00:00Nesse embalo que a gente já dá o pontapé inicial aqui, pessoal, até pra seguir repercutindo
00:03todos os reflexos da mega-operação Contenção, que, pra muitos, enfim, sem dúvida alguma,
00:11assim, objetivamente falando, a mais letal da história, pra muitos um marco no combate
00:16ao narcoterrorismo tão enraizado aqui no nosso Brasil, e também um sinal claro pra
00:21bandidagem que a gente espera que os tempos deles comecem a ser contados.
00:25Agora, de qualquer forma, a gente ainda repercutindo todas as ramificações, ontem a polícia atualizou
00:31pra 121 o número de mortos no conflito, entre eles, quatro heróis policiais.
00:37Sem dúvida, essa foi realmente uma ação paradigmática, realmente um divisor de águas, mas além
00:44das mortes, a polícia prendeu 113 suspeitos, apreendeu 118 armas, sendo 91 fuzis, além
00:52de 14 artefatos explosivos e muita, mas muita droga.
00:56Agora, hoje, os governadores da oposição estão indo rumo ao Rio de Janeiro, demonstrar
01:00apoio, serrar fileira ao lado do governador Cláudio Castro, que, junto com o ministro
01:05da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciaram a criação de um escritório
01:10emergencial para combater o crime organizado no Estado.
01:13E já vamos pro Rio de Janeiro diretamente, então, por que não?
01:18Ninguém melhor que nosso repórter Rodrigo Viga, diretamente do Rio de Janeiro, com as
01:21últimas atualizações.
01:23E vamos ouvi-lo, então.
01:24Viga, você me ouve bem, meu irmão?
01:29Tudo bem, Marinho?
01:30Bom dia pra você, pra turma da bancada, pro nosso ouvinte espectador, internauta do
01:35Morning Show.
01:36Mais um gabinete, né?
01:37Mais um escritório, mais uma força-tarefa.
01:39Enfim, a gente já tinha essa expectativa de que pouco sairia dessa reunião.
01:45E ainda algumas arestas que precisam ser aparadas nessa ligação, nessa relação entre
01:50governo do Estado e governo federal.
01:52Se precisa ou não, de L.O. pra um operador de um veículo blindado ajudar nas forças
01:58de segurança, as forças de segurança no combate à violência, à criminalidade.
02:03Há uma visão aqui do Rio de Janeiro, viu, Marinho, que os traficantes, que agora tem
02:07uma atuação transnacional e internacional, tem comportamento e ações típicas de
02:13narcoterroristas.
02:14Mas o ministro Ricardo Lewandowski disse que terrorismo é uma coisa, tráfico de drogas
02:19é outra completamente diferente, porque o terrorismo é movimentado e motivado por
02:24questões ideológicas, enquanto que o tráfico de drogas tem outros objetivos, ambições.
02:28Enfim, criaram um escritório emergencial pra tentar, pelo menos, melhorar a comunicação
02:33entre si e agilizar esses processos que iam pro Ministério da Defesa, mas o Ministério
02:38da Justiça e Segurança Pública não tinha conhecimento desses pedidos.
02:43Dessas informações já ficou aquele disse-me-disse, o entreveiro, cobranças e fica a expectativa
02:49de como é que vai funcionar daqui pra frente esse escritório emergencial, que o Lewandowski
02:53já disse, com problemas orçamentários e fiscais, não vai ter grana disponível.
02:57O que dá pra oferecer no momento é mais agente da Força Nacional, da Polícia Federal
03:03e da Polícia Rodoviária Federal.
03:04Mas como existem os limites legais, viu Marinho?
03:08Um não pode extrapolar o outro e aí fica sempre aquele vácuo, aquele ato legal na letra
03:14fria da lei, em que a Polícia do Estado pode ir até um limite e, a partir desse limite,
03:20quem entra em ação são forças federais das mais diferentes origens e também das mais
03:27distintas instituições.
03:29Dito isso, a gente está aqui no Centro Integrado de Comando e Controle, que é uma espécie
03:32de QG das Forças de Segurança do Rio de Janeiro, aguardando uma reunião que vai acontecer
03:36entre uma comitiva de deputados federais com o secretário de Segurança Pública, o delegado
03:40da Polícia Federal, Victor Santos.
03:44Nesse momento, esses deputados federais do PSOL e também do PT estão no Complexo da Penha,
03:51estão ali nas imediações conversando com os moradores e também obtendo informações
03:56sobre a operação da última terça-feira, que resultou na maior morte, no maior número
04:02de mortes de toda a história do país em operações policiais.
04:06Depois eles vêm para cá para também saber como é que estão os andamentos dessas apurações
04:11e investigações em torno das 121 mortes confirmadas até agora, dois policiais civis,
04:17dois policiais militares e 117 pessoas.
