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A megaoperação policial nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, deixou ao menos 130 mortos e provocou uma onda de críticas sobre a atuação das forças de segurança. A tragédia reacendeu o embate político entre o governador Cláudio Castro (PL) e o governo federal. Ministros de Lula devem se reunir com Castro para discutir a escalada da violência e avaliar a operação na mais letal da história do Rio de Janeiro.
Reportagem: Rodrigo Viga

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Transcrição
00:00Rumo ao Rio de Janeiro, pra falar com quem realmente conhece, como poucos,
00:03a cena por lá, o Estado de Coisas por lá, que acompanha também os reflexos
00:07dessa mega-operação, a mais letal da história do Estado.
00:09Ninguém melhor que Rodrigo Viga, se juntando a nós aqui,
00:12ao vivasso do Morning Show. Fala, Viga, bom te ver, meu irmão.
00:15Traz aí o balanço, a perspectiva, porque a grande pergunta,
00:19apesar de todo o falatório, de todos os debates que estão sendo suscitados,
00:22é, e agora? E agora? Qual será a sequência? Qual o dia de amanhã?
00:27Primeiro, em dar o mínimo de perspectiva de libertação pra essas regiões,
00:31e também a sequência efetiva no combate e a eliminação
00:35de quem realmente comanda essas falanges criminosas.
00:38A palavra é sua.
00:42Tudo bem, Marinho? Bom dia pra você, pra turma toda da bancada,
00:45em especial pro nosso ouvinte e espectador internauta da Jovem Pan,
00:47a gente tá aqui em frente ao Palácio Guanabara,
00:49onde nesse momento tá acontecendo a reunião da Cúpula da Segurança Pública
00:53com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
00:56E aí, vão tratar, né, desse day after, de um dia histórico,
01:01com muitas mortes, infelizmente, mas dessa vez foi um pouco diferente,
01:05viu, Marinho? Já, já, se eu tiver a oportunidade,
01:07eu vou explicar ao nosso ouvinte e espectador internauta do Morning Show,
01:10porque não se tem ouvido relatos de mortes por balas perdidas,
01:16de, teoricamente, inocentes, que acabaram perdendo as suas vidas
01:21nesse conflito na Penha e no Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
01:25Depois dessa reunião de Cúpula, haverá um pronunciamento do governador do Rio de Janeiro,
01:29Cláudio Castro.
01:30Mar da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro,
01:32amanheceu com mais de 50 corpos, 55 corpos expostos em praça pública,
01:38numa rua, alguns cobertos, outros descobertos, com marcas de tiros,
01:41são pessoas supostamente ligadas ao crime organizado,
01:46o que pode alavancar e impulsionar essa estatística da operação,
01:51que já é considerada aquela com o maior número de mortes em toda a história
01:54das forças de segurança do estado do Rio de Janeiro.
01:57Os números oficiais mostram 60 criminosos mortos, 4 agentes de segurança,
02:01e se esses 55 mortos foram confirmados, se não houver uma sobreposição de óbitos
02:07nessa triste contabilidade, cruzaremos aí a faixa centenária de mortes
02:13na operação com 2.500 homens e 32 blindados nos dois conjuntos de favela.
02:19É importante a gente fazer algumas narrativas, algumas versões,
02:24porque eu tenho conversado com muita gente.
02:26A primeira delas, meu caro Marinho, é verdade, você bem disse,
02:30foi falado no microfone da Jovem Pau Vivo na entrevista coletiva
02:32pelo governador Cláudio Castro, que ele já tinha pedido ajuda
02:35em outras três oportunidades na operação de ontem.
02:39Não solicitou ajuda porque já saberia ou já sabia que a resposta era negativa.
02:44O que estava querendo o governo do Rio de Janeiro?
02:46Não era GLE, ó, a garantia da lei da ordem?
02:49Não era tropa federal subindo morro e favela?
02:52Porque quem tem uma expertise, quem tem um know-how, conhecimento,
02:54é a Polícia Militar e a Polícia Civil do Rio de Janeiro.
