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A Polícia Federal encontrou conversas comprometedoras no celular do deputado estadual de RJ Rodrigo Bacellar que incriminam o desembargador Macário Ramos Judicial Neto. Ele, que foi relator do caso TH Joias, é acusado de avisar o ex-deputado foragido sobre a operação que resultaria em sua prisão. O Morning Show debate a infiltração da corrupção no Judiciário e o crime organizado agindo de mãos dadas com o poder público.
Reportagem: Rodrigo Viga


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Transcrição
00:00Porque o Rodrigo Viga está nos aguardando para trazer uma nova operação, na verdade a segunda fase da operação
00:06Unha e Carne realizada no Rio de Janeiro, que inclusive por conta de um celular, que foi o celular do Bacelar,
00:13o ex-presidente da LERJ, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que foi encontrado, a polícia começou a fazer a apuração,
00:21encontrou alguns elementos que o Rodrigo Viga vai trazer as informações ao vivo pra gente.
00:26Viga, bom dia com você.
00:30Tudo bem, Tasso? Bom dia pra você, pra rapaziada toda aí da bancada do sofá, o nosso ouvinte e espectador internauta da Jovem Pan.
00:35Não sei porquê, começando contigo, talvez seja inspirado na sexta-feira, me veio na memória uma música lá das antigas,
00:42acho que era uma música baiana, alguma coisa do gênero, não sei o quê, é bomba, é bomba, eu não lembro direito como é que é,
00:48mas a gente pode fazer uma alusão com o momento atual, o celular do Bacelar é bomba.
00:54A gente está com essa informação há duas semanas, viu, meu caro David Tasso.
00:58Afinal de contas, por ali passaram muitas mensagens, muitas conversas e também, agora, segundo a Polícia Federal,
01:07muitas supostas irregularidades e ilegalidades, que inclusive levaram à prisão.
01:13Nesta terça-feira, um desembargador do TRF2, o Tribunal Regional da Segunda Região, que atende Rio de Janeiro e Espírito Santo.
01:19Ele é Macário Ramos Judici Neto.
01:23A gente tem as imagens aí mostrando, ele chegando agora há pouco aqui na Superintendência da Polícia Federal.
01:28Foi o alvo principal dessa segunda fase da Operação 1 em carne, que cumpre também dez mandados de busca e apreensão.
01:34Aqui no Rio de Janeiro e lá no Espírito Santo.
01:36Estiveram na casa do Macário no Espírito Santo.
01:40A esposa dele não foi alvo, mas olha como é que as coisas são entremeadas, entrelaçadas,
01:44e há muita interseção entre fatos e acontecimentos.
01:47A esposa do Macário, até bem pouco tempo, trabalhava na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
01:54Pois bem, por que ele está sendo preso?
01:56É mais um acusado de obstruir, atrapalhar e vazar informações naquela operação de setembro
02:01que levou à cadeia o então deputado estadual no exercício do seu mandato, Tiago Santos Silva,
02:07o famoso THJ, que permanece preso desde setembro.
02:10Inclusive, chegou agora há pouco aqui a superintendência da Polícia Federal para ser ouvido,
02:15para ser interrogado pelo delegado do caso.
02:19O que que une aí, o que que aproxima o desembargador preso e THJ?
02:24O desembargador Macário, ele é nada mais, nada menos do que o relator,
02:27o responsável por esse processo de THJ, que está detido desde setembro,
02:32aqui no Tribunal Regional Federal da Segunda Região.
02:37Mandados de busca e apreensão, dez, como eu disse, cumpridos no Rio e no Espírito Santo.
02:40A prisão do Macário aconteceu na Barra da Tijuca, na casa dele,
02:43numa área de luxo da zona sudoeste da cidade do Rio de Janeiro.
02:48E agora, vamos avançar nas investigações.
02:51Decisão tomada pelo ministro Alexandre de Moraes.
02:55Rodrigo Bacelar esteve preso até bem pouco tempo, até a semana passada,
03:00aqui na superintendência da Polícia Federal.
03:02Deputado estadual, afastado do comando da LERJ, licenciado até o início do recesso.
