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Durante uma coletiva de imprensa, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a PF foi avisada sobre a megaoperação no Rio de Janeiro, mas decidiu não participar após analisar o plano da ação. A declaração gerou constrangimento quando o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, interrompeu Andrei ao vivo e assumiu a fala, dizendo que operações desse porte devem ser comunicadas ao presidente de República e ao vice-presidente, ou ao ministro da Justiça. O episódio mostra a contradição, em meio à repercussão da operação mais letal da história do estado, que deixou 119 mortos.

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Transcrição
00:00Vamos seguir estimulando com a bancada.
00:01Mano Ferreira, de novo, ali houve pelo menos um princípio,
00:06uma tentativa de demonstração de integração entre governo federal e governo estadual,
00:10mas com algumas atrapalhadas, dava pra sentir uma tensão no ar.
00:15Qual foi a sua leitura?
00:17Barrinho, há muita bateção de cabeça, isso é muito perigoso.
00:21A gente vê bateção de cabeça entre as esferas federativas,
00:25o governo do estado diz uma coisa, o governo federal diz outra,
00:29e entre os próprios núcleos.
00:32Então, por exemplo, o ministro Lewandowski falou que o governo federal não tinha sido informado de nada.
00:38Aí o diretor da Polícia Federal, Andrei, falou que, na verdade,
00:44o escritório da Polícia Federal no Rio tinha sido notificado de que haveria operação.
00:49Mano Ferreira, é o gancho perfeito pra gente conferir exatamente esse momento,
00:52que foi extremamente revelador, pra dizer o mínimo. Vamos conferir.
00:55Essa é uma operação do estado do Rio de Janeiro e nós não fomos comunicados que seria deflagrada nesse momento.
01:05Houve um contato anterior do pessoal da inteligência da Polícia Militar com a nossa unidade do Rio de Janeiro,
01:12pra ver se haveria alguma possibilidade de atuarmos em algum ponto nesse contexto.
01:20A partir da análise do planejamento operacional,
01:23a nossa equipe entendeu que não era uma operação razoável pra que a gente participasse.
01:28Então, houve uma comunicação.
01:31Me permita, por favor.
01:33Olha, a comunicação entre governantes, entre o governador de estado e o governo federal,
01:40tem que se dar ao nível das autoridades de hierarquia mais elevada.
01:45Então, essa operação, uma operação deste nível, deste porte,
01:49não pode ser acordada num segundo ou terceiro escalão.
01:53Pessoal, a gente precisa se compenetrar aqui nesse momento exatamente o que a gente acabou de ouvir.
02:00O diretor-geral da Polícia Federal deixou claríssimo,
02:03e toda análise a partir de agora tem que ser baseada nessa informação, nessa revelação,
02:08que sim, houve uma tentativa de haver uma integração entre ambas as esferas das forças de segurança,
02:16que foi prontamente negado.
02:18Lewandowski, ele claramente incomodado, no alto da sua experiência com seus cabelos brancos,
02:22tentando ali vir com uma forma de tentar sair pela tangente,
02:26ou tentar dizer que não tem nada para ver.
02:28Na verdade, não chega para lá, né?
02:29Um verdadeiro chega para lá.
02:31Acho que o rosto dele, enquanto o diretor-geral Andrei,
02:34acaba revelando isso de famoso PQP, ele acabou de falar isso.
02:38Com certeza foi o que passou na cabeça dele.
02:40De qualquer forma, vamos aqui com a bancada.
02:42Mano, concluindo, eu quero ouvir as meninas.
02:44Marinho, e assim como há essa contradição na parte do governo federal,
02:48também há contradições no governo estadual.
02:49Então, por exemplo, foi dito que os corpos não foram retirados da mata
02:54porque a polícia sequer sabia que haveria corpos na mata.
02:59Depois, começam a surgir novas versões,
03:02dizendo até detalhes sobre as vestimentas que as pessoas que estavam na mata estariam usando.