02:57O que o governo fluminense pediu ao governo federal,
03:00ao ministro da Defesa, não ao ministro Lewandowski,
03:04que andou falando aí lá no Ceará durante o episódio desta terça-feira,
03:08foi equipamento, equipamento pesado, blindado na Marinha do Brasil,
03:13que é capaz de permitir um acesso mais rápido
03:16por parte das forças de segurança a essas comunidades e conjuntos de favela.
03:21Porque com os equipamentos que a Polícia do Rio de Janeiro tem,
03:24esse trajeto, às vezes, por conta de barricadas e barreiras,
03:27leva uma hora, uma hora e meia.
03:29Com esses blindados das Forças Armadas, aqueles com aquela esteira,
03:32que passam por cima das barricadas de veículos,
03:35se for necessário, esse acesso é muito mais rápido.
03:38E aí torna a operação, em tese, do ponto de vista logístico, mais eficiente.
03:44Ponto número dois, Marinho.
03:45Não teve pedido de desculpa do governador Cláudio Castro
03:47à ministra Gleisi Hoffmann ou ao governo federal.
03:50Pelo contrário, estava explicando aquilo que estava documentado.
03:54Eu tinha os ofícios.
03:55A gente trouxe aqui, durante a programação desta terça-feira,
03:57pedidos desses equipamentos que não foram cedidos
04:01às Forças de Segurança do Rio de Janeiro,
04:03que, como disse o governador Cláudio Castro,
04:05extrapolaram, foram além dos seus limites nesta terça-feira,
04:09porque estavam sozinhas, sem o apoio, sem o suporte das forças federais,
04:15como queria, inicialmente, o governo fluminense.
04:19Então, essa guerra de narrativa vai acontecer.
04:22A gente sabe que está pavimentando aí uma trajetória eleitoral,
04:26um caminho para as eleições de dois mil e vinte e seis.
04:28E vai haver mais reunião, mais teleconferência,
04:35muitos contatos com Brasília,
04:37e não podemos tirar do horizonte o seguinte.
04:40Hoje, o estado do Rio de Janeiro Marinho,
04:42desculpa, está sendo um pouco prolixo,
04:44tem já quase duas mil favelas.
04:46Mil novecentos.
04:47Setenta por cento na mão do Comando Vermelho.
04:50Então, aqueles que acham que a facção que no ano passado
04:53anunciou, estou expandindo meus negócios,
04:56meus territórios, no Rio e no Brasil,
04:58não têm que fazer nada,
04:59precisam ficar atentos a esses números.
05:02Porque, se não, daqui a pouco,
05:04num futuro próximo, segundo analistas e especialistas,
05:07quem vai estar sentado aqui na cadeira
05:09de governador do estado do Rio de Janeiro,
05:11não é aquele eleito pelo povo,
05:12e sim, aquele escolhido pelo crime organizado.
05:14Marinho.
05:16Viga, você tem mais do que direito,
05:19não só o imperativo aqui de não ser prolixo,
05:22mas agregando e muito como você acabou de fazer.
05:23Eu vou até pedir a licença aqui,
05:25e a gentileza de você permanecer com a gente,
05:27e acionar a bancada para seguir nessa interação,
05:30para ouvir de quem conhece do assunto
05:32e está com o raio-x preciso de tudo que está transcorrendo por aí.
05:35Eu vou acionar o nosso David de Tarso agora
05:36para fazer uma pergunta,
05:37e a gente segue aqui trazendo a informação mais precisa
05:39e o conjunto de todas as informações mais completas
05:43para a nossa audiência.
05:43Vamos lá.
05:44Bom, Viga, eu acho que mais do que ninguém conhece
05:46a realidade do Rio de Janeiro, né?
05:47Mas, Viga, sobre informações de bastidores,
05:50você tem muitas fontes aí no Rio também,
05:51a gente até partilha de alguma delas, né?