03:07O parlamento do Rio de Janeiro, que começa agora, nessa próxima sexta-feira.
03:11Alguns pequenos detalhes envolvendo esse desembargador.
03:14Ele ficou quase duas décadas afastado da toga dos tribunais,
03:19acusado de que? Vender sentenças.
03:22Meu caro David Tasso, mas regressou, retornou a toga ao tribunal aqui do Rio de Janeiro em 2023,
03:29e logo em seguida foi indicado para se tornar desembargador.
03:33É por tempo de serviço, não é por capacidade de qualificação ou por mérito para assumir essa cadeira.
03:39E por último, só mais um pequeno detalhe,
03:41a gente fez aí um levantamento da ficha do salário desse desembargador.
03:45Você sabe muito bem que esse salário tem como teto constitucional,
03:50tendo como referência o STF, 46 mil reais.
03:52Porém, contudo, entretanto, todavia, o vencimento dele no mês de novembro
03:56foi de 125 mil reais, 90 mil de salário e 35 mil de benefício.
04:02Um pouco menos do que você ganha, mas é uma bolada bem acima do teto constitucional.
04:08Meu caro David Tasso.
04:10Sem dúvida, Rodrigo Viga. Muito obrigado pelas suas informações ao vivo.
04:13Olha, é assim, é uma informação atrás da outra que a gente fica indignado.
04:18Não, é como ele mesmo trouxe o contexto, é bomba.
04:20É uma bomba atrás da outra, porque a gente vê, então,
04:23um desembargador que foi responsável pela prisão do TH Joias,
04:27mas antes, de acordo com a Polícia Federal, né?
04:31Por exemplo, eu vou agradecendo o Viga aqui.
04:32Você quer falar mais alguma coisa, Viga? Pode falar.
04:34Ô, David.
04:35Hã?
04:36Só um detalhe aqui, me chegou uma informação aqui agora há pouco.
04:40Existe uma informação que está circulando aqui na Polícia Federal,
04:44que na véspera daquela operação que resultou na prisão do TH Joias,
04:48quem estava sentado à mesa com o Rodrigo Bacelá, naquele telefonema,
04:53naquela troca de mensagens, justamente o desembargador que foi preso na manhã
04:58desta terça-feira em casa na Barra da Tijuca, zona sudoeste da capital.
05:03Ou seja, ele teria não só trocado informações com o Bacelá,
05:08mas também teria ouvido aquela conversa que o Bacelá teria dado orientações
05:11para que o TH Joias destruísse provas que pudessem comprometê-lo na operação da PF,
05:17que aconteceria no dia seguinte, no famoso day after.
05:21É bomba!
05:22Como diz a música, meu caro David Itarce.
05:25Tá certo, Viga, muito obrigado pelas suas informações,
05:27bom trabalho por aí, se tiver qualquer atualização,
05:29vai trazendo aqui para a gente, porque muita coisa ainda para a Polícia Federal investigar,
05:34mas eles reunidos num restaurante, sentados à mesa,
05:38e aí tem o Bacelá, o desembargador, que determinou a prisão,
05:41mas antes ele avisa junto com o Bacelá,
05:43ó, amanhã a gente vai estar realizando aí,
05:46destrói tudo, vê, recolhe tudo que você tiver,
05:50aí ele até colocou um caminhão de mudança,
05:51tem a imagem mostrando isso em frente à casa,
05:53retira as coisas, aí, por isso o nome da operação também,
05:57unha e carne, porque retirou diferentes picanhas ali nos freezers, né,
06:01porque não tinha nem como justificar o porquê de tanta carne,
06:04mas não era só carne, é muito dinheiro envolvido
06:06e é muita corrupção também de aspeixoto.
06:08Não, é muito absurdo e vale mencionar que, como o Viga trouxe,
06:11é um desembargador que já passa por uma outra situação
06:14em relação a processo e acusação de venda de sentença.
06:18Pois é.
06:18Então não é uma novidade, mas vamos para o Rio de Janeiro.
06:20Sabe quem foi punido pelo CNJ, Conselho Nacional de Justiça?
06:25O Bretas.