03:10Ou seja, ora a polícia e o governo do estado diz que não sabia que tinha morte na mata,
03:17ora sabe até detalhes sobre os mortos na mata.
03:19Mas é importante frisar que assim, eles retiraram aqueles que foram vistos
03:23e alguns não foram vistos.
03:24E a gente relembra que é um ambiente ainda sensível, apesar da mega operação,
03:30para os policiais fazerem essa retirada dos corpos.
03:32Então, você também não pode entrar de qualquer forma.
03:35O que eu estou chamando a atenção aqui é o seguinte,
03:37é o bate-cabeça entre governo estadual, governo federal,
03:41entre o estado brasileiro.
03:43Porque a gente precisa ter muito claro para todo o nosso público
03:49que o crime organizado está cada vez mais organizado.
03:53Enquanto isso, o estado brasileiro, em suas diferentes instâncias, está batendo cabeça.
03:58Nós não seremos capazes de vencer o crime se o crime for mais organizado que o estado.
04:03Agora, está claro ali o ministro Lewandowski vendo a versão original do governo federal
04:07desmontar, esfacelar na sua frente.
04:10E, hábilmente, ele tentou dizer que não.
04:12A comunicação oficial entre os governos tem que se dar no mesmo nível,
04:16de alguma forma tentando sair pela tangente.
04:18Mas, Isa Piana, queria te ouvir aqui também,
04:20porque, politicamente, é a famosa desculpa esfarrapada, né?
04:23Te convenceu?
04:24Com certeza não.
04:27Com certeza não.
04:28E eu falo para vocês, concordo com o que o Mano está trazendo aqui.
04:32A gente precisa ter uma organização.
04:34Eu quero trazer até uma palavra de esperança para as pessoas,
04:37de bons exemplos que estão acontecendo no Brasil,
04:40onde a gente percebe que alguns estados estão à frente do crime.
04:44Então, eu me solidarizo com todas as famílias que perderam seus entes queridos,
04:47com as esposas dos policiais, e eu digo para vocês.
04:50Eu espero sair daqui hoje trazendo uma palavra de esperança
04:53e boas práticas para a gente estar à frente do crime.
04:56Um passo à frente do crime.
04:58É isso aí.
04:59Mari Cantarelli, seu destaque também,
05:02no alto da sua sensibilidade,
05:04claro que é uma situação, enfim, inflamada em todas as frentes,
05:07mas queria muito te ouvir também aqui, teu abri-á-las,
05:09e a gente segue adiante.
05:11É, o que chama atenção, Marinho, pelo menos do meu ponto de vista,
05:14é o momento em que a gente vê isso acontecendo.
05:18Então, até pergunto aqui para os colegas, né?
05:20Por que agora?
05:21Acho que tem mais de duas décadas
05:22que o Comando Vermelho e as facções estão dominando o Rio de Janeiro,
05:26não só o Rio de Janeiro, mas tantos outros estados.
05:29Então, acho que tem uma pergunta que fica no ar,
05:31que é por que agora, né?
05:33E acho que dá para a gente refletir.
05:36E ressalto também um pouco do que o Mano estava falando
05:38em relação à transparência, né?
05:40Quem são essas pessoas que morreram?
05:42Como é que elas morreram?
05:44Foi seguida a legislação?
05:46Você tem aí a DPF 635,
05:49que deixa muito claro não só a questão
05:51de que é necessário avisar o Ministério Público
05:54para que seja deflagrada uma operação dessa magnitude,
05:58mas que também fala sobre proteção das escolas,
06:02fala sobre proteção das unidades de saúde.
06:04Como é que está a população dessas regiões
06:06agora que tudo isso aconteceu?
06:09Os corpos todos enfileirados ali, né?
06:12E as mães, pretas, periféricas, né?
06:15Em situações de vulnerabilidade,
06:17tendo que reconhecer os corpos.
06:19E a gente sem muitas respostas,
06:21com dados ainda conflitantes, né?
06:24Contrastantes.