05:53Em relação aos próximos passos,
05:56depois dessa mega operação e essa quantidade de mortes,
05:59o que vai ser feito?
06:00Qual a intenção do governo do estado?
06:02Porque a gente viu no passado,
06:03lá em 2010, se eu não me engano,
06:06que foram instaladas as UPPs e tudo mais,
06:09só que aí não avançou.
06:11O Comando Vermelho e as facções
06:13dominaram geograficamente, novamente,
06:15essas comunidades, essas favelas.
06:17O que se escuta por aí de bastidor
06:19sobre os próximos passos que serão feitos
06:22depois dessa mega operação
06:23que resultou em todas essas mortes?
06:25Claro que a gente lamenta,
06:26o pessoal está até comentando aqui no chat
06:27sobre as mortes.
06:28A gente lamenta os quatro policiais que foram mortos,
06:31mas a gente viu uma mulher que estava na academia
06:32e outras também que acabaram sendo atingidas
06:34com essa mega operação.
06:39Tassu, bom dia para você.
06:41Mais uma vez para o nosso ouvinte,
06:42espectador e internauta da Jovem Pan.
06:44Dessa vez, pelo que eu apurei aqui,
06:45não haverá recuo, não vão retroceder.
06:49Porque existe até uma decisão tomada lá
06:52pelo Supremo Tribunal Federal
06:54no âmbito da flexibilização da ADPF das favelas.
06:59Que decisão é essa?
07:01Que as três esferas de governo,
07:03federal, estadual e municipal,
07:05precisam montar um plano conjunto de mãos dadas
07:09para a retomada de territórios.
07:12Não vai ser, infelizmente, na base de flores.
07:15Ou de balas.
07:16Vai ser, realmente, com as forças de segurança
07:19locais e também federais.
07:22O governo federal, no mínimo, vai precisar financiar,
07:24ajudar a bancar essa intervenção de retomada
07:28desses territórios, que é um processo contínuo.
07:31Tem a questão econômica, tem a questão financeira,
07:34tem a questão social, tem a questão educacional.
07:37Tudo isso está sendo planejado.
07:39O governo do Rio de Janeiro, inclusive,
07:40já está ali juntando muitos bloqueios e apreensões
07:43que foram feitos desde Rodrigo Silveirinha,
07:46você lembra bem, né, Marinho?
07:47Naquelas fraudes aqui no Rio de Janeiro,
07:50isso já monta em quase um bilhão de reais
07:51para financiar esse plano de longo prazo.
07:54E não tem outra alternativa.
07:56A ADPF das favelas fala em retomada de territórios.
08:00E como retomar mil e novecentas favelas
08:04espalhadas pelo território fluminense
08:06e principalmente capital, região metropolitana
08:08e baixada fluminense, vai ter que ser
08:10num planejamento conjunto, numa força-tarefa
08:14e com muita grana, com muito investimento,
08:16porque senão vai ser que nem na pacificação.
08:18Deu-se aquele choque policial
08:20e depois, ou tempos depois,
08:23tudo voltou como antes, meu caro Tarso.
08:25É isso aí, Rodrigo Viga.
08:28Claro, o chará dele, né,
08:31o pilantra Rodrigo Silveirinha,
08:33não se compara ao nosso grande Viga, por óbvio,
08:35responsável pelo propinoduto ali com,
08:38aliciando, né,
08:39e vários auditores da Receita Fiscal.
08:41Ele mesmo.
08:41E várias propinas junto a empresários ali no Rio de Janeiro,
08:44na virada do milênio ali, né.
08:46E claro, os herdeiros dele tomaram
08:47realmente uma decisão contrária da justiça recentemente.
08:50Enfim, essas figuras rastejantes aí
08:54que o nosso Rio de Janeiro tragicamente produz aí
08:56de tempos em tempos.
08:57Obrigado demais, Rodrigo Viga, você diferenciado.
08:59E a gente conta com a sua competência
09:02na sequência aqui da Jovem Pan.