06:27O Marcelo Bretas foi o juiz que colocou o Sérgio Cabral na cadeia
06:31e muitos políticos ali do Rio de Janeiro
06:33com o desdobramento carioca da Operação Lava Jato.
06:36Mas ele foi punido em um processo sigiloso.
06:39Ele não pode falar sobre a razão da punição dele
06:42e, quando perguntado, o CNJ não mostra a razão da punição dele.
06:47Então, por que será que quem coloca o político corrupto na cadeia...
06:52Um réu confesse, por sinal, Sérgio Cabral.
06:55Tem essas punições, mas quem...
06:57E aí a punição viria em tese ali de uma conversa que ele teve com advogados.
07:02Mas que conversa é essa?
07:04O que aconteceu?
07:05Nada é dito.
07:06Mas no caso de um desembargador que vai e dá um mandado de prisão,
07:11mas está numa mesa com alguém que vai avisar como que vai acontecer.
07:15que já tem outras acusações em relação à venda de sentenças.
07:19Ele...
07:20Está tudo bem, né?
07:21Vamos ficar tranquilos.
07:22Então, assim, é uma situação de revolta que é o tropa de elite.
07:25É o filme mesmo.
07:26É um sistema que vai captando e vai cooptando todos os fatores.
07:31E nisso, no Brasil, a impunidade vai vencendo.
07:34O mal vai vencendo.
07:36O Bacelar foi solto.
07:38Solto por quem?
07:39Por deputados eleitos que publicamente...
07:42Precisava de 36, teve mais de 45 que publicamente falaram.
07:47Vamos libertá-lo.
07:48Então, que país é esse, né?
07:50Sem dúvida.
07:51Para o pessoal do rádio, a gente vai para um rápido break e voltamos daqui a pouquinho.
07:55Para as outras plataformas, seguimos aqui.
07:57Porque, assim, é de causar uma indignação.
07:59E você, eu acho que tocou num ponto que é fundamental.
08:00Onde aqueles juízes que realmente, né?
08:02Os magistrados que atuam para acabar com a corrupção,
08:06acabam sofrendo punições.
08:07E aqueles que atuam no conluio, de acordo com as investigações,
08:12esses são os bonificados com 125 mil de salários.
08:16Essa é a tomografia do câncer que acomete o judiciário brasileiro.
08:21E que precisa ser enfrentado com seriedade.
08:25Como é que a gente vai lidar com o fato de que
08:29as nossas instituições estão infiltradas pelo crime organizado?
08:34A gente vai continuar achando normal
08:36pagar salários acima do teto constitucional
08:41ignorando que a lei deveria estar acima de todos?
08:46Porque quem está acima do teto está acima da Constituição.
08:49A gente vai continuar achando isso normal como país?
08:52Ou a gente vai conversar a sério sobre como fazer com que o judiciário
08:58também esteja obedecendo ao império da lei?
09:02A gente vai tratar a sério um código de conduta de juízes
09:08desde a primeira instância até o Supremo Tribunal Federal
09:12para que a gente tenha mais republicanismo
09:17na forma que o judiciário deve se relacionar
09:22com a política e com a sociedade, com o setor privado, inclusive.
09:27A gente vai regulamentar quando é que um juiz pode
09:31sair para um almoço com um amigo.
09:33Um amigo que é, muitas vezes, empresário
09:36que está pagando propina.
09:39O almoço, muitas vezes, pago como uma cortesia, é propina.
09:45A gente vai normalizar isso até quando?
09:48Quando é que nós vamos ter capacidade de conversar como adultos
09:53de forma franca, promovendo reformas institucionais
09:58que, ao mesmo tempo, reconheçam a importância do judiciário para o país,
10:03mas que queiram aperfeiçoar o judiciário e blindá-lo
10:08da infiltração do crime organizado.
10:12Essa é a questão que está posta.
10:14Para o Brasil ter qualquer chance de dar certo,
10:17a gente tem que ser capaz de olhar para essa ferida.
10:21Mas, mano, eu vou num ponto que ele vai...
10:23Ele é anterior a tudo que você falou com o que eu concordo.
10:26A gente tem uma situação que é a seguinte.
