o chefe
18:42da Polícia Federal
18:43na hora de falar
18:45que sabia
18:45ou não sabia.
18:46Quer dizer,
18:47é um cenário
18:47péssimo
18:48do ponto de vista
18:49das autoridades públicas
18:50do país.
18:51O que é isso?
18:51O que é isso?
18:51O que é isso?
18:52O que é isso?
18:53O que é isso?
18:53O que é isso?
18:54O que é isso?
18:55O que é isso?
18:56O que é isso?
18:57O que é isso?
18:57O que é isso?
18:57O que é isso?
18:58O que é isso?
18:58O que é isso?
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