06:25A gente não sabe exatamente o que foi que aconteceu.
06:28A polícia, usando câmeras,
06:30mas que acabaram a bateria,
06:32acabou a bateria das câmeras,
06:33então a gente também não consegue ter um esclarecimento disso.
06:36E aí acho que o mais importante,
06:38a pergunta que fica é
06:39como é que a gente vai aferir se essa operação de fato
06:42foi tão vitoriosa como está sendo dito
06:45pelo governo do Rio de Janeiro?
06:46Como é que a população vai entender
06:48se isso foi efetivo e se fez sentido?
06:51E do ponto de vista prático,
06:53o que vai melhorar para a população
06:54a partir de agora,
06:56depois dessa verdadeira guerra
06:57que está sendo instaurada aí no Rio de Janeiro?
07:00E a guerra de narrativas também
07:01que vai aparecendo invariavelmente,
07:04inescapável, sempre acontece.
07:07Pelo visto, pelo menos a adesão popular
07:08parece ser bem majoritária nesse momento,
07:11mas claro,
07:11essa provocação final da Mari
07:13é a pergunta que qualquer um
07:14no espectro ideológico,
07:16no conjunto da sociedade,
07:18tem que se fazer.
07:19Qual o dia de amanhã?
07:20Qual é a sequência?
07:21Vamos com o David complementando.
07:23Não, ela fez alguns questionamentos,
07:24por exemplo,
07:25e algumas pessoas estão questionando isso,
07:27sobre a legitimidade
07:28e até mesmo o descobrimento da DPF.
07:31Ela vem se estendendo,
07:33as normativas em relação a isso,
07:35mas foi cumprido sim,
07:36porque houve um protocolo ali estabelecido
07:39e a partir do momento
07:40que os policiais,
07:41eles visualizam alguém com um fuzil,
07:43ele tem legitimidade para reagir.
07:45Então, caso não haja
07:46uma visualização expressiva,
07:49assim, específica de,
07:50olha, a pessoa está com o fuzil,
07:51mas não apontou para mim.
07:52A partir do momento
07:53que ele porta uma arma,
07:54o policial tem a legitimidade para agir.
07:56Quanto aos corpos também,
07:57que estão,
07:58está sendo um questionamento,
07:59o próprio governo do Rio de Janeiro
08:01já estabeleceu uma investigação
08:02para identificar quem que liberou esses corpos
08:05e por que eles foram pararem para essa pública.
08:07Porque muitos deles também
08:09estavam ali com coletes balísticos,
08:11com uniformes militares,
08:13até para dificultar a ação dos policiais,
08:17e foram colocados ali praticamente nus
08:19para criar esse ar também
08:20de sensibilidade diante da população
08:23para dizer que são todos coitados.
08:26Mas lembrando que a maioria desses alvos,
08:29ele estava na mata,
08:31num ambiente onde eles já estavam fugindo,
08:34e o BOP, então, planejou essa ação
08:36porque sabiam que eles iam tentar correr
08:39diante dessa mega operação,
08:42dessa incursão que foi realizada.
08:44E aí também tem questionamentos,
08:45ah, por que não tinha ambulância?
08:47Se nem o blindado consegue subir na comunidade,
08:51assim como o Comando Vermelho faz,
08:53limitando o acesso a ônibus,
08:55limitando todas as pessoas
08:57de realmente acessarem os morros,
09:00de que forma que eles promoveriam
09:01também um socorro efetivo.
09:03Então, a operação,
09:04ela tem sim esses detalhes,
09:06mas tem a legitimidade da ação
09:08por parte dos policiais.
09:09Tem que fazer todos os questionamentos,
09:10já vou com o Mano Ferreira,
09:11não sei antes.
09:11Minha diretora Helena,
09:12a gente tem uma das imagens
09:13que o David estava se referindo agora?
09:16Vamos conferir.
09:17Ah, inclusive já estava projetada aqui
09:19simultaneamente na tela,
09:20a gente deixa aqui rodando
09:22enquanto o Mano complementa.
09:23Um ponto muito importante
09:24para a gente refletir sobre isso
09:26é o seguinte.
09:27Vou fazer um paralelo
09:29com a política pública de saúde.
09:31O melhor e mais intenso
09:33plantão hospitalar,
09:35sozinho e isoladamente,
09:37não constitui uma política pública de saúde,
09:42porque ela precisa ser muito mais ampla
09:44do que um atendimento específico,
09:47do que um plantão específico.
09:48A política de saúde
09:50não deve ser pensada exclusivamente
09:52sobre os ombros dos médicos,
09:55por mais que a categoria dos médicos
09:57seja essencial
09:58para a política de saúde.
10:00Agora vamos para a segurança.
10:01Uma operação policial isolada
10:04não é política de segurança pública,
10:08assim como a responsabilidade
10:10sobre a segurança pública
10:12da população
10:13não deve ser jogada exclusivamente
10:16sobre os ombros dos policiais.
10:19Então a gente precisa ser capaz
10:21de encarar esse debate
10:23tentando pensar
10:24de uma forma estratégica mais ampla.
10:27Ou seja,
10:28como que esta operação
10:30se encaixa
10:31dentro da estratégia
10:33de política de segurança pública
10:35mais ampla
10:37no Rio de Janeiro?
10:38É você retomar o território
10:39que está sendo ali
10:40aterrorizado por parte da população.
10:41Se a estratégia é essa,
10:42a imagem estava na tela agora há pouco.
10:44O território foi recuperado?
10:45Vai ser recuperado?
10:46Se o território não foi recuperado,
10:48é prematuro dizer
10:50que houve um sucesso.
10:51A estratégia é exatamente essa.
10:52Quando o governador
10:53vem ao público
10:54para dizer
10:55sucesso absoluto
10:57e o território
10:58ainda não pode ser declarado
11:00como recuperado,
11:01eu não considero sucesso
11:01porque tem policiais mortos.
11:02Tem isso.
11:03Então, esse é o meu ponto.
11:04é que a gente acaba vendo
11:06no lugar de um debate sério
11:08sobre segurança pública
11:09para prover
11:10os direitos fundamentais
11:12daquela população,
11:14a gente acaba vendo
11:15políticos populistas
11:16que estão dispostos
11:18a trocar vidas
11:19por votos.
11:20É isso que está posto.
11:22Não, não é isso que está posto, mano.
11:23É isso que está posto.
11:24O que está posto
11:25é o são os criminosos.
11:27Não vamos falar um em cima do outro.
11:28Deixa eu falar, então.
11:29São os criminosos,
11:30como a gente viu
11:30ainda há pouco aqui na imagem,
11:32tirando o sarro
11:32dos policiais
11:33que estavam subindo o morro,
11:34dizendo que iam levar tiro.
11:36São esses mesmos criminosos
11:37que acabam
11:38aterrorizando
11:39aqueles moradores
11:40da favela
11:40porque tem muita gente boa
11:42nas favelas, sim.
11:44E eles,
11:44quando descumprem,
11:45quando alguém
11:46até mesmo
11:47coloca a contraposição
11:48àquilo que eles querem,
11:50eles acabam
11:51executando essas pessoas,
11:52até pessoas,
11:54às vezes,
11:54mulheres,
11:55que acabam negando
11:56de ficar com algum chefe
11:57do morro,
11:58acabam sendo vitimadas,
11:59violentadas.
12:00Então você precisa
12:02retomar
12:03esse território
12:04para depois
12:04estabelecer
12:05uma ação efetiva
12:06no combate
12:07a esses criminosos.
12:08É verdade.
12:08E o que eu estou perguntando é...
12:09Mas a Faria Lima
12:11não teve nenhum
12:12derramamento de sangue.
12:13São situações diferentes.
12:15Inclusive,
12:15eu acho que é o momento.
12:16que é o momento.
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