10:29Um então juiz, ele foi investigado por vender sentenças.
10:35Tá? Vender sentenças.
10:3620 anos afastado.
10:3720 anos afastado.
10:39E aí, ele volta...
10:40Recebendo, tá?
10:41Recebendo, claro, porque...
10:43Esse é meu ponto, tá, David?
10:44Eu vou chegar lá.
10:45Ele volta.
10:46E não só ele volta, como ele é promovido.
10:49Ele vai ao tribunal.
10:50Rodrigo Viga coloca aqui,
10:51ah, não é por capacidade, não é por competência,
10:54é por tempo de serviço.
10:55Lembrando, 20 anos de não serviço.
10:58Porque ele ficou afastado.
11:00Então, eu acho que qualquer reforma
11:02passa por um básico,
11:04que é alterar a forma de carreira desses magistrados.
11:09Porque, veja, se a gente tem um funcionário
11:12dentro da sua empresa,
11:13se tem alguém dentro do mercadinho
11:15que tá te fraudando,
11:17como é o caso de uma venda de sentença,
11:19e vamos lembrar que a sentença é o ato fundamental
11:21de um magistrado,
11:22é a obrigação básica, fundamental que ele tem,
11:25se ele tá descumprindo a sua obrigação
11:28pra receber benefícios próprios,
11:31ele não tem que ficar afastado
11:33de forma remunerada.
11:34Ele não tem que continuar recebendo.
11:36Parece prêmio você ficar afastado do trabalho
11:38e receber o seu salário normalmente.
11:40Isso pra mim é prêmio,
11:40que eu vou ficar de férias lá,
11:42recebendo como se eu estivesse trabalhando.
11:44E não só isso.
11:45De repente, ele é reintegrado
11:47e ele é promovido.
11:49Eu não tô nem falando de crime organizado aqui,
11:51porque tem casos
11:52que a pessoa só tá agindo ali
11:53pelo interesse dela mesmo.
11:55Mas isso tem que ser alterado.
11:58E a gente, às vezes,
11:59discute coisas tão complexas
12:01e tão difíceis de entender.
12:03Essa não é.
12:04E eu não entendo a dificuldade do CNJ
12:07em organizar a carreira jurídica,
12:09seja por meio de alteração constitucional
12:11ou qualquer outra coisa,
12:12pra evitar que isso aconteça.
12:13Não, é de causar indignação.
12:16Inclusive, estamos de volta
12:16pro pessoal que nos acompanha pelo rádio, né?
12:19Ainda repercutindo aqui
12:20os desdobramentos
12:21do desembargador que foi preso.
12:23De acordo com as investigações,
12:24ele estava jantando com o Bacelar,
12:27que era o então presidente
12:28da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro,
12:31e avisando o TH Joias
12:32que seria ali um alvo de prisão
12:34e de busca e apreensão.
12:36Gustavo Mesquita.
12:38Um completo absurdo,
12:39uma completa vergonha
12:41que a gente assiste dia após dia.
12:43essa relação espúria
12:44entre membros do judiciário,
12:47do legislativo,
12:48de instituições públicas
12:49e o crime organizado.
12:51Não à toa,
12:52a operação aí tem um nome
12:53muito oportuno, inclusive,
12:55a operação da Polícia Federal,
12:57Unha e Carne.
12:58O estudo do crime organizado
13:00nos mostra
13:01que o envolvimento do crime organizado
13:05na sociedade,
13:06ele passa por diversos estágios.
13:08E um dos últimos estágios
13:09é essa fase da simbiose,
13:11quando o crime organizado,
13:13ele se infiltra nas instituições
13:15e passa a se confundir
13:16com as próprias instituições públicas.
13:19É a situação da Unha e Carne
13:21que a gente assiste aí,
13:23evidenciado por um almoço
13:24entre um desembargador
13:25que julgava,
13:26que era o relator do caso,
13:29que determinou a prisão
13:31de um outro deputado,
13:32TH Joias,
13:33almoçando com um outro deputado
13:35que vai ser preso depois,
13:36Bacelar presidente da Alerje,
13:39solto por uma medida corporativista
13:41da Assembleia Legislativa do Rio.
13:44E tudo isso em casa,
13:46tudo isso ali às vistas,
13:48sem sequer a preocupação
13:50de se esconder.
13:51Isso é um fator
13:52que a gente observa muito hoje.
13:54Hoje não tem mais até
13:55uma preocupação
13:56que existia no passado
13:57de se esconder.
13:58É tudo feito às claras.
13:59A gente assiste a ministro,
14:01perderam a vergonha.
14:02A gente assiste a desembargador
14:03almoçando com o investigado,
14:05assiste a ministro
14:06do Supremo Tribunal Federal
14:07ir viajando de jatinho
14:09com advogado de banco
14:11investigado em esquema
14:12milionário, bilionário.
14:14E o que a gente vai fazer
14:15em relação a isso?
14:16A gente assiste
14:17a um cenário muito preocupante,
14:19porque quem vai julgar
14:20aqueles que deveriam nos julgar,
14:24mas que estão envolvidos
14:24em crimes piores?
14:26Quem vai legislar
14:27quando aqueles que podem
14:28legislar em nosso favor
14:29estão legislando
14:30em causa própria?
14:32Quem vai vigiar
14:33aqueles que deveriam
14:34vigiar por nós?
14:36A resposta é
14:37se o povo
14:38não se levantar
14:39e cobrar
14:40ativamente
14:41ninguém.
14:43Não, e assim,
14:44a gente vê
14:45essas
14:46comunicações
14:47sendo feitas, né,
14:48onde o presidente
14:49da Assembleia Legislativa
14:51do Rio de Janeiro
14:52comunicando TH joias,
14:53vazando informações
14:54sobre a operação,
14:55e aí você também
14:56tem uma dificuldade
14:57de detectar
14:59até onde vai
15:00esse conluio
15:02todo, sabe?
15:03Até onde vai
15:04realmente
15:04as entranhas
15:06ali, onde tem
15:07o presidente
15:08da Assembleia Legislativa,
15:09que é um cargo máximo
15:10do Poder Legislativo
15:11do Rio de Janeiro,
15:13envolvido
15:14numa ação
15:15como essa.
15:15Então,
15:16de que forma
15:16que a gente combate
15:17toda essa corrupção?
15:18Por isso que
15:18quando os políticos
15:19também são alvos
15:21dessas operações,
15:21a gente não pode
15:22descredibilizar
15:23as instituições,
15:24como Polícia Federal,
15:25Polícia Civil,
15:26para que a gente
15:26realmente veja
15:27a atuação
15:28dessas forças de segurança
15:30e enfrentarem
15:30o crime organizado.
15:31David,
15:32as instituições
15:33e as regras
15:34precisam ser
15:35mais importantes
15:36do que as pessoas,
15:37do que as personalidades,
15:39do que o culto
15:40a mitos.
15:42Não existem mitos
15:43na política,
15:44são todos seres humanos
15:45que precisam ser tratados
15:47como abaixo da lei.
15:49A lei precisa estar
15:51acima de todos
15:52e não a vontade
15:54ou a paixão
15:55que um lado ou outro
15:57tem pelos seus políticos
15:59ou bandidos
16:00de estimação.
16:02E quando a gente
16:03entender isso,
16:05quando a institucionalidade
16:07for mais importante
16:08do que a personalidade,
16:10aí a gente vai levar
16:11a sério regras
16:13que coloquem,
16:14por exemplo,
16:15limites
16:16na forma
16:17como
16:17membros do judiciário
16:19se relacionam
16:20com o setor privado,
16:23com outros entes
16:24do setor público
16:25com pessoas
16:26que estão
16:27sendo investigadas.
16:28A gente não pode
16:30achar normal
16:31que juízes,
16:33que ministros
16:33do Supremo,
16:35que pessoas
16:35do judiciário
16:36frequentem
16:38lugares
16:39que estão
16:41sendo frequentados
16:42por pessoas
16:43que respondem
16:43a processos
16:44que vão ser julgados
16:46por esses próprios juízes,
16:48por esses próprios ministros.
16:50a gente tem
16:51muitas vezes
16:52no Brasil
16:53um tipo
16:54de argumentação
16:55como se,
16:56ah, não,
16:56mas você não pode
16:57punir a pessoa
16:59porque ela ocupa
17:00um cargo público,
17:01ela não pode mais
17:01ter amigos,
17:03ela não pode mais
17:04frequentar lugares
17:06que os amigos ricos
17:07estão pagando
17:08para ela ir,
17:09não pode ir de jatinho
17:11ver um jogo
17:11da Libertadores
17:12só porque é ministro,
17:14só porque é juiz,
17:15é,
17:16não pode mesmo
17:17porque a instituição
17:18tem que ser
17:19mais importante
17:21do que a pessoa
17:22e uma vez
17:23que a pessoa
17:24escolhe servir,
17:26é preciso recuperar
17:27o senso
17:28do que é
17:28o serviço público,
17:30uma vez que a pessoa
17:31escolhe servir
17:32ao público
17:33num cargo
17:34de autoridade,
17:35ela precisa
17:36abrir mão
17:37de outras coisas,
17:39a autoridade
17:39tem dever
17:40acima de direito,
17:42então a gente
17:43fica muitas vezes
17:44tratando como se
17:45a gente precisasse
17:47falar de uma
17:48autoridade como
17:49direitos de um
17:51cidadão normal,
17:52porque um cidadão
17:53normal pode visitar
17:54um amigo no sítio
17:55e pode ter pedalinhos
17:57que um amigo
17:58dá para ele,
18:00ou pode visitar
18:02e ir para um jogo
18:03de futebol
18:03num camarote
18:05que o amigo
18:05está pagando,
18:06um cidadão
18:07normal pode,
18:08uma autoridade
18:09não pode
18:10e a gente tem
18:11que parar
18:11de normalizar
18:12isso.
18:13Isso aí.
18:14Então, pessoal,
18:15acabou de sair
18:16uma breaking news
18:17aqui,
18:17o desembargador
18:18em questão
18:19foi preso
18:20pela Polícia Federal
18:21a pedido
18:22do Supremo Tribunal
18:23Federal.
18:23A defesa dele
18:24ressalta que
18:25não foi disponibilizada
18:26ainda a cópia
18:27da decisão
18:28que decretou
18:28sua prisão.
18:30Então,
18:31essa nota é assinada
18:32pelo advogado
18:32Fernando Augusto
18:33Fernandes.
18:34Então,
18:34nós temos aí
18:35já um desdobramento
18:36e mais uma vez
18:37o celular
18:38que o Viga Bem
18:38trouxe
18:39como bomba
18:40teria sido
18:41o fator ali
18:42que mostraria
18:43várias situações.
18:44Lembrando que
18:45na decisão anterior
18:46Moraes chega
18:47a citar
18:47por conta
18:48das investigações
18:49o desembargador
18:50em questão.
18:51Então,
18:51ele está
18:52preso
18:53neste momento.
18:54Depois de
18:55venda de sentenças...
18:56o vídeo de ação
18:57a gente está
18:57interrompendo brevemente
18:58e tem a imagem
18:59dele chegando
18:59na superintendência
19:00da Polícia Federal
19:00onde deve ficar detido.
19:02É,
19:02deve ficar detido
19:03e ele já tinha
19:05essa situação
19:06aí da punição
19:06da venda de sentenças
19:07voltou ao cargo
19:08como juiz
19:10foi para desembargador
19:11fez toda essa situação
19:13e mais uma vez
19:14é sempre importante
19:15lembrar quem é
19:16TH Joias.
19:17TH Joias
19:17não é um caso
19:19qualquer
19:19é um caso
19:20de envolvimento
19:21com o Comando Vermelho
19:22em um país
19:23em que a gente
19:24tem falado bastante
19:25sobre o crime
19:26organizado
19:27que ele tem
19:27sequestrado.
19:29O envolvimento
19:29do presidente
19:30da LERJ
19:30à prisão
19:31de Rodrigo Bacelar
19:32não mostra
19:33apenas uma face
19:34da corrupção
19:35que nós estamos
19:35até acostumados
19:36infelizmente
19:37a vermos no Brasil
19:38mas mostra
19:40essa ligação
19:41com cadeias
19:42de comando
19:43e com uma imagem
19:45que se tenta passar
19:46que não é verdadeira
19:48de que o crime
19:48não está
19:49correlacionado
19:50às zonas
19:50de influência
19:51ou poder.
19:52O crime organizado
19:53está muito poderoso
19:54e o caso
19:55do Bacelar
19:56mostra bem isso
19:57em uma mesa
19:57de um restaurante
19:58no desembargador
19:59que decreta
20:00a prisão
20:01o desembargador
20:02do caso
20:03não o desembargador
20:04que ouviu falar
20:04não é um PM
20:05que sabia
20:06não é a milícia
20:07muita gente
20:08falou
20:08isso deve ter sido
20:09uma informação
20:10de policiais
20:11que passaram
20:12não
20:12aqui a tese
20:14da investigação
20:15é que teria sido
20:16o próprio desembargador
20:17que passaria
20:18essa informação
20:19e possibilitaria
20:20a fuga
20:21ou pelo menos
20:21destruir algumas provas
20:23por parte disso
20:24isso é totalmente
20:25absurdo
20:26nojento
20:26e abjeto
20:27e espero que desta vez
20:29como não aconteceu
20:30na primeira
20:31a pena venha
20:32e que a pena não seja
20:33uma aposentadoria compulsória
20:35recebendo
20:35porque é isso que acontece
20:36hoje
20:37na determinação
20:38do CNJ
20:39precisamos reavaliar
20:40tudo em relação
20:41também
20:41a nosso sistema
20:42de justiça
20:43não porque queremos
20:44destruí-lo
20:45mas porque queremos
20:46que ele fique forte
20:47e para ficar forte
20:48ele precisa lidar
20:49com os problemas
20:49e as críticas
20:50que acontecem no presente
20:51este é um exemplo disso
20:53e que a Polícia Federal
20:54também
20:54pegue o celular dele
20:56faça uma perícia
20:57igual tem feito
20:58para que consiga chegar
20:59a outras pessoas
21:01envolvidas em todo
21:02esse esquema
21:02é isso que a sociedade
21:03espera
21:04e é isso que a gente
21:05acredita também
21:05na força
21:06da Polícia Federal
21:07para trazer também luz
21:09a esses casos
21:10porque eles tinham ali
21:11plena convicção
21:12de que ficariam
21:13na impunidade
21:14ou seja
21:15não seriam descobertos
21:16jantam juntos
21:17trocam mensagens no celular
21:18imagina que um presidente
21:19Lerge
21:20a Assembleia Legislativa
21:21realmente vai ser alvo
21:23de uma operação
21:24e um desembargador
21:24o desembargador
21:26então nesse fato
21:26você sabe com quem
21:27você está falando
21:27é o tipo
21:28e a importância
21:29de se blindar
21:32os órgãos de controle
21:33como no caso
21:34a Polícia Federal
21:35seja a Polícia Federal
21:36até a autonomia
21:36as Polícias Civis
21:38dos Estados
21:39que tem a autonomia
21:40para investigar
21:41poderosos
21:42como no caso
21:42de um desembargador
21:44ou um deputado
21:45seja quem for
21:46que estiver cometendo crime
21:47tem que ser investigado
21:48e tem que ser responsabilizado
21:50na forma da lei
21:51mas isso só vai ocorrer
21:52se os agentes públicos
21:53responsáveis
21:54por essa investigação
21:55pela persecução penal
21:57tiverem a tranquilidade
21:58no bom sentido
21:59de que não vão ser
22:00eles próprios punidos
22:01como a gente já
22:02viu acontecer
22:03com o próprio juiz
22:05Bretas
22:05juiz da Lava Jato
22:07Carioca
22:08que acabou
22:08ele próprio
22:09sendo punido
22:10por investigar
22:11e punir poderosos
22:12precisos de convocadores
22:14que pode ser
22:16que as pessoas
22:17sejam
22:17que as pessoas
22:17saibam
22:18por isso
22:19que são
22:20mas
22:20que são
22:21mais
22:21as pessoas
22:22e tem que ser
22:24que as pessoas
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