09:04Obrigado.
09:06E assim partimos por um rápido break
09:08só pra quem está nos ouvindo pela rede Jovem Pan de rádio.
09:10Morning Show volta pra vocês já, já.
09:12E, David, algum complemento aqui?
09:14Não, acho que o Viga queria falar alguma coisa.
09:16Acredito que ele vai trazer informação
09:17que assim que sair também a coletiva de imprensa
09:20se os governadores, né, as autoridades
09:21foram se pronunciar, ele vai estar trazendo detalhes aqui.
09:24Então ele continua com a gente também.
09:25Muito bem complementado.
09:26Henrique Kringner, desconstruindo aqui
09:28os principais destaques, palavra sua.
09:31Não, eu acho que uma coisa importante
09:32que o Viga trouxe pra gente, Marinho,
09:34é justamente a percepção
09:35de quem está ali na cidade, né,
09:38do Rio de Janeiro e também nas áreas afetadas.
09:40Porque hoje o que nós estamos vendo
09:43e se abre qualquer canal de rede social aí
09:45você vai ver muito bem,
09:46é a questão das narrativas.
09:47As pessoas fazendo manifestações,
09:50nota de repúdio, relatório de organização internacional,
09:53é narrativa disso, narrativa daquilo.
09:55Mas e o povo que mora ali na cidade,
09:57que está ali no bairro da Penha,
09:58que está próximo às regiões,
10:00o Complexo do Alemão também, os outros.
10:02Todas essas áreas que são dominadas
10:04ou pelo Comando Vermelho
10:05ou por alguma outra força, né,
10:07ali, para-estatal, vamos chamar assim.
10:10Então, essa percepção é mega importante,
10:13porque se não fica essa narrativa
10:15sendo espalhada pelo Brasil,
10:16de que, olha só, mais um caso de truculência,
10:19mais um caso de abuso de direitos humanos,
10:22olha só quanto sangue derramado,
10:24sem razão nenhuma.
10:25Como sem razão nenhuma?
10:26Se a gente é um dos países que mais mata,
10:28e quem mata não é a polícia aqui no Brasil,
10:30quem mais mata aqui é o crime organizado, né,
10:32de norte a sul do país.
10:35Então, essa percepção que o Viga traz
10:36é muito importante para a gente ver
10:38qual é a tensão na rua, né?
10:39Eu acho que é importante a gente mostrar também,
10:41tem até uma imagem,
10:42eu acho que o pessoal da direção
10:43pode colocar para a gente,
10:45de uma moradora sendo feita refém pelos criminosos,
10:47fazendo ela registrar as imagens,
10:50dizendo, olha,
10:51a gente está aqui se entregando,
10:52estamos deixando os fuzis,
10:54e aí você registra
10:56e sendo ameaçada com isso.
10:57Então, é o que eu queria...
10:58Eu peço muita atenção para a audiência nesse momento,
11:00olha o que o David acabou de descrever,
11:02friamente, tecnicamente aqui.
11:04Qual é o primeiro sinônimo
11:05que vem à cabeça de vocês?
11:06Qual é a primeira organização
11:08que é associada a essa imagem
11:10que o David acabou de descrever?
11:11Esse modus operandi,
11:12essa praxe que o David acabou de descrever?
11:15Pergunta a vocês.
11:16Não, terrorismo, né?
11:17Claro, o que é?
11:17O Hamas, escudos humanos.
11:20A gente está diante, obviamente,
11:21aqui do inimigo da sociedade
11:22que detém verdadeiros continentes
11:25de controle territorial
11:26e oprime todos os povos ali
11:29e aterroriza a sociedade, ponto final.
11:30Então, isso é guerra irregular.
11:32O nome disso é terrorismo.
11:34E todo mundo que ficar titubeando, hesitando,
11:37é ou omisso, cúmplice ou comprometido,
11:39em algum grau,
11:40ou até eleitoralmente,
11:42com essas pessoas.
11:43Que fique claro aqui.
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