04:20Segundo a Polícia do Rio de Janeiro, não há dúvida que que eram 117 pessoas ligadas ao crime
04:25organizado e as autoridades por aqui, inclusive o Cláudio Castro, estão dizendo que vítimas
04:30mesmo são os quatro policiais civis e militares.
04:34Os demais tinham vinculação, ligação, serviam ao Comando Vermelho, porque estavam
04:40numa área de mata, de floresta, com colete balístico, com fuzil, com arma no coudre,
04:45com arma na mão, trocando tiros com a polícia.
04:48O fato é que, logo mais, serão sepultados os corpos dos dois policiais militares que
04:53morreram no confronto da última terça-feira e, à tarde, o governador do Estado, Cláudio
04:58Castro, que ontem recebeu o ministro Ricardo Lewandowski, o diretor-geral da PF, o diretor-geral
05:04da PRF, vai receber uma espécie de apoio, um manifesto de apoio de governadores do campo
05:10da oposição, diante da repercussão dessa mega-operação da última terça-feira.
05:15Marinho.
05:17É isso aí, Viga.
05:18Muito pra gente desconstruir, repercutir.
05:20Eu vou pedir pra você permanecer aqui com a gente um pouco mais, mas já vou assinando
05:23a bancada aqui.
05:24David Ditaço, seu principal destaque.
05:26Exatamente, Marinho.
05:27Inclusive, hoje, no Morning Show, nós vamos conversar com o comandante-geral da Polícia
05:31Militar do Rio de Janeiro.
05:32Daqui a pouquinho ele tá entrando, tava conversando ainda há pouco aqui.
05:35Ele que tá participando, infelizmente, né, do cortejo do velório dos policiais militares,
05:40que foram vitimados nessa ação.
05:42O velório que tá ocorrendo nessa manhã, na cidade do Rio de Janeiro.
05:46E a gente traz aqui o contexto de várias narrativas também que estão sendo geradas
05:51em torno dessa ação e os questionamentos também que o Viga acabou de trazer pra gente,
05:56né, dessas ONGs, instituições que acabam não legitimando a ação, a mega-operação
06:02contra o Comando Vermelho, que vitimou, como o Viga bem trouxe aí, todas essas pessoas.
06:08Agora, Viga, traz um esclarecimento aqui pra nós, porque informações dão conta, né,
06:13que o julgamento ainda no TSE, que é um julgamento residual de maus feitos ali, irregularidades
06:21na campanha de eleição do Cláudio Castro em 2022, pelo visto voltando a assombrar,
06:27o TSE teria até antecipado esse julgamento, o que poderia gerar cassação do governador
06:32do que possivelmente é o momento de maior, onde o nome dele tá até sendo catapultado
06:37pro cenário nacional? Se isso for adiante, quais são os termos, qual a expectativa,
06:42mas se isso for adiante, realmente, aí sim que a gente pode esperar um princípio
06:46de sublevação considerável, né? Como é que tá a tua expectativa em torno disso?
06:52Marinho, esse é um fato policial, né? Agora, se tentarem transformar num fato político,
07:00aí você acaba escalando uma discussão que vale não só pro Rio de Janeiro, é claro
07:06que o Rio de Janeiro é o farol do Brasil, né, Marinho? Tudo que acontece aqui tem uma
07:09repercussão danada, porque é a cara, o rosto, a vitrine do Brasil pro mundo, mas se você
07:15tá numa cidade média, numa cidade menor e acha que esse problema não chegou aí, em
07:20breve, do jeito que a coisa tá andando, pode, mais dia menos dia, ser assolado, pode ser
07:26incomodado, pode ser perturbado por esse problema envolvendo a criminalidade.
07:31Governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, tá ciente desses movimentos que vêm acontecendo
07:35aí no campo político, nos bastidores, tem tentado ser o mais hábil o possível, mas
07:43com a criminalidade, ele já disse claramente que não vai negociar. E essa ação emblemática,
07:51né, histórica e bem sucedida, segundo as fontes aqui da Polícia do Rio de Janeiro, é
07:58apenas um primeiro passo diante de uma longa trajetória que vem pela frente para a retomada
08:04de territórios. E aí, essa retomada de territórios, que há muito tempo, territórios que já estão
08:10na mão do tráfico ou da milícia, isso vai precisar de uma ação combinada, de uma ação
08:15conjunta. Então, política é uma coisa, polícia é outra, totalmente diferente. Porque se
08:21forem misturar as duas questões, não chegaremos àquela solução que é a mais ansiada, esperada
08:29e aguardada pela população, não só do Rio, mas também de todo o Brasil, né, que é o
08:33combate, o enfrentamento e também a resistência ao crime organizado, que não para de crescer
08:39em nível local e em nível nacional, Marinho.
08:42É, isso aí é inquestionável, indiscutível. Viga, a gente vai agradecendo então sua participação,
08:49sua presença aqui sempre agregando, esclarecendo, informando. Não esperaria nada mais vindo
08:53de você. Obrigado, meu